Abapa lança Prêmio de Jornalismo durante Bahia Farm Show 2019

Os profissionais de imprensa estão convidados para participar do lançamento da primeira edição do Prêmio Abapa de Jornalismo, uma iniciativa da Associação Baiana dos Produtores de Algodão como forma de incentivar e reconhecer o trabalho jornalístico dedicado à divulgação da cotonicultura praticada no Estado da Bahia. O evento será na próxima quarta-feira (29), às 10h da manhã, no estande da associação, no Complexo Bahia Farm Show.

Durante o lançamento do prêmio, inédito na Bahia, o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato dará detalhes das categorias e da premiação prevista no regulamento. “Entendemos que o papel do jornalista é imprescindível para alavancar a atividade agrícola, divulgando informações e, no caso da nossa cotonicultura, dando o destaque que ela merece nacional e internacionalmente. É um reconhecimento que a Abapa faz a estes profissionais”, explica o presidente Júlio Busato.

O Prêmio contemplará modalidades escritas e de vídeo produzidas dentro de critérios pré-estabelecidos no regulamento a ser divulgado.

Todos os detalhes serão conhecidos durante o evento que deve reunir profissionais da imprensa do Matopita (região que congrega os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além de jornalistas de outros estados brasileiros presentes na cobertura da Bahia Farm Show 2019, maior feira agrícola do Norte e Nordeste Brasileiro, realizada de 28 de maio a 01 de junho em Luís Eduardo Magalhães.

Assessoria de Imprensa da Abapa

Quem será o menos odiado?

O próximo presidente do Brasil não será o melhor candidato, tampouco, aquele com melhor perfil para ser o líder que o país precisa.

Acreditar nisso é enganar a si mesmo. Eu mesmo já desisti.

Não existem boas opções. No máximo, menos piores. Boas, jamais.

O vencedor das eleições de sete de outubro — ou em segundo turno — será aquele com menor rejeição.

Hoje, existem apenas dois lados. O resto é balela. Há quem seja contrário a Lula e o PT e quem seja contrário a Bolsonaro. Nada além disso. Logo, a eleição será decidida pelo ódio. O menos odiado dos dois receberá a faixa presidencial (No caso de Lula, Haddad seu escolhido).

Um está preso e é o líder máximo de um partido corroído que está na situação que está por se achar acima do bem e do mal. O outro é um cara que diz o que pensa, no afã do momento e por essa razão, enfileira aspas nervosas, desnecessárias e de gosto duvidoso. Ambos adoram um discurso vitimista. São teimosos e insistem em se colocar numa posição tacanha de opressão, perseguição e blábláblá.

Os dois adoram uma teoria da conspiração. O primeiro jura de pé junto que é inocente e que está sendo vítima de complô. O segundo chegou a epifania de afirmar que qualquer resultado que não sua vitória nas urnas representará uma fraude.

Detalhe: ambos sofreram um atentado gravíssimo e ambos os lados tentam — ou tentaram — diminuir o ataque sofrido pelo adversário.

O percentual de eleitores que odeiam tanto um quanto outro é gigantesco e será fundamental para decidir os rumos da eleição e do país no futuro próximo.

O verbo é esse mesmo: odiar.

Achar-se melhor que o outro e ponto final. Atacar. Combater. Se for preciso, ir as vias de fato. Xingar. Disseminar a raiva. Chamar a imprensa, ora, de esquerda, ora, de direita.

Em suma, odiar, odiar e odiar.

Os rótulos das bebidas alcoólicas advertem: aprecie com moderação.

A linha que separa o amor do ódio é tênue, quase invisível. Os dois lados que disputam essa eleição são os únicos capazes de provocar tamanha comoção popular. É aí que reside o perigo.

Quando paixão se confunde com fanatismo perdemos o prumo.

Quando apontamos nosso olhar apenas para um ponto perdemos nossa capacidade de perceber as diferenças.

Ficamos cegos.

Embriagados de um sentimento raso de superioridade. O Brasil não elegerá o melhor para o país, apenas, dirá ao mundo quem odeia menos.

Será?

Soube por e-mail que a crônica da semana passada seria publicada no feriado de Independência. Escrevi na segunda. O e-mail chegou na terça. Na quinta passei a tarde toda afastado do universo virtual. Só fui saber do ocorrido com Bolsonaro no início da noite. Nem sequer cogitei um ajuste, um post scriptum, um aparte que seja. A grande rede de um modo geral se prontificou a vomitar todo tipo de argumento e opinião. Uma a mais ou a menos não faria — e, para ser sincero, não fará — diferença. Creio que entre os poucos leitores que tenho, todos sejam suficientemente crescidos para identificar as melhores fontes antes de saírem por aí a cuspir suas próprias verdades.

Por isso, decidi que minha verborragia semanal teria como mote o Faustão. Um engodo que há trinta anos dissemina bobagens nas salas de estar da família (pôr ou não pôr umas aspas ali?) todo domingo. Na sua primeira aparição na emissora dona da maior fatia de audiência da tevê brasileira, o dito cujo pronunciou um retumbante palavrão, o que, à época, em se tratando do horário, era novidade. Quase um ultraje. Uma afronta. Pouco depois — lembro a ponto de sentir a ponta da língua queimada — minha tia tirou uma nova refratária cheia de pão de queiro do forno. Nossa memória é engraçada. O pão de queijo quentinho, possivelmente, seja a única justificativa viável para que, mesmo após trinta anos, ainda guarde essa lembrança. O que me foge à compreensão são as razões de haver um contrato vitalício — só pode ser, né? — entre o comunicador e a referida emissora, afinal, são três décadas incorporado tal qual um parasita à programação dominical da tevê brasileira.

