As Ardenas e Champanhe

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Hoje vou cruzar a fronteira da Bélgica para contar vocês sobre o último passeio que fiz. Fui com a minha família para uma região no norte da França, bem perto ainda da fronteira belga. Lá chama-se as Ardenas Francesas (“Les Ardennes Françaises”).

No meu primeiro post sobre a Bélgica expliquei vocês sobre a diferença entre a Norte e o Sul na Bélgica. Além da diferença de língua e cultura, também tem uma diferença grande na natureza. A Norte é principalmente plano, enquanto o Sul tem colinas. Esta região de natureza, que na Bélgica é a Valônia inteira, chama-se as Ardenas. E já que a formação de colinas não acaba bem na fronteira da França, lá continua uma parte destas Ardenas.

Ficamos o fim de semana numa vilazinha minúscula chamada Les Mazures. Lá tem um lago até grande bem na vilazinha, mas creio que também é a única coisa que tem mais ou menos de interessante lá. Mas escolhemos neste lugar porque de lá dava tanto para visitar as Ardenas, quanto a região do Champanhe.

Para começar pelas Ardenas, visitamos pouquinha coisa nesta região, mas o que vimos foi bem bonito! Veja por exemplo as fotos feitas na cidadezinha de Revin:

 

Bem pertinho desta região, indo um pouco mais para o sul, tem a região do Champanhe. Este lugar é exatamente o que você está pensando: a região onde o champanhe é produzido. A bebida só pode ser chamada de champanhe quando vier desta região. Por isso também que  quando falam ‘este champanhe é da França’, esta última parte da frase é totalmente redundante.

A cidade principal desta região chama-se Reims. É uma cidade grande, mas a parte turística, que também é a única parte bonita, é bem pequena e dá para facilmente caminhar num dia. O ponto principal, que sim, é bonito -mas como tantos prédios antigos na Europa estava em andaimes- é o Catedral de Notre-Dame.

Lá em Reims tem vários dos maiores produtores de Champanhe que você pode visitar. É recomendado de reservar de antemão, e não é muito barato: para a visita de um adulto, com um copo de champanhe incluso, era €18,00 (R$ 66,00). Mas é bem interessante, te explicam o processo da produção e te levam na adega. Neste que a gente foi, que foi uma parte da produção de Taittinger, tinha 3 milhões garrafas!

Mas o mais bacana é quando sai de Reims, e vai passando nos campos com o os vinhedos e as vilazinhas, onde ainda tem muito mais produtores ainda. Veja por exemplo a primeira vilazinha que passamos depois de sair de Reims, chamada Rilly-la-Montagne, com no centro já imediatamente dois produtores de champanhe do lado de um e outro.

Nesta cidadezinha achamos uma pequena caminhada chamada a Balade Fleurie, indicada com plaquinhas, bem legal para fazer.

 

Veja umas das paisagens no caminho:

 

 

 

Depois continuamos de carro para outras vilazinhas (inclusive, este tipo de tour também dá para fazer em grupo, organizado por agências de viagens/agência de turismo em Reims), e no caminho dá para ver o tempo todo produtores de champanhe.

Casa do produtor de champanhe Bollinger, na cidadezinha de Aÿ Nos campos, tem plaquinhas indicando de quem são as plantagens de uva, bem engraçado:


Tenho que dizer que eu não fazia ideia que tinha uma região tão bonita tão perto da minha casa (de Bruxelas para Reims são somente 3 horas de carro). Tanto as Ardenas, mais perto da fronteira, quanto a região toda sul de Reims, achei lindíssimas. Uma com a beleza mais selvagem de colinas e florestas, e uma com uma beleza de linhas certinhas cheio de plantas de uvas, que acabarão numa das bebidas mas exclusivas do mundo, o Champanhe.

Indo de Bruxelas para Paris ou o caminho contrário? Dá uma passada nesta região, vale a pena!

Sou a Veerle, belga de nacionalidade, mas um pouquinho brasileira de coração, tanto por interesse profissional (sou graduada em Negócios Internacionais) como por lazer. Tento viajar o máximo possível e sempre conhecer novas culturas e novos lugares. Além de viajar, gosto de música, ler e yoga.