Drive

Uma das melhores e mais rápidas leituras que fiz esse ano, “Drive”, de James Sallis, é um prato cheio para amantes de histórias sobre crimes, ambientes sujos, personagens enigmáticos e carros, muitos carros. O Piloto, personagem principal cujo nome nunca é revelado, é o centro da história.

Ele, que costuma dizer que “apenas dirige”, é o melhor no que faz. Durante o dia, trabalha como dublê de filmes. À noite, faz serviços fora da lei. E ele deixa bem claro que sua única função é conduzir o veículo até o local, esperar o ato e fugir dali. Só que tudo desanda quando um dos assaltos não ocorre como esperado e, a partir daí, a trama gira em torno do Piloto tentando salvar a sua própria vida.

Seguindo uma linha do tempo não-linear, a estrutura pode deixar o desenrolar dos acontecimentos meio confuso a princípio, sendo necessário retornar algumas páginas em certos momentos para compreender melhor em qual parte do tempo determinado capítulo está. Porém, isso não atrapalha o entendimento da história. E alguns deles centram-se em outros personagens, como o Doutor e o vilão, Bernie Gold, o que deixa o livro ainda mais interessante.

O texto possui um vocabulário bem coloquial, cheio de gírias, palavrões e um humor negro bastante refinado. Os locais são bem detalhados, e o leitor, de certa forma, entra no ambiente. E por se tratar de relações entre personagens cujas atitudes são bem questionáveis, o teor de algumas cenas é de bastante violência.

Assim como o livro que falei sobre no último texto, “Drive” também ganhou uma adaptação (bem elogiada e vencedora de prêmios, por sinal) para os cinemas. Ryan Gosling fez o papel do Piloto e, apesar de achá-lo um bom ator, sua atuação não me convenceu e as mudanças da adaptação em relação ao livro me incomodaram. Entretanto, a película é de uma fotografia e direção impecáveis, lembrando muito a estética de filmes noir.

Falando em modo particular, até tento, não consigo desassociar a obra literária da cinematográfica. Logo, o filme não é tão brilhante quanto o livro. Se o leitor consegue fazer tal distinção, os dois serão de todo agrado.

Um beijo para não esquecer jamais

O acaso fez com que nos sentássemos, um do lado do outro, na sessão de autógrafos da última segunda-feira, no Dado Bier. Não haviam nomes colados no acolchoado das cadeiras ou sobre a enorme mesa de madeira em forma de C ou U, isso, claro, a depender do ângulo ou perspectiva de quem observava a movimentação toda.

A senhora que se aconchegou a minha esquerda rendeu, talvez, a melhor e mais marcante lição, dessas que nem no mais perfeito sonho poderia supor que um dia viveria, talvez, comparada à quando, por duas horas, conversei com uma das setenta e sete brasileiras que em 1944 defenderam o país na Segunda Guerra Mundial. Não, especificamente, da parte daquela sentada a minha esquerda, mas dos que foram a sessão de autógrafos por sua causa. Desnecessário conhecer a real idade, basta que imaginemos, e somos bons nisso, calcular com base exclusiva na aparência.

A surpresa acontece quando menos se espera e, talvez, tivesse escolhido outra cadeira para sentar, as impressões sobre aquela noite seriam outras. Entre autógrafos, parentes, amigos e desconhecidos, um grupo de três amigas em idade escolar, uma outra senhora, orgulhosa, entregou o livro para aquela à minha esquerda assinar. Sorrisos no rosto. Abraçaram-se. A que esperava pela dedicatória, sem rodeios, saiu-se com o que segue e, possível, o colega da direita e outros próximos tenhamos ouvido o mesmo:

— Ela é minha filha.

A senhora que autografava era filha da senhora que pedia o autografo. Ambas, orgulhosas, radiantes, felizes. Eis, a surpresa. Em uníssono, e foi assim, a parabenizamos. Quem ouviu e não poderia ter sido de outra forma e pouco importa se o livro em questão é sobre e para adolescentes. Mãe e filha rompendo barreiras, preconceitos, pois, ao menos a mim, aquilo pareceu inimaginável. Surreal, até. Em muito, por preservar pensamentos tacanhos, como se na terceira idade fosse proibido existirem mães e filhos, gozando a vida de modo tão pleno quanto os muito mais jovens que eles (as).

Se a novidade conseguiu o efeito de contagiar para o bem, o melhor ainda estava por vir, pois, tão radiante quanto, salvo engano, entre assovios, desta feita um senhor de cabelos tão brancos quanto uma folha de papel sulfite ou o cavalo de Napoleão, também solicitou a colega a minha esquerda que autografasse seu exemplar e, em seguida, despejou do modo mais simpático que há, um ramalhete de flores sobre a mesa.

— Pra você meu amor.

Mãe, filha e esposo. Em minutos vi, materializado ao meu lado, uma completa definição de amor, quiçá, para me fazer refletir tendo em vista a crônica passada, não sei. Há sonhos que demoram a se concretizar. Décadas, quem sabe. Eu não sei o que me espera o dia de amanhã, mas tenho convicção que a experiência da chuvosa noite de 23 de julho de 2018 fará o favor de me acompanhar por muito tempo. Posso soar exagerado, mas as vezes é preciso que sejamos dispostos à sutilezas como essas para compreender que há muito o que fazer e o que realizar. O tempo é um mero detalhe e, mais dia, menos dia, ele pode nos surpreender.

Ontem, uma das mulheres que mais quis que se tornasse um grande amor disse estar disposta a esperar o tempo que for possível para que consigamos colocar todos os pingos nos is da nossa história, incluso, o que não vivemos. Não sei o que dizer, o que esperar, nem se é possível esperar. Lembrei que ao se despedir da filha, a mãe virou-se para mim e disse:

— Não posso ir embora sem antes te dar um beijo.

Um dos melhores beijos que ganhei, assim, espontaneamente, sem dúvidas. Desses que se guarda na esperança de que no amanhã, tenhamos chance de fazer diferente, corrigindo nossas falhas e tentando ser, ao menos um pouco, melhores do que somos hoje.

Livro do mês: Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios – Marçal Aquino

Talvez esse seja o primeiro romance adulto que eu li e, por não ser tão escancarado, tenha me ganhado. É bastante descritivo (o que me incomoda um pouco), mas construído brasileiramente, onde os personagens podem ser facilmente criados na nossa imaginação.

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios
Autor: Marçal Aquino
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2005
Páginas: 232

O livro conta a história de um triângulo amoroso formado por Cauby, Lavínia e Ernani. O primeiro, um fotógrafo que chega numa cidade nova e conhece Lavínia, a mulher mais linda que talvez ele já tenha visto. Lavínia era “casada” com Ernani, pastor da igreja evangélica que sabia da vida quente e atribulada da garota, mas que fazia vista grossa para todos os seus efeitos.

Ela, que possui um passado mergulhado nos problemas familiares, nas drogas e na prostituição, encontra abrigo nos braços de Ernani, mas busca paixão nos braços de Cauby. Embora isso pareça apenas um livro de traição, o enredo vai muito mais a fundo, pois nele podemos encontrar poesia, mesmo que não feita em estrofes. Lavínia é a própria, com duas pernas, um corpo esguio e duas personalidades: contamos também com Shirley, a personalidade esvoaçante de uma mulher segura de si e determinada a ponto de cegar quem estiver pela frente. Lavínia é Lavínia, mas gosta de ser Shirley nas horas vagas.

No filme, Lavínia é interpretada por Camila Pitanga

Para deixar o livro mais poético, Aquino fez questão de incorporar à trama um elemento chave interessantíssimo: um livro de um terapeuta que fala sobre amores, suas dores, consequências e teorias. Não demora muito para que sejamos capazes de encaixar alguma frase em nossas vidas, já que somos humanos e sentimos tal e qual Cauby. Enquanto o livro se dá, percebemos que existe um passeio pelo passado, o que explica muitas das ações dos 3 personagens centrais.

Página que inicia o livro

O enredo é fluído, leve, e o livro não é muito grande. A história é escrita com uma linguagem moderna, que não coloca obstáculo algum ao seu entendimento.

Se você quiser ler, é mais fácil encontra-lo para download na internet, pois as versões físicas estão sempre esgotadas ou em falta nos sites. Já sabe, né? Se precisar, só me chamar! 😉

Quando as coisas viram memória

Quem nunca, depois de uma ressaca braba, não teve vontade de sentar e tirar o cérebro do crânio para lavar com água morna e sabonete. Sei lá, faz tanto tempo que não bebo mais que meia dúzia de chopes cremosos que é difícil responder, mas: sim, vai, já tive vontade, embora, nunca com essas palavras. Essas, aliás, peguei emprestado daquele que possivelmente seja o escritor brasileiro que mais admire.

A propósito, foi por meio de uma propaganda de meia página numa edição antiga da Revista Piauí que o descobri. À época a Companhia das Letras promovia o recém lançado Barba ensopada de sangue de Daniel Galera. Comprei o livro na primeira oportunidade que tive, provável que na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de Brasília. Por um bom tempo, aquela foi parada obrigatória das minhas esparsas idas à capital federal. Finalizada a leitura do “barba”, não hesitei em colocar o restante do catálogo de obras do autor no carrinho de compras, entre eles, Até o dia em que o cão morreu, de onde peguei emprestado o trecho parafraseado no topo desse texto.

Estava no trânsito, se não falhe a memória, recém-saído de um restaurante no início de uma tarde qualquer, quando recebi por e-mail um aviso da mesma Livraria Cultura sobre o — então — novo livro de Galera, Meia noite e vinte, lançado em 2016. Outra vez, na primeira chance que tive dentro de uma livraria, desta feita, a Saraiva do Brasília Shopping, debitei o valor e segurei a ansiedade nas seis horas de viagem até o oeste baiano.

Àquela época, Daniel Galera me parecia um escritor distante e, via de regra, quase intocável. Embora guarde espaço cativo para seus livros na minha prateleira, sempre, desde que retornei ao Rio Grande do Sul, imaginava como seria caso tivesse chance de encontrá-lo.

Em maio do ano passado, durante a programação de um importante evento literário de Porto Alegre, após assistir uma mesa com três autoras que se revelaram arrebatadoras descobertas, notei — ao fundo e de pé — aquele que desde o anúncio da Piauí tornou-se meu escritor preferido. Leia-se Daniel Galera, em carne e osso.

Pode parecer piegas, mas, literalmente, tremi, corei, senti o coração palpitar e lamentei não estar com os livros dele na mochila e crente que o coração logo sairia pela boca caso não tomasse alguma atitude, criei coragem e fui — tão oferecido quanto um quindim numa padaria — pedir para tirar uma selfie.

Minha pressão deve ter facilmente extrapolado quinze por dez, e, fora de mim, disse: “Se soubesse que iria te encontrar, teria trazido teus livros para pedir um autógrafo”. Depois ri. Prestativo, ele respondeu: “Claro, oportunidades não vão faltar”. Riu também. Eu, abobalhado e ele, claro, sendo educado com um fã.

A oportunidade surgiu. Durante seis tardes, repito, seis tardes, entre o fim de janeiro e meados de março, convivi com Galera e, pasmem, não senti necessidade em encher a mochila com os livros que ele bem poderia ter autografado para mim.

No sexto encontro cogitei colocar ao menos um dos livros na mochila, peguei três, o Barba, o do cão e o Mãos de cavalo, folhei, cheirei, gastei uns quinze minutos meditando e “será?”, “levar ou não levar”, não levei. Tinha acabado de reler Até o dia em que o cão morreu e, por alguma razão, que sei lá, acontece, achei que já tivesse sido agraciado com presente maior: a certeza que ninguém é intocável.

Que uma pessoa não se torna maior ou melhor que outra por ser — entre aspas — famosa ou uma celebridade. Que minha admiração e respeito pela obra do Galera não diminuirá se eu não tiver um dos seus livros autografados. O exagero de cada faz com que tenhamos a impressão de que A ou B seja mais do que realmente é. Nada além. Os ídolos não são super-heróis ou extraterrestres, são seres humanos como nós, com o diferencial de realizarem coisas que admiramos e/ou amamos. Só.

Sigo admirador confesso da obra de Galera, mas, de um modo diferente, menos fanático, menos cego. Parafraseando o próprio autor, no primeiro dos nossos encontros: “as coisas vão virando memória”. E são elas, as memórias que realmente importam. São as memórias que guardamos no coração e que, num domingo que nem ventilador na velocidade máxima dá jeito, nos fazem esticar o canto dos lábios e rir, plenos de gratidão.

Será que só se tem vontade de tirar o cérebro do crânio para lavar com água morna e sabonete se estivermos de ressaca? Será que não dá para fazer o mesmo para refrescar as lembranças que gostaríamos de jamais esquecer? Ou, talvez, para fazer com que essas coisas que vão virando memória continuem vividas e claras como a mais cristalina das águas?

Mulheres na literatura: 5 livros para ler em 2018

O dia internacional da mulher está chegando. Algumas livrarias virtuais já anunciaram que vão fazer promoção para a data e eu acho muito digno que nós pensemos em dar uma chance para mulheres escritoras.

Graças ao bom Deus nós, mulheres, não precisamos mais sofrer quando queremos ser pessoas normais. Você já ouviu sobre as histórias antigas de mulheres que queriam apenas estudar e não podiam, tenho certeza. Hoje, eu jornalista, posso escrever, estudar e ser tão bem sucedida quanto ou até mais que um homem. E isso, meus amigos, é sensacional. Espero que cada vez mais possamos ver mulheres fazendo sucesso e ocupando postos que até ontem eram ocupados majoritariamente por homens.

E como eu falei ali em cima, vamos aproveitar que alguns sites irão fazer promoções com descontos interessantes e aumentar a listinha de leitura de 2018? Desta vez separei livros escritos por mulheres.

  • Holocausto Brasileiro – Daniela Arbex

Não sei se você já ouviu falar no famoso caso do “manicômio” de Barbacena, cidade localizada em Minas Gerais. Esse livro fala sobre isso. É um livro-reportagem (meus preferidos) que retrata a história do Hospital Colônia de Barbacena, onde cerca de 60 mil pessoas morreram no século 20. Conta histórias, investiga o passado e relembra os horrores vividos pelos pacientes que, em sua maioria, sequer apresentavam problemas mentais. É um livro forte.

  • O Sol é para Todos – Harper Lee

É considerado um clássico da literatura mundial e aborda questões como injustiça e racismo, narrando a história de um advogado que precisa defender um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca. O livro é narrado por Scout, filha do advogado, que retrata as represálias sofridas pelo pai na sociedade racista de 1930.

  • Outros Jeitos de Usar a Boca – Rupi Kaur

É um livro de poesia moderno, mas totalmente atemporal. A autora é indiana e tem como temática a sobrevivência, onde seus poemas retratam experiências de abuso, amor (inclusive o próprio) e a perda feminilidade. Ficou por mais de 40 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times. Apesar de não ser um dos meus preferidos – quem me conhece sabe que não suporto poesia -, reconheço que é um livro necessário principalmente para aquelas pessoas que precisam se lembrar de como é o amor próprio.

  • A Guerra Não Tem Rosto de Mulher – Svetlana Alexijevich

Svetlana foi a primeira bielorussa a receber o Prêmio Nobel e destaca que mesmo que as mulheres estejam na linha de frente, elas são inviabilizadas nas histórias de guerra. No livro a autora reconstrói conflitos da Segunda Guerra Mundial a partir da perspectiva das combatentes soviéticas – que eram mais de 1 milhão no Exército Vermelho.

  • A Vida que Ninguém Vê – Eliane Brum

Sou suspeita para falar de Elianinha. No livro, a autora é uma repórter em busca dos acontecimentos que não viram notícia e das pessoas que não são celebridades. As crônicas reunidas na obra eram publicadas no final dos anos 90 no jornal Zero Hora, e agora emocionam os leitores pela sensibilidade de Brum.

Estes foram alguns títulos que podem te ajudar a sair da zona de conforto ou até mesmo a conhecer um pouco mais da literatura criada pelas mãos de mulheres. Existem outros nomes que merecem atenção, como:

– Elena Ferrante, Fernanda Torres, Cora Coralina, Lygia Fagundes Telles, Lena Dunham, Margaret Atwood, Alice Munro, Hilda Hist.

Já sabe, né? Se ler algum desses ou se tem alguma dica nova para compartilhar, chama nos comentários! Vamos prestigiar as mulheres desse mundo!

Na Natureza Selvagem

Terminei de ler, recentemente, o livro “Na Natureza Selvagem”, lançado em 1996 por Jon Krakauer e que conta a história de Christopher McCandless, rapaz de classe média alta, recém-formado na faculdade, com diversos conflitos pessoais que abandonou a vida que tinha em sociedade e partiu rumo ao Alasca, com o sonho de sobreviver no meio da natureza. Na obra, Krakauer tenta entender e recriar os passos de McCandless, através de entrevistas com familiares e pessoas que o ajudaram em sua jornada, informações sobre os lugares em que ele supostamente passou e muitas histórias semelhantes às de Chris. Em 2007, o livro recebeu uma ótima adaptação para os cinemas, com a direção comandada por Sean Penn e com Emile Hirsch no papel de McCandless.

O filme ajudou a impulsionar a história de McCandless para o mundo, mostrando seus ideais, seus pensamentos a respeito da sociedade em que vivemos e os motivos que o levaram a tomar suas decisões, com frases e diálogos bastante inspiradores, que nos fazem refletir muito sobre nossas vidas. Para acompanhar as cenas e contribuir ainda mais com a beleza da película, um grande artista foi convidado a criar e gravar a trilha sonora do filme… O responsável é ninguém menos que Eddie Vedder, e é esse trabalho o tema do texto de hoje.

Com pouco mais de meia hora de duração, o disco tem 11 belas canções que mesclam a simplicidade do acompanhamento voz-violão com alguns momentos de maior emoção e euforia, passando até por algumas passagens instrumentas, todas emanando uma sensação de liberdade e apreço pela natureza.

 

 

Um dos destaques é a “trinca” bem eufórica que abre o trabalho, composta por “Setting Forth”, “No Ceiling” (minha preferida do disco) e “Far Behind”. Curioso é que a duração das três juntas soma apenas um pouco mais que 5 minutos.  Em minha opinião, esse é o momento do disco que mais transmite o desejo de sair viajando pelo mundo, conhecendo lugares novos, pessoas novas e, principalmente, se conhecendo melhor.

https://www.youtube.com/watch?v=zF6Xs0IrDyE

A partir daí, o disco toma um caminho mais tranquilo e intimista, com aquelas canções voz-violão que falei um pouco acima, caso de “Rise” e “Long Nights”, até retomar novamente a uma direção mais “explosiva” em “Hard Sun”, canção de maior sucesso do álbum. Cito essas três músicas pois são, ao meu ver, as que mais evidenciam os conflitos retratados por McCandless no filme, e como essa escolha de abandonar tudo e cair na estrada transformou o seu interior.

 

A chave de ouro que encerra o disco é a ótima “Guaranteed”, canção que rendeu à Eddie Vedder um Globo de Ouro em 2008. A mais longa de todas as faixas, com pouco mais de 7 minutos, é composta inteiramente por um belo dedilhado que acompanha a voz de Vedder e tem uma das melhores letras do álbum, onde o personagem questiona as regras/modos de vida que levamos, com prisões que construímos em nossas cabeças, na rotina que levamos no dia-a-dia e que, sem percebermos, o tempo passa e não aproveitamos devidamente os simples detalhes da vida.

 

Recomendo arduamente a quem estiver lendo esse texto a ler o livro, assistir o filme e, óbvio, ouvir o álbum. Muitos julgam McCandless por não ter experiência suficiente para tomar uma jornada desse porte (inexperiência essa que causou a sua morte) e tanto Jon Krakauer como Sean Penn por romantizarem demais uma trágica história, mas as lições que podemos tirar podem fazer muita diferença em nossas vidas. Quando estiver estressado em um escritório, no trânsito, cansado da mesmice cotidiana, dê uma chance a essas canções, elas podem ter um forte impacto em você.

O verdadeiro Chris

**BÔNUS**

 

Em certo momento do filme, McCandless faz uma breve apresentação musical em um festival com Tracy, garota que se apaixonou por ele quando o mesmo chegou em Slab City. A canção que eles tocam se chama “Angel From Montgomery”, originalmente criada por John Prine, mas que se tornou um verdadeiro clássico da música norte-americana na versão de Bonnie Raitt. Fica aí mais uma dica, pois música boa nunca é demais.

 

 

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Difícil, pesado e irritante

Perdi a conta de quantas vezes fui chamado de difícil. Uma amiga que já foi colega de trabalho e parceira nos bares da vida, e, com quem convivia todo santo dia não passava uma semana sem me chamar de difícil.

— Ô, homem difícil — dizia.

E na semana seguinte:

— Como tu é difícil Anton.

E depois:

Tu é o homem mais difícil que eu conheço.

Provável que uma coisa não tenha nada a ver com a outra, mas, a palavra utilizada, em ambos os casos, é a mesma:

Difícil.

DI-FÍ-CIL.

Então…

Uma pessoa, que tive a grata surpresa de conhecer esse ano, depois de terminada a leitura do meu livro Quando os pelos do rosto roçam no umbigo, me encontrou no supermercado e, antes mesmo, de guardar o pacote de cacetinhos na cestinha, me veio com essa:

Li teu livro e achei ele bem difícil.

Fez uma cara feia. Achei por bem desviar o olhar para a gôndola onde estão os quindins, mas ela, continuou, talvez, por sentir que faltava um desfecho, um complemento no que estava me dizendo e só difícil fosse insuficiente para descrever a sensação sentida depois de finalizar a leitura.

Continuou:

— É um livro pesado.

Pronto. Tirei o olhar da gondôla dos quindins, voltei atenção para ela, e seguimos passeando entre os corredores do supermercado, ela cheia de blá, blá, blás e mil assuntos e eu com aquelas duas palavras na cabeça, maquinando: Difícil e pesado.

É, talvez precise perguntar para a amiga que um dia foi colega de trabalho se ela também, algum dia, me achou — ou acha — um cara pesado.

Difícil e pesado.

Não que isso vá mudar alguma coisa. Eu ser um cara difícil e pesado e meu livro ser difícil e pesado. A coincidência, se é isto mesmo uma coincidência, seria engraçada. Apenas isso.

Quando os pelos do rosto roçam no umbigo é, de fato, um livro difícil. Pesado também. O personagem principal da estória é um homem sem nenhum carisma, que passa a maior parte do tempo repetindo para si mesmo que está na pior, no fundo do poço, e que, não tem muitas aspirações, senão àquela que se propõe (em segredo) desde as primeiras páginas do livro. Ele é irritante e isso, em se tratando de literatura, pode ser fatal, embora, ele, o personagem, seja real. Seu drama é real e é disso que o livro trata. De um homem que chegou ao seu limite e precisa tomar alguma atitude antes que as coisas piorem ainda mais.

Só.

(Okay, isso, em resumo poderia ser traduzido como: difícil e pesado)

Agora, por obséquio e curiosidade, quanto a mim, provável que precise consultar outra vez a amiga, afinal, será que sou, igualmente irritante?

Criador e criatura, autor e livro (personagem), difícil, pesado e irritante?

Será?

***

Se houver interesse de alguma parte com a leitura do livro em questão, quiçá, para tirar a prova do ser ou não difícil e pesado, e seu protagonista um ser humano irritante, a obra está disponível em formato digital aqui e em formato físico (pouquíssimos exemplares) diretamente comigo, bastando para tal me contatar via Facebook, Instagram ou e-mail: antonroos@gmail.com

Dia da Criatividade: o que te inspira?

Hoje, 17 de novembro, é comemorado o Dia da Criatividade. E nós escolhemos falar sobre essa data porque vivemos em busca de inspirações.

Consideramos a criatividade uma aptidão para inventar ou criar coisas novas. E costumamos dizer que uma pessoa criativa é inovadora e possui ideias originais (mesmo que seja tão difícil fugir do original hoje em dia). Estas características podem se revelar em várias áreas diferentes, como a música, pintura, escrita, etc. Mas em alguns casos, como o nosso, a criatividade é um elemento essencial. Convivemos com ela e às vezes temos alguns problemas e divergências, mas logo fazemos as pazes.

É muito difícil definir com exatidão o que é ser criativo ou ter criatividade. Isso porque cada um tem uma maneira de perceber sua criatividade e sim, todos possuem essa habilidade. E, ao contrário do que muitos pensam, a criatividade não é um dom. Ela é uma habilidade que pode ser exercitada e melhorada, se houver determinação.

Sempre vemos muitas dicas para melhorar a capacidade de criar coisas novas, mas algumas vezes não conseguimos encaixá-las na nossa realidade. Isto porque o autoconhecimento é essencial para que consigamos exercer a criatividade e de nada vai adiantar tantas dicas sem que você se entenda e perceba como deve fazer.

Se você quiser conhecer um pouco mais de nossas experiências com a criatividade, fique com a gente até o fim do post!

*

Como ser criativo quando a criatividade é necessária?

A necessidade é relativa. Geralmente buscamos trabalhar com algo que gostamos, para tornar os dias bem diferentes de uma obrigação. Acreditamos que a “não obrigação” torne a criatividade mais leve e a afaste da posição de fardo.

Dávila Kess: O mais legal é quando a necessidade se torna algo que somos apaixonados. Se você escolher uma profissão onde existe amor do acordar ao findar do dia e brilho nos olhos (até pelos problemas), a criatividade se torna uma questão de busca. Todos nascemos com doses de criatividade. Uns com doses extras, mas na maioria das situações tudo é uma questão de busca de referências. Estar interessado em obter novos olhares torna a necessidade uma grande satisfação. E aí tudo flui livremente.

Mônica Zanotto: É preciso buscar ferramentas que nos auxiliem no processo de criação: referências, cultura, conhecimento. É mais difícil ser criativo quando não se sabe nada sobre o assunto em questão.

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Como podemos aproveitar os erros no processo criativo?

Erros fazem parte da nossa vida, sempre, em qualquer cenário que estejamos inseridos. Quando nos propomos a criar algo, seja do zero ou não, precisamos ter o conhecimento de que erros poderão surgir. E aí temos duas opções: bater na tecla de que nossa ideia está certa (mesmo sabendo que não) ou admitir que erramos e tentar reverter a situação.

Tirar o aprendizado de um erro faz parte da capacidade de inovar. A inovação é o braço direito da criatividade.

Dávila: A criação tem várias faces e, no começo, você tem apenas uma ideia bruta que precisa de lapidação. Para entender a necessidade do meu cliente, por exemplo, preciso me despir dos meus conceitos e criar de acordo com as necessidades dele. O erro, em muitas situações, vem do desconhecimento íntimo das necessidades do outro. Errar é conhecer e isso faz parte do processo de criação

Errar é humano, mas devemos fazer do erro algo que nos traga um ensinamento.

Como lidar com bloqueios criativos?

Aqueles momentos terríveis onde você precisa escrever um texto de duas páginas e ainda não conseguiu sair das 10 primeiras linhas em 3 dias de trabalho árduo… Existe algo de errado, não? Nosso cérebro às vezes nos dá sinais de que o momento não é propício para criar algo. Talvez você precise de um tempo, para clarear as ideias e, quem sabe, conseguir inspirações. Mas em algum momento esse bloqueio criativo tem que acabar, não é?

Dávila: Devemos pensar fora da caixa, criando situações que nos façam sair da rotina do pensamento. Vale viajar, rir, pensar como uma criança, trabalhar num Café, conversar um pouco, observar pessoas e comportamentos e até mesmo descansar. As pausas também são necessárias para a criatividade. Dormir bem, se alimentar com saúde, se exercitar… a somatória desses fatores também vão te deixar bem distante de qualquer bloqueio

Mônica: O primeiro passo é: pare de fazer o que estiver fazendo e vá tomar um café! É preciso levar a mente para outro lugar, focar em outras coisas. Alimente-a!

A propósito, o café é uma grande amigo nosso. Todos os dias, pelo menos uma xícara, caso contrário o dia não é o mesmo. Pergunte aos seus amigos que trabalham com Comunicação, eles provavelmente serão amantes da bebida também.

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Como a criatividade pode nos ajudar no dia a dia?

De várias maneiras. A criatividade inspira autoestima, confiança, gera mais sorrisos e até mesmo consegue deixar nosso dia com mais ânimo. Faça o teste! Inicie o seu dia fazendo aquilo que você mais gosta e observe como a criatividade provavelmente vai fluir de maneiras mais leve.

Mônica: Se você alimenta seu “eu criativo”, vai conseguir pensar em soluções melhores para tudo. Ser criativo não vale apenas para artistas. Criar não deve ser levado em conta apenas no sentido da arte. Também podemos incluir a criação de estratégias e soluções. A criatividade facilita nossa vida.

 

O que nos inspira?

É chegado o momento em que indicamos aquilo que nos faz bem e nos mantém inspirados. Lembrando que isso não é uma regra. Existem músicas, livros, filmes e ‘otras cosita más’ que ajudam demais no nosso momento criativo. Queremos dividir tudo com vocês!

Dávila: A música é algo que está diretamente ligado ao meu processo criativo. Quando a demanda cerebral está muito alta, gosto de ouvir música calma para buscar inspiração. Tenho uma playlist no Spotify que se chama BE INSPIRED  e por lá juntei muita coisa que me desperta sensações maravilhosas, inclusive a criatividade.

Gosto de ler de tudo, mas adoro me inspirar na natureza. Estou sempre de olho em livros de fotografia do Ruy Rezende. Sempre compartilho meu tempo de leitura com livros relacionados ao trabalho e outros que não possuem nada a ver. Acho que o cérebro gosta desse tipo de estímulos de descompressão.

*

Mônica: A música me inspira, mas não tenho uma específica para isso. Gosto muito de livros e vou indicar alguns que também podem te ajudar:

Redação Publicitária – a prática na prática (Zeca Martins): é um livro com muitos exercícios que sempre me fez pensar fora da caixa. Releio sempre que posso!

Fundamentos da Publicidade Criativa: (este ainda quero ler)

Um Chute na Rotina (Roger Von Oech): tem foco no processo criativo através de quatro personagens – o explorador, o artista, o juiz e o guerreiro;

Os filmes que me inspiram não falam de criatividade, mas de personagens. Filmes como O Fabuloso Destino de Amelie Poulain ou documentários sobre grandes personagens do mundo todo são inspiradores!

Jornalista lança novo livro em formato digital e com tiragem impressa limitada

O jornalista Anton Roos disponibilizou desde o início deste mês de novembro seu primeiro romance para donwload no site da Amazon. O livro que leva o nome de Quando os pelos do rosto roçam no umbigo é o terceiro lançado pelo autor. Os outros dois são “A gaveta do alfaiate”, de 2014 e “A revolta dos pequenos gauleses”, de 2015. Uma pré-venda da versão impressa está em andamento até o próximo dia 23 de novembro.

“A ideia é priorizar as pessoas que realmente tiverem interesse em adquirir a obra. Em dezembro, com os livros em mãos, quem fez o pedido será contatado para receber seu exemplar”, conta o autor. O livro físico terá um custo de R$ 25, os interessados devem entrar em contato com o autor por e-mail (antonroos@gmail.com) ou através do Whatsapp pelo número 77 99971 7341. “Se alguém tiver alguma dúvida sobre como proceder não hesite me procurar, tanto por e-mail, Whatsapp ou mesmo via chat do Facebook”, complementa.

Embora Quando os pelos do rosto roçam no umbigo fale sobre o amor, o autor explica que o leitor não irá encontrar nas páginas do livro o amor clichê de pares perfeitos ou caras metade, mas, aquele amor que se vive, se sente, mas muitas vezes não se pode compartilhar. “O personagem principal do livro, é um homem que carrega em si um fardo e uma carga afetiva muito grande. Alguém que com certeza, muitas vezes, cruza por nós no dia-a-dia, mas que nunca temos oportunidade de saber sobre sua história de vida” diz Anton, revelando que o livro começou a ser escrito há dois anos. “Em linhas gerais, esse é um livro que trata da solidão e das inúmeras perdas e desilusões as quais estamos submetidos na vida”, pontua.

SINOPSE do livro:

“Prestes a completar quarenta anos, Andrei é um homem solitário, atormentado pelo fantasma de seu primeiro casamento e pelo fim de um conturbado relacionamento com uma mulher bem mais jovem. Desiludido e sem esperanças, adquire um estranho objeto para ajuda-lo com a mais importante e radical decisão de toda sua vida. Porém, após visitar uma casa de prostituição, conhece uma garota de programa chamada Bruna, e, aos poucos, a sucessão de erros cometidos por ele no passado e suas pretensões de futuro deixam de fazer sentido, fazendo com que sua vida ganhe novos contornos. Quando os pelos do rosto roçam no umbigo, primeiro romance do jornalista Anton Roos, é um livro sobre o amor não compartilhado. A perda, a desistência e a solidão”.

O AUTOR:

antoncapa

“Jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela PUCRS. Autor da compilação de crônicas A gaveta do alfaiate (2014) e do livro de contos A revolta dos pequenos gauleses (2015), foi um dos autores selecionados para integrar o Mapa da Palavra.BA, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT). Estreou na ficção com o conto “Adolfo”, na antologia Fragmentos (2015). É fã do trio canadense Rush, futebol americano e admirador inveterado de mulheres de óculos. Quando os pelos do rosto roçam no umbigo é seu primeiro romance”

Link para a versão digital: http://migre.me/vrS7Z

Link para mais informações sobre a pré-venda da tiragem impressa limitada: http://migre.me/vrS9m

Contatos:
E-mail: antonroos@gmail.com
Whatsapp: 77 99971 7341

“Quando os pelos do rosto roçam no umbigo” | Anton Roos lança seu terceiro livro

E temos novidades do escritor mais charmoso de todo o oeste baiano (e colunista do Blog da Immagine)! Anton Roos está lançando seu terceiro livro, “Quando os pelos do rosto roçam no umbigo”. A obra fala sobre o amor não compartilhado, a perda, a desistência e a solidão, com aquele jeitinho caraterístico com que Anton escreve.