Cacete!*

É uma vida.

Sei que tudo que expor aqui não necessariamente contará com a aprovação unânime. Nunca foi meu intento. Se existe quem assista e considere minimamente útil qualquer coisa vinda da boca do tal apresentador, que assim seja. Há uma lenda, a qual ainda acredito ser verdadeira, que o Brasil é um país onde a de prevalecer a democracia. Aliás, o mesmo vale para aquela outra lenda que diz que o Brasil é um país laico. Se alguém acha que assistir ao Domingão do Faustão se configura como um entretenimento capaz de selar com chave de ouro o fim de semana de quem quer que seja, quem sou eu para questionar. Na minha humilde opinião — agora sim — o Domingão do Faustão é uma das razões de o Brasil estar na situação deplorável que está.

A propósito, tem um clássico do besteirol americano, que eu até já devo ter citado em alguma das centenas de crônicas que escrevi para o blog nos últimos quatro anos, que diz em alto e bom tom que merda vende. É isso. Esse modelo de entretenimento pratica exatamente essa lógica. O processo de idiotização passa diretamente pela arte de vender merda e nisso, programas de auditório como o malfadado Domingão do Faustão são PhD.

No entanto, o mercado se constrói justamente por existir quem consuma aquilo que está à venda. O que menos importa é a qualidade do produto. Vale qualquer coisa para conquistar o cliente, o usuário, o abestalhado que bate palmas para a Dança dos Famosos. Quando não há opção, faz-se o quê? Testa-se o que é oferecido até se ter plena certeza de que não é necessário procurar — caso da tevê — outro canal.

Que o melhor é sossegar. Manter o nível de comodismo no mesmo patamar. Sem queixumes.

Enquanto isso e até receber a prova do meu primeiro livro de autoajuda, vou lá, no link da crônica publicada no feriado de Independência. Seleciono o título. Crt + C. Crt + V.

O Brasil não se leva a sério faz tempo.

Ora, são só uns famosos disputando uma competição de dança em horário nobre. São só uns jovens dançando no semáforo. Somos, afinal, uma democracia, um país laico.

Será?

O Brasil não se leva a sério faz tempo

Semana passada passei em branco aqui no blog.

Cheguei a esboçar alguns começos, dar encaixe mínimo nas peças soltas que aguardavam forma na minha cabeça. Todas tentativas partiam do princípio de que o Brasil não se leva a sério (via de regra, uma quase sequência a um artigo que escrevi há anos e que — infelizmente — se perdeu no ambiente virtual sem que ninguém sentisse sua falta).

Para aquilo que não é palpável, creio, ser natural o pouco caso.

Por isso não lamento, hoje, a falta daquelas linhas. O Brasil continua a não se levar a sério e continuará não se levando a sério amanhã e depois e por todo o sempre.

Não se trata de pessimismo, mas de constatação.

Quinta-feira passada visitei dois andares com parte do acervo e legado do escritor gaúcho Érico Verissimo no centro de Porto Alegre. Memória. Um espaço aberto e disponível à visitação, mas que — salvo momentos esparsos, recebe a atenção que merece.

Quanto mais proximidade maior é a sensação de deixar para amanhã ou depois.

É como aquela bicicleta que guardamos na garagem mas temos preguiça de usar. Não desaprendemos a pedalar, mas sempre adiamos a retomada dos exercícios. O acervo está lá, sabemos da sua importância, mas temos mais o que fazer.

Comodismo. Preguiça. Chame como quiser.

Aliás, sempre “temos” mais o que fazer.

Setenta e duas horas depois do meu encontro com a obra e o legado do homem que escreveu O Tempo e o Vento, e o Museu Nacional do Rio de Janeiro é consumido pelas chamas. Duzentos anos de história vira cinza. Não tive oportunidade de visitar o museu — nunca fui ao Rio, por isso jamais pude apreciar in loco seu acervo. Pode parecer piegas e isso tudo apenas mais uma lamentação que em nada vai acrescentar ao debate ou, pior, ajudar a evitar que outras tragédias como essa aconteçam.

O Brasil não se leva a sério e não tem interesse algum em mudar essa realidade.

Em meio a toda consternação pelo ocorrido, apropriei-me de um post do escritor português Valter Hugo Mãe no instagram, em especial, no trecho que diz “só em tempo de guerra, no grotesco que a guerra pode ser, coisas assim acontecem”. E mais: “fico com a impressão de que o Brasil está em guerra consigo mesmo”.

Está tudo errado. Virado do avesso.

Quantas oportunidades (governos) não passaram sem que providência alguma fosse tomada. É absolutamente embaraçoso pensar que agora, após o incêndio, brotará recurso e disposição pública para amenizar a tragédia. Por mais triste que seja, ei de concordar com o velho amigo, quando, categoricamente, afirma que no Brasil, ninguém liga para cultura, museu e biblioteca.

(Infelizmente) é fato.=A preocupação mor é com o revide, o combate, a luta, a guerra que insistimos em travar contra nós mesmos. Parafraseando a sempre brilhante Elaine Brum, “o Brasil perdeu a possibilidade da metáfora…o excesso de realidade nos joga no não tempo, no sem tempo, no fora do tempo”.

