AGENDA CULTURAL: Semana 18 a 21 de Outubro

Hoje é QUINTA-FEIRA, quase Halloween! Uma ótima oportunidade para aproveitar o fim de semana com ótimas programações do fim de semana em LEM e região para você:

Antes, preciso contar que sexta-feira é dia de HALLOWEEN no Chá das Cinco!!

Confira aqui a programação completa e IMPERDÍVEL do Chá das Cinco este fim de semana:

Sexta-feira: Halloween do Chá com a Banda Sirius (22h)

Sábado: Banda Vintage Tune toca ao vivo (22h)

 

QUINTA-FEIRA 18

 

 Halloween do Chá com a Banda Sirius (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

 RAMON ARIEVILO canta AO VIVO (21h)

Onde? Beirute Bar e Cozinha – Barreiras BA

 

 Mr CEVADA canta AO VIVO (20h)

Onde? Bar do Vieira – Barreiras BA

 

O NOSSO BUTECO: DANI e GABY cantam ao vivo

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

 

SEXTA-FEIRA 19

 

RAMON ARIEVILO canta AO VIVO (21h)

Onde? Burger House – Barreiras BA

 

 GIL SOUZA canta ao vivo (21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

BANDA VINTAGE TUNE canta ao vivo (20h)

Onde? Quintal Burguer Bar – Barreiras BA

 

 

SÁBADO 20

 

 

BANDA VINTAGE TUNE toca AO VIVO (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

 VINTAGE SUNSET PARTY: 1ª EDITION (16h)

Com Dj Carlos Cerrato, Dj Solanich, Dj Igor Valenga e Dj Tamille Moreira – Open Catuaba

Onde? Match Point – Luís Eduardo Magalhães BA

 

 RAMON ARIEVILO canta AO VIVO (21h)

Onde? Bar do Vieira – Barreiras BA

 

BAIXO BARREIRAS: A FESTA (16h)

Com Toinho & Cia, Kidueto e Pelotão 69

Onde? Chácara Vitória Lúcia, Morada Nobre – Barreiras BA

 

JEFFERSON, THIAGO SOUZA E IMENSO PRAZER cantam ao vivo (21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

 

DOMINGO 21

 

8ª GRANDE CAVALGADA DO PROJETO BARREIRAS NORTE

Com Elias Camargo, Ilan Câmara e Toinho & Cia

Onde? Saída e Chegada no Parque de Vaquejada Everton Miranda – Barreiras BA

 

JUNINHO RODRIGUES canta ao vivo (18h)

Onde? No Villa Chopp – Barreiras BA

 

 

 

PROGRAMAÇÃO DOS CINEMAS PREMIER (LEM e BARREIRAS)

 

VENOM

LEM e Barreiras: 19h e 21h30

PÉ PEQUENO

LEM e Barreiras: 18h30 e 20h30

TUDO POR UM POPSTAR

Barreiras 20h30

AGENDA CULTURAL: Semana 11 a 14 de Outubro

 

Hoje é QUINTA, véspera de feriado! Uma ótima oportunidade para aproveitar o fim de semana, porque melhor que Sextar é Sextar com Feriado!!
Confira as programações desta semana para LEM e região para você:

Antes, a programação completa e IMPERDÍVEL do Chá das Cinco este fim de semana:

Quinta-feira: Tributo a Charlie Brown Jr com a BANDA 100 NOME (22h)

 

 

Sábado: Banda HC40 ao vivo (22h)

 

QUINTA-FEIRA 11

 

Tributo a Charlie Brown Jr com a BANDA 100 NOME (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

 RAMON ARIEVILO canta AO VIVO (21h)

Onde? Bar do Vieira – Barreiras BA

  

O NOSSO BUTECO: DANI e GABY cantam ao vivo

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

 QUINTA Véspera do Feriado com JEFERSON E GUSTAVO (20h)

Com drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco – Barreiras BA

 

 MÚSICA BOA: CINDY MOURA canta SERTANEJO (21h)

Onde? Cais & Porto – Barreiras BA

 

HARÉM DO PILEK: VÉSPERA DE FERIADO (21h)

Onde? Barreiras BA

 

 

SEXTA-FEIRA 12

 

 IMENSO PRAZER E JEFFERSON & GUSTAVO ao vivoo (21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

SEXTA de FERIADO com JEFERSON (20h)

Com drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco – Barreiras BA

 

MÚSICA BOA: AENDER canta MPB (21h)

Onde? Cais & Porto – Barreiras BA

 

 

SÁBADO 13

 

MÚSICA BOA: DANI E GABY – O nosso Buteco (21h)

Onde? Cais & Porto – Barreiras BA

 

DIA DAS CRIANÇAS com RAMON ARIEVILO

Onde? Hotel Fazenda Paraíso das Corredeiras – Barreiras BA

 

JEFFERSON FERNANDES, HITALO SILVA E JACKSON FERRAZ cantam ao vivo (21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

SÁBADO com STEFANE SABEL (20h)

Com drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco – Barreiras BA

 

 ANDRÉ BITTENCOURT (21h)

Onde? Tribu’s Kebaberia – Barreiras BA

 

 

DOMINGO 14

 

 

LEONI canta ao vivo (18h)

Onde? No Villa Chopp – Barreiras BA

 

GABRIEL FATEICHA (19h)

Onde? Tribu’s Kebaberia – Barreiras BA

 

 

 

PROGRAMAÇÃO DOS CINEMAS PREMIER (LEM e BARREIRAS)

 

VENOM

LEM e Barreiras: 19h e 21h30

PÉ PEQUENO

LEM e Barreiras: 18h30 e 20h30

AGENDA CULTURAL: Semana 13 a 16 de Setembro

Quinta-feira é quase Sexta!! E o melhor: é dia de Agenda Cultural aqui no Blog! Confira as programações desta semana para LEM e região para você:

