Secretaria de Cultura e Turismo abre inscrições para as Oficinas Artísticas 2015

Pessoal, super oportunidade cultural artística!

Estão abertas as inscrições para as Oficinas Artísticas de Dança (balé clássico, balé moderno e jazz), Capoeira, Teatro, Música e Artesanato oferecidas gratuitamente à população pela Secretaria de Cultura e Turismo de Luís Eduardo Magalhães.

As inscrições podem ser realizadas na própria Secretaria localizada no Centro Administrativo, das 8h às 12h e das 14h às 18h ou nos Pontos de Cultura dos bairros Jardim das Acácias (Rua Emburana, nº 956), Mimoso I (ao lado da Igreja Adventista) e Santa Cruz (Rua Eunápolis, nº 474) ou na biblioteca do Centro de Artes e Esporte Unificados (CEUs) Patrícia Regina Lauck de Souza.

Os alunos matriculados em 2014 nas Oficinas de Música também precisam comparecer ao Centro Administrativo para realizarem a rematrícula.

Texto da Assessoria de Comunicação do Governo de Luís Eduardo Magalhães – ASCOM 

ascomlem@gmail.com

Fica pra próxima, Caetano

Zapeava sem compromisso, a procura de algo que valesse a pena assistir na TV por assinatura. Nada aqui, nada ali. Parei num canal, não recordo exatamente qual, possível que por ter simpatizado com o nome do filme em cartaz. O anterior a ele estava terminando.

Sobem os caracteres.

Caetano canta.

A música gruda. Como um carrapato sanguinário, uma sanguessuga. Ali, impiedosamente no meu consciente que, não demora, me faz cantar seus versos a plenos pulmões.

“E agora

O que faço eu da vida sem você.

Você não me ensinou a te esquecer…”

Vamos,cantem comigo.

De novo. Em coro, vamos lá:

“E AGORA

 O QUE FAÇO EU DA VIDA SEM VOCÊ.

 VOCÊ NÃO ME ENSINOU A TE ESQUECER…”

Bonito.

A música me lembrou, quase que instantaneamente, de uma amiga especial. Uma mulher admirável. Forte, segura, decidida. Apaixonante, em todos os sentidos.

Talvez a música, a letra e toda emoção de Caetano ao interpretá-la, te fazendo vasculhar os recônditos mais sombrios do coração em busca de um amor qualquer para anunciar ao mundo, tivessem a ver com o momento que ela está vivendo.

O fim de um ciclo.

Inesperado.

Daqueles que te pegam de surpresa e exigem fortaleza, assim, num piscar de olhos.

Li o desabafo dela – via whatsapp – impotente, desejando poder abraça-la com força, como faria o urso branco e gigante da Coca-cola – ela me chamou assim um dia – afagando seu rosto no meu peito. Numa esperança insignificante que aquele ato pudesse arrancar toda dor de dentro dela.

Porque, de certa forma, ela me escolheu. E contou tudo que estava se passando, extravasou todo vazio e tristeza a lhe corroer as entranhas pelo fim tão repentino, que, abruptamente, arrancou o tapete que mantinha debaixo dos pés e não deu a mínima oportunidade de ao menos ela aprender a se equilibrar sem a certeza da presença e companhia do homem que ama e que havia escolhido para construir sua história.

Lendo todo seu relato, mensagem após mensagem, por um instante, confesso, desprezei o amor. Sim. É esse o verbo: desprezar. Se pudesse, o colocaria de castigo, como a uma criança malcriada que apronta das suas. Aquelas decisões dolorosas, que mais castigam aos pais que os filhos.

Pois assim.

Assim eu odiei o amor a ponto de rogar pragas e safanões a este sentimento tão belo e ao mesmo tempo tão traiçoeiro. Porque a dor da perda, em alguns casos, é tão maior que todos os momentos felizes vividos e eternizados, em promessas ou, mesmo, em projeções íntimas quando se está no chuveiro pensando na vida e é Caetano quem chega, de mansinho:

“E agora…”

Quase um sussurro. Um miado.