Somos cinza e nada mais.

Pela 25ª vez Unopar entrega novos profissionais diplomados em Luís Eduardo Magalhães

Formatura aconteceu na noite de sábado, 25 de agosto no Quatro Estações Hall

Mais uma noite inesquecível entrou para o calendário de eventos da Unopar em Luís Eduardo Magalhães. O sábado, 25 de agosto, foi marcado pela emoção e pela sensação de conquista na 25ª formatura do polo, que diplomou 74 profissionais qualificados e prontos para ingressar no mercado de trabalho, nos cursos de Administração, Ciências contábeis, Educação Física (licenciatura), Serviço Social, Gestão Ambiental, Gestão de Recursos Humanos, Pedagogia, Segurança do Trabalho, Embelezamento e Imagem Pessoal.

Como em todas as formaturas, a emoção foi visível no rosto dos formandos. “Ter concluído o curso de Estética na Unopar foi um dos grandes sonhos realizados na minha vida! Eu não poderia fazer um curso presencial e a educação à distância não só facilitou minha vida, como também ofereceu aulas e materiais gravados para que eu pudesse estudar em casa. A caminhada não foi fácil, mas com certeza foi rica de conhecimento e aprendizado. Realizei o sonho da formatura e, sem sombra de dúvidas, receber esse diploma é um momento mágico. Palavras ainda são insuficientes para definir o sabor dessa vitória!” afirmou a esteticista e designer de sobrancelhas Aíla Cardoso.

A Missa Ecumênica aconteceu no dia anterior, no Centro de Convivência da Igreja Santa Rita de Cássia, abrindo as comemorações. A cerimônia de colação de grau aconteceu no Quatro Estações Hall com participação de familiares e amigos dos formandos. Também bacharelada pela Unopar e, agora, escolhida como Patronesse da turma de Serviço Social, a radialista e agente social Scheilla Bernardes também relembrou seus tempos de acadêmica. “Há cinco anos me formava em Serviço Social pela Unopar e, naquele dia, já saí da formatura com o meu diploma em mãos, para orgulho da minha família e de todos aqueles que torciam por mim, por acreditar que o fazer social tem tudo a ver comigo. E nesta 25ª formatura tive a honra de voltar a participar de uma cerimônia de Colação de Grau da Unopar, como Patronesse da turma do curso de Serviço Social. Me senti privilegiada e a alegria não cabia no peito, pois ver novos agentes sociais prontos para atuar nessa profissão linda de caráter interventivo, que visa a busca de instrumentos e métodos para transformar realidades foi  emocionante para mim. Gratidão às alunas pela escolha e à Unopar por fazer parte de sua história” agradeceu.

Em sua grande maioria, os alunos do sistema EAD conciliam os estudos com o trabalho e buscam na Unopar a realização de seus sonhos, sem medir esforços para conquistar esse objetivo. “Optei pelo curso de administração porque já era uma área que eu já atuava e escolhi a Unopar por ser uma instituição EAD com um conceito ótimo. Com essa forma de estudos eu consegui conciliar meu trabalho e estudo com maior facilidade e segurança”, afirmou Hélio de Oliveira Júnior, agora bacharel em Administração.

A formatura da Unopar aconteceu simultaneamente em vários polos espalhados pelo Brasil, reforçando o quanto a instituição tem seu valor firmado na vida de milhares de pessoas. Neste ano, que o polo da Unopar em LEM, administrado pelo Gacea, comemora 15 anos, a emoção é ainda maior. “São 15 anos acreditando nessa modalidade de ensino, mesmo quando outros desacreditavam. Este ano é muito especial para nós e podermos entregar novos profissionais no mercado, com seu diploma em mãos, é nossa maior conquista ”, afirmou Ana Amélia Junqueira Lopes, diretora da instituição.

Para quem deseja ingressar na universidade e realizar o sonho da graduação, ainda é possível se inscrever pelo site www.unopar.br ou agendar sua prova no polo pelo telefone 77 3628-5370.

 

ASCOM UNOPAR/GACEA
Agência Immagine

Os próximos cinquenta dias serão cruciais para o futuro do país

A primeira reação às manifestações de junho de 2013 foi de perplexidade. Nem o mais cascudo dos comentaristas políticos da televisão soube, a princípio, explicar o que de fato estava acontecendo e quais seriam as consequências do, então, despertar do “gigante”, como se tentou alardear à época. De carona no jingle publicitário que antecedeu a realização da Copa das Confederações (evento teste para a Copa do Mundo que viria a acontecer um ano depois), a população, abençoada pela hashtag #vemprarua, abdicou do conformismo de suas poltronas para entoar voz, primeiro, contra a tarifa do transporte público, depois contra o que quer que fosse, movida em sua maioria pelo bordão: “O gigante acordou”.

No encalço daqueles protestos, não necessariamente pela ordem, tivemos uma eleição presidencial, um novo impeachment, um ex-presidente preso, políticos de carreira condenados pela Operação Lava-Jato, ao menos duas greves gerais que contribuíram para a sensação de crescente desagrado categorizado pela divisão “mortadelas” e “coxinhas”, e que fez acender também um grupo de pedintes por uma inviável e retrógada “Intervenção Militar” absolutamente non-sense. Naquele junho de 2013, um manifestante acreano sintetizou aquilo que o governo (infelizmente) insistiu – ou se fez de desentendido – em não entender ou ignorar. Abre aspas: “O mais importante é que todos nos escutem. Eles precisam saber que existimos e que estamos indignados com o que tem acontecido pelo país. Todo mundo deve perceber que existe essa massa que não é cega, que quer mudança, sabe o que quer e não é uma massa alienada. O gigante acordou e vamos mantê-lo acordado. Vamos nos mobilizar e mudar a corrupção e tudo que tem acontecido”.

