Roger Waters em Salvador: rock e resistência

Passando pelo Brasil com a turnê Us+ Them, que pode inclusive ser a última de sua carreira, o lendário Roger Waters fez história. Aos 75 anos de idade e com o mesmo gás que esbanjava na criação e performance dentro do Pink Floyd, o cara fez seu show em um dos maiores palcos do mundo, desbancando até mesmo algumas estrelas do pop em suas apresentações. É só para quem pode, né? E ele pode muito.

Fazendo a alegria daqueles que amam as clássicas do Pink Floyd, Waters é indiscutivelmente um dos maiores músicos que o rock já teve (e ainda tem, graças a Deus). No Brasil, já passou por São Paulo (com direito a show em uma data extra), Brasília e Salvador. Ainda possui agenda para visitar Belo Horizonte (21/10), Rio de Janeiro (24/10), Curitiba (27/10), e Porto Alegre (30/10), fechando sua passagem majestosa pelo Brasil.

Em Salvador, colocado como alvo de duras críticas por conta de sua abordagem referente à política de nosso país, Roger Waters manteve seu posicionamento, que sempre foi contra o sistema, e encorajou aos brasileiros. Ao fazer uma homenagem emocionante a Moa do Katendê, que foi brutalmente assassinado por uma discussão política, reforçou o quanto tem de ativismo em suas veias. O show em Salvador aconteceu no último dia 17, quarta-feira.

“Eu queria apena tomar um minuto para relembrar um de vocês. Este é um grande artista local. Mestre Moa, que foi brutalmente assassinado após o primeiro turno das eleições presidenciais. Ele foi um grande exemplo para todos nós em espalhar amor, caridade, empatia e coragem” (Roger Waters)

Durante a homenagem, um telão de 70 metros de largura integrado ao palco exibiu uma foto do capoeirista de braços abertos. O público foi a loucura. Roger Waters pediu paz e chorou no palco.

Nós falamos com dois amigos que estiveram por lá e toparam compartilhar conosco suas impressões sobre esse show histórico e também sobre a abordagem política feita pelo ex-líder do Pink Floyd. Deise Machado, que é de Brasília, disse compreender o momento em que Waters alegou não saber muito do que se passava no Brasil, pois muitos de nós também não estamos entendendo, não é mesmo?

“O show foi espetacular, com efeitos sonoros e visuais que são característicos do Pink Floyd e do próprio rock progressivo. Detalhes que tornaram tudo muito lindo de se ver. E nós não precisamos necessariamente concordar com a posição política dele, mas dizer que ele não deve se posicionar é algo difícil, já que tanto ele como a banda fizeram isso durante toda a carreira”, disse Deise. E olhem só o carinho com os fãs, quando ele se permite estender as mãos e entrar em contato físico com todos ao redor.

Para Pablo Lucena, que também considerou o show incrível, Waters mostrou a que veio. “Ele é um artista comprometido com a visão de mundo. Em Salvador, ele foi grandemente acolhido e foi muito bom ver seu posicionamento num momento tão crucial como o que estamos vivendo em nosso país”, contou.

A Dávila Kess também esteve no show e nos trouxe imagens maravilhosas e que nos deixaram com muita vontade de fazer parte de tudo. Confira algumas na galeria!

“Eu admito: desliguei o celular, a mente, todas as questões da vida e me entreguei, de corpo, alma, coração. Todas as células do meu corpo estavam entregues a todas sensações que cada nota reverberaram em mim. Depois de algumas horas do show, ainda permaneci anestesiada, extasiada e, sem dúvida, Roger Waters proporcionou neste dia 17 de outubro, uma das experiências mais fascinantes desta minha jornada. O show ainda vai correr algumas capitais, meu conselho: junta o dinheiro que tem e vai, se não tiver, pede emprestado, quebra o cofrinho, mas vai. Você não vai se arrepender. Ah, e hoje eu entendo porque tantas pessoas tatuam #pinkfloyd em seus corpos, é insano mesmo. Surreal!”, disse Dávila.

Se você não sabe quem é Roger Waters (o que nós achamos que seja muito difícil), te ajudamos a entender.

George Roger Waters é um dos fundadores da banda de rock progressivo/psicodélico Pink Floyd, onde atuou como baixista e também vocalista. Foi letrista, compositor e líder conceitual do grupo. O músico deixou a banda em 1985, mas estima-se que até 2010, o grupo tenha vendido mais de 200 milhões de álbuns no mundo todo.

É estranho que ainda tenhamos de explicar às pessoas qual o viés das músicas do Pink Floyd, mesmo depois de tantos anos ocupando o topo de paradas musicais. Uma história escrita pelo pensamento que busca ir contra o sistema imposto pela maioria das autoridades, algo que vem nos assombrando nos últimos tempos. Ao “aderir” à hashtag #EleNão, Roger Waters reforça aquilo que muitos de nós esquecemos: como amar. Sejamos humanos. Sejamos como devemos ser. Resistam!

Entrevista com a Banda 100 Nome: rock e forró podem andar juntos sim!

Quem conhece a Immagine sabe que nós somos adoradoras da boa música e das boas bandas e que sempre buscamos trazer para os nossos holofotes quem faz parte desse universo. Hoje chegou a vez da Banda 100 Nome. Sim, 100 nome. Os integrantes da banda se conheceram em LEM e começaram a tocar na cidade, mais especificamente no Pub Chá das Cinco (outro lugar que amamos demais) e desde então, seguem fazendo shows e cantando aquilo que nós também amamos: rock, baião de dois e forró pé de serra.

Integrantes:

Alam Romero – bateria / Santa Maria da Boa Vista-PE
Luiz Junior – guitarra / Catolândia-BA
Will Porto – baixo / Barreiras-BA
Rodrigo Motta – vocal / Barreiras-BA

Os quatro se conheceram através da música. Todos tocavam em suas respectivas bandas e sempre se encontravam ou até mesmo faziam projetos juntos. A ideia inicial surgiu da vontade de fazerem um tributo à Charlie Brown Jr e, a princípio, eles se uniram para fazer apenas um show. Foi assim que também surgiu o nome da banda: 100 Nome. Para eles, não havia necessidade de um nome para uma banda que só faria um show, e então lá foram os 4 e mais alguns parceiros para a fatídica noite que começou com a ideia de ser apenas um tributo a Charlie Brown Jr e que terminou com um próximo show marcado. A banda homenageada da vez seria Engenheiros do Hawaií. E assim nasceu a 100 Nome.

Para eles, tocar em LEM é muito bom, tanto que eles já consideram a cidade como o quintal de casa. “Nos sentimos muito acolhidos e já é tão natural…”, conta Will. Uma das inspirações da banda é a própria Charlie Brown Jr, que mesmo sem querer moveu o início da carreira da 100 Nome. “Outra banda que também gostamos muito é a Legião Urbana”, diz Luiz. Legião, inclusive, é a dona de uma das canções preferidas da banda, que ama tocar “Dezesseis”. “Nós sempre tocamos essa da Legião e gostamos muito, tem uma letra muito fod#”, conta Luiz.

Viver de música

Hoje é praticamente um sonho para a maioria das bandas viverem só de música. Isto se deve a diversos motivos, como necessidades financeiras, tempo, valorização cultural, entra tantos outros. Escolher a música é algo corajoso  nos dias de hoje. Enquanto tudo é muito comercial, a 100 Nome segue a linha de fazer o que se ama. “O significado da música para nós é terapia, diversão, loucura e também o ganha pão. É prazeroso fazer música, uma sensação incrível!”, é o que conta o Alam.

E talvez seja por isso que eles gostam tanto de tocar em LEM, porque, segundo eles mesmo, o público da cidade é muito receptivo quando o assunto é reconhecimento e valorização, tanto financeira quanto cultural. “Apesar de sermos um banda barreirense, a maior parte dos nossos show foram realizados em outros locais”, contam.

O gosto pelas músicas autorais existe, mas as composições ainda não se concretizaram. Eles contam que a banda começou mesmo com a ideia de fazerem versões de músicas já conhecidas e que os integrantes gostam de tocar. “Nós buscamos tocar aquilo que nós gostamos de ouvir, e temos a sorte de encontrar muitas pessoas que também gostam do que tocamos. É isso que nos faz gostar muito do público de LEM que, por uma feliz coincidência, gosta da nossa música e do nosso gosto musical”, contam.

Para os integrantes da banda, não há nada melhor que receber uma bela salva de palmas do público e serem valorizados, como sentem que são aqui em LEM. “Isso já é um sonho. Nossa ambição é de sempre explorar lugares novos e apresentar nosso trabalho, sermos reconhecidos por aí e ganhar dinheiro… é sempre bom!”, conta o Alam.

E o futuro?

Com a urgência do mundo atual, as pessoas pensam no hoje e no amanhã ao mesmo tempo. Os meninos da 100 Nome pensam, claro, em evoluir, mas também valorizam muito o momento que vivem. Preocupados em doar o melhor de si para a música, sabem que podem ter um futuro brilhante, pois são merecedores e batalhadores, mas gostam mesmo do que vivem hoje.

Temos uma formação muito forte e, apesar das dificuldades e dos projetos paralelos de cada um, ainda vamos crescer. Temos apenas 1 ano de caminhada e acreditamos que futuramente podemos dar certo além de tudo o que vem acontecendo”

Uma frase que definiria a Banda 100 Nome?

““Um projeto displicente que deu certo”. Na nossa história tudo aconteceu de maneira muito natural, bem fácil. Nós nunca brigamos, as ideias de músicas para compor repertório sempre foram muito bem aceitas por todos. Isso faz com que tudo deixe de ser trabalho e se torne a nossa diversão”.

Rural na estrada e na melodia. Conheça Guito Show e sua proposta de promover o campo Brasil afora.

Se você perguntar por Diogo de Brito Sousa, pouca gente vai saber de quem se trata. Mais conhecido por Guito Show, Diogo traz o apelido desde a infância, durante as clássicas peladas no interior de Minas Gerais. “Eu era bom de bola. O Maradona era Dieguito, eu virei Dioguito e depois ficou só o Guito”, relembrou o músico durante entrevista – segundo ele, a primeira da sua vida – para o Blog da Immagine em Luís Eduardo Magalhães. Guito aportou com sua Rural – veículo utilitário produzido pela Willys Overland e depois pela Ford, nas décadas de 1950, 60 e 70 no Brasil – para dois shows: na quinta-feira, no Pub Chá das Cinco e, na sexta, em um evento privado da Maxum Case. “Essa é a segunda vez que volto à LEM neste formato Guito Show. A primeira foi neste mesmo ano, durante a Bahia Farm Show. Inclusive, coincidiu com a greve nacional dos caminhoneiros, que serviu de inspiração para criar uma música nova na estrada”.

Boa pinta, com sotaque bem mineiro, típico de quem vive e gosta do campo, e de conversa fácil e ritmada, Guito coleciona amigos nos lugares para onde viaja. Por incrível que pareça, ele não foi daquelas pessoas que nasceram tocando um instrumento. “Meu avô materno, Zé Maria de Brito, era músico, um boêmio autêntico de Minas Gerais. Mas ele nunca me viu tocar. Descobri a música quando ele morreu e herdei os instrumentos dele”, contou. Foi mais ou menos nessa época que ele pegou gosto pelas viagens. Aos 18 anos, foi morar na Dinamarca por quatro meses, até descobrir o que queria fazer da vida. “Terminei o terceiro científico e rumei pra lá. Minha dificuldade sempre foi gostar de tudo. Lá fora é bem diferente. Você tem um vocacional muito forte. As pessoas te dizem: vai viver primeiro, vai viajar e descobre o que você quer fazer. Tinha uma tia fazendo pós-doc, então aproveitei a oportunidade. E foi assim, sem falar inglês, que começou a minha aventura musical, de mochila e violão nas costas, e uma gaita na boca. No mochilão, sozinho, é que tive que garrar nos chifre do boi mesmo, tocando nas ruas na Dinamarca. Me propus o desafio de sobreviver por mim mesmo”.

Autoditada, usando – na época – aqueles livrinhos de cifras, aprendeu a tocar. E hoje conquista fãs e amigos pelo país soltando sua voz enquanto faz uma salada mista de violão, viola, gaita, serrote (Saw) e mala-bumbo. “Eu falo que o talento é muito bom, mas a teimosia é muito melhor”. Aliás, cada instrumento que compõe seu show tem uma história. A cabeça de Caracu foi um presente de Gabrielzinho das Laranjeiras, durante uma cavalgada de 8 dias. A mala, que virou bumbo, é da família há muito tempo. O serrote dinamarquês, que é parte das suas composições, é da época que morou por lá. O microfone, produção própria, e a Rural – veículo que o leva para onde quiser e ainda serve de palco para seus shows. “O Guito Show sempre foi rural. Cresci na roça, fazendo muita cavalgada. A Rural é original de chassi e lata, mas a mecânica é toda Hilux. Meu irmão que me deu essa ideia. Tem um ano que comprei e ela ainda tá em formação. Agora já tem tenda, palco, funciona como motor home, tem um kit pesca. Arrumei também um gerador, agora pode me largar em qualquer lugar que o som sai” conta, orgulhoso.

Sua ligação com o campo vem desde a infância, mas também já serviu de profissão. Agrônomo, atuou na área por 8 anos, período no qual morou em várias cidades do Brasil, inclusive em Luís Eduardo Magalhães.  “Trabalhei em Barretos, São José do Rio Preto, fui para o mercado financeiro, abri um escritório, fui pra Belo Horizonte, montei um escritório, cresci, vendi, fiquei rico, fiquei pobre. Já vivi de tudo um pouco”. Foi na ocasião do mercado financeiro que veio pra LEM. “Abrimos uma mesa na Cooproeste com a intenção de criar um projeto educacional financeiro e de gestão de risco. Foi pouco tempo – um ano em 2010, mas me apaixonei por aqui. Depois, voltei novamente em 2012. Nessa época fui pro EUA e, nessas andanças, voltei com a cabeça mais empreendedora. Na sequência fui assumindo cargos cada vez mais executivos, morando na cidade grande, até acabar trabalhando na Coca-Cola”.

Os 30 costumam ser uma idade de transformação. E não foi diferente com Guito. O estilo de vida Guito Show começou a se solidificar há três anos, quando abandonou tudo e se dedicou ao campo. “Eu acho que a vida não se mede por tempo, mas por vida vivida. Vida vivida é conhecimento adquirido, experiência. A partir do momento que você para de conhecer coisa nova, você não tá mais vivendo, tá esperando. Esperando a morte chegar. E nessa a gente vai escrevendo o livrinho da vida. Percebi que estava perdendo vida vivida. Era o meu auge financeiro, mas também foi quando eu tava mais pobre. Eu tenho umas filosofias na cabeça, sabe? E eu tive pra mim que rico não é quanto você tem, é quanto você gasta, né? Rico é simplesmente gastar menos do que ganha fazendo tudo que se gosta. Então, é muito mais dependente de quando você gasta e do que você gosta, do que quanto você ganha. Felicidade é auto reconhecimento mais o reconhecimento das pessoas que você ama. Simplesmente. Felicidade tem muito mais a ver com o que você quer, com o que você sonha, e você se auto reconhecer. Ficar orgulhoso de você mesmo. Se encontrar é o mais importante. E você se encontra onde? Sozinho. É quando você viaja, principalmente sozinho, é quando você está com seus amigos. Você finalmente descobre o que quer. Então você tá encontrando o caminho.”

Hoje, Guito mora em Araxá/MG com a família, dá aula de horticultura para a creche do seu filho toda quarta-feira, durante a semana se dedica a sua startup e, no final de semana, ao Guito Show. “Não tive uma infância difícil. Sempre tive uma boa escola. Sempre tive alguém para tomar conta das minhas coisas. Foi depois de velho que assumi de vez a responsabilidade por mim. Viver numa casa onde eu lavo meu prato e arrumo minha cama; levar meu filho na escola, fazer a comida dele e a minha. Já abri 5 empresas, fechei 5. Tenho uma startup de ingredientes frescos, com o intuito de vender produtos direto dos pequenos produtores. Essa é uma tendência que se chama Slow Food. A ideia é nos reaproximar do alimento. As pessoas da cidade não tem mais noção do que é o produtor rural. Essas minhas viagens servem também como um garimpo dos produtos”.

Na música, Guito está desenvolvendo seu estilo próprio, através das suas andanças e tendo como referências músicos como Tião Carreiro, Almir Salter, Renato Teixeira e Dave Matthews Band. Segundo ele, depois de aprender inglês, foi com Dave que, pela primeira vez, degustou uma poesia em forma de música. Entre seus planos, estão lançar uma turnê pelo Brasil, Guito Show – Momentos Raros, colocar algumas músicas próprias no Spotify e, mais pra frente – quem sabe, lançar um documentário ou até mesmo um livro. Sua divulgação acontece através do boca a boca dos amigos e pelas redes sociais, como Youtube e Instagram (@guitobrasil tem mais de 28 mil seguidores). “Meu objetivo como Guito Show é promover o campo. É promover a vida simples. Mostrar que é muito simples você ter isso. Parte do princípio, primeiramente, de não depender de ninguém. De você se auto reconhecer”.

Um pouco músico, um pouco agrônomo, um pouco filósofo, um pouco mochileiro. Guito é um rapaz que se não encontra – nem quer se encontrar – em pré-definições. Como ele mesmo diz, vai construindo sua vida vivida aos poucos e sempre aberto às surpresas que o destino há de trazer.

Para conhecer Guito Show, acesse suas redes sociais:

Instagram @guitobrasil / Youtube

Por Mônica Zanotto

Da tripa ao coração: chef Marina Sabino não vence The Taste Brasil, mas conquista carinho de todos

Não é nenhum exagero dizer que Barreiras e uma parte considerável da região oeste da Bahia parou na noite da quinta-feira, 28, para assistir à final do The Taste Brasil, programa de culinária do canal de tevê por assinatura GNT. Com os olhos vidrados na televisão, familiares, amigos, clientes, simpatizantes e até desconhecidos embarcaram na torcida pela chef Marina Sabino.

Pouco antes do episódio ir ao ar mensagens de incentivo e apoio tomaram conta dos perfis da finalista nas redes sociais. Via Facebook, o amigo João Pedro se dizia na torcida em relação à conquista da amiga. Já o irmão, João Sabino, comparou a expectativa pelo episódio decisivo à final de uma Copa do Mundo.

A trajetória até a finalíssima, aliás, é digna do maior evento esportivo do mundo. Tendo aproximadamente 11 mil inscritos e 500 pré-selecionados, 30 tiveram oportunidade de participar do episódio que definiu os integrantes da quarta temporada do programa que reúne, nada mais, nada menos, que quatro dos mais cultuados chefs em atividade no país, a saber, Helena Rizzo, Felipe Bronze, André Mifano e o francês Claude Troigois.

No episódio que consagrou os 16 participantes da temporada, Marina resolveu arriscar, optando por um ingrediente pouco convencional para sua colher. “Eu sabia do risco, mas ao mesmo tempo, sabia que se passasse aquela eliminatória com um prato a base de tripa, teria mais liberdade para criar e apresentar pratos com a minha identidade e autoria, tanto dentro do programa, quanto no meu restaurante”, explica.

A atípica colher lhe rendeu um lugar no time de André Mifano e, posteriormente, a chance de disputar a final do programa. “No primeiro dia me assustei um pouco com o jeito difícil do André, mas, como trabalhei em cruzeiro aprendi a aguentar pancada”, diz, revelando que muito do seu sucesso na competição tem a ver com seu mentor. “No final, percebi que somos muito parecidos, a ponto de desenvolvermos uma relação de amizade fora do programa. Continuamos nos falando, ele me ajuda muito, é uma pessoa muito verdadeira”, continua.

Apesar da empatia dos dois, a grande inspiração de Marina antes de conquistar um lugar no time de André atendia pelo nome de outro chef, o francês Claude Troigois. “Eu fui para o programa querendo que o Claude me escolhesse. Minha base culinária é francesa, o Claude sempre foi minha inspiração. Desde que abri o restaurante fiz várias releituras de pratos dele. Um dos meus mentores na gastronomia é outro chefe francês, Laurent Suaudeau que é amigo do Claude. Isso, de certa forma, ajudou a criar uma identificação com a com a cozinha francesa e, consequentemente, dos dois chefs franceses”, explica.

 

FAMÍLIA

Nascida e criada em Barreiras, Marina se mudou para São Paulo na adolescência. Lá, cresceu e, posteriormente, graduou-se em Engenharia de Alimentos. Fez pós-graduação no curso Cozinheiro Chef Internacional do SENAI, acumulou experiência trabalhando em buffet’s de eventos e restaurantes da capital paulista. Passou seis meses servindo doces num cruzeiro italiano pela Europa e depois de 15 anos, retornou à terra natal, onde preparou terreno para iniciar o próprio negócio, o Casa Marina Patisserie e Bistrô, em 2016.

“O restaurante é um projeto familiar, meus pais fazem parte disso, essa vitória é deles também. Eles sempre me incentivaram. Sempre digo que o bistrô é o cartão de visita da aposentadoria do meu pai, ele está aqui todo dia recebendo as pessoas, minha mãe faz toda parte administrativa. Eu me preocupo só em cozinhar”, conta. Para ela, quando há oportunidade de se ter um negócio próprio, de empreender, isso faz tudo único e especial. “Quando você consegue fazer isso em família é maravilhoso”, aponta.

O gosto pela cozinha, segundo a mãe, Teresa, é genético. A avó paterna foi uma famosa banqueteira em Uberaba, interior de Minas Gerais. O pai, Ernesto, aprendeu a cozinhar no período que morou na África do Sul. Além disso, dos dois lados da família sempre se gostou muito de se promover confraternizações em volta da mesa, sempre, claro, regadas à boa comida e bom papo. Teresa, que desde o início da participação de Marina no The Taste Brasil, povoou seu perfil particular no Facebook com mensagens de incentivo para a filha, conta que a família é só orgulho.

“Estamos muito orgulhosos e felizes por ela ter encontrado o que realmente gosta de fazer e, se depender de nós, faremos de tudo para que ela aproveite as oportunidades e seja feliz fazendo o que gosta. Hoje, graças as redes sociais, mesmo com familiares espalhados por várias regiões do país, como São Paulo, Minas Gerais e Brasília, pudemos estar em contato praticamente em tempo real”, explica.

 

REPERCUSSÃO

Se existe uma lição a se aprender na vida é que algumas vitórias não são acompanhadas por um troféu, uma medalha ou um recorde. Vencer não significa, necessariamente, derrotar adversários ou inimigos, mas, antes disso, superar desafios, conquistando o respeito e a admiração de pessoas que muitas vezes, não se terá oportunidade de retribuir com mais que uma palavra ou duas de agradecimento, um sorriso ou, com alguma sorte, um abraço. Vitórias não são fruto do acaso. São construídas à custa de muito esforço, algumas pitadas de talento e, óbvio, laboro constante.

Até o meio-dia da sexta-feira, 29, dia seguinte à exibição do último episódio, Marina conta ter recebido mais de 500 mensagens, sendo cerca de 300, vindas de pessoas que não conhecia, mas que diziam possuir alguma identificação com ela. “A repercussão tem sido ótima, independente do resultado. Estou muito feliz com esse retorno que não é só meu ou do restaurante, mas também de Barreiras e da Bahia. No final, o título é só um detalhe”.

Logo depois de o último episódio ir ao ar, em post nos seus perfis no Instagram e Facebook, de uma tacada só, Marina agradeceu pelo apoio recebido, declarou seu carinho pela cidade natal e principalmente pelo que ela mesma define como o que mais ama na vida: cozinhar.

“Quem realmente me conhece sabe que não fui lá para aparecer na tevê. Eu queria mesmo era orgulhar minha família. Queria ganhar credibilidade e autoconfiança. Nunca quis passar por essa vida com o sentimento de estar apenas vivendo. Eu quero V-I-V-E-R! Quero sentir o máximo de sentimentos que eu puder, eu quero rir em todas as oportunidades, quero ser feliz aqui no cantinho da Bahia, mas quero dar o MELHOR de mim sempre! Sem comodismo, buscando crescimento profissional e pessoal. Foi para isso que eu fui! Ganhei 15 amigos e tive um crescimento pessoal e humano gigante”.

Até a publicação dessa reportagem o post superava as mil curtidas, com mais de trezentos comentários somando ambas redes sociais, todos felicitando Marina pelo resultado. Pela conquista e pela chance que ela proporcionou a todos — mesmo não se sagrando campeã do The Taste Brasil — de conhecer sua paixão pela arte de cozinhar.

 

BRILHO

No dia seguinte ao término das gravações, Marina enviou mensagem para seu mentor desculpando-se por não ter conseguido o troféu de melhor colher da temporada. Alegou nervosismo, lamentou não ter retribuído com a vitória para o time André todo aprendizado obtido, afinal, ele merecia aquela conquista. A resposta veio a seguir, direta e com a assinatura do chef, acostumado em não ter papas na língua:

— Cala a boca, Marina! Você veio para brilhar e essa temporada já é sua.

 

Texto por Anton Roos para o Blog da Immagine.

Fotos: Youtube/Instagram 

Entrevista com Juliana Flores | Uma voz brasileira pelo mundo

Nós desconhecemos alguém nesse mundo que não goste de música. E desconhecemos mais ainda quem não goste de conhecer sobre quem vive a música. É por isso que hoje, a nossa estrela especial deste blog é uma pessoa apaixonada pela música em todos os seus sentidos. Alguém que viveu e ainda vive essa paixão pelo que o Brasil tem de lindo: suas raízes.

Hoje a nossa entrevistada é a Juliana Flores, soteropolitana que vive no Canadá e leva a música brasileira aos quatro cantos desse mundão com muito amor e muita dedicação.

Juliana é linda e sua voz é brasileiramente maravilhosa de ser escutada. Saiu do Brasil com 19 anos e hoje mora em Toronto, no Canadá, mas já residiu em diversos lugares do Brasil: Belo Horizonte, Tiradentes, Uberlândia, Barreiras, Bom Jesus da Lapa e Salvador. Começou a faculdade de Jornalismo em BH e então decidiu que queria ser musicista. Se jogou no mundo pela música e hoje vem conquistando seu espaço com muito talento, esforço e merecimento. Atualmente ela estuda Jazz e ainda pretende estudar terapia musical.

Como tudo começou

Como a maioria das pessoas do mundo da música, a história de Juliana começou cedo. Ela conta que as pessoas de sua família sempre foram muito próximas da música de alguma maneira. “Minha avó tinha uma voz linda e todo fim de tarde ela sentava ao lado do toca discos, colocava alguns boleros para tocar e cantava junto. Eu achava aquilo lindo e ali foi se criando uma sementinha. Minha tia Marisa é pianista, meu pai sempre foi amante da música. Eu sempre cantava na escola, e tentava me manter envolvida o máximo que pudesse”, conta.

A vontade de Juliana de ser musicista surgiu apenas aos 19 anos, quando também decidiu que queria morar em outro país. Ela conta que não quer ser apenas cantora. “A vontade de ser terapeuta musical surgiu quando eu entendi e percebi que não queria apenas mostrar a minha arte. Eu quero fazer a minha arte e ajudar as pessoas de alguma maneira”, disse.

A carreira até aqui

Juliana conta que o dia mais especial de sua carreira até hoje foi 2 de novembro de 2017, quando lançou seu primeiro álbum, chamado Sunset. Ela conta que o lançamento aconteceu num show super lotado: “Nunca na minha vida imaginei que seria um show tão grande. Quando eu vi aquele monte de gente foi quando senti que eu estava estabelecida como cantora”. Ela conta também que os elogios e o carinho dos amigos também são muito marcantes. ”O carinho até mesmo das pessoas que não me conhecem e dizem que gostaram da minha música é o que me faz pensar que alcancei meu objetivo, que toquei alguém de alguma forma com a minha arte”, diz.

O clipe de Morena foi o primeiro single do álbum e agorinha foi lançado o vídeo de Sunset. Em breve será lançado o clipe de Amado, que foi gravado em Salvador numa rápida passagem da cantora que aconteceu entre abril/maio.

Hoje ela está trabalhando com uma gravadora independente, a Gladiator Records, sediada no Canadá, e explica que é muito importante ter o auxílio de pessoas como a equipe. “É um trabalho de muita parceria, com pessoas que formam um time muito bom”, conta.

O primeiro álbum de Juliana já está no Spotify, e você pode ouvi-lo aqui:

Suas inspirações

Para ela a maior referência é, sem sombra de dúvidas, a bossa nova. E isso é perceptível na música que Juliana faz. “A bossa nova foi minha primeira paixão e quando me mudei para o Canadá, me lembrei do auge da minha adolescência ouvindo Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Hoje também tenho como referência a música de Ella Fitzgerald e Charlie Parker.

Próximos passos

A ideia de Juliana é tentar fazer, de alguma forma, uma mini tour por alguns estados do Brasil, com a ideia de divulgar mais sua música por aqui e claro, já pensar em um novo álbum para dar uma continuidade a esse trabalho lindo e feito com tanto carinho.

“Quero divulgar mais o meu trabalho no Brasil, fazer shows e criar uma comunidade. Voltando ao Canadá quero me voltar aos estudos de terapia musical e até o final do ano já quero começar a trabalhar no segundo álbum”, conta.

Vivendo o Brasil no exterior

Que a música brasileira é amada em muitos lugares do mundo, nós já sabemos. Mas só quem realmente vive isso pode nos dizer como realmente é, não é mesmo? E a Juliana confirma isso tudo: “A música brasileira é realmente muito querida em todos os lugares. As pessoas adoram quando tem show de maracatu, pagode, sertanejo. O ritmo brasileiro contagia a todos”, conta.

E mesmo vivendo no exterior, ela também conta que não se desapegou da música brasileira. “Eu fico muito feliz de ver alguns ritmos se destacando no Brasil, mas muito triste por ver outros morrendo. Nossas raízes brasileiras são tão lindas e estamos deixando isso tudo morrer. Me orgulho de estar fora do Brasil e, de alguma maneira, lutar para que essas raízes não morram, pois para mim, mais forte é quem acredita e tenta divulgar e levar as raízes ao longe”, diz.

Juliana Flores é um pedacinho de nossas raízes que acabou voando e indo para além do que estamos acostumados. Sua voz é realmente encantadora e lembra bastante a melodia e a poesia da nossa MPB. Vamos curtir um pouquinho a brasilidade dessa quase canadense que ama tanto sua terra?

Agradecemos à Juliana Flores por ter falado conosco e contado um pouquinho mais sobre sua vida e sua trajetória na música. E claro, prometemos atualizar vocês assim que sair o novo clipe, que foi gravado em Salvador. (Porque também estamos ansiosas).

Atitude Empreendedora com Jessica e Thiago Fernandes

Casal empreendedor aposta no mercado da moda fitness com loja conceitual em Luís Eduardo Magalhães

 

Os barreirenses Jessica Roque Fernandes, 25 anos, fisioterapeuta e Thiago Fernandes, 29 anos, advogado pós-graduado em direito penal, vieram para LEM buscando crescimento profissional mas encontraram mais do que isso: encontraram aqui a oportunidade perfeita para empreender.

Muitos empreendedores de sucesso parecem já nascer com a veia empreendedora. Mas muitos, também, desenvolvem suas capacidades nesse sentido. O casal é uma mistura perfeita desses dois estilos. “Desde que começamos a namorar, percebi na Jéssica sua capacidade como empreendedora. Ela é, de fato, diferente da maioria das pessoas que conheço. Na família dela tem muitos empreendedores e parece que já estava no sangue dela. Já no meu caso, nunca tive isso, sempre fui péssimo para fazer negócio. Mas, com uma esposa dessas, acabei aprendendo e me aperfeiçoando e hoje estudo muito, diariamente, para chegar perto da capacidade dela”, conta Thiago.

Jessica e Thiago inauguraram hoje (24 de agosto) seu primeiro empreendimento, a loja de moda fitness Sumet, localizada no SPA Carpe Diem. E logo de início eles já se depararam com uma qualidade obrigatória para todo empreendedor: a criatividade. Afinal, de onde vem o nome Sumet? “Desde o início pensamos em um nome que fosse impactante, forte e de fácil memorização. Então, em nossos devaneios em busca do nome perfeito, fizemos meio que uma junção entre Summer e Fitness. Sumetizou (risos)”, contam.

A escolha da área certa para empreender se mostrou muito além de uma oportunidade de negócios, mas uma oportunidade de atuar dentro de um estilo de vida no qual eles acreditam. “Fitness é muito mais que exercícios, é um estilo de vida que está em alta e que tem tudo para continuar, uma vez que a saúde é algo cada dia mais apreciado”, explica Thiago. Por isso, a decisão por abrir a loja no SPA Carpe Diem nunca foi uma dúvida. “Nunca tivemos dúvidas! Além de nosso público alvo estar inserido no SPA, também temos a oportunidade de estar em um local onde temos parceiros do mais alto padrão em cada um dos ramos de suas atividades, bem como a convivência diária com empreendedores com quem trocamos experiências e podemos aproveitar um pouco da expertise de cada um”, afirma Jessica.

Inauguração Sumet

 

Mas empreender não é sempre um mar de rosas. Principalmente quando se está começando. “Apesar de não ser fácil, é gratificante, principalmente quando percebemos que há pessoas envolvidas e acreditando em nosso sonho. Hoje, nosso maior desafio é superar as expectativas de nossos clientes. E as nossas maiores conquistas são, sem dúvida, as próximas, as que estão por vir. Pois as que se passaram transformam-se em incentivo para provarmos a nós mesmos que somos capazes”.

Segundo eles, a Sumet foi idealizada através de inúmeras pesquisas de mercado e de acordo com o que perceberam como necessidade na região. “Quanto aos diferenciais, nos encaixamos no que podemos chamar de loja conceito. Viemos para fazer diferente, não nos deixamos levar ao lugar comum. Visamos a transformação do mercado de moda como um todo, trazendo tendências e inovações”.

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Como todo empreendedor, Jéssica e Thiago também se inspiram em outros personagens para trilhar sua história. E alguns estão bem pertinho deles. “Nos inspiramos em Giulliano Puga e Alice Matos, os criadores das marcas LaBellaMafia, La Mafia e Global, por toda a história que os envolvem. Foram à falência, recuperaram-se depois de, inclusive, vender na praia seus produtos e hoje, após somente 10 anos, possuem uma das maiores marcas em expansão da América Latina, possuindo lojas em inúmeros países, ou seja, eles empreenderam, erraram, e com seus erros, venceram. Mas também podemos tranquilamente citar, por exemplo, empresários como Ricardo Campos, Cristiane Hendges e os demais idealizadores do SPA Carpe Diem. São referências”.

A Sumet Moda Fitness pode ser a primeira experiência deles como empreendedores mas, sem dúvidas, seus sonhos vão muito além. Afinal, sonhar alto é necessário quando se quer chegar longe. “Nossos planos são grandes e audaciosos. E entendemos que temos condições de crescer significativamente, na proporção de nossos sonhos, mas em contrapartida sabemos que devemos galgar um passo de cada vez e aprender com nossos erros, pois mais cedo ou mais tarde eles virão. É inevitável”.

Com boas energias e a presença de muitos amigos, futuros clientes e parceiros, a inauguração da Sumet trouxe a certeza de que o caminho já está sendo trilhado. Com os pés no chão e muita tranquilidade, o propósito desse casal empreendedor é simples, mas verdadeiro: “Queremos seguir rumo ao sucesso, ultrapassar as barreiras das dificuldades e inspirar novos empreendedores. Como diz no slogan da Sumet: siga, ultrapasse, inspire”.

O casal com Cristiane Hendges, na inauguração da Sumet

 

Desejamos muito sucesso a vocês nessa nova jornada, com a certeza que o essencial vocês já possuem!

Quem quiser conhecer a loja, será muito bem-vindo no SPA Carpe Diem! Siga também as redes sociais da Sumet: @ sumetfitness (Instagram) @sumetmodafitness (Facebook).

Agradecimentos pelas fotos: Dávila Kess e Cristiane Hendges.

Atitude Empreendedora com Alyssa Hopp

De jornalista à master coach, trainer e palestrante: conheça a gaúcha que virou baiana e foi até a Europa atrás das suas metas

 

Antes de ler, uma advertência: não espere um texto curto e conciso, mas denso e repleto de conteúdo. Igualzinho a nossa entrevistada. Alyssa Hopp é uma explosão. De buscas, descobertas, feitos e experiências. Se você considerar que ela tem apenas 31 anos, vai terminar lendo essa matéria pensando “como ela conseguiu fazer tudo isso?”

Pois é, nós também nos questionamos. Tanto que nossa entrevista original com ela tem 7 páginas. Tivemos que selecionar criteriosamente como resumir uma vida tão cheia de pontos importantes. Como ela mesmo diz: sua carreira possui um padrão de crescimento em que a cada um ano e meio, dois anos, ela dá um salto substancial.

Gaúcha de Passo Fundo, mudou-se para Barreiras com cinco anos, onde passou a infância e adolescência. Depois do ensino médio, foi tentar uma vaga em universidade pública em Goiânia. Conseguiu. Depois de 17 vestibulares. “Cresci tendo exemplos de perseverança, determinação e empreendedorismo dentro de casa. Fiz 17 vestibulares antes de conseguir realizar minha meta, mas não poderia ser diferente, com os modelos que tive em casa”.

Formou em jornalismo, profissão que a ensinou a expressar algumas das suas virtudes: a escrita persuasiva, a oratória, o interesse pelo outro e o desejo – embora, não compreendido até então – de contribuir com o todo. Atuou na iniciativa pública e privada em nacionais de grande porte na área de comunicação corporativa. Com isso, aos 24 anos, gerenciou uma equipe de marketing com 26 pessoas em uma nacional de grande porte. “Era um ambiente masculino e no qual meus pares tinham, em média, o dobro da minha idade. Foi muito desafiador e tive que me desenvolver muito em um curto período de tempo em relação à postura profissional, entrega de resultados, competências de comunicação, liderança, motivação e oratória…foi incrível!”

Em 2011 decidiu se candidatar a uma vaga de mestrado em comunicação internacional, em um programa da União Europeia. Eram 20 vagas e 3000 candidatos. Adivinha? Confiante e perseverante, foi aprovada. “Morei 2 anos fora e ao voltar, após mais um ano de atuação no mundo corporativo, decidi atuar exclusivamente com consultorias, um desejo inconsciente de viver de modo mais ativo meus valores. Como consultora comecei a ter desafios em desenvolver pessoas para que pudessem maximizar os resultados de suas empresas e, então, descobri o coaching. Foi nesse processo de autoconhecimento que descobri minha verdadeira missão. Sempre acreditei que a vida é muito maior do que apenas o cotidiano que acabamos vivemos, que precisamos deixar algo de bom para o futuro. Hoje, há quase cinco anos, atuo inspirando pessoas a se transformarem e terem uma vida mais plena, feliz, equilibrada e bem sucedida, maximizando carreiras e desenvolvendo líderes de alta performance”.

Hoje, Alyssa viaja por todo o Brasil com treinamentos, cursos e palestras, plenamente realizada com o legado que está deixando para a posteridade. Aliás, seu propósito é simples e profundo: inspirar e transformar todas as pessoas que cruzarem seu caminho. “É engraçado porque quando falamos sobre propósito de vida as pessoas normalmente ficam muito confusas. A maioria de nós nunca foi estimulada a pensar nesse sentido maior da vida – crescemos fazendo o que “deveria” ser feito, ao invés do que “poderíamos” fazer. Parece complexo, mas não é. Sua missão e propósito estão relacionados a estas duas perguntas: “o que você faz de melhor?” e “por que/ por quem/ para que/ você faz isso?”

Como ela nos conta, descobriu seu propósito em um processo de autoquestionamento e autoconhecimento que o coaching lhe proporcionou. “Ter um propósito não é ‘inventar, criar ou copiar’, é simplesmente se autodescobrir e perceber quais são suas maiores habilidades, dons e talentos e como colocar isso em prol de alguém além de si mesmo. Ninguém cumpre um propósito para si, isso porque é impossível ser feliz sem ver aqueles que amamos e que importam para nós, felizes também. Somos parte de um todo, e sua missão está, essencialmente, na contribuição com esse todo”.

Para Alyssa, o empreendedorismo vem de família, uma realidade com a qual conviveu desde sempre. Mas, nem por isso o tornou mais fácil de ser aplicado. “Não foi fácil aplica-lo porque, como qualquer outra ação, para ter sucesso é preciso desenvolver forças técnicas e comportamentais, quebrar crenças e lutar contra sabotadores. Esse “chamado” para empreender veio muito forte há mais ou menos uma década, quando comecei o processo de autoconhecimento e questionava os valores do mundo corporativo no qual eu estava inserida. Quando consegui compreender meus reais valores de vida, o significado de “sucesso” pra mim, minha projeção de futuro e a contribuição que queria deixar para o mundo, o empreendedorismo foi o caminho mais natural para viver isso tudo. Sempre fui movida a desafios. Empreender é desafiar-se todos os dias, portanto, nada mais natural”.

Hoje, ela tem uma empresa e administra 7 projetos paralelos que são desenvolvidos com parceiros em todo o Brasil. Seu foco é manter a linha de empreendedorismo em duas vertentes: comunicação & marketing digital e transformação humana. Com esse foco, alia-se com profissionais e empresas para que possam, juntos, atingir seus objetivos de mercado. Em meio a uma rotina intensa, sua organização e conhecimento acerca do assunto é que fazem com que ela dê conta de tudo. “Na prática, concilio tudo com uma agenda muito organizada, priorizando aquilo que é relevante para aquela semana. Uso o modelo 1-2-8 de foco: 1 objetivo por semana, 2 por mês e 8 por ano. Cerca de 70 a 80% da minha rotina é planejada com atividades importantes e de alto impacto e que tem tempo para execução definidos. O restante do tempo serve justamente para lidar com imprevistos ou urgências, assim esses detalhes não tem grande impacto na rotina. A lógica é focar-priorizar e agir. Parece loucura mas é muito eficiente. Além disso, minha agenda tem tempo para minha vida pessoal: treinos físicos diários, prática da espiritualidade e o ócio de ir ao cinema, encontrar com amigos, aproveitar a vida, conviver com minha família, fortalecer meu relacionamento. Pra mim, sentir que estou em equilíbrio me faz ter mais foco e eficácia no tempo que tenho disponível para viver com plenitude cada um dos momentos”.

É com tamanha organização e controle que Alyssa consegue, atualmente, dar conta de (vamos fazer uma listinha para facilitar):

– um projeto de empoderamento de mulheres em situações de risco (violência física, moral, sexual ou psicológica),

– o PDL (Programa de Desenvolvimento de Líderes),

– o MBE (Master Business Executive) que atualmente conta com uma turma inédita em Barreiras,

– o “+ Carro”, que é um programa de desenvolvimento específico para consultores automotivos a partir de ferramentas de PNL (Programação Neuro-Linguística)

– coaching em vendas,

– um programa semanal de rádio em que compartilha informações sobre performance profissional e liderança de sucesso,

– é trainer de MBA´s nas áreas de comunicação digital e desenvolvimento humano em instituições como a FGV, UFG  e Ipog.

Fora isso, está começando a trabalhar em um projeto de e-commerce para público AB com foco na região oeste da Bahia. E ainda vai organizar seu casamento ano que vem. Como ela consegue? “Ação, empatia e gestão do tempo. Tenho uma facilidade grande em analisar cenários macros e agir para concretização das minhas metas, habilidade que desenvolvi quando atua exclusivamente com consultorias. Além disso, tenho muita habilidade em gerir o tempo e focar em escolhas que são importantes para os diferentes papeis e áreas da minha vida, digo “não” com facilidade e aprendi a minimizar atividades que me desgastam mentalmente e roubam meu tempo. E com o coaching consigo fortalecer todos os dias a habilidade de olhar e compreender o outro, buscando soluções que sejam favoráveis a ele”.

E quais caminhos ainda Alyssa quer trilhar? “Ainda quero empreender no setor de comércio e tecnologia, mas preciso desenvolver algumas novas competências e estruturar os projetos atuais para que operem apenas com a minha supervisão, sem necessidade de atuação direta. Sonho em desenvolver um projeto social para acolhimento espiritual e orientação de mulheres e meninas em situação de risco ou traumas, aliando a metodologia do coaching para ressignificação das dores, empoderamento e recomeço”.

Para finalizar, um bem resumido conselho para quem quer empreender ou está empreendendo:

Prepare-se. Conheça o mercado no qual quer atuar, bem como a si mesmo.

Saiba dever. É preciso analisar os ganhos e as perdas em qualquer projeto, mas para um empreendedor é essencial saber diferenciar “gasto” de “Investimento”.

Cerque-se de pessoas melhores que você. Não viva na mediocridade, na média. Conviver com quem é melhor do que nós, nos inspira a crescer inconscientemente.

Tenha parcerias. Em um mundo cada vez mais compartilhado, o caminho para o sucesso é menos árduo se temos ao nosso lado pessoas que complementam nossas fraquezas e nos suprem em competências que precisamos desenvolver.

Arrisque. Resultados extraordinários acontecem na zona de expansão, após vencermos o medo de arriscar.

Mais importante: planeje, mas não muito. O sucesso é 15% de conhecimento e 85% de atitude. Ou seja, não é técnica mais eficaz que o TBC: Tira a Bunda da Cadeira.”

Para acompanhar seu trabalho, siga suas sociais: @alyssahopp

Perfil Teen com Nayara Ferreira

Vocês vão adorar conhecer a entrevistada desse Perfil Teen! A debutante da vez é linda, carismática e apaixonada por fotografia. Confira a entrevista e um pouquinho do ensaio feito pela Neiva Senh, de quem ela é fã.

NAYARA FERREIRA ALBUQUERQUE

Idade: 15 anos.

Onde mora? Luís Eduardo Magalhães.

Quais são suas redes sociais favoritas? Snapchat  (Nayalbuquerqu54/57)  Instagram (Nayara286202) WhatsApp, Facebook (Nayara Albuquerque).

Estuda? Em qual série e escola? Sim, 7º ano, na Escola Ângelo Bosa.

Qual profissão deseja seguir? E por que? Fotógrafa. Amo tirar fotos!

Tem vontade de morar em outro país? Qual? Não tenho vontade.

O que a fotografia significa para você? Significa uma história, uma frase, um sentimento em uma única imagem.

O que você mais ama no mundo? Meu pai e minha mãe.

O que você mudaria no mundo? Tiraria as drogas do mundo, que é o que vem acabando com a juventude.

O que mais gosta de fazer nas horas vagas? Ouvir músicas, ler livros e  estudar fotografia.

Qual é o seu maior sonho? Ser uma grande fotógrafa.

Conte uma curiosidade sobre você que as pessoas não sabem? Gosto de cantar.

Você se espelha em alguém? Sim. A fotógrafa Neiva Sehn. Fiquei admirada com o seu trabalho.

Sua festa de 15 anos foi como você esperava? Sim, foi maravilhoso, tudo perfeito. Muito mais do que eu esperava.

Como você se imagina daqui a 10 anos? Me imagino sendo uma ótima fotógrafa.

Tem alguma citação ou frase preferida?  “Não coloque limites no seus sonhos, coloque fé”.

PING – PONG


Música: A Thousand years, Christina Perri
Artista: Angelina Jolie
Filme: A culpa é das estrelas – Jhon Green
Livro: Bíblia
Série: The Vampire Diaries
Comida: Pizza

 

Veja mais fotos do ensaio da Nayara abaixo! Para ter fotos lindas como as dela, fale com a Neiva Sehn: 77 9 98105.2729

Atitude Empreendedora com Roberta Céu

Uma corajosa empreendedora que foi até à Irlanda para realizar seus sonhos

 

Descobrir seus talentos, trabalhar com o que ama e ir atrás dos seus sonhos parece muito distante para algumas pessoas, mas não para a empreendedora Roberta Guerra Céu. Aos 32 anos, Roberta acredita em seu potencial, nos seus sonhos, e é por isso que corre atrás do que quer, enfrentando os desafios que vem junto com suas escolhas.

Natural de Salvador, Bahia, Roberta começou sua história como empreendedora muito cedo. Aos 18 anos abriu seu primeiro empreendimento, a Escola Baiana de Dança, em Barreiras. “Com 15 anos me formei em ballet clássico e, como em Barreiras não havia uma escola de ballet na época, abri a escola com uma sócia. Começamos com 10 alunas matriculadas. A escola deu muito certo e funciona até hoje”, conta.

Mesmo com o sucesso do seu empreendimento, Roberta tinha um sonho não realizado: ser chef de cozinha. Por isso, em dezembro de 2013 decidiu vender a sua parte no negócio e ir atrás do seu sonho. “Eu sempre amei cozinhar, sempre ajudava minhas avós com todos os aniversários de família, nem que fosse só experimentando tudo que elas faziam (risos). Sempre cozinhei em casa para os amigos, para minhas alunas. Gostava de inventar receitas e sempre me sentia muito em paz e feliz quando estava na cozinha”.

Para ir atrás do seu sonho, esperou a escola de ballet completar 10 anos e voltou para Salvador, onde estudou as possibilidades para fazer o curso de gastronomia. Foi assim que ela parou na Irlanda. “Após os 10 anos eu percebi que já poderia deixar o meu legado como bailarina e que poderia seguir o meu sonho. Quando voltei para Salvador, descobri que a Irlanda tinha um custo de vida relativamente baixo com relação a outros países da Europa e a escola de culinária era tão conceituada quanto as outras. Passei quase o ano de 2014 inteiro me preparando para essa viagem e em novembro daquele ano parti com uma amiga para uma das maiores experiências da minha vida”.

Na Irlanda, começou fazendo o curso de inglês até entrar na Dublin Cookery School, famosa escola de culinária na capital irlandesa, onde fez um curso integral de um ano de duração. Mas a Roberta não aprendeu só as técnicas de cozinha. Morar fora do país, vivenciar outra cultura, também lhe trouxe lições de vida. “O que mais aprendi morando fora foi a ter paciência e compreensão. Morava com mais 4 brasileiros de lugares e criações diferentes em um apartamento com apenas 1 banheiro, então a paciência era um exercício diário para nós. Eu passei a enxergar a vida de uma forma mais leve também, menos julgamentos em relação às pessoas e suas atitudes. As pessoas lá estão realmente preocupadas com suas próprias vidas e você pode viver da sua própria forma, como se sentir mais feliz e isso é realmente maravilhoso”.

Após 2 anos na Europa, Roberta voltou para o Brasil em dezembro do ano passado para trabalhar com o que ama. Estou fazendo personal chef e investi em uma plataforma online chamada alimentto.com que conecta cozinheiros a pessoas que gostam de comer. A Alimentto surgiu como um anjo em minha vida! Eu tinha planos de abrir um restaurante, então um amigo de muitos anos me mostrou essa ideia. A princípio eu apenas iria ser parceira dele, mas eu gostei tanto da ideia que decidi adiar os planos de abrir um restaurante e investir na ideia dele. Entrei como sócia da empresa e o meu trabalho é fazer como que as pessoas tenham acesso a uma boa comida com um custo mais baixo. O cozinheiro se cadastra no nosso site, divulga seus pratos e o cliente pode ir comer na casa do chef, buscar ou pedir para entregar. Queremos que a fome no mundo dê uma trégua e o máximo de pessoas tenham acesso a uma comida boa e barata”.

Assim como todo empreendedor, Roberta também enfrentou e ainda enfrenta muitos desafios.Sem dúvida o meu maior obstáculo como empreendedora foi o dinheiro. Quando montei a escola tinha apenas 18 anos e não tinha como pedir o dinheiro necessário aos meus pais. Conseguir um empréstimo sozinha no banco para abrir a escola de ballet foi a maior conquista que já tive até hoje”. Focada, ela luta até conseguir conquistar seus objetivos. Assim como todo empreendedor precisa ser, ela com certeza é corajosa. “Eu não tenho medo de nada, tenho certeza que meu diferencial é a coragem em realizar as coisas que penso que posso realizar, não olho para trás, traço um objetivo e vou seguindo até conseguir”.

Baiana arretada, Roberta conta que nasceu com veia empreendedora, mas que teve também uma grande inspiração. “Dona Sueli Costa é uma pessoa que marcou minha vida. Ela é amiga da família e sempre foi empreendedora. Eu trabalhava com ela nas minhas férias, inclusive fizemos faculdade juntas, ela com 50 e eu com 18 anos de idade! Ela tinha empresas de roupas e dava show em suas lojas, com seus funcionários e clientes. Sem dúvida alguma foi minha grande inspiração”.

E a dica dela para ter sucesso ao empreender é simples: AMAR O QUE FAZ. “Se você ama o que faz e passa isso pro seu cliente acho que a probabilidade de não agradar é bem pequena. Além disso, não tenha medo, arrisque e não se frustre se algo der errado. A vida não é só feita de ganhos e, às vezes, um passo atrás é essencial para se pular duas fases no futuro. Acredite em você e tenha coragem!”

Para acompanhar seu trabalho, siga a Roberta no instagram: @robertaceu @chefrobertaceu @alimentto

Atitude Empreendedora com Gimenez Andrade

O advogado que largou tudo para viver cozinhando na beira do rio e conquistou o Brasil no programa Mais Você

 

Se você mora no oeste baiano, com certeza ouviu falar dele nos últimos dias. Gimenez Andrade e sua moqueca de feijão ganharam fama nacional nesta semana depois de aparecerem no quadro Tem que ir na Ana Maria, do programa Mais Você da Rede Globo. O “Tem que ir na Ana Maria” é feito especialmente para aquelas pessoas que são cozinheiras de mão cheia e merecem a chance de mostrar uma receita especial no programa. Quem inscreveu o Gimenez no programa foi a sua cunhada, Juliana. A equipe do Mais Você foi até Barreiras e encontrou o Gimenez no seu restaurante, sem ele nem imaginar o que estava acontecendo. (Se você ainda não viu a matéria completa, confira nos vídeos ao final do post. Vale a pena!) “Participar do programa foi uma coisa excepcional, um presente de Deus! É um reconhecimento que qualquer cozinheiro do Brasil gostaria de ter. Sem dúvida, chegar na Globo foi minha maior conquista. Ir em um programa de culinária que é referência nacional e internacional e ser aprovado, não tem preço”, contou pra gente.

Nascido em Valença, popular costa do dendê, em 1981, foi morar com a família em Barreiras no ano de 1989. Amo Barreiras, sou apaixonado por essa terra. Apesar de não ter nascido aqui, já sou um legítimo barreirense de pé rachado”.

Apesar do seu estilo de vida atual, nem sempre foi assim. Gimenez é formado em Direito e atuou por 5 anos como advogado em Barreiras. Largou tudo para fazer o que ama: cozinhar, na paz do seu restaurante na beira do rio. Não foi uma decisão fácil. “O desafio de mudar do direito pra cozinha começou pela família. Imagina: você faz 5 anos de faculdade, se forma, passa na OAB, atua 5 anos com sucesso e resolve largar tudo? Tem toda a expectativa dos familiares, não tem como não se assustar, né? Vai largar tudo pra viver no mato? Hoje, graças a Deus, todos estão satisfeitos com a minha decisão”.

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Mas foi o Direito que, de certa forma, despertou esse talento nele. “A gastronomia surgiu na minha vida quando fui morar em Ribeirão Preto/SP para fazer o curso de Direito. Pedi pra minha mãe me ensinar a cozinhar o básico, pelo menos feijão, arroz e moqueca. Daí em diante comecei a cozinhar e peguei gosto. Na faculdade fui cozinhando pra galera e todo mundo sempre gostou. Desde então não parei mais, fui aprendendo novos pratos, novas técnicas e me aperfeiçoando”, explica.

O amor pela gastronomia falou mais alto e, em 17 de abril de 2015, Gimenez abriu seu restaurante na beira do rio. “Estava cansado da profissão, da sujeira do judiciário e trabalhando infeliz. Um amigo meu tinha essa chácara disponível e me questionou se não queria abrir um restaurante. Vendi meu escritório e em 10 dias estava na chácara instalando o restaurante. Muita gente tem vontade de largar sua profissão atual para ir atrás de um sonho, mas não tem coragem. Eu tive e não me arrependo“.

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O restaurante, que até hoje não tem um nome oficial, fica na beira do rio, há 17 km de Barreiras. Sem sinal de celular nem internet, é um cantinho cheio de boas energias e tranquilidade, a cara do dono. “Além da beleza natural, o tem de mais legal no restaurante é a tranquilidade. As pessoas se sentem em casa. Quando abri, a intenção não era ser um restaurante onde você mal tem contato com o garçom. Aqui todo mundo tem acesso a tudo, da cozinha até a casa. Se a pessoa ficar com sono, porque comeu demais ou bebeu além da conta, tem cama pra deitar. É um ambiente família, onde todo mundo conversa, até porque não tem sinal de celular nem internet. Até brinco que ‘aqui é permitido conversar’ (risos)”.

A famosa moqueca de feijão é uma receita familiar e popular na região de Valença. Como diz Gimenez, lá você almoça o feijão e come a moqueca a noite para não enjoar. “Eu mantive a receita original, só modifiquei e padronizei as medidas para chegar em uma quantidade específica de cada ingrediente, de forma que fique sempre o mesmo sabor e a mesma qualidade”. Mas além dela, o restaurante do Gimenez tem um cardápio recheado de pratos saborosos, especialmente peixes e frutos do mar. Tem desde vários tipos de peixes e mariscos, como camarão, siri, lagosta, arraia. Além de pratos mais tradicionais como a casquinha de siri, o restaurante também serve pratos como a mantinha suína, uma carne defumada que ele traz do sul da Bahia e a picanha do sol, um prato desenvolvido pela família. “Como tem muita gente com alergia à mariscos, a gente desenvolveu uma picanha do sol. Produzimos aqui mesmo a carne de sol de picanha, preparada pelo meu pai, e tem sido muito bem aceita”

Gimenez faz pouca divulgação porque não quer perder a qualidade de atendimento aos seus clientes. “Nossa cozinha é pequena, só eu que cozinho mesmo. Então não posso fazer divulgação em massa. Se vier muita gente, os pratos vão demorar para sair e não quero isso. Quero que as pessoas cheguem, comam bem e sem esperar muito. Funcionamos de quinta a domingo, a partir das 11h, tanto no almoço e janta”. Apaixonado pelo que faz, o amor pelo seu trabalho fica evidente em cada frase. “A minha maior alegria é ver uma pessoa comer algo que eu fiz e gostar. Provar, gostar, querer repetir, voltar. O prazer da gastronomia é isso: é transmitir sua energia, seu coração, na comida. E fazer com que a pessoa que coma aquilo sinta. Isso não tem preço, é imensurável, confessa.

Aos 36 anos, tranquilo e satisfeito com a vida que tem, Gimenez acredita que tomou a decisão certa quando decidiu largar tudo. “Hoje faço o que gosto, trabalho com amor e vivo num paraíso, cozinhando, atendendo e conhecendo novas pessoas. Acho que o essencial para o sucesso de qualquer empreendedor é não desistir. Seguir em frente, acreditar e focar, colocar todas as suas energias e pensamentos em prol daquela ideia. Se quer empreender abrace a causa e siga em frente. Várias pedras surgirão pelo caminho, mas é preciso transpô-las e seguir em frente”.

 

O recado que ele deixa para quem tá infeliz na sua profissão e tem um sonho na gaveta é simples. “Se você tá pensando em mudar de ramo e abrir seu próprio negócio, faça. Mas pesquise, esteja aberto à críticas, busque seu aperfeiçoamento. Siga seus planos, siga eu sonho. Lembrando que é sempre bom pensar bastante, analisar muito, ver a viabilidade do que se pretende fazer e jogar duro, arregaçar as mangas e partir pro trabalho, que com certeza no final os resultados serão positivos. Acredite, se dedique, pesquise, desenvolva e ponha em prática. Não espere a vida passar para se arrepender, finaliza.

Para acompanhar o Gimenez, siga-o nas redes sociais: @gimenezandrade

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Se não viu a matéria, confira nos links abaixo:

‘Mais Você’ viaja para Barreiras para conhecer a Moqueca que Feijão do Gimenez

‘Tem Que Ir na Ana Maria’: Felipe Suhre conversa com Gimenez e sua família

Moqueca de Feijão