Dia dos namorados: dicas para não errar no presente do seu amor

O dia dos namorados é uma data comemorativa dedicada aos casais. No Brasil a data é comemorada no dia 12 de junho e, apesar de todo dia ser especial para quem ama, nesse dia, as pessoas se dedicam de maneira mais especial para deixarem seus parceiros felizes. E quando se trata do “Amor, mozão, moh, mozito, metido, metida, vida, nega, nego ou bebê…” da nossa vida, a dúvida quanto a como presenteá-lo sempre surge. Seja sete dias ou vinte anos, se você o ama, haverá hesitação quanto a como presenteá-lo, afinal, muitas são as peculiaridades da paixão dos nossos dias, não é mesmo?

Solteiros que me desculpem, mas ter alguém para partilhar nossas lágrimas, sorrisos, derrotas e vitórias é imensurável, chega a ser cômico como vivemos sozinhos por longos anos e de repente parece não sabermos mais viver sem aquela pessoa, e não importa se ela é chata e, às vezes, briguenta, ciumenta e muitas vezes pirada, não importa nem mesmo se ela deixou a toalha molhada em cima da cama pela milésima vez seguida, você a amará assim mesmo e estará sempre disposto a fazer tudo para agradá-la. Não negue esse fato, pois o amor tem dessas coisas.

Por isso, a equipe Immagine preparou algumas dicas e sugestões de presente para quem você ama. Esperamos que curta, pois fizemos com muito carinho:

A dica de presente para aquelas pessoas que amam estar perto natureza e tem paixão por animais é um passeio no Parque Vida Cerrado. O lugar é um mimo… Lá podemos encontrar araras, lobos e outras espécies e também é possível, ainda, levar uma muda de planta nativa do cerrado para a pessoa que você ama cuidar e guardar-te nas melhores lembranças.

Mas se o amor dos seus dias é daqueles que não perde a oportunidade de viajar, temos duas opções maravilhosas. A primeira fica em Goiânia. A capital brasileira dos parques (cenário típico dos enamorados) dispõe de vários pontos turísticos, e vocês poderão se hospedar no Hotel Rio Vermelho. Já pensou em um dia especial ao lado do seu amor com um café da manhã super completo e um jantar na Casa da Ponte? Com certeza esse combo proporcionará um clima romântico à sua viagem.

Para quem quer aproveitar a Praia do Forte em Salvador, temos o ambiente incrível da 7 Express Gastronomia. A pizzaria dispõe de um espaço de arte cuja riqueza cultural e gastronômica é maravilhosa. O clima natural do local deixará seu encontro especial  e ainda mais romântico.

Temos também a Pizzaria Sabor do Sul em Camaçari, onde encontramos um clima peculiar e também onde o sabor  das pizzas é indescritível. Já adiantamos: perfeito como estar ao lado de quem amamos, uma das melhores coisas da vida.

Mas se a pessoa que você escolheu para chamar de “vida” é daquelas que ama o conforto de casa e que faz de tudo para tornar seu lar o lugar mais confortável do mundo, que tal presenteá-la com o tão sonhado jardim de inverno? A Casa Campos poderá lhe ajudar na construção dessa história. E você ainda pode contar com a K-lu Marmoraria na escolha dos mármores para dar, ainda, mais vida a esse projeto (e presente).

Para decorar e deixar o ambiente com a cara do seu amor, você pode contar com a Design Center. Sabe aquele up no escritório que seu esposo tem desejado? Pois é, lá você encontra poltronas, escrivaninhas, quadros e muito mais para agradar a quem ama.

Bom, mas se a crush da sua vida está há algum tempo pensando em dar aquela virada no visual, como por exemplo, querendo  tirar das pernas os vasinhos que tanto a incomodam, a dica é levá-la ao Dr. Thiago Maia para fazer uma avaliação e um orçamento. Garantimos que ela vai amar.

Para aquela pessoa que ama ganhar roupas, você pode passar na Encontro das Griffes e, se mesmo assim surgirem dúvidas, lá você contará com uma curadoria especializada que te ajudará a fazer boas escolhas. Garantimos que será impossível sair de lá sem um lindo presente.