Aquela mobilização arrefeceu. As ruas, aos poucos, esvaziaram. O gigante citado intercalou momentos de sono profundo com rompantes de fúria e alguns dignos de esquecimento. As eleições pós Copa do Mundo no país mostraram um país dividido e uma população num crescente de insatisfação. Os políticos de um modo geral, besuntados pela aura de superioridade que lhes é peculiar, fizeram vista grossa e subestimaram a voz que ecoava, não mais apenas das ruas, mas pela grande rede de computadores como um todo, claro, especialmente nas redes sociais. O antes palanque tradicional de fechar esquina deu lugar a um palanque virtual, de pisada irregular, e que tanto pode se traduzir num passeio por uma estrada de tijolos de ouro quanto num mergulho fatal na mais traiçoeira areia movediça.

Em artigo publicado na edição de número 142 da Revista Piauí, o ensaísta e professor de Harvard, Bruno Carvalho diz que a novidade — neste 2018 — é que a esfera digital pode suplantar os modos de propaganda mais verticais e caros, como a panfletagem, o tempo de tevê, os comícios, etc). “Mesmo sem muitos recursos, uma campanha com potencial virtual é capaz de surpreender”, avalia. Em suma, tudo virou aposta e a chave parece estar justamente na total incerteza que se avizinha. Pela lógica das redes, pode-se supor que algumas pessoas antes desligadas da política hoje se sintam compelidas a tomar partido, num claro efeito de tudo que se iniciou no hoje longínquo 2013. Ao mesmo tempo, ainda não se sabe até que ponto as mídias tradicionais e as máquinas partidárias perderão espaço para as redes sociais na corrida presidencial. É um jogo às cegas. De tudo ou nada. Uma incógnita que só irá se desvendar conforme nos aproximarmos do dia D da corrida eleitoral.

E, aposto todas minhas fichas, nem mesmo o mais indeciso dos eleitores assistirá os intermináveis dias de campanha de rádio e tevê, com o afinco e dedicação com que maratona uma série na Netflix.

Em paralelo à dúvida que paira sobre a cabeça de toda nação, impossível ignorar a força destruidora da boataria e das notícias falsas, em especial num universo como a grande rede. As redes sociais muito mais que fonte de informação são um receptáculo de tudo e qualquer desejo, vontade e factoide que se pode imaginar. A tecnologia apenas ampliou a força de uma boa mentira. Nunca é demais lembrar Joseph Goebbels, o Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista para quem uma mentira dita cem vezes torna-se verdade. Num mundo onde não se consegue mais distinguir quem é cordeiro e quem é lobo em pele de cordeiro, talvez, tenhamos que escolher as falsas verdades mais convincentes, antes que seja tarde demais e só nos reste fechar os olhos e brincar como nos tempos de criança de uni-duni-te, salame minguê, o escolhido foi você.

OS POSTULANTES AO CARGO

Há opções até encher as mãos. Se boas ou más, essa é a charada que o eleitorado precisa decifrar até 7 de outubro. Tem para todos os gostos, dos mais conservadores aos mais masoquistas; dos mais puritanos, aos mais extremistas.

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckimin, por exemplo, está longe de ser novidade. Em sua segunda corrida presidencial — foi derrotado por Luís Inácio Lula da Silva em 2006 — volta a ser a bola da vez do PSDB muito mais pela impossibilidade de Aécio Neves e José Serra pleitearem a chefia de estado outra vez. Muito provavelmente não fará nada que os governos de Fernando Henrique Cardoso não tenham feito nos anos noventa, mas tem a seu favor a desenvoltura e a experiência que a política exige, embora, isso não signifique lá grandes coisas. Confira o site da candidatura de Geraldo Alckimin.

 Marina Silva (REDE) foi Ministra do Meio Ambiente no governo Lula, deixou o PT e desde então cresceu enquanto alternativa para ocupar o cargo de Presidente da República. O, porém, é que seu ápice muito provavelmente já tenha passado e seu melhor momento — ou, aquele em que a candidata se encontrava com mais condições de assumir o cargo hoje ocupado por Michel Temer — foi, de fato, a eleição passada. É um nome que nunca deixou o imaginário coletivo, mas que já não dispõe do mesmo carisma de anos atrás. O mesmo, talvez, não se possa dizer de Ciro Gomes (PDT). Ex-governador do Ceará e prefeito de Fortaleza, foi deputado federal e estadual e Ministro dos governos de Itamar Franco e de Lula. No entanto, sua boa avaliação perante o cenário atual, em muito, deve-se a incerteza sobre o próprio Luís Inácio, que, embora pré-candidato pelo PT, deve ter sua candidatura vetada pelo supremo por estar preso desde abril. Sem Lula, chegou a ser aventada a possibilidade de Ciro abarcar os votos do ex-presidente. Embora isso jamais tenha se confirmado, o nome do pedetista está muito mais forte que nas suas outras duas candidaturas. Confira os sites das candidaturas de Marina Silva e Ciro Gomes.

Afirmar que Álvaro Dias (PODEMOS) e o senador e candidato derrotado em 2014, Aécio Neves, possuem ao menos uma semelhança não é exagero, tendo em vista a rejeição que ambos possuem em seus estados de origem — Paraná e Minas Gerais, consequentemente. Na lógica do ame ou odeie, o paranaense é o senador com maior número de seguidores no Twitter, embora esse dado — como já explicitado — seja uma incógnita do ponto de vista da quantidade de votos que possa representar e há indícios de que 60% desses seguidores tenham sido forjados via robôs — pratica recorrente em se tratando de redes sociais. É, talvez, entre todos postulantes aquele que melhor a insígnia “Político de Carreira” se ajuste, afinal, durante 42 dos seus 73 anos, ocupou cargos públicos — além de senador, foi vereador, deputado estadual e federal. Cabe destacar que Álvaro Dias foi eleito para o Senado Federal com extravagantes 80% de votos. Confira o site da candidatura de Álvaro Dias.

Esperava-se que a troca de comando arrefecesse os ânimos da população e pudesse alavancar, após duas décadas parasitando no poder, o PMDB e, por conseguinte, Michel Temer. Após sobreviver sofregamente aos dois anos de seu mandato tampão, o presidente impopular e a cúpula do “reformulado” MDB optou pelo ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles para a sucessão. De todas opções do atual cenário, talvez seja a mais anacrônica, pois, não apresenta absolutamente nada de novo, exceção a corajosa investida solo do partido que por anos viveu às custas de PSDB e PT. É a candidatura mais ingênua, pois, aposta na ilusão de reverter um quadro de ampla rejeição para um partido que muito raramente acrescentou algo à política do país. O site da candidatura de Henrique Meirelles, estranhamente, foi retirado do ar pouco antes do fechamento desse texto/reportagem.

Em se tratando de novidade, três candidatos se sobressaem, embora, com ideologias dispares. Jair Bolsonaro (PSL) tem origem no militarismo, foi vereador e acumula sete mandatos como deputado federal pelo Rio de Janeiro. Sem papas na língua, diz o que bem entende, muitas vezes, sem medir as consequências das suas opiniões. Tornou-se uma pseudo-celebridade a ponto de ser taxado como “mito” pelos seus seguidores, que o veneram muito mais por falar o que pensa que por ser o candidato mais preparado a ocupar o cargo e ser a mudança que o país, de fato, precisa. Cabe, a quem interessar, a leitura de artigo da jornalista Elaine Brum, para o El País, publicado em 16 de julho último: “Bolsonaro e a autoverdade”. Ignorado no primeiro debate de presidenciáveis da tevê, João Amoedo (NOVO), fundou um partido em 2010 apostando justamente na significação da sua sigla. No currículo, possui histórico como executivo do Mercado Financeiro e, entre todos seus concorrentes, é o único que jamais ocupou cargos públicos anteriormente. Embora se apresente como alternativa à velha forma de fazer política, defende o liberalismo econômico e o conservadorismo de costumes. Como toda novidade que se preze, é aposta e aí, tanto pode dar certo, quanto errado. O último daqueles capazes de sustentar a bandeira da novidade nestas eleições é Guilherme Boulos (PSOL). Diferente dos dois anteriores, Boulos é talvez a personificação mais radical de esquerda (o que, guardadas as devidas proporções Jair Bolsonaro é em se tratando de direita) e talvez o candidato que mais se aproxime do que um dia Lula foi em termos de política social para o país. Contra ele, joga contra, justamente o radicalismo. Graduado em Filosofia e Psicanalise, Boulos já morou em ocupação de sem teto. Atualmente é o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Esteve ao lado do ex-presidente Lula nas horas que antecederam sua prisão em março/abril desse ano. Confira os sites das candidaturas de Jair Bolsonaro, João Amoedo e Guilherme Boulos.

Em meio a esses nomes, há o fator Lula, talvez — e, independente, de simpatizantes ou não — o maior líder político dos últimos trinta, quarenta anos no Brasil. Embora, pré-candidato pelo PT, o veto judicial a sua liberdade tende a fazer com que o ex-presidente tente migrar para o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. O que não se sabe é se o tempo para uma manobra como essa será suficiente. Vale lembrar que quando todos holofotes e toda atenção do Brasil e do mundo apontavam para ele e seus fiéis companheiros, optou-se pela via mais espinhosa, talvez, por se acreditar que a prisão fosse temporária e que toda aquela comoção surtisse efeito apaziguador e até de consternação. Hipoteticamente falando, se à época Lula tivesse passado o bastão para Haddad, hoje, talvez o cenário fosse outro. No entanto, caso o fizesse, de certo modo, Lula estaria assumindo sua culpa publicamente. Às vésperas do início da campanha eleitoral, por meio de carta, o ex-presidente reafirmou sua candidatura reiterando que falará pela voz de Haddad e Manoela D’Ávila (que desistiu de sua candidatura às vésperas das convenções partidárias) que viajarão o país dizendo o que ele propõe para consertar o que o “golpe desarrumou” no país. Confira o site da candidatura de Lula.

A verdade, para todos os lados que um giro de 360 graus puder nos levar é que a corrida eleitoral é uma com Lula e outra, muito diferente, sem ele, e mais: seja céu ou inferno, respostas mesmo, só depois que esses cinquenta dias tiverem se extinguindo.

Até lá, parcimônia!