Antes, a programação completa e IMPERDÍVEL do Pub Chá das Cinco este fim de semana:

Sexta-feira: ASLEY Folk, Flock, Rock, MPB (22h)

Sábado: EDU ARDANUY com VINTAGE TUNE (22h)

Essa semana também começa a Semana Farroupilha em LEM, com uma programação especial do CTG Sinuelo dos Gerais:

QUINTA-FEIRA 13

 THIAGO GOMES ao vivo (a partir das 17h)

Com Drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco Bar – Barreiras BA

 

RAMON ARIEVILO canta AO VIVO (21h)

Onde? Cais e Porto Chopperia e Restaurante – Barreiras BA

THIAGO SANTOS canta ao vivo (21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

BOSCO FERNANDES canta AO VIVO

Onde? Beirute Bar e Cozinha – Barreiras BA

BOSCO FERNANDES canta AO VIVO

Onde? Beirute Bar e Cozinha – Barreiras BA

 

SEXTA-FEIRA 14

ASLEY Folk, Flock, Rock, MPB (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

DENIEL VELUTI ao vivo (a partir das 17h)

Com Drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco Bar – Barreiras BA

  

DANI E GABY cantam AO VIVO (21h)

Onde? Cais e Porto Chopperia e Restaurante – Barreiras BA

  

JEFERSON E GUSTAVO cantam ao vivo (21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

RAMON ARIEVILO canta AO VIVO

Onde? Confraria da Cerveja – Barreiras BA

 

ONG Preservar a Vida: Semana do Cerrado

Dia da Semeadura de Espécies Nativas do Cerrado (8h-12h e 14h-18h)

Onde? Viveiro do Parque, Parque de Exposições Eng Geraldo Rocha – Barreiras BA

SÁBADO 15

EDU ARDANUY com Banda VINTAGE TUNE (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

 GIL SOUZA, HITALLO SILVA E JEFERSON cantam ao vivo (12h)

Com Chopp Dobrado das 12h-15h

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

TIAGO GOMES (a partir das 17h)

Com Drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco Bar – Barreiras BA

 

JEFERSON E GUSTAVO cantam AO VIVO (21h)

Onde? Cais e Porto Chopperia e Restaurante – Barreiras BA

 

RAMON ARIEVILO canta AO VIVO (12h)

Onde? Dom Q’Chopp – Barreiras BA

 

ONG Preservar a Vida: Semana do Cerrado

Limpeza do Rio Grande (8h-11h30)

Onde? Rio Grande – do Cais & Porto à Ponte Cio Pedrosa – Barreiras BA

DOMINGO 16

 

COSTELÃO SEMANA FARROUPILHA (12H30)

Com Música ao vivo

Onde? CTG Nos fundos do Distrito Industrial

DOMINGO DAS PATROAS (20H)

Dani e Gaby cantam ao vivo

Onde? No Villa Chopp – Barreiras BA

 

1ª FEIJOADA RECICLA CAPÃO (13H)

Com Ivenna, Mania de luxo e Yayá Massemba

Onde? Creme de la Creme – Vale do Capão Chapada Diamantina BA

 

PROGRAMAÇÃO DOS CINEMAS PREMIER (LEM e BARREIRAS)

 

A FREIRA

LEM e Barreiras: 19h30, 21h30

O PREDADOR

LEM e Barreiras: 19h, 21h

Largatos: a quase primeira banda de rock de LEM

Em 1999 os aproximados 18 mil habitantes — talvez, nem isso — do povoado recém rebatizado de Luís Eduardo Magalhães guardava certa dúvida sobre o que a mudança de nome viria a representar num curto espaço de tempo. O processo que culminaria com a emancipação encontrava-se num momento crucial. O então novo distrito precisava provar que tinha condições de seguir independente de Barreiras. Enquanto o processo de convencimento de ACM seguia seu curso em Salvador e Brasília — a emancipação só se consolidaria no ano seguinte — na esquina da Rua Paraíba com a Avenida JK era instalada a Fibracan, empresa especializada em consertos em fibra de vidro e que viria a se tornar o “quartel general” de dois irmãos (opa, o mais velho deles, este que vos escreve) na faixa dos 17 e 20 anos, oriundos do interior do Rio Grande do Sul.

No afã de ter o que fazer como diversão decidimos montar a própria banda. Uma viagem à Brasília foi suficiente para aquisição dos instrumentos que faltavam: uma bateria e um contrabaixo. A guitarra tinha vindo junto no porta malas do velho e saudoso Fiat Prêmio. A espinha dorsal do grupo ficou em família, eu na bateria; meu irmão, Saymond, na guitarra e vocais e nosso primo, Guto, ou, Gutão, no contrabaixo. É preciso destacar que nossa experiência remota com a música tinha duas vertentes: uma bandinha de garagem de heavy metal que tivemos no auge da adolescência, no meu caso, como vocalista; e uma possível herança genética, oriunda do nosso avô, experiente músico de baile que, entre outras peculiaridades tocava um contrabaixo amarelo sem trastes e animava qualquer roda de amigos, ou não, com sua gaitinha de boca.

Assim, com parca experiência e técnica, a Largatos fez seus primeiros ensaios.

 

A barulheira chamou atenção — claro, ensaiávamos de porta e janela aberta. Em pouco tempo, nossas tentativas de produzir música transformaram-se em pequenos eventos, com muita gente espiando da porta ou da janela do escritório da Fibracan, entre eles, os primeiros fãs, jovens que, como nós, ansiavam por algum tipo de lazer que o distrito não oferecia. Não tardou para o primeiro acréscimo na formação da banda acontecer. Fabinho (que depois veio a fundar a Unidade 8), assumiu a segunda guitarra, transformando a banda num quarteto. A essa altura, o repertório da Largatos era um misto de versões de clássicos do rock nacional, os primeiros esboços de canções autorais, entre elas “Vendaval”, “Poeta Medíocre”, “Bibêlo”, “Quatro Olhos” e “Caos Social Injetável”, além de trechos de músicas de bandas gringas como Black Sabbath — o solo de “Bibêlo” era descaradamente parte do solo de “Iron Man”, The Doors, Led Zeppelin, Beatles, etecetera.

