Orange is the new Black e as questões sociais que passam despercebidas aos nossos olhos

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Este é meu primeiro post como colunista neste blog, mas o espaço, já conheço de longa data. E por isso ainda pretendo contribuir por muito tempo aqui e, pensando nisso, estarei trazendo uma dica e/ou reflexão sobre séries, filmes, músicas e atualidades todas as sextas-feiras, para te ajudar a descansar no fim de semana ou apenas passar um tempinho aproveitando para se distrair.

Você já ouviu falar em Orange Is The New Black, né? Tenho certeza que sim.

A série, que se encontra atualmente em sua 5ª temporada, é uma produção da Netflix e aborda assuntos muito relevantes e necessários. Sim, necessários. Embora, no início, pareça que a série inteira vá se tratar da vida da Piper, a protagonista, a trama se desenrola de uma maneira espetacular a cada episódio e consegue trazer a tona muito mais do que relações entre mulheres em um ambiente fechado. E você não vai se surpreender se achar que Piper é uma menina um tanto quanto mimada e chata. Eu vou te compreender se pensar isso em algum momento.

Baseada nos relatos reais de Piper Kerman, uma moça dos Estados Unidos que é acusada de crimes de lavagem de dinheiro, a narrativa busca colocar mulheres como protagonistas, e isso é muito claro, já que a trama se passa em uma prisão feminina, em Litchfield. Também existem personagens masculinos, e muito bons, por sinal, mas nunca predominantes em cena. Como viemos abordando anteriormente por aí, o mercado televisivo e cinematográfico é recheado da visão masculina sobre os problemas e particularidades femininos, e de maneira alguma isso tem vez em OITNB (abreviação carinhosa adotada pelos fãs da série).

O seriado faz questão de mostrar as origens e os motivos pelos quais cada uma das detentas está reclusa. Na maioria das vezes, as mesmas histórias são abordadas na forma de memórias, onde a própria personagem acaba contando o que a levou a ser condenada, seja a pena justa ou não. Outro assunto que tem bastante espaço na produção: as injustiças vividas (obrigatoriamente) pelas centenas de mulheres presas em Litchfield. Na verdade, isso nos abre os olhos para problemas que acontecem em todas as prisões, em variados lugares e até mesmo no Brasil. Gravidez na prisão, trabalho, vida em condições mínimas de higiene e segurança, superlotações, entre outros.

Cada detenta é construída por uma série de particularidades, que acabam as colocando num senso comum em meio a um local que busca tratar todos (e todas, no caso) com “igualdade”, já que ambas cometeram crimes. Um erro, não é? Mas isso é assunto para um outro post muito mais complexo e reflexivo.

Embora você pense que assistir a uma série como essa possa ser uma chatice sem fim, lhe peço que dê uma chance. A Piper é um pouco chata? Sim, eu sei que você vai concordar comigo. Mas o envolvimento da trama com as personagens (to-das) é genial, e você vai se ver pensando em assuntos que normalmente não são discutidos por nós. Embora devessem ser, não é mesmo?

A 5ª temporada acabou de ser liberada na Netflix, e todas as outras também estão disponíveis por lá. Os episódios geralmente tem pouco menos de 40 minutos e, sinceramente, é difícil assistir a apenas um por dia. Depois não diga que não avisei. Então, fica minha dica para o fim de semana, já que atualmente foram divulgados novos episódios.

Este post é apenas um aperitivo do que vem por aí, neste mesmo blog, neste mesmo dia da semana, pelos próximos meses. E se você quiser saber mais sobre o que ando assistindo, me acompanhe no Instagram. Sempre posto algumas coisas em relação ao que estou lendo e/ou assistindo!

Instagram: @evenvendramini 

Tenho 24 anos, sou jornalista, mas bem poderia ser qualquer outra coisa, devido à minha necessidade de aprender. Escrevo, fotografo e sorrio. Acho que é assim que se vive, não é?