Post Scriptum: Atração do primeiro debate dos presidenciáveis, há ainda Cabo Daciolo (PATRIOTAS), que não parece o tipo que pretende ou mereça ser levado a sério. Vai do gosto do (e) leitor. O Google está aí para ser usado e abusado a qualquer hora do dia e da noite, portanto, fiquem à vontade. Em tempo, até o fechamento desse texto/reportagem, outras candidaturas de insignificante expressão foram registradas no TSE.

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A contagem regressiva para o fim da era Temer começou.

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Nos próximos dias, o blog continuará publicando textos relacionados à política, em especial a respeito das campanhas eleitorais e dos candidatos aos cargos de presidente e governador. Aguardem!

A contagem regressiva para o fim da era Temer começou

Por mais esforço que se faça é impossível passar incólume quando o assunto é a política praticada no Brasil. Pode-se amá-la ou odiá-la, talvez ambos, mas, nunca ignorar o que se passa na Capital Federal, ou nos parlamentos estaduais ou municipais país a fora.

Quem o faz engana a si próprio. Isto é fato.

Fingir distanciamento, aparentemente, configura-se num erro grave, e de certo modo, catalizador do cenário nebuloso que nos encontramos e que tem na figura do atual Presidente da República, Michel Temer, seu principal personagem.

A superstição e o que mais o imaginário coletivo do brasileiro quiser, faz de agosto um mês tão impopular quanto o presidente de gel no cabelo grisalho e incontáveis truques de oratória e dedos em riste. De mês do cachorro louco a trocadilhos, vide desgosto, agosto é um mês que parece nunca ter fim. Os dois anos do governo Temer, guardadas as devidas proporções, conseguiram a proeza de soar como duas décadas infinitas e, jamais, a transição que se esperava pós retirada da presidente Dilma Rousseff de cena, no caso do impeachment.

A realização do primeiro debate com os candidatos à Presidência da República, na noite de 09 de agosto na BAND, no mínimo, aponta para uma virada de página ou o início de um novo capítulo. Assim sendo, para o bem e para o mal, esse agosto que se arrasta agonizante marca o início do fim da era Temer, na condição de Chefe de Estado Maior.

Político de carreira, Michel dedicou a maior parte da vida a causa pública ocupando espaços em praticamente todos departamentos governistas nas últimas décadas e — duvido que consiga provar o contrário — possuía expressividade quase nula, afinal, eram raras suas aparições e mínimo seu destaque nas decisões do governo de Dilma Rousseff, contabilizando tanto os finalmentes do primeiro mandato até o começo do segundo, no fatídico ano do vexatório 7 a 1 e quando a derrocada tornou-se iminente e sem volta. Longe de ser unanimidade, o vice catapultado a líder máximo da nação jamais conseguiu dois dígitos de aprovação, conseguindo tão-somente sobreviver no cargo graças a um “acordão” capaz de apaziguar ânimos afoitos e meio indecisos em relação as razões de seus protestos (aqueles iniciados em junho de 2013), talvez, com os interesses voltados para as eleições que se aproximam.

Empossado em maio de dois mil e dezesseis, o peemedebista (hoje, emedebista) empilhou medidas impopulares sob o pretexto de que era preciso se fazer o “trabalho sujo” — deixado teoricamente em segundo plano — pelo governo anterior para que o Brasil, supostamente, retomasse as rédeas do desenvolvimento. O jeitão Conde Drácula de Temer atraiu para si o descrédito de toda nação ao aprovar, por exemplo, o congelamento de gastos públicos por 20 anos, além de toda insistência para com a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária.

Não obstante, Michel se mostrou falho nas negociações das duas greves gerais que seu trepidante governo enfrentou. Praticamente todos escolhidos por ele como fiéis aliados (olha o “acordão” aí), ou, tiveram de se retirar as pressas do núcleo duro do governo, caso de Romero Jucá, ou, tornaram-se réus e acabaram presos, caso de Geddel Vieira Lima.

Amparado pelo ditado do “não há nada ruim que não possa piorar”, no seu devaneio mais recente, o presidente demonstra vaga preocupação com os cortes aventados para a ciência e pesquisa indo na total contramão do que é praticado ao redor do globo. No rompante de sua retirada, Temer parece um enfeite de Natal que, esquecido na porta de casa, viu-se vitimado por uma tempestade, caiu e virou brinquedo para o cachorro da família. Ninguém se importa, quando a hora chegar, um novo será colocado em seu lugar.

Assim, caso agosto chegue realmente ao fim e a contagem regressiva para as eleições de 7 de outubro se agigante, provável que o presidente tampão, sem muito esforço, consiga o feito de, com sobras, ser o pior de todos os tempos, tornando missão quase impossível apontar algo que possa se traduzir num legado positivo para os seus pouco mais de dois anos no Palácio da Alvorada.

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Nos próximos dias, o blog continuará publicando textos relacionados à política, em especial a respeito das campanhas eleitorais e dos candidatos aos cargos de presidente e governador. Aguardem!

Um resumo da minha história

Nasci em um parto prematuro, com seis meses e meio, junto com um irmãozinho gêmeo, que infelizmente não resistiu. Fui diagnosticado com paralisia cerebral ainda bebê, pois minha mãe percebeu que meus movimentos não correspondiam com os das outras crianças da minha idade. Desde então, minha família passou por diversos questionamentos e inseguranças. Na época, não tínhamos referências, não sabíamos de fato onde eu poderia chegar ou quão normal minha vida poderia ser.