O amor. Um casal que se ama, mas não se entende. Não cede. O sentimento mais lindo e mais puro morrendo. Agonizando.

Pena.

Caetano talvez não sirva para ela nesse momento. Talvez, ela precise de tempo, embora, seja, como se mostrou ao longo de todo desabafo, uma mulher preparada e capaz de superar os maiores obstáculos, por, ela me ensinou – mais uma vez – que a definição para mulher no dicionário devia ter seu nome.

Mulher.

Já você Caetano. Fica pra próxima.

Hoje é dia de rock, bebê | Foo Fighters

Hoje é dia de rock, bebê! A frase imortalizada pela Christiane Torloni durante o Rock in Rio de 2011 é um dos meus bordões preferidos. Ainda mais hoje que teremos a banda Foo Fighters, da qual sou MUITO fã, fazendo show no Maracanã e passando no Multishow ao vivo.

Na turnê da banda por terras tuquiniquins começou em Porto Alegre, passou por São Paulo e depois do show de hoje no Rio de Janeiro encerra em Belo Horizonte, no dia 28. Os primeiros dois shows, segundo a mídia, foram sensacionais. Não poderiam deixar de ser. Foo Fighters é uma das bandas mais interessantes da atualidade e isso, acredito eu, se deve muito ao talento e personalidade de Dave Grohl.

Não bastasse ter sido baterista de uma das maiores bandas rock’n roll do mundo, o Nirvana (outra das minhas bandas preferidas), Dave Grohl criou ainda o Foo Fighters, dessa vez ocupando o posto de guitarrista e vocalista. E ele ainda é de uma personalidade interessantíssima, que transparece no palco.

Quando soube da vinda do Foo Fighters pro Brasil novamente fiquei em êxtase. Não sei nada de inglês, mas quase consigo cantar as músicas deles :p . Comprei ingresso e coloquei nos meus planos assistir ao show no Rio de Janeiro. Mas infelizmente não pude ir! E como não estarei no show hoje, infelizmente (ai se arrependimento matasse), resolvi dividir com vocês meus clipes preferidos da banda e um vídeo especial, do discurso de Dave no SXSW 2013.

Um esquenta pro show ao vivo daqui a pouquinho no Multishow! O show será transmitido às 21h15 (20h15 na Bahia). Let’s go!

1 – The Pretender 

Além de ser uma das minhas músicas preferidas da banda, o clipe é sensacional! Simples, mas passa toda a energia que eu sinto quando ouço essa música. É forte sem precisar de muito. Gosto de clipes que mostram os músicos tocando, simples. Além do som propriamente dito o jeito de cada integrante da banda faz parte da receita mágica do encantamento. Não canso de dar play.

2 – Best Of You

A música – que é sucesso em várias gerações – ganhou cor com esse clipe simples, mas muitíssimo bem feito, com ótima fotografia e imagens muito bem escolhidas para compor a “história”.

3 – Everlong

Como levar a sério essa banda? Hahaha Adoro esse clipe, que foge totalmente dos clipes bonitinhos e feitos para todos aparecerem pessoas estilosas. Humor mode on. Essa brincadeira divertida e nonsense pode ser vista também em tantos outros clipes da banda, como Learn to Fly Long Road to Ruin.

Discurso no SXSW 2013

Já li em algum lugar que Dave Grohl poderia ser considerado o “cara mais legal do rock”. Pelo menos eu concordo totalmente com a afirmação! Não bastasse ser talentoso e criativo, o cara é um ícone. Não precisou usar as músicas do Nirvana para fazer sucesso com o Foo Fighters. E vive mostrando que é mais divertido do que pensamos.

Dave foi escolhido para fazer o discurso principal da edição 2013 do SXSW, um evento do Texas que reúne música, filmes e games. No discurso ele fala do começo da carreira, a primeira vez que ouviu falar do Nirvana e como a banda se tornou uma das maiores do mundo. Sempre com a simpatia e o bom humor especial de Dave. Vale a pena ver e conhecer um pouco mais do cara. 🙂

 

Show extra da Identidade no Passarela

Nem bem nos recuperamos da edição 2014 do Chá das Cinco, realizada no sábado, 25, eis que foi confirmado um segundo show da banda Identidade em Luís Eduardo Magalhães. Em turnê pelo país para promover seu mais recente single “Lissamania”, a banda de Porto Alegre se apresenta nesta quinta-feira, 30, véspera de Halloween, no Passarela.