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Capa do livro

O romance conta a história de Andrei, um homem solitário e atormentado pelo fantasma de seu primeiro casamento e pelo fim de um relacionamento conturbado com uma mulher mais jovem. Desiludido e sem esperanças, ele adquire um estranho objeto para ajuda-lo com a mais importante e radical decisão de toda sua vida. Porém, após visitar uma casa de prostituição, conhece uma garota de programa chamada Bruna, e, aos poucos, a sucessão de erros cometidos por ele no passado e suas pretensões de futuro deixam de fazer sentido, fazendo com que sua vida ganhe novos contornos.

Confira abaixo a entrevista exclusiva que fizemos com Anton para descobrir um pouco mais sobre sua nova obra. E já pode escrever no caderninho: você vai ficar morrendo de vontade de ler o livro!

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Suas primeiras linhas foram escritas em 2014, como conta o próprio Anton. “As primeiras coisas que escrevi para esse livro, a princípio, tinham uma conotação quase autobiográfica, no entanto, logo percebi que a história precisava seguir seu próprio rumo”, conta o escritor. “À época foi algo que eu precisava extravasar tipo numa espécie de desabafo que, no meio da madrugada, a gente faz na frente do espelho depois de chegar bêbado em casa”, disse. Mesmo com o início levado para o lado autobiográfico, no momento certo tais características passaram a ser apenas inspiração.

O livro mescla personagens com sutis apropriações de algumas pessoas que fazem parte da vida do autor, o que é natural para Anton que acredita que a inspiração está e precisa estar em todo lugar.

Mesmo falando sobre o amor, “Quando os pelos do rosto roçam no umbigo” não trata de amores clichês, pares perfeitos ou caras metade. Anton conta que “o livro fala daquele amor que se vive, se sente, mas muitas vezes não se pode compartilhar. Aquela espécie de amor que te consome e te impede de seguir em frente”.

O terceiro livro de Anton Roos marca sua permanência na ficção, já que seu segundo livro, “A revolta dos pequenos gauleses”, foi seu primeiro passo no gênero. O primeiro livro, “A gaveta do alfaiate”, é uma coletânea de crônicas. O escritor acredita que se não fossem as duas obras anteriores, provavelmente este terceiro não existiria e fala, ainda, sobre a importância deste último. “Talvez por ser um romance, esse novo livro tenha um significado ainda mais especial. Foi um livro difícil de escrever. Acredito que como tudo na vida tem sua hora de ser, esta é a hora para esse livro”, conta Anton.

Em conversa sobre o mercado editorial brasileiro, Anton o analisa atualmente como seletivo, acirrado e controlado por uma minoria que geralmente define o que é bom e o que não é bom para chegar às prateleiras das principais livrarias.

O escritor participou de um concurso de uma editora de pequeno a médio porte do Rio de Janeiro que teve mais de 500 inscrições para seleção de duas obras. “Infelizmente, as editoras maiores apostam muito pouco em novos talentos. E ai se não houver um bom apadrinhamento as chances se reduzem ainda mais. Felizmente, existe um mercado alternativo muito forte e crescente, mantido por gente que ama a literatura e ainda consegue dar suporte para uma quantidade considerável de publicações”, conta.

Anton publicou seus dois primeiros livros apenas com o suporte técnico de edição feito por uma editora pequena sediada em Luís Eduardo Magalhães, mas os custos ficaram mesmo por sua conta. O autor contou seus planos para a terceira obra: “Para esse terceiro livro, nesse primeiro momento, o foco é o lançamento em formato digital e ocasionalmente, quem sabe, abrir espaço para uma tiragem limitada em formato físico”, conta.

Como comprar um exemplar de “Quando os pelos do rosto roçam no umbigo”?

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Começou hoje, dia 13 de outubro, a pré-venda do livro em formato de E-book. Você pode adquirir seu exemplar inicialmente até o dia 29 de outubro, pelo site da Amazon e com preço promocional: https://goo.gl/VvlWgO

A ideia é lançar o livro também na versão impressa, mas ainda não há data confirmada para isso.

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Você se interessou pelo livro, pela pré-venda ou até mesmo pela ideia de uma tiragem impressa? Então você precisa acompanhar as novidades a respeito da nova obra de Anton Roos.

Que tal assistir ao próprio autor falando sobre “Quando os pelos do rosto roçam no umbigo” no Facebook? Ele estará ao vivo na fanpage da Immagine neste sábado, às 11h! Já marque na sua agenda e não perca o horário!

Live com Anton Roos na fanpage da Immagine
Dia: Sábado, 15 de outubro
Horário: 11h

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“Escrever é traduzir os detalhes da vida. Seduzir por meio de palavras. Preencher as lacunas, os vazios. Escrever é uma experiência sem igual, até mesmo difícil de descrever. Quando você escreve muito, você acaba se isolando em um universo todo seu. Único. Cheio de sonhos e aspirações. Escrever é viver. Tentar tornar a vida das outras pessoas menos estafante. Escrever é estar vivo. Respirando”. (Anton Roos)