Sobre não me obrigar a ser tão produtiva assim

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Não é raro vermos na internet muitos posts sobre produtividade e eu até já fiz alguns aqui. Mas às vezes nos esquecemos que ser produtivo nem sempre é estar produzindo algo.  Explico.

A produtividade, na verdade, é uma combinação do quanto seu cérebro consegue funcionar quando você está criando ou trabalhando em algo e de como você aproveita os momentos livres de sua vida. Porque falamos sempre a respeito de aplicativos que ajudam a lidar com a vida de maneira mais produtiva e organizada, mas não falamos que nem sempre o cérebro deve estar produzindo algo. É preciso reconhecer os momentos em que seu corpo e sua mente precisam de uma brecha tranquila para respirar.

Nossa mente e nosso corpo (e principalmente ele) nos dão sinais claros de que precisamos fazer pausas. Geralmente esses sinais se manifestam em problemas capilares, de pele, estomacais e até mesmo alérgicos, e prova viva disso sou euzinha, que me encontro embaixo de um edredom dopada de antialérgico e bebendo Neosoro pelo nariz como se não houvesse amanhã.

Para ser produtivo é necessário reconhecer que precisamos parar de ser obcecados pela produtividade. Parece complicado, mas não é. É preciso saber reconhecer que em alguns momentos dos nossos dias precisamos parar e simplesmente desligar de todas as obrigações e compromissos. Um momento assistindo a séries despretensiosas, leituras que não tem ligação com o seu trabalho ou apenas deitar e descansar as pernas no silêncio de casa: apenas isso pode ser suficiente para te ajudar.

É claro, acontece que sempre nos cobramos e principalmente nestes momentos em que paramos para descansar. Sempre surge aquele questionamento: eu não deveria estar produzindo? E a resposta é: não. Porque nem sempre a exaustão é o caminho para a produtividade.

Faça seu cérebro entender que ele precisa de pausas, dê um descanso ao seu corpo e só então compreenda que a produtividade está extremamente longe da escravidão. Acredite, nenhuma gastrite ou crise alérgica vale o desafio da produtividade exagerada.

Tenho 25 anos, sou jornalista, mas bem poderia ser qualquer outra coisa, devido à minha necessidade de aprender. Escrevo, fotografo e sorrio. Acho que é assim que se vive, não é?