“É meio que uma forma de agradecer a todo carinho e energia que recebemos de todos aqui na Bahia”, disse o guitarrista e líder do grupo Lucas Hanke. O show promete ser ainda mais intenso que a apresentação do último sábado. A apresentação extra vai ajudar ainda com as despesas que o Chá não conseguiu arcar.

“A melhor maneira que encontramos pra chegarmos a esse valor era proporcionar uma nova noite com muito rock pra todos os amigos e também para aqueles que não puderam assistir o show do sábado”, explica o baixista Saymond Roos, velho conhecido da cena luiseduardense, com passagens por Largatos, Astérion e Lobos da Estepe.  “Quem for não vai se arrepender”, arremata o baixista.

O show está marcado pras 21h e o ingresso custa R$ 20. Haverá CDs para venda no local. Na sexta-feira, 31, a banda segue viagem para Palmas/TO, onde se apresenta ao lado da banda Cão de Rua. No sábado o combo repete a dose em Goiânia/GO.  A turnê ainda passa por São Paulo e interior do Paraná antes de retornar à Porto Alegre.

10735668_10205237842293782_301092753_n

Ação social – A edição 2014 do Chá das Cinco arrecadou mais de 300 kg de alimentos que serão entregues a instituições beneficentes de Luís Eduardo Magalhães.

Porque me organizando posso me desorganizar!

É , da poltrona!  Chico Science, o mangueboy malungo, com sua Nação Zumbi, já dizia.

O Brasil sempre foi o palco de revoluções artístico-culturais. Desde  José de Alencar com seus romances indianistas, passando pela semana de 22 e o Cinema Novo até os movimentos de música que eclodiram no século XX, esse nosso Brasil sempre buscou uma identidade própria no que diz respeito a arte, cultura e entretenimento. Talvez isso seja parte da multiplicidade étnico-cultural que compôs o país no passado. E hoje, necessitamos caminhar juntos, unidos e organizados em prol da cultura do Oeste da Bahia, precisamente na cidade de Barreiras,  ou estaremos fadados ao isolamento e a perca da  identidade.

O município é um espaço privilegiado de ação político-cultural: é onde os atores sociais agem, em que as demandas se expressam de maneira visível e as políticas públicas podem agir diretamente na população. Claro que atravessamos um gerais de visão arraigada dos administradores municipais, colocando a cultura como atividade secundária ou apenas a “promoção de uma séries de eventos”. O efeito disso, rotineiramente, é a existência de dificuldades para ter verbas. Outro fator são as questões relativas ao conflito de interesses de grupos que disputam recursos escassos e visibilidade política na administração pública. E esses dois problemas estão ligados à tradição errônea de fazer política cultural: um número pequeno de pessoas tem acesso às informações culturais em e do seu município, dificultando que outros grupos se planejem e se estruturem a partir de suas demandas e das políticas de cultura.

Por isso, vocês que jogam as luzes, nas artes, nos saberes, nos fazeres, nos sabores, nos prazeres, nas memórias e trabalham em prol do desenvolvimento coletivo do Oeste da Bahia e, em particular da cidade de Barreiras, vocês tem a oportunidade de no dia 21 de outubro de 2014, participar da fundação do Fórum Permanente de Cultura de Barreiras – FPCB, um espaço democrático de articulação, intervenção, troca de experiências e debates. Com o objetivo de construir propostas e alternativas para o desenvolvimento cultural do município de Barreiras. O princípio fundamental do Fórum Permanente de Cultura de Barreiras é o direito à participação cultural dos cidadãos, entendida de forma ampla, respeitando à diversidade cultural.