Quando a banda chegou a três, quatro meses ensaiando as mesmíssimas versões muitas vezes aproveitando o horário de almoço, a vontade e o desejo de fazer o primeiro show — não necessariamente nessa ordem — fez a banda, pela primeira vez, colocar os instrumentos do lado de fora e ensaiar abertamente, tornando visível e convidativa a aproximação de mais e mais curiosos. Como um evento teste, queríamos ver como as coisas soariam, talvez, sentir se estávamos ou não prontos para um show de verdade. Acontece que locais para apresentações musicais, à época, eram — imagine Luís Eduardo Magalhães há quase vinte anos atrás — escassos e muitas vezes, só a boa vontade alheia poderia tornar algo do tipo possível.

O centro da nova cidade girava em torno da Igreja Matriz e da Associação dos Moradores do Mimoso do Oeste (AMMO), onde praticamente todas as festas, almoços, confraternizações, bailes de debutantes e velórios aconteciam. Numa dessas festas, a Largatos foi convidada para seu primeiro show, como atração secundária da atração principal da noite, a banda de pagode Os Bocas, de Barreiras. Apesar de uma passagem de som desastrosa — inexperiente, sofri para adequar o kit da bateria ao meu tamanho e jeito de tocar — o anúncio de que a atração principal faria um intervalo no seu show fez com as atenções se voltassem para nós. Até poucos meses antes, eu nunca tinha tocado bateria na vida. Apostava no feeling, na lógica do bumbo ditar o ritmo e precisar ser tocado antes da caixa. 

Lembro que numa rápida reunião antes de irmos para o show — decidimos fazer o trajeto entre a Fibracan e a AMMO a pé — sugeri começar com uma espécie de grito de guerra, que acabou se tornando marca registrada de todas apresentações seguintes da Largatos. Não queríamos apenas plugar os instrumentos e começar a tocar o nosso set list, o grito de guerra soaria como uma injeção de adrenalina para que a gente começasse (entre aspas) aquecidos. Prontos. Assim, numa madrugada qualquer do ano em que o mundo não acabou como queriam as profecias, do fundo do palco cimentado da AMMO, sentado na banqueta da bateria, gritei a pleno pulmão os primeiros…

 

Largatos, preparados!

Após as tradicionais três contagens com a baqueta demos início ao show. Quem era presença constante nos nossos ensaios foi para a frente do palco, quem não era — de certo modo — abriu espaço no meio do salão para as rodas que se abriram. O palco cimentado de pouco mais de meio metro de altura não foi empecilho para os moshes. Aliás, quisera tivéssemos sido um pouco mais sistemáticos e contado quantas vezes aquele palco recebeu moshes no auge das festas e shows lá realizados.  As quinze músicas que fizeram parte daquele set, provável tenham aberto a chancela e preparado terreno para todo frenesi dos anos seguintes. Das que minha memória consegue lembrar, além das autorais, aquele set contou com versões para “Eu Nasci Há Dez Mil Anos” e “Canceriano Sem Lar” de Raul; “Eu Sei”, da Legião Urbana, “Malandragem”, chupada da versão da Cássia Eller, entre outras. Terminamos, sob ovação. Mantivemos a rotina de ensaios e, principalmente, de composição. Em pouco tempo, o repertório da banda passou a contar, em sua maioria, com músicas autorais como as novas “Garotos Selvagens”, “Leve Desespero” e talvez a melhor de todas, “Castigo”, que infelizmente não teve nenhum registro de áudio ou vídeo.

O segundo show oficial da Largatos, novamente na AMMO, teve como cenário uma festa de gosto duvidoso, em que o palco foi transformado numa selva e entre as atrações musicais (nós e um cantor chamado Tony Moreno) garotas desfilavam de biquíni e com camisetas molhadas. Literalmente, tocamos quase que camuflados entre samambaias. O piso do palco estava encharcado e o risco de choque era iminente. Terminamos o show aliviados. Nenhum de nós foi eletrocutado, ou morreu, ou se transformou num mártir.

 

MUDANÇAS E MAIS SHOWS

As mudanças de formação foram várias. A primeira delas, a saída de Fabinho que deu lugar ao saudoso Fio (que hoje olha por nós do outro lado), que além de violão e guitarra fazia os vocais de apoio e até baixo tocou na banda, quando da saída do Gutão. Outros que integraram a Largatos até o encerramento das suas atividades foram Rogers, no baixo, e Michel, teclado e violão.

Entre 2000 e 2004 fizemos algumas apresentações nos Domingos Culturais na Praça Matriz, com destaque para a vez em que o pedestal de um dos pratos da bateria despencou durante a execução de “Rock n´Roll” do Led Zeppellin. Em 2001, no Agribusiness Center, dividimos palco com uma banda cover do Creedence Clearwater Revival, vinda de Brasília, num dos shows mais marcantes dos primórdios da jovem Luís Eduardo Magalhães. Em 2002, numa das primeiras edições da Festa da Colheita — onde hoje estão a Câmara de Vereadores e o Fórum — um bêbado Fio, mandou abraço para os seguranças que eram quase maioria. Fomos obrigados a começar muito cedo, antes mesmo das 23h e por isso, a não ser nossos fiéis seguidores apenas os seguranças testemunharam o show. Infelizmente, a banda fez uma única apresentação em Barreiras, no Cais e Porto, num show de pouco mais de vinte músicas e totalmente acústico.

