Atitude Empreendedora com Gimenez Andrade

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O advogado que largou tudo para viver cozinhando na beira do rio e conquistou o Brasil no programa Mais Você

 

Se você mora no oeste baiano, com certeza ouviu falar dele nos últimos dias. Gimenez Andrade e sua moqueca de feijão ganharam fama nacional nesta semana depois de aparecerem no quadro Tem que ir na Ana Maria, do programa Mais Você da Rede Globo. O “Tem que ir na Ana Maria” é feito especialmente para aquelas pessoas que são cozinheiras de mão cheia e merecem a chance de mostrar uma receita especial no programa. Quem inscreveu o Gimenez no programa foi a sua cunhada, Juliana. A equipe do Mais Você foi até Barreiras e encontrou o Gimenez no seu restaurante, sem ele nem imaginar o que estava acontecendo. (Se você ainda não viu a matéria completa, confira nos vídeos ao final do post. Vale a pena!) “Participar do programa foi uma coisa excepcional, um presente de Deus! É um reconhecimento que qualquer cozinheiro do Brasil gostaria de ter. Sem dúvida, chegar na Globo foi minha maior conquista. Ir em um programa de culinária que é referência nacional e internacional e ser aprovado, não tem preço”, contou pra gente.

Nascido em Valença, popular costa do dendê, em 1981, foi morar com a família em Barreiras no ano de 1989. Amo Barreiras, sou apaixonado por essa terra. Apesar de não ter nascido aqui, já sou um legítimo barreirense de pé rachado”.

Apesar do seu estilo de vida atual, nem sempre foi assim. Gimenez é formado em Direito e atuou por 5 anos como advogado em Barreiras. Largou tudo para fazer o que ama: cozinhar, na paz do seu restaurante na beira do rio. Não foi uma decisão fácil. “O desafio de mudar do direito pra cozinha começou pela família. Imagina: você faz 5 anos de faculdade, se forma, passa na OAB, atua 5 anos com sucesso e resolve largar tudo? Tem toda a expectativa dos familiares, não tem como não se assustar, né? Vai largar tudo pra viver no mato? Hoje, graças a Deus, todos estão satisfeitos com a minha decisão”.

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Mas foi o Direito que, de certa forma, despertou esse talento nele. “A gastronomia surgiu na minha vida quando fui morar em Ribeirão Preto/SP para fazer o curso de Direito. Pedi pra minha mãe me ensinar a cozinhar o básico, pelo menos feijão, arroz e moqueca. Daí em diante comecei a cozinhar e peguei gosto. Na faculdade fui cozinhando pra galera e todo mundo sempre gostou. Desde então não parei mais, fui aprendendo novos pratos, novas técnicas e me aperfeiçoando”, explica.

O amor pela gastronomia falou mais alto e, em 17 de abril de 2015, Gimenez abriu seu restaurante na beira do rio. “Estava cansado da profissão, da sujeira do judiciário e trabalhando infeliz. Um amigo meu tinha essa chácara disponível e me questionou se não queria abrir um restaurante. Vendi meu escritório e em 10 dias estava na chácara instalando o restaurante. Muita gente tem vontade de largar sua profissão atual para ir atrás de um sonho, mas não tem coragem. Eu tive e não me arrependo“.

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O restaurante, que até hoje não tem um nome oficial, fica na beira do rio, há 17 km de Barreiras. Sem sinal de celular nem internet, é um cantinho cheio de boas energias e tranquilidade, a cara do dono. “Além da beleza natural, o tem de mais legal no restaurante é a tranquilidade. As pessoas se sentem em casa. Quando abri, a intenção não era ser um restaurante onde você mal tem contato com o garçom. Aqui todo mundo tem acesso a tudo, da cozinha até a casa. Se a pessoa ficar com sono, porque comeu demais ou bebeu além da conta, tem cama pra deitar. É um ambiente família, onde todo mundo conversa, até porque não tem sinal de celular nem internet. Até brinco que ‘aqui é permitido conversar’ (risos)”.

A famosa moqueca de feijão é uma receita familiar e popular na região de Valença. Como diz Gimenez, lá você almoça o feijão e come a moqueca a noite para não enjoar. “Eu mantive a receita original, só modifiquei e padronizei as medidas para chegar em uma quantidade específica de cada ingrediente, de forma que fique sempre o mesmo sabor e a mesma qualidade”. Mas além dela, o restaurante do Gimenez tem um cardápio recheado de pratos saborosos, especialmente peixes e frutos do mar. Tem desde vários tipos de peixes e mariscos, como camarão, siri, lagosta, arraia. Além de pratos mais tradicionais como a casquinha de siri, o restaurante também serve pratos como a mantinha suína, uma carne defumada que ele traz do sul da Bahia e a picanha do sol, um prato desenvolvido pela família. “Como tem muita gente com alergia à mariscos, a gente desenvolveu uma picanha do sol. Produzimos aqui mesmo a carne de sol de picanha, preparada pelo meu pai, e tem sido muito bem aceita”

Gimenez faz pouca divulgação porque não quer perder a qualidade de atendimento aos seus clientes. “Nossa cozinha é pequena, só eu que cozinho mesmo. Então não posso fazer divulgação em massa. Se vier muita gente, os pratos vão demorar para sair e não quero isso. Quero que as pessoas cheguem, comam bem e sem esperar muito. Funcionamos de quinta a domingo, a partir das 11h, tanto no almoço e janta”. Apaixonado pelo que faz, o amor pelo seu trabalho fica evidente em cada frase. “A minha maior alegria é ver uma pessoa comer algo que eu fiz e gostar. Provar, gostar, querer repetir, voltar. O prazer da gastronomia é isso: é transmitir sua energia, seu coração, na comida. E fazer com que a pessoa que coma aquilo sinta. Isso não tem preço, é imensurável, confessa.

Aos 36 anos, tranquilo e satisfeito com a vida que tem, Gimenez acredita que tomou a decisão certa quando decidiu largar tudo. “Hoje faço o que gosto, trabalho com amor e vivo num paraíso, cozinhando, atendendo e conhecendo novas pessoas. Acho que o essencial para o sucesso de qualquer empreendedor é não desistir. Seguir em frente, acreditar e focar, colocar todas as suas energias e pensamentos em prol daquela ideia. Se quer empreender abrace a causa e siga em frente. Várias pedras surgirão pelo caminho, mas é preciso transpô-las e seguir em frente”.

 

O recado que ele deixa para quem tá infeliz na sua profissão e tem um sonho na gaveta é simples. “Se você tá pensando em mudar de ramo e abrir seu próprio negócio, faça. Mas pesquise, esteja aberto à críticas, busque seu aperfeiçoamento. Siga seus planos, siga eu sonho. Lembrando que é sempre bom pensar bastante, analisar muito, ver a viabilidade do que se pretende fazer e jogar duro, arregaçar as mangas e partir pro trabalho, que com certeza no final os resultados serão positivos. Acredite, se dedique, pesquise, desenvolva e ponha em prática. Não espere a vida passar para se arrepender, finaliza.

Para acompanhar o Gimenez, siga-o nas redes sociais: @gimenezandrade

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