Posso entrar na sua vida?

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Chegando sem avisar, sem pedir licença. Chegando de mansinho, devagarinho. Chegando na hora certa, no dia certo e no lugar certo.

Volta e meia, pensamos em como seria bom chegar algo assim para nós, não é mesmo? No mesmo instante, ao me remeter à experiências pessoais, penso o tanto que (não) tenho me aberto para isso. Em boca fechada não entra mosquito. Em coração fechado não entra amor.

Entre coisas e pessoas, momentos e sensações, a todo instante escolhemos o que vai entrar na nossa vida. Em um dia, são centenas de escolhas que fazemos, como quando pegamos um item no supermercado e nos perguntamos: deixo ou levo?

Mas será que estamos conscientes do que temos deixado entrar na nossa vida? Será que estamos percebendo se algo tem entrado sem nossa permissão? Será que estamos escolhendo adequadamente o que fará parte do que somos?

E se ao fazer essa “escolha”, ocorresse uma breve apresentação do que estamos dizendo sim para nossa vida? Perguntas básicas, do tipo: Para que isso serve? Eu realmente preciso disso? Isso vai me fazer feliz? Seriam perguntas essenciais feitas com frequência para definirmos o que levamos e o que deixamos para trás.

Para evitar cair no mesmo erro, então me apresento por aqui: sou Jessica, meio paranaense, meio baiana, totalmente brasiliense. Do fogo, da água e do ar. Psicóloga, que gosta de conversar sobre coisas que os dois olhos que temos não conseguem ver. Além de ver, é preciso enxergar, e para isso é necessário falar sobre uma coisinha que todo mundo tem curiosidade para saber mais, mas é tão difícil aprofundar: o autoconhecimento.

Talvez seja difícil, porque não é fácil entrar em contato com tanta reclamação vindo de si mesmo. Talvez seja difícil, porque os mistérios que guardamos dentro de nós mesmos não são tão facilmente revelados.

Mas e se talvez fosse fácil porque a gente tem tanta coisa linda esperando ser vista para ser transbordada? E se talvez fosse fácil porque não há nada no mundo que pague saber dos seus poderes, dons e amores?

Para saber a resposta, você precisa dizer um grande sim para o que precisa entrar na sua vida. Um sim sincero, forte e intenso: SIM! Um sim a vida, um sim ao seu auto amor, um sim a você mesmo. Pois só quando damos passagem para que nós mesmos habitemos o corpo que carregamos, é que permitimos dar passagem para que outras coisas que são nossas venham.

Depois desse “questionário inicial” com você mesmo e a tudo que pede licença para entrar, a sua consciência sobre o que te habita muda totalmente. Autorresponsabilidade é saber dirigir esse ser tão especial que você é para a melhor direção que você pode seguir.

E então, de repente, você não terá dúvidas ao responder quando se deparar, mais uma vez, com a tão intensa e recorrente pergunta: Posso entrar na sua vida?

 

Psicóloga, mestranda em Desenvolvimento Humano pela Universidade de Brasília. Vem se constituindo a partir de suas viagens terrestres e astrais. Discute reflexões como autoconhecimento, espiritualidade e despertar da consciência. Afinal, quem somos e o que viemos fazer aqui mesmo?

  • Sivaldo Batista Reis

    Eu digo SIM