Para você ter uma ideia, fui dar meus primeiros passos aos sete anos, apesar de sete médicos terem afirmado que isso seria impossível. Desde então, percebi que o impossível é apenas mais uma barreira a ser ultrapassada em nossa jornada. Digo nossa pois a família tem um papel fundamental na evolução de pessoas especiais.

Apesar das adversidades, minha infância foi muito alegre, porém, na adolescência resolvi abandonar tudo. Saturado da rotina de fisioterapia e achando bizarro o meu jeito de andar, mergulhei numa vida de terceirização do problema e vitimização. O resultado disso foi que fiquei acamado por alguns dias, com o ciático encurtado e músculos travados por conta da espasticidade em grau grave.

Passei por três ortopedistas e a solução convencional seria a cirurgia. Um deles, porém, me disse que se eu retomasse a rotina de exercícios, em um ano poderia não necessitar mais da cirurgia. Somente isso não foi determinante para a minha mudança.

Uma conversa que minha mãe teve comigo após essa série de consultas, na qual ela me disse as seguintes frases “Sam, a gente sempre onera alguém” e “Se você não gosta de si mesmo, inicie a mudança por mim e pelo seu pai”, foi o que de fato me tocou para que eu decidisse assumir as rédeas da minha vida e resolvesse dar a volta por cima! Você percebe a importância da família nessa jornada?

Foto: Gioavanna Bembom

Daí para frente retomei minha rotina de exercícios e sempre busquei fazer um pouquinho mais a cada dia.

Mudei minha mentalidade!

Isso refletiu diretamente na minha evolução física. Uma coisa que colaborou para eu ter ficado esse período muuuito triste, é que não via pessoas com as mesmas dificuldades que eu conseguindo bons relacionamentos, bons empregos etc. Mas isso foi há 15 anos. Hoje, graças à internet, somos capazes de ver pessoas com deficiência tendo uma vida praticamente normal.

Muitas vezes sou procurado por pessoas em condições semelhantes a minha e também por seus familiares. Compreendo suas angústias e dores, pois já vivi muitas delas, e com muito menos respaldo e perspectiva.

Dou palestras, propago minha história de vida por todo Brasil, mas acreditando que posso ajudar muito mais pessoas e resolvi, junto com a minha mãe, que tem uma importância gigantesca na minha vida, criar um curso para que todos possam enxergar que podemos ser muito felizes. Uma das frases que eu mais gosto é “diagnóstico não é destino”.

AGENDA CULTURAL: Especial da Copa! Semana 05 a 09 de Julho

 

Chegou quinta-feira com a Agenda Cultural cheia de possibilidades! Claro que a gente já lembra logo do próximo Jogo do Brasil que é na Sexta, né? Vamos torcer firme pra o Hexa vir que já estamos nas Quartas de final, YES!!

Além disso, confere aqui o que acontece em Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e região durante o fim de semana:

 

QUINTA-FEIRA 05

 

4º Festival das Flores de Holambra (9h-21h)

Entrada Gratuita, organização Lar Espírita André Luiz

Onde? Espaço da Antiga MITBAHIA – Barreiras BA

 

SEXTA-FEIRA 06

 

Transmissão do Jogo: Brasil x Bélgica + Som ao vivo! (14h)

Caipirinha em dobro até às 17h #Vemprochá

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

#VEM: Tributo Queen + Cássia Eller (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

Transmissão do Jogo: Brasil x Bélgica (14h)

Copa do Villa Solidária – Doe 1 kg de Alimento

Com Romulo Malva, Dj Carlos Cerrato e Junho Rodrigues

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

Transmissão do Jogo: Brasil x Bélgica com Blokinho (a partir das 13h)

Com Banda O Sheik, Dj Diego Arantes, Banda Império – 100 litros de Chopp pra elas

Onde? Cais e Porto Choperia e Restaurante – Barreiras BA

 

Transmissão do Jogo: França x Uruguai (10h30)

Copa do Villa Solidária – Doe 1 kg de Alimento

Onde? Villa Chopp – Barreiras BA

 

Seleção e Musicão (17h)

São 5h de música após o Jogo do Brasil!

Com Thalia Souza e Tiago Gomes

Onde? Ki-Boteco – Barreiras BA

 

4º Festival das Flores de Holambra (9h-21h)

Entrada Gratuita, organização Lar Espírita André Luiz

Onde? Espaço da Antiga MITBAHIA – Barreiras BA

 

SÁBADO 07

 

#VEM: Banda 100 Nome (22h)

Onde? Pub Chá das Cinco – Luís Eduardo Magalhães BA

 

Impacto com Deus – Radicais Livres (12h até dia 08 18h)

Onde? Videira de Luís Eduardo Magalhães, BA

 

Dia de Campo Algodão 2018 (7h30)

Onde? Campo Experimental Fundação BA – LEM BA

 

Tome Direito: A Festa

Com Rômulo Malva, Boyzinho e Toinho e Cia

Onde? – Barreiras BA

 

4º Festival das Flores de Holambra (9h-21h)

Entrada Gratuita, organização Lar Espírita André Luiz

Onde? Espaço da Antiga MITBAHIA – Barreiras BA

 

DOMINGO 08

 

4º Festival das Flores de Holambra (9h-21h)

Entrada Gratuita, organização Lar Espírita André Luiz

Onde? Espaço da Antiga MITBAHIA – Barreiras BA

 