 

O QG DA GALERA E A ORIGEM DO CHÁ DAS CINCO

Em dado momento, a Fibracan transformou-se em atração e ponto de encontro. Uma espécie de QG da galera rock de LEM. Tanto que virou rotina colocarmos os instrumentos do lado de fora quase todos fins de semana. O público era cativo, um mini ramp de skate era atração e um freezer recebia o pagamento para participar do festerê: uma caixinha de cerveja ou o que fosse beber. Aqueles ensaios abertos deram origem ao Chá das Cinco, o clássico e inesquecível festival que anos mais tarde teve edições repaginadas e com presença de bandas até de outros estados, caso da Identidade em 2015 e uma, com direito a homenagem ao nosso pai, Aaron, que nunca pôs empecilho algum para todas maluquices que fazíamos, transformando-se num tiozão e as vezes até num segundo pai para muitos que preferiam passar o tempo na Fibracan. A Largatos não resistiu ao tempo. O sonho de furar a bolha e tornar todas aquelas canções conhecidas do grande público não vingou. O projeto de gravação do primeiro CD fracassou e o fim, acabou sendo o caminho inevitável.

 

AS CRIAS DA LARGATOS

Curiosamente, a Largatos deu origem a duas bandas que marcaram época em LEM: a Lobos da Estepe, formada pelos ex-integrantes dos Químicos com meu irmão no vocal e guitarra e a Unidade 8, a qual tive a honra de fazer parte da formação original que gravou o “Fobia” em 2004 e talvez tenha sido a banda local que mais perto de furar a tal bolha chegou. No entanto, estas são história para outra oportunidade. Uma das últimas aparições da Largatos se deu no I Encontro de Bandas de Rock, realizado na quadra de areia da AMMO, numa época que a cidade chegou a contar com pelo menos seis bandas ativas e o mais importante, parceiras em todos sentidos. A formação daquele show contou com Adilson Vieceli, integrante da Falso Sepulcro — a verdadeira primeira banda de rock do então povoado de Mimoso do Oeste, isso lá nos idos de 1996 e 1998. Histórico e daí do “quase” usado no título. No berço da Largatos foi construído um estúdio que ajudou muitas bandas na primeira metade dos anos 2000 e onde hoje bandas de toda região se apresentam, pois, é justamente onde está o palco do Chá das Cinco Pub. Na minha recente passagem por LEM, talvez, devia ter feito o teste, pois, quem sabe, ao encostar o ouvido no piso do pub ainda seja possível ouvir o velho grito de guerra da Largatos ecoar.

Preparados?

AGENDA CULTURAL: Semana 06 a 09 de Setembro

 

Hoje é Véspera de Feriado!! Vem conferir a Agenda Cultural deste Feriado prolongado e aproveitar o que há de melhor em LEM e região:

Antes, confira a Programação completa do Chá das Cinco este fim de semana:

Quinta-feira: RADIO ELÉTRICA (22h)

Sexta-feira: BANDA FICTION ACÚSTICO (22h)

Sábado:  ANDRÉ BITTENCOURT (22h)

 

QUINTA-FEIRA 06 Véspera de Feriado

 

RADIO ELÉTRICA #VEM (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

2ª PRÉVIA LEM MOTO SHOW 2018

Com Vintage Tune e Participação Sirius

Onde? Pancho Villa – Luís Eduardo Magalhães BA

 

LANÇAMENTO BLOCO UNIVERSITARIU’S com Papazoni

Onde? Bartira Eventos – Barreiras BA

 

Véspera de Feriadão: STEFANE SABEL ao vivo (a partir das 17h)

Com Drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco Bar – Barreiras BA

 

YEL.: ISAAC YELTSIN (23h)

Blues, Classic e Experimental

Com Cervejas, Torres, Drinks, Kebabs e Petiscos

Onde? Tribu’s Kebaberia – Barreiras BA

 

MÚSICA BOA: LEONI canta Sertanejo Universitário (21h)

Onde? Cais e Porto Chopperia e Restaurante – Barreiras BA

 

Véspera de Feriado com IMENSO PRAZER (21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

RAMON ARIEVILO canta AO VIVO

Onde? Bar do Vieira – Barreiras BA

 

 

SEXTA-FEIRA 07

 

BANDA FICTION ACÚSTICO (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

Nº1 SUNSET: A FESTA!

Com Romulo Malva, Lui Torcatto, Rafa & Pipo Marques, Diskover e Milken

Onde? Chácara Bom Recreio – Luís Eduardo Magalhães BA

 

FESTA DA INDEPENDÊNCIA (18h)

Com Banda Sheik, Kidueto Samba e George Guimarães

Onde? Boteco Novo Crioula – Barreiras BA

 

FEIJOADA DA INDEPENDÊNCIA (17h)

Com Icaro Yano, Jeferson e Gustavo, Kidueto, Jorge Fernandes e Banda Boca Samba Remanescentes e participações de Gustavo Braga, Deniel Velutti e O Sheik

Onde? Salão de Eventos da Loja Maçônica (bairro Sandra Regina) – Barreiras BA

 

GRITOS DOS EXCLUÍDOS (7h)

Concentração às 7h na pista do meio em frente ao palanque da prefeitura (confecção de cartazes) – 10h: Praça das corujas momento cultural e um espaço para serem deixados os seus gritos.