 

OBJETIVOS DO FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA DE BARREIRAS

 

– Acompanhar e fiscalizar a execução das políticas públicas de cultura em âmbito Municipal, Estadual e Nacional;

– Promover o debate a favor da criação e funcionamento do Sistema Municipal de Cultura e de seus componentes: Conselho Municipal de Política Cultural, Plano Municipal de Cultura e do Fundo Municipal de Cultura;

Promover a conscientização, visando estabelecer a melhoria qualitativa e quantitativa das manifestações culturais, saberes e fazeres populares de Barreiras;

– Propor a formulação, execução e avaliação das políticas públicas e de fomento às manifestações e execuções culturais barreirenses;

– Articular e Realizar conferências, encontros, seminários e eventos de cultura, buscando atender as especificidades de cada área da cultura barreirense;

– Fomentar o respeito e a defesa da diversidade cultural;

– Realizar pesquisas que desenvolvam a cultura barreirense;

– Promover a qualificação dos fazedores e fazedoras de arte. Produtores e grupos culturais através de: oficinas, workshop, assistência técnica, e outras atividades educacionais que promovam o fortalecimento da cultura.

 

E aí, vamos sair da poltrona?

 

Mais informações:

Fórum Permanente de Cultura de  Barreiras.

E-mail : fpcbarreiras@gmail.com

MMAD – O primeiro dia

O primeiro dia da Mostra de Moda, Arte e Decoração – MMAD começou com pé direito, trazendo a palestra “Nova York pelos olhos de uma arquiteta” com Ligiane Kuffel, que trouxe consigo muitas idéias, dicas e toda sua energia positiva para dar o ponta pé inicial a este evento que foi um sucesso.

O dia foi recheado de palestras, rodas de conversa, oficinas e workshops. No primeiro dia de MMAD tivemos mais de 300 pessoas circulando pelo evento e teve como encerramento a VINTAGE BAND e o desfile da Fabi Semijoias, que trouxe as mais lindas jóias nas mais belas modelos, produzidas pela equipe sensacional do Salão Maria Bonita.

Por falar em Maria Bonita, o workshop de auto-maquiagem ministrado por uma das proprietárias do Salão – Núbia Melo – foi um dos pontos fortes da mostra, pois as inscrições para sua palestra já estavam encerradas na primeira semana de divulgação devido à grande procura. Tivemos também neste dia a lindíssima participação de Monica Cassiano, proprietária da Moniquita, que ministrou uma oficina artesanal de tulipas de tecido, no qual as participantes estavam radiantes com as habilidades ensinadas por ela.

O workshop de fotografia ministrado pela equipe do UAU MAIS – Mayco Sérgio e Júnior Ferrari – foi uma das estrelas do primeiro dia de evento e segundo Rodrigo Martini, um dos participantes o curso, foi ótimo: “sou fotógrafo, mas conhecimento nunca é demais e eles foram ótimos, deram várias dicas que irei inserir nos meus trabalhos”. O primeiro dia da mostra também contou com a palestra da paisagista Lucila Azeredo da Kaizen Paisagismo que comandou uma roda de conversa com o tema “Paisagismo por um cerrado mais verde”.

Para fechar as rodas de conversa a MMAD contou com a presença das jornalistas e assessoras de imprensa Bruna Pires e Évelyn Knebel que falaram sobre a “A arte de comunicar” e que contou com jornalistas, comunicadores e empresários da nossa cidade.

Na parte externa do evento a mais esperada oficina ocorria e contou com a presença da chef de cozinha de experiência internacional Marina Sabino, que trouxe para a mostra receitas sem glúten e sem lactose na “Oficina Vegana”. A oficina com a chef foi, sem dúvida, um dos momentos mais esperados e as participantes, já ao final da oficina, estavam se organizando entre elas para continuar os ensinamentos da Chef marcando outro curso, nos contou Viviane Loiola.

E não para por aí, a noite do evento ainda esperava por lindas estrelas, começando pelo salão de entrada da Loja Décorer, que recebeu a violoncelista Franceline Mercer e duas de suas aprendizes lindas nos encantando com seus violinos. Após a apresentação das artistas, os presentes puderem prestigiar a Vintage Band – uma banda repleta de rock clássico, pop rock, blues, soul e muita energia positiva. Foi neste clima que a banda abriu o desfile da Fabi Semi Jóias, que trouxe em seus corpos envelopados inteiros por preto as mais lindas jóias em efeito cascata da cabeça às mãos das suas modelos num lindo show de cores, brilhos, texturas e muito luxo. Fabi emocionou em seu desfile, pois as modelos levavam balões vermelhos que eram entregues aos céus após a entrada das top’s e foi incrível, tão incrível quanto este lindo dia que fez a todos os presentes suspirarem e respirarem cultura ao adentrar nos corredores que contaram com as exposições de artistas plásticas (Márcia Winter, Léia Puton, Aline Silva e Cláudia Cabral). Um dia para nunca mais sair da memória e ainda tinha mais…

 

Fotografia: Gabriela Fagundes e Neiva Sehn

 

IMG_7144 baixa
IMG_7303 b
IMG_7367 b
IMG_7160 b
IMG_7302 b
IMG_7338 b
IMG_7312 b
IMG_7308 b
IMG_7216 b
IMG_7283 b
IMG_7297 b
IMG_7270 b
IMG_7305 b
IMG_7315 b
To be continue!

 

Música, Arte e Moda no MMAD  

Amanhã começa o MMAD e a expectativa está enorme! Você já inscreveu?

10580148_684298254997218_5174749773424416439_n

A programação noturna do MMAD vai reunir MODA, ARTES VISUAIS e muita MÚSICA nas noites de quinta e sexta-feira! Nas duas noites os visitantes poderão conhecer, através da exposição de artes visuais, o belíssimo trabalho autoral das artistas Léia Maria Puton, Márcia Winter e Aline Silve de Luís Eduardo Magalhães, além das obras da artista Cláudia Cabral de São Paulo.

Já os fashionistas poderão conferir dois desfiles de moda. Na quinta, a Fabi Semi Jóias apresenta sua coleção primavera/verão, mostrando na passarela peças maravilhosas! Na sexta-feira a marca By Andreza mostra suas novidades de fitness com um desfile animado e modelos cheias de atitude!

Na quinta-feira, o MMAD receberá duas atrações musicais especiais. Às 19h Franceline Mercer irá fazer uma apresentação emocionante tocando violoncelo, com a participação da aluna Maria Clara no violino. Franceline aprendeu a tocar violino com 15 anos e, depois de três anos com o instrumento, se descobriu no violoncelo. Participou de conservatório de música e da orquestra sinfônica de sua cidade por sete anos. Em Luís Eduardo Magalhães é professora de música em um projeto da prefeitura municipal com o objetivo de que a cidade possa montar uma filarmônica.

Ainda na quinta, às 20h, a Vintage Band irá apresentar ao público lindas interpretações de rock clássico. Nessa apresentação poderemos conferir o talento dos músicos Vivi Marques Dias no vocal e na gaita, Juninho Dias na guitarra, JP no baixo e Jessé Macedo na bateria.

Já na sexta-feira quem animará o público será a banda barreirense Power Trio Band, com 11 anos de estrada e 04 anos com a formação composta por Rafael Gomes, Ingle Castle, Fernandes Renova e Chicão. A banda promete presentear o público com muita música dos anos 80, Pop, Rock, MPB, Bossa Nova e Reggae.

Tá esperando o que? Venha para o MMAD e aproveite o melhor evento cultural da cidade!

Confira a programação completa AQUI.

Não sabe como chegar no MMAD? Confira no mapa abaixo!

mapa  (1)

 

Alô, aqui é o Ariovaldo

Dia desses, me toca o telefone. Era o Ariovaldo. Dono da loja online que, vez ou outra, compro uns LPs. Queria confirmar meu endereço pra me enviar uma encomenda que havia feito uns dois dias antes. Ainda compro vinis, sabe. Coisa de fã. Quase um vício.

A primeira vez que comprei na loja do Ariovaldo arrematei, de uma vez, três bolachas do Rush: os clássicos da década de 1980, Signals (1982), Grace Under Pressure (1984) e Power Windows (1985).