Depois de ir à Encontro das Griffes e escolher o look para o rolê, você pode passar no Tuka’s Burger e escolher aquele hambúrguer artesanal que deixa seu mozão ainda mais xonado em você. O que acha?

E por falar em apaixonada, o Grupo Marabá tem ofertas que deixam todo casal feliz. Além de toda a parte de perfumaria, as lojas contam com uma rica seção de guloseimas deliciosas que todo mundo ama. Os clientes também encontram por lá uma adega de vinhos nacionais e importados perfeitos para compor um jantar romântico.

Mas se nenhuma das dicas acima foi suficiente, é porque você sentiu que chegou o momento de elevar o nível de sua relação. Para isso temos o Floral Paraiso Residence, que dispões de apartamentos maravilhosos para você dividir a vida com o amor dos seus dias. Que tal uma nova vida vista de cima?

Agradar a quem amamos é a segunda melhor coisa do mundo. A primeira é ser agradado, não é? Portanto, não se esqueça de copiar este link e enviar ao seu amor, afinal, ele poderá usar essas dicas e mostrar sinais do que gostaria de ganhar. Apesar de que são tantas as opções… Mas não se preocupe, pois quando se ama, todo esforço torna-se válido. A gente fica assim mesmo, meio bobo e querendo exibir nossos sorrisos pelo mundo afora, sabe?

A Equipe Immagine deseja um dia dos namorados encantado para todos os Immaginéticos!

Êxtase

Não me lembro a data certa, mas sei que era uma sexta à noite, por volta das 23 horas. Estávamos voltando para casa, eu e Denise, ouvindo um daqueles programas flashback no rádio. Começou a tocar uma canção desconhecida. Estávamos em silêncio, e o rádio, bem baixo. Mesmo assim, deu para ouvir os primeiros segundos da música e me pareceu bem interessante. Eu conhecia aquela voz. Aumentei o volume para identificar e saquei na hora: era Guilherme Arantes. Meu pai era muito fã dele.

Aumentei um pouco mais para ouvi-la melhor. Os versos agora estavam mais claros. Era uma canção de amor. Muito bonita, por sinal. Bem escrita, frases e rimas bem construídas, uma sonoridade diferente do que costumo ouvir. Parece que foi feita especialmente para aquele momento.

Gravei um dos versos na memória para procurar seu nome na internet quando chegasse em casa. Era “eu nem sonhava te amar desse jeito”, que se repetia várias vezes ao final da música. Só reforçou ainda mais o sentimento de que a canção foi feita realmente para a situação em que estávamos passando ali, naquele trajeto. Descobri seu nome. “Êxtase”.

Ir do centro até nossa casa leva cerca de dez minutos. Se não me falha a memória, foram dez minutos de silêncio. A canção, que tem pouco mais de cinco de duração, levou a metade do tempo. O restante foi tomado pelo êxtase.

Êxtase esse que nunca mais passou. Nunca mais esqueci aquela música, e nunca me esquecerei daquele momento.

De Luanda para LEM: vamos ajudar o Venâncio a permanecer no Brasil?

Todos temos limitações, certo? Precisamos concordar, em algum momento, que todas as pessoas existentes no mundo tem seus problemas e passam por dificuldades. E podemos concordar também que o que as diferenciam é a maneira como cada uma escolhe lidar com aquilo que lhe aflige, não é? Pois bem. Começamos este texto assim por que nele você vai conhecer a história do Venâncio, uma pessoa que tem limitações, mas que escolheu lidar com seus problemas da melhor maneira: não desistindo. Acima de tudo, ele tem coragem.

Venâncio está no Brasil por conta de uma bolsa de estudos que conseguiu num processo seletivo que participou em seu país, a Angola. De Luanda, ele resolveu que queria ser Engenheiro de Produção e veio para então estudar na UFOB, onde está se graduando hoje. Filho de Dona Margarida e com 12 irmãos, a situação para sua mãe lhe manter aqui no Brasil foi ficando difícil, fazendo com que Venâncio começasse a apelar para a ajuda alheia. Ele é negro, albino, e possui algumas limitações causadas pelo albinismo que o difere quando colocado ao lado dos colegas de sala.