KIT Beneficente

O maior evento beneficente do oeste baiano: entrada $15 + 1kg de Alimento

Com Hitallo Silva e Kit Ilusão

Onde? Boteco Crioula – Barreiras BA

 

SEGUNDA-FEIRA, 09

 

Festejos de Santo Antônio (22h)

Com Toinho & Cia e Frank Brasil

Onde? Lagoa Clara Clube do Nil – Baianópolis BA

 

PROGRAMAÇÃO DOS CINEMAS PREMIER (LEM e BARREIRAS)

 

JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO

Horário: 20h

Comédia / 2h08m / dublado / 12 anos

 

OS INCRÍVEIS 2

 Horários: 17h30, 18h30, 21h

Opção 3D e 2D  / 1h58 / dublado / 10 anos

 

 

 

HOMEM-FORMIGA E A VESPA

(Apenas Barreiras)

Horário: 21h45

3D / 1h58 / Dublado / 12 anos

9º Cotton Tour Círculo Verde reúne consultores e produtores de algodão em um dia voltado ao conhecimento e a troca de experiências

Aconteceu nesta sexta-feira, 29 de junho, a 9ª edição do Cotton Tour realizado pela Círculo Verde Assessoria Agronômica e Pesquisa, um dia de campo totalmente dedicado à cultura do algodão. O evento aconteceu no Campo de Validação da Círculo Verde, na Fazenda Harmonia, em Luís Eduardo Magalhães, e reuniu produtores, consultores, pesquisadores, engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e representantes de empresas do agronegócio.

Esta safra de algodão no oeste baiano, segundo os dados levantados até o momento, também atingirá números recordes de produtividade e qualidade. O algodão baiano já é destaque mundial pela sua qualidade indiscutível, hoje considerado um dos melhores do mundo. A Bahia é o segundo maior estado produtor de algodão no País e o primeiro em termos de qualidade. Os níveis de excelência alcançados em características como finura, resistência, comprimento, uniformidade e maturidade do fio, entre outros, dão ao algodão baiano o título de melhor algodão do Brasil, estando muito acima do padrão exigido pelo mercado nacional e mundial.

Essa excelência só foi conquistada graças ao aperfeiçoamento e conhecimento dos produtores e suas equipes, além do trabalho sério e comprometido das instituições ligadas à cultura do algodão, como afirmou o produtor, consultor e sócio proprietário da Círculo Verde, Celito Breda: “A Círculo Verde participou de todo o processo de pioneirismo no algodão moderno e mecanizado desde 1995. A primeira colheita foi em 1996, então estamos com 22 anos de muita experiência, mas com muito a aprender. Hoje estamos extremamente satisfeitos com o resultado da safra baiana e com esse dia de campo”.

A programação do Cotton Tour abordou os resultados de pesquisas realizadas pela Círculo Verde, iniciando com os ensaios de ramulária do Algodoeiro, apresentado pela Gerente de Pesquisa, Dra. Mônica Martins e pela engenheira agrônoma Hannan Nunes, que abordaram a queda de eficiência dos fungicidas no controle desta doença e a importância da rotação de ativos de fungicidas e o uso de multissítios para retardar a resistência do fungo a esses produtos.

Na sequência, o consultor e engenheiro agrônomo Pedro Brugnera apresentou ao público o tema Adubação de Cobertura. “Segundo nossos estudos, vale a pena fazer o parcelamento de nitrogênio, pois os resultados dos testes foram positivos. Quanto ao perfil do solo, corrigir é o mais importante. Só assim a planta terá oportunidade de conseguir os nutrientes de que precisa”, afirmou Brugnera.

Logo após, o engenheiro agrônomo Genivaldo Batista falou sobre as perdas como atraso da colheita. Segundo ele, atrasos na colheita podem gerar perdas de 20 até 43 arrobas por hectare. Outro ponto importante levantado por Batista foi em relação às perdas de resistência da pluma e contaminação, observados nos atrasos da colheita do algodão.

Para finalizar a rodada de palestras, o professor Dr. Marco Tamai abordou o tema Ácaro Rajado no Algodoeiro, trazendo orientações precisas para os participantes identificarem e tomarem as medidas assertivas para controlar a praga na plantação. “O ácaro rajado é uma praga do sistema, estando presente tanto na cultura do algodão, quanto do milho, da soja e do feijão, o que gera preocupação quanto ao seu controle. Apesar de diferentes grupos químicos, alguns acaricidas já não têm controle tão efetivo desta praga em campo, o que pode indicar resistência e, portanto, a importância da rotação de ativos”.

O evento finalizou com a visita às variedades de algodão dos parceiros da Círculo Verde: Bayer, Damaceno Braga (DBB), Fundação Bahia/IBA, IMA, J&H Sementes e TMG. Para o consultor e classificador de algodão, Geraldo Pereira, a qualidade do algodão baiano é indiscutível e a área plantada da cultura deveria crescer no estado. “Se tem um lugar no Brasil feito para plantar algodão é a Bahia. O clima, o relevo e o comprometimento dos produtores são indiscutíveis. Além de quantidade e qualidade, o nosso algodão tem bastante brilho, resistência, comprimento. O que realmente precisamos é que as pessoas percebam e valorizem a alta qualidade do algodão baiano. Precisamos valorizar essa qualidade para que consigamos sempre ter um bom retorno para o produtor baiano, que pensa em produtividade, mas também em qualidade”.

 

ASCOM Círculo Verde

Agência Immagine