Na ocasião o que queria mesmo era fazer um teste. Ver se valia a pena mesmo voltar a investir nos velhos long plays. Da primeira compra somaram-se uma segunda, terceira, quarta e assim sucessivamente. Engordei minha, antes, paupérrima coleção de discos de vinil e hoje tenho gasto a finura do meu penteado em descobrir meios saudáveis para preservar meu pequeno tesouro por mais tempo, embora, saiba que mais cedo ou mais tarde os discos que venho acumulando na estante se tornarão um fardo indesejável.

Por ora, sou, por assim dizer um espécime raro.

Principalmente nestes dias de donwloads gratuitos e quase instantâneos que te permitem em poucas horas acumular a discografia de qualquer artista, bastando para isso, apenas alguns terabytes de memória adicional no hd.

Nada daquele ritual sagrado de outrora, em que pairávamos boquiabertos e estupefatos com a bolacha entre os dedos e passávamos uma tarde inteira, até o sol se pôr, vasculhando a arte de capa do LP do Somewhere in time do Iron Maiden, só pra descobrir os enigmas ocultos – baseados na obra da própria banda – que o Derek Riggs (ilustrador dos discos da Donzela entre as décadas de 1980 e início de 1990) havia rabiscado para deleite dos fãs mais xiitas.

Nada disso.

Os tempos são outros e abissalmente diferentes. Em todos os sentidos.

Os artistas parecem ter percebido essa mutação. Principalmente os mais jovens que desconhecem a importância de uma caneta bic para uma fita K7. Óbvio que há a condicionante do mercado, a queda assustadora nas vendas de CDs na última década, o fechamento de centenas de lojas de discos tradicionais mundo afora.

Em suma: não vale a pena investir, como dantes, na criação e formatação de um álbum.

Esse é um caminho sem volta. Algo semelhante ao que, acertadamente, pincelou o jornalista Mick Wall, autor, por exemplo, das biografias de Black Sabbath, AC/DC e Metallica:

“Uma faixa incrível é melhor do que 10 faixas medianas”

Bandas jurássicas estão trilhando este caminho. Os Rolling Stones são um exemplo disso. Mesmo que os dinossauros tenham vontade em gravar um álbum completo é melhor não arriscar diante de um cenário tão mutável como o de hoje. A incerteza sobre como reagiria seu público diante de um disco full lenght fez com que as Pedras Rolantes gravassem, desde 2005, apenas duas faixas inéditas, em formato single.

A tendência é que continue assim, doa a quem doer. O risco vale mais quando se está na estrada. Os espetáculos se tornaram o principal produto dos artistas, não seus novos discos.

O canadense Neil Young, outro dinossauro e ferrenho crítico do formato digital para a música, na abertura do Capítulo 21 de sua autobiografia escreveu, quase como um desabafo sôfrego e angustiante:

“Já escrevi muitas canções. Algumas são uma porcaria, algumas são brilhantes e outras apenas ok. Essas são as opiniões dos outros. Para mim, elas são como crianças. Nascem e são enviadas ao mundo para se virar sozinhas. O mundo não é um lugar fácil para uma canção. Não deve ser legal estar dentro de uma fita cassete na lata de lixo, ou num CD abandonado na prateleira dos saldões. Imagine-se uma canção esquecida num disco de vinil jogado fora ou, se tiver sorte, alçado a uma prateleira de loja de música independente. No pior dos casos, você pode ser uma canção relegada ao esquecimento e, ainda por cima, no formato de um MP3, com menos de 5% de seu som original. Apesar disso, alguém teve de escrever e criar você, e é desse assunto, que estamos tratando agora”.

O que me resta imaginar, enquanto viro o lado do LP, é que o Ariovaldo, qualquer dia desses vai voltar a me ligar. É possível que a loja dele só esteja sobrevivendo graças a grande rede de computadores e a fãs conservadores como eu.

E Ariolvado, pode mandar as bolachas.

A pick up do vinil tá prontinha a espera das velhas novidades.