Estes são alguns dos irmãos de Venâncio. Na foto também se encontra Dona Margarida, sua mãe

E aí você se pergunta: mas como vocês conheceram o Venâncio? Explicamos.

Ele ganhou um sorteio realizado na UFOB, onde o prêmio era um ingresso para participar do 3º FEL – Fórum do Empreendedorismo de LEM, que aconteceu nos dias 6 e 7 de abril e então resolveu que marcaria presença. Após a finalização do nosso querido palestrante Samuel Bortolin, exemplo de inspiração e perseverança para nós, Venâncio agradeceu pela oportunidade de estar ali, participando, e nos contou sua breve história de vida. De cara ficamos felizes por tê-lo conhecido, pelo simples fato de sua coragem e humildade em estar conosco expondo sua situação e compartilhando sua história, que por sinal, é também de força e perseverança.

A partir de então, fizemos uma rede de amigos que resolveram ajudar direta e indiretamente, e a ação vem dando super certo. Prova disso é que Venâncio foi acolhido por uma senhora que lhe forneceu uma Kitnet no bairro Santa Cruz, bem do ladinho da faculdade, e que também prepara sua alimentação, como as refeições do almoço e do jantar. Ele ganhou uma bicicleta, o que lhe ajuda no quesito locomoção sem que se gaste dinheiro; uma cama, um computador – pois até então, Venâncio estudava apenas pelo celular que trouxe consigo de seu país; um climatizador, protetor solar e um óculos, o que lhe poupa de estudar com tantas dificuldades como ele fazia anteriormente, usando uma lupa para lhe auxiliar.

Com a ajuda do nosso querido amigo e jornalista Muller Nunes e também da Aíla Cardoso, que já conhecemos há tempos, Venâncio conseguiu muitas doações e uma das coisas mais importantes, ele tem sido reinserido na sociedade, onde pode ser acolhido psicologicamente e criar uma convivência, pois com certeza podemos imaginar como é difícil viver sozinho em um país estrangeiros com dificuldades e limitações. Mas a luta por ajuda não para, pois ele ainda precisa se manter por mais um ano no Brasil, para que consiga terminar os estudos.

Hoje o nosso apelo é por sua humanidade. Estamos buscando ajuda-lo como podemos e queremos contar com você que tem algo a doar, seja valores em dinheiro, roupas, sapatos, cestas básicas, artigos para que ele estude em boas condições ou apenas uma palavra de amor e carinho.

Venâncio possui uma conta no Banco do Brasil, onde as doações chegam diretamente para ele. Se você quiser e puder ajudar, os dados são: Agência 2997-1,  Conta Corrente: 48.071-1 e seu nome completo é Venâncio Ndunduma Zagi. Os valores recebidos serão encaminhados para o pagamento da kitnet onde ele mora, que fica em torno de 250 reais mensais e utilizados também em seus estudos, como gastos com xerox, etc.

Qualquer doação encaminhada para ele será de grande ajuda e nós temos certeza que cada um que cooperar estará ajudando a realizar o sonho de uma pessoa muito esforçada e aplicada. Venâncio merece nossa ajuda e nosso apoio!

Se você quiser entrar em contato para direcionar alguma doação, fale conosco ou ligue para Aíla, que está totalmente engajada na situação e possui contato direto com ele. Seu telefone é (77) 9 8131-7424. Ela também disponibilizou sua conta bancária ligada ao Bradesco para que aqueles que quiserem doar: Agência 2077, Conta Corrente 27800-9, no nome de Aila Cardoso Ferreira.