Onde? Barreiras BA

 

SHOW DA INDEPENDÊNCIA (16h)

Com Ivan Mendes, San Moaes e Lucas Santinny

Onde? Bar do Leilton – Praça do Senhor do Bonfim – Baianópolis BA

 

Feriadão: IKARO YANO ao vivo (a partir das 17h)

Com Drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco Bar – Barreiras BA

 

SEXTANEJA: VALTER LINS canta Sertanejo Universitário (21h)

Onde? Cais e Porto Chopperia e Restaurante – Barreiras BA

 

THIAGO SANTOS e JUNINHO RODRIGUES cantam ao vivo (17h e 21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

RAMON ARIEVILO canta AO VIVO

MPB, Bossa Nova, Forró Pé de Serra

Onde? Paraíso das Corredeiras – Sta Mª da Vitória BA

 

VINTAGE TUNE canta AO VIVO (almoço)

Onde? Agenda 21: Rio Azuis – Aurora TO

 

BANDA MILHO CRU (23h)

Onde? Tribu’s Kebaberia – Barreiras BA

 

SÁBADO 08

 

 ANDRÉ BITTENCOURT (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

ELEMENTAL ENERGY (16h)

Com Rosa Ventura, Second e convidados

Onde? Chácara Camilo: Parque Cachoeira Acaba a Vida – Barreiras BA

 

GRANDE TORNEIO Society Gramado – Grupo Ferreira (14h)

Com Janderson & banda, Lucas Santinny, Raffa Araújo e som automotivo

Onde? Fazenda Ferreira: Várzeas – Baianópolis BA

 

VINTAGE TUNE canta AO VIVO (almoço)

Onde? Agenda 21: Rio Azuis – Aurora TO

 

RAMON ARIEVILO canta AO VIVO

MPB, Bossa Nova, Forró Pé de Serra

Onde? Paraíso das Corredeiras – Sta Mª da Vitória BA

 

GIL SOUZA, IMENSO PRAZER E JACKSON FERRAZ ao vivo (13h, 17h e 21h)

Com Chopp Dobrado das 12h-15h

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

JEFERSON E GUSTAVO (a partir das 17h)

Com Drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco Bar – Barreiras BA

 

 

DOMINGO 09

 

ELEMENTAL ENERGY

Com Rosa Ventura, Second, Vintage Tune e convidados

Onde? Chácara Camilo: Parque Cachoeira Acaba a Vida – Barreiras BA

 

10ª CAVALGADA DO RIO GRANDE

Saída às 9h do Povoado Mucambo – Chegada às 13h no Povoado Tatu

Com Elias Camargo, Baião de 2 e Banda Aloka

Onde? Barreiras BA

PROGRAMAÇÃO DOS CINEMAS PREMIER (LEM e BARREIRAS)

 

A FREIRA

LEM e Barreiras: 19h30, 21h30

 

OS JOVENS TITÃS EM AÇÃO

LEM e Barreiras: 17h30

 

CRÔ EM FAMÍLIA

LEM e Barreiras: 18h30 e 20h30

 

Entrevista com a Banda 100 Nome: rock e forró podem andar juntos sim!

Quem conhece a Immagine sabe que nós somos adoradoras da boa música e das boas bandas e que sempre buscamos trazer para os nossos holofotes quem faz parte desse universo. Hoje chegou a vez da Banda 100 Nome. Sim, 100 nome. Os integrantes da banda se conheceram em LEM e começaram a tocar na cidade, mais especificamente no Pub Chá das Cinco (outro lugar que amamos demais) e desde então, seguem fazendo shows e cantando aquilo que nós também amamos: rock, baião de dois e forró pé de serra.

Integrantes:

Alam Romero – bateria / Santa Maria da Boa Vista-PE
Luiz Junior – guitarra / Catolândia-BA
Will Porto – baixo / Barreiras-BA
Rodrigo Motta – vocal / Barreiras-BA

Os quatro se conheceram através da música. Todos tocavam em suas respectivas bandas e sempre se encontravam ou até mesmo faziam projetos juntos. A ideia inicial surgiu da vontade de fazerem um tributo à Charlie Brown Jr e, a princípio, eles se uniram para fazer apenas um show. Foi assim que também surgiu o nome da banda: 100 Nome. Para eles, não havia necessidade de um nome para uma banda que só faria um show, e então lá foram os 4 e mais alguns parceiros para a fatídica noite que começou com a ideia de ser apenas um tributo a Charlie Brown Jr e que terminou com um próximo show marcado. A banda homenageada da vez seria Engenheiros do Hawaií. E assim nasceu a 100 Nome.

Para eles, tocar em LEM é muito bom, tanto que eles já consideram a cidade como o quintal de casa. “Nos sentimos muito acolhidos e já é tão natural…”, conta Will. Uma das inspirações da banda é a própria Charlie Brown Jr, que mesmo sem querer moveu o início da carreira da 100 Nome. “Outra banda que também gostamos muito é a Legião Urbana”, diz Luiz. Legião, inclusive, é a dona de uma das canções preferidas da banda, que ama tocar “Dezesseis”. “Nós sempre tocamos essa da Legião e gostamos muito, tem uma letra muito fod#”, conta Luiz.

Viver de música

Hoje é praticamente um sonho para a maioria das bandas viverem só de música. Isto se deve a diversos motivos, como necessidades financeiras, tempo, valorização cultural, entra tantos outros. Escolher a música é algo corajoso  nos dias de hoje. Enquanto tudo é muito comercial, a 100 Nome segue a linha de fazer o que se ama. “O significado da música para nós é terapia, diversão, loucura e também o ganha pão. É prazeroso fazer música, uma sensação incrível!”, é o que conta o Alam.

E talvez seja por isso que eles gostam tanto de tocar em LEM, porque, segundo eles mesmo, o público da cidade é muito receptivo quando o assunto é reconhecimento e valorização, tanto financeira quanto cultural. “Apesar de sermos um banda barreirense, a maior parte dos nossos show foram realizados em outros locais”, contam.

O gosto pelas músicas autorais existe, mas as composições ainda não se concretizaram. Eles contam que a banda começou mesmo com a ideia de fazerem versões de músicas já conhecidas e que os integrantes gostam de tocar. “Nós buscamos tocar aquilo que nós gostamos de ouvir, e temos a sorte de encontrar muitas pessoas que também gostam do que tocamos. É isso que nos faz gostar muito do público de LEM que, por uma feliz coincidência, gosta da nossa música e do nosso gosto musical”, contam.

Para os integrantes da banda, não há nada melhor que receber uma bela salva de palmas do público e serem valorizados, como sentem que são aqui em LEM. “Isso já é um sonho. Nossa ambição é de sempre explorar lugares novos e apresentar nosso trabalho, sermos reconhecidos por aí e ganhar dinheiro… é sempre bom!”, conta o Alam.

E o futuro?

Com a urgência do mundo atual, as pessoas pensam no hoje e no amanhã ao mesmo tempo. Os meninos da 100 Nome pensam, claro, em evoluir, mas também valorizam muito o momento que vivem. Preocupados em doar o melhor de si para a música, sabem que podem ter um futuro brilhante, pois são merecedores e batalhadores, mas gostam mesmo do que vivem hoje.

Temos uma formação muito forte e, apesar das dificuldades e dos projetos paralelos de cada um, ainda vamos crescer. Temos apenas 1 ano de caminhada e acreditamos que futuramente podemos dar certo além de tudo o que vem acontecendo”

Uma frase que definiria a Banda 100 Nome?

““Um projeto displicente que deu certo”. Na nossa história tudo aconteceu de maneira muito natural, bem fácil. Nós nunca brigamos, as ideias de músicas para compor repertório sempre foram muito bem aceitas por todos. Isso faz com que tudo deixe de ser trabalho e se torne a nossa diversão”.

Rural na estrada e na melodia. Conheça Guito Show e sua proposta de promover o campo Brasil afora.

Se você perguntar por Diogo de Brito Sousa, pouca gente vai saber de quem se trata. Mais conhecido por Guito Show, Diogo traz o apelido desde a infância, durante as clássicas peladas no interior de Minas Gerais. “Eu era bom de bola. O Maradona era Dieguito, eu virei Dioguito e depois ficou só o Guito”, relembrou o músico durante entrevista – segundo ele, a primeira da sua vida – para o Blog da Immagine em Luís Eduardo Magalhães. Guito aportou com sua Rural – veículo utilitário produzido pela Willys Overland e depois pela Ford, nas décadas de 1950, 60 e 70 no Brasil – para dois shows: na quinta-feira, no Pub Chá das Cinco e, na sexta, em um evento privado da Maxum Case. “Essa é a segunda vez que volto à LEM neste formato Guito Show. A primeira foi neste mesmo ano, durante a Bahia Farm Show. Inclusive, coincidiu com a greve nacional dos caminhoneiros, que serviu de inspiração para criar uma música nova na estrada”.

Boa pinta, com sotaque bem mineiro, típico de quem vive e gosta do campo, e de conversa fácil e ritmada, Guito coleciona amigos nos lugares para onde viaja. Por incrível que pareça, ele não foi daquelas pessoas que nasceram tocando um instrumento. “Meu avô materno, Zé Maria de Brito, era músico, um boêmio autêntico de Minas Gerais. Mas ele nunca me viu tocar. Descobri a música quando ele morreu e herdei os instrumentos dele”, contou. Foi mais ou menos nessa época que ele pegou gosto pelas viagens. Aos 18 anos, foi morar na Dinamarca por quatro meses, até descobrir o que queria fazer da vida. “Terminei o terceiro científico e rumei pra lá. Minha dificuldade sempre foi gostar de tudo. Lá fora é bem diferente. Você tem um vocacional muito forte. As pessoas te dizem: vai viver primeiro, vai viajar e descobre o que você quer fazer. Tinha uma tia fazendo pós-doc, então aproveitei a oportunidade. E foi assim, sem falar inglês, que começou a minha aventura musical, de mochila e violão nas costas, e uma gaita na boca. No mochilão, sozinho, é que tive que garrar nos chifre do boi mesmo, tocando nas ruas na Dinamarca. Me propus o desafio de sobreviver por mim mesmo”.

Autoditada, usando – na época – aqueles livrinhos de cifras, aprendeu a tocar. E hoje conquista fãs e amigos pelo país soltando sua voz enquanto faz uma salada mista de violão, viola, gaita, serrote (Saw) e mala-bumbo. “Eu falo que o talento é muito bom, mas a teimosia é muito melhor”. Aliás, cada instrumento que compõe seu show tem uma história. A cabeça de Caracu foi um presente de Gabrielzinho das Laranjeiras, durante uma cavalgada de 8 dias. A mala, que virou bumbo, é da família há muito tempo. O serrote dinamarquês, que é parte das suas composições, é da época que morou por lá. O microfone, produção própria, e a Rural – veículo que o leva para onde quiser e ainda serve de palco para seus shows. “O Guito Show sempre foi rural. Cresci na roça, fazendo muita cavalgada. A Rural é original de chassi e lata, mas a mecânica é toda Hilux. Meu irmão que me deu essa ideia. Tem um ano que comprei e ela ainda tá em formação. Agora já tem tenda, palco, funciona como motor home, tem um kit pesca. Arrumei também um gerador, agora pode me largar em qualquer lugar que o som sai” conta, orgulhoso.

Sua ligação com o campo vem desde a infância, mas também já serviu de profissão. Agrônomo, atuou na área por 8 anos, período no qual morou em várias cidades do Brasil, inclusive em Luís Eduardo Magalhães.  “Trabalhei em Barretos, São José do Rio Preto, fui para o mercado financeiro, abri um escritório, fui pra Belo Horizonte, montei um escritório, cresci, vendi, fiquei rico, fiquei pobre. Já vivi de tudo um pouco”. Foi na ocasião do mercado financeiro que veio pra LEM. “Abrimos uma mesa na Cooproeste com a intenção de criar um projeto educacional financeiro e de gestão de risco. Foi pouco tempo – um ano em 2010, mas me apaixonei por aqui. Depois, voltei novamente em 2012. Nessa época fui pro EUA e, nessas andanças, voltei com a cabeça mais empreendedora. Na sequência fui assumindo cargos cada vez mais executivos, morando na cidade grande, até acabar trabalhando na Coca-Cola”.

Os 30 costumam ser uma idade de transformação. E não foi diferente com Guito. O estilo de vida Guito Show começou a se solidificar há três anos, quando abandonou tudo e se dedicou ao campo. “Eu acho que a vida não se mede por tempo, mas por vida vivida. Vida vivida é conhecimento adquirido, experiência. A partir do momento que você para de conhecer coisa nova, você não tá mais vivendo, tá esperando. Esperando a morte chegar. E nessa a gente vai escrevendo o livrinho da vida. Percebi que estava perdendo vida vivida. Era o meu auge financeiro, mas também foi quando eu tava mais pobre. Eu tenho umas filosofias na cabeça, sabe? E eu tive pra mim que rico não é quanto você tem, é quanto você gasta, né? Rico é simplesmente gastar menos do que ganha fazendo tudo que se gosta. Então, é muito mais dependente de quando você gasta e do que você gosta, do que quanto você ganha. Felicidade é auto reconhecimento mais o reconhecimento das pessoas que você ama. Simplesmente. Felicidade tem muito mais a ver com o que você quer, com o que você sonha, e você se auto reconhecer. Ficar orgulhoso de você mesmo. Se encontrar é o mais importante. E você se encontra onde? Sozinho. É quando você viaja, principalmente sozinho, é quando você está com seus amigos. Você finalmente descobre o que quer. Então você tá encontrando o caminho.”

Hoje, Guito mora em Araxá/MG com a família, dá aula de horticultura para a creche do seu filho toda quarta-feira, durante a semana se dedica a sua startup e, no final de semana, ao Guito Show. “Não tive uma infância difícil. Sempre tive uma boa escola. Sempre tive alguém para tomar conta das minhas coisas. Foi depois de velho que assumi de vez a responsabilidade por mim. Viver numa casa onde eu lavo meu prato e arrumo minha cama; levar meu filho na escola, fazer a comida dele e a minha. Já abri 5 empresas, fechei 5. Tenho uma startup de ingredientes frescos, com o intuito de vender produtos direto dos pequenos produtores. Essa é uma tendência que se chama Slow Food. A ideia é nos reaproximar do alimento. As pessoas da cidade não tem mais noção do que é o produtor rural. Essas minhas viagens servem também como um garimpo dos produtos”.

Na música, Guito está desenvolvendo seu estilo próprio, através das suas andanças e tendo como referências músicos como Tião Carreiro, Almir Salter, Renato Teixeira e Dave Matthews Band. Segundo ele, depois de aprender inglês, foi com Dave que, pela primeira vez, degustou uma poesia em forma de música. Entre seus planos, estão lançar uma turnê pelo Brasil, Guito Show – Momentos Raros, colocar algumas músicas próprias no Spotify e, mais pra frente – quem sabe, lançar um documentário ou até mesmo um livro. Sua divulgação acontece através do boca a boca dos amigos e pelas redes sociais, como Youtube e Instagram (@guitobrasil tem mais de 28 mil seguidores). “Meu objetivo como Guito Show é promover o campo. É promover a vida simples. Mostrar que é muito simples você ter isso. Parte do princípio, primeiramente, de não depender de ninguém. De você se auto reconhecer”.

Um pouco músico, um pouco agrônomo, um pouco filósofo, um pouco mochileiro. Guito é um rapaz que se não encontra – nem quer se encontrar – em pré-definições. Como ele mesmo diz, vai construindo sua vida vivida aos poucos e sempre aberto às surpresas que o destino há de trazer.

Para conhecer Guito Show, acesse suas redes sociais:

Instagram @guitobrasil / Youtube

Por Mônica Zanotto

AGENDA CULTURAL: Semana 30 de Agosto a 02 de Setembro

Quinta-feira é quase Sexta!! E o melhor: é dia de Agenda Cultural aqui no Blog! Confira as programações desta semana para LEM e região para você curtir:

Antes, confira a Programação completa do Chá das Cinco este fim de semana:

Quinta-feira: GUITO SHOW – Folk Music Brazil (20h30)
Sexta-feira: BULLDOSER (22h)
Sábado:  BANDA VITRO (22h)

QUINTA-FEIRA 30

GUITO SHOW: Folk Music Brazil (20h30)

Onde?  Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

VINTAGE TUNE ACÚSTICO (21h)

Onde? Cais e Porto Chopperia e Restaurante – Barreiras BA

DANI E GABY ao vivo (21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

RAMON ARIEVILO canta AO VIVO

Onde? Burger House – Barreiras BA

SEXTA-FEIRA 31

BULLDOSER (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

RÔMULO MALVA canta ao vivo

Onde? Estação Gê – Luís Eduardo Magalhães BA

Passarela PRIMEIRO AS DAMAS (23h)

Onde? Passarela Beer – Luís Eduardo Magalhães BA

JEFERSON E GUSTAVO (a partir das 17h)

Com Drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco Bar – Barreiras BA

 

THIAGO SANTOS canta AO VIVO (21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

RAMON ARIEVILO canta AO VIVO

Onde? Beirute Bar e Cozinha – Barreiras BA

VINTAGE TUNE canta AO VIVO

Onde? Quintal – Barreiras BA

 

SÁBADO 01

 

BANDA VITRO (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

AGENDA 21: VINTAGE TUNE canta ao vivo (20h)

Onde? Rio Azuis – Aurora TO

 

PANDORA: A FESTA!

Com Toinho & Cia, MC Jefinho e Império

Onde? Le Rêve – Barreiras BA

TAQUICARDIA – Medicina IV UFOB (22h)

Com SHeik, Juninho Rodrigues e Siri du Bonde

Open Bar: Catuaba, Cerveja, Shots de Tequila

Onde? Trapiche – Barreiras BA

NUNO WETS, IAGO SATELES E JEFERSON & GUSTAVO ao vivo (21h)

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

PAGODE NO QUINTAL DO CHEF ELY (a partir das 17h)

Com Grupo “É Disso Que Eu Tô Falando”

Onde? Restaurante Bar Chef Ely – Barreiras BA

DENIEL VENUTTI (a partir das 17h)

Com Drinks e Petiscos em dobro

Onde? Ki-Boteco Bar – Barreiras BA

DOMINGO 03

 

TRAP NIGHT (18h)

Com Jovi, SiriduBond e Segunda Crônicas – Open Gummy

Onde? Tribbu’s Kebaberia – Barreiras BA

AGENDA 21: VINTAGE TUNE canta ao vivo (12h)

Onde? Rio Azuis – Aurora TO

QUARTA-FEIRA 05

Aniversário da STUDIO Móveis e Decoração (14h-19h)

Coffee Break em comemoração aos 3 anos de sucesso

Onde? Studio Móveis e Decoração – Luís Eduardo Magalhães BA

PROGRAMAÇÃO DOS CINEMAS PREMIER (LEM e BARREIRAS)

MEGATUBARÃO

LEM e Barreiras: 20h30

 

OS JOVENS TITÃS EM AÇÃO

LEM e Barreiras: 18h 20h

HOTEL TRANSILVÂNIA 3: FÉRIAS MONSTRUOSAS

LEM e Barreiras: 18h15

Gravidade

Há algumas semanas, o American Park se despediu de LEM e foi levar sua diversão para outra cidade. Com isso, aquela praça dos três poderes voltou ao seu marasmo habitual. Agora, bate uma tristeza passar pela rotatória da mesma, ao lembrar os bons momentos.

Foi a primeira vez que fui a um parque e participei das atrações. Gostei tanto que, ao todo, fui quatro vezes. A sensação de desafiar o medo da morte, do desconhecido e a gravidade me fez muito bem, algo que não sentia há bastante tempo.

É incrível como nosso cérebro resolve travar batalhas contra nós mesmos nesses momentos de apreensão. Ao trancar o banco de um brinquedo giratório que, como um pêndulo, balança a uma altura muito, mas muito alta, os pensamentos que invadiam minha mente eram os piores possíveis. “Isso vai cair igual naquele filme” ou “meu banco vai se abrir e vai acontecer uma tragédia”, e só piorava. Porém, ao repetir o brinquedo mais duas, três vezes, o medo dava lugar à euforia, à sensação de sentir-se vivo. Foi aí que eu compreendi que sentir medo é se sentir vivo e que é preciso encarar o desconhecido.

Posso levar isso para muitas situações da minha vida, e vou além: muitos dos meus erros ou falhas se derivam de não encarar o desconhecido. No campo da escrita é o exemplo mais claro. Muitas idéias que tenho poderiam ser mais bem desenvolvidas (muitas delas não chegam nem ao papel) justamente por não colocá-las em prática e trabalhar para torná-las algo concreto. Mas o fato de elas serem tão boas no campo da IDEIA me causa receio em colocá-las no campo do MATERIAL, por medo de não conseguir desenvolvê-la o suficiente. Ou seja, falta encarar o desconhecido.

Esse assunto mesmo permaneceu no campo da IDEIA por muito tempo e só agora resolvi desenvolvê-lo.

Foi preciso me arriscar contra a gravidade, sentir muito medo para aprender a encarar o desconhecido. Agora, só falta colocar em prática. Mas isso eu deixo para uma próxima hora.

A princípio, sigo como Maynard James Keenan: eu escolho viver.

Humanos

Foi na casa de um antigo amigo, Thiago “Bola”, que ouvi o Gorillaz pela primeira vez. Fiquei encantado ao ver uma “banda de desenho” tocando uma música tão interessante. Era “Feel Good Inc.”. Pelos meus cálculos, que não estão muito certeiros, era 2005… Acho que está certo, pois um ano depois foi a primeira vez que vim para LEM e lembro perfeitamente de uma coletânea lançada pela Som Livre, chamada Top Hits TVZ 2, em que uma das bandas que passavam na propaganda era justamente o Gorillaz, com “Kids With Guns”, o que, mais tarde, eu achei estranho, pois o trecho do vídeo que passou no anúncio não era dessa  música.

Esse foi o ponto de partida para eu ir atrás de mais músicas da banda, pesquisar sua história, seus criadores e tudo mais. Encantou-me o fato de que um de seus criadores era Damon Albarn, vocalista e líder do Blur (já falei sobre eles aqui), uma das minhas bandas favoritas. Nessa época em que os conheci, o segundo disco deles, Demon Days, havia sido lançado e estava fazendo bastante sucesso. Canções como “El Mañana” e “O Green World” estiveram presentes em várias das minhas playlists, além das duas citadas acima. “Dare” foi outra que ouvi bastante.

Alguns anos se passaram e, novamente sem querer, descobri que eles haviam lançado mais um trabalho, e que me carimbou oficialmente como admirador da banda: “Plastic Beach”. Recheado de participações especiais, como os gigantes do rap Snoop Dog, Mos Def e De La Soul, até ícones como Lou Reed, esse disco me pegou em cheio. A primeira que ouvi foi “On Melancholy Hill”, cujo videoclipe é muito legal. O que falar então de “Stylo”, que tem até Bruce Willis perseguindo a banda no meio do deserto? É uma música melhor que a outra.

Depois de “Plastic Beach”, saíram mais três: “The Fall”, de 2010; “Humanz”, de 2017; e “The NowNow”, desse ano. Os dois mais recentes, inclusive, estão baixados no meu Spotify há umas três semanas (ou mais), mas não os ouvi ainda. Tenho uma “coisa” com lançamentos, não consigo ouvi-los quando ainda estão recentes. Tenho medo, creio eu, de me decepcionar. Ainda mais nesse caso, onde tenho como base o “Plastic Beach”, cujo nível é altíssimo.

Deixo abaixo duas músicas de cada disco (dos que ouvi) para vocês apreciarem. E sobre o meu amigo que cito no início do texto, não nos vemos e nem nos falamos há anos. Coisa de humanos.