São nestes momentos que conseguimos perceber tudo o que fazemos de errado ou desnecessário em nossa vida. Qual o limite da perseverança? Onde as pessoas imaginam que podem chegar quando precisam de algo? Conhecer Venâncio foi de grande valia pelo simples fato de que ele é luz, e pessoas que são luz irradiam sua boa energia por onde passam. Acreditamos que ele seja merecedor de tudo de bom que vem acontecendo em sua vida e queremos ajudar a acontecer mais ainda. Pode nos ajudar a fortalecer esta corrente?

Contamos com você!

Livro do mês: Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios – Marçal Aquino

Talvez esse seja o primeiro romance adulto que eu li e, por não ser tão escancarado, tenha me ganhado. É bastante descritivo (o que me incomoda um pouco), mas construído brasileiramente, onde os personagens podem ser facilmente criados na nossa imaginação.

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios
Autor: Marçal Aquino
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2005
Páginas: 232

O livro conta a história de um triângulo amoroso formado por Cauby, Lavínia e Ernani. O primeiro, um fotógrafo que chega numa cidade nova e conhece Lavínia, a mulher mais linda que talvez ele já tenha visto. Lavínia era “casada” com Ernani, pastor da igreja evangélica que sabia da vida quente e atribulada da garota, mas que fazia vista grossa para todos os seus efeitos.

Ela, que possui um passado mergulhado nos problemas familiares, nas drogas e na prostituição, encontra abrigo nos braços de Ernani, mas busca paixão nos braços de Cauby. Embora isso pareça apenas um livro de traição, o enredo vai muito mais a fundo, pois nele podemos encontrar poesia, mesmo que não feita em estrofes. Lavínia é a própria, com duas pernas, um corpo esguio e duas personalidades: contamos também com Shirley, a personalidade esvoaçante de uma mulher segura de si e determinada a ponto de cegar quem estiver pela frente. Lavínia é Lavínia, mas gosta de ser Shirley nas horas vagas.

No filme, Lavínia é interpretada por Camila Pitanga

Para deixar o livro mais poético, Aquino fez questão de incorporar à trama um elemento chave interessantíssimo: um livro de um terapeuta que fala sobre amores, suas dores, consequências e teorias. Não demora muito para que sejamos capazes de encaixar alguma frase em nossas vidas, já que somos humanos e sentimos tal e qual Cauby. Enquanto o livro se dá, percebemos que existe um passeio pelo passado, o que explica muitas das ações dos 3 personagens centrais.

Página que inicia o livro

O enredo é fluído, leve, e o livro não é muito grande. A história é escrita com uma linguagem moderna, que não coloca obstáculo algum ao seu entendimento.

Se você quiser ler, é mais fácil encontra-lo para download na internet, pois as versões físicas estão sempre esgotadas ou em falta nos sites. Já sabe, né? Se precisar, só me chamar! 😉

Cãoterapia

Nunca fiz muita questão de ter um bicho de estimação. No meu TOC por limpeza, encontrar pêlos pela casa era algo inimaginável. Da mesma forma, perder tempo com passeios caninos não era algo que minha agenda comportasse. Até que uma cachorrinha entrou na minha vida e comecei a passar por um intenso processo terapêutico, que chamo de cãoterapia.

O início do processo se deu quando, com umas lambidas e pulinhos, ela conquistou minha confiança. Desde então, passou a ter credibilidade de alguém da família, como o próprio nome científico já indica: canis lupus familiaris. A partir daí, cada dia tem sido um aprendizado para mim, enquanto tento me iludir e acreditar que sou eu que adestro ela.

Ela é a dona da casa. Quando chego sempre está pronta pra me receber. Tenho aprendido com ela que faça chuva ou faça sol, deveríamos sempre receber quem amamos com uma alegria ímpar (claro que ela exagera um cadinho e até faz um pipi de felicidade – o que no caso humano é dispensável).

Na cãoterapia passeio é coisa séria para o canis e para o dono. Farejar, olhar, caminhar sentindo a brisa da manhã ou da tarde ajudam a gastar energias e a relaxar do stress. Tenho certeza de que quem volta mais aliviado do passeio sempre é o dono.

No quesito simpatia, minha cachorrinha também esbanja talento. Preocupo-me com tamanha cordialidade, jamais deixaria tantas pessoas me acariciarem (será que o “bloqueado” sou eu?). Engana-se quem pensa que ela não é seletiva. Há pessoas que ela passa longe, ensinando-me que afastar-se de quem não se vai com a cara é um bom mecanismo de defesa. E se for preciso até rosna. Porque um simples rosnado resolve o problema sem a necessidade de morder.

Invejo sua capacidade de dormir (às vezes até de olhos abertos) em qualquer canto da casa, qualquer sombra, qualquer hora do dia… Todo momento é uma oportunidade para tirar aquela sonequinha… E quando levanta, é só espreguiçar que tudo está em ordem. Talvez se me espreguiçasse mais, minha coluna doesse menos.

A transparência canina também me fascina. Quando o cão está feliz, seu corpo fala: São pulos, rodopios, lambidas e chacoalhadas de rabo. Essa felicidade acontece porque um canis nunca pretende ser o que ele não é. Eu nunca vi ela triste, só sei que quando eu estou triste ou magoado, ela fica por perto, em silêncio, oportunizando sua companhia para me confortar. Ela é muito leal. Mais leal que muitos humanos por aí.

Quanto mais convivo com minha canis, mais tenho a sensação de que o bicho sou eu.

Não abram mão de suas referências

No ano de 2017, por objetivos estritamente profissionais, abri mão de televisão. Não abri mão de um ou outro canal, abri mão de ter qualquer tipo de canal. Com isso, abri mão do futebol, que foi o meu primeiro amor no esporte.

Cheguei à conclusão de que não ganharia nada em 2017 acompanhando campeonatos de futebol, programas de humor, etc. Atingi meus objetivos. Em 2017 minha carreira passou a ser vista nacionalmente, fiz palestras para mais de 600 pessoas, trabalhei com gigantes corporações, algumas até multinacionais. Apareci em rede nacional, realizei um sonho de ter minha história contada em um programa de alta audiência.

Essa é a parte boa de tudo. O outro lado é que eu continuava, em alguns momentos, “desperdiçando” meu tempo com outras coisas, algumas vezes mais fúteis até do que o futebol.

Além disso, sempre que meu time estava jogando, eu tentava trabalhar ou ler algo, mas sempre ficava com aquela pontinha de curiosidade pra saber como estava o jogo. Como disse uma vez Galvão Bueno, “Futebol é a coisa mais importante das menos importantes”. Concordo com ele. Esse ano, vim com metas mais arrojadas, porém com uma outra pegada: render mais, sem sofrer tanto.

O ano começou a mil por hora, minha necessidade aumentou muito. Saí totalmente da zona de conforto, porém estou conciliando melhor o trabalho com os momentos de acompanhar o que eu gosto. Quando eu digo “não abram mão da sua essência”, quero dizer que podemos estar em alta performance e ter uma qualidade de vida bacana, desfrutar dos amigos, da família, e até mesmo de algumas coisas fúteis. Afinal, somos seres humanos e às vezes necessitamos espairecer.

Cheguei à conclusão de que muito dos conteúdos que aplico hoje pra desenvolver pessoas, para fazer com que elas sejam suas melhores versões, aprendi treinando times de Várzea no interior de São Paulo. Afinal, se você consegue motivar uma pessoa a correr no sol quente, às 10 horas da manhã, sem pagar a ela um salário, você está pronto pra motivar pessoas que tem sonhos. Minha essência é o futebol. Não posso me afastar disso, me traz memórias positivas de todas as fases de minha vida.

E para você, leitor, qual a sua essência? O quanto doeu em você abrir mão de algo importante? E como você conseguiu retomar isso? Sua resposta é muito importante. Abraços pra quem gosta de abraços, beijos pra quem gosta de beijos.

This Is Us: uma série para amar e chorar

Eu realmente acredito que o mundo esteja saturado de histórias tristes e de pessoas doentes. A maioria gritante dos livros e filmes produzidos atualmente contam a trajetória de pessoas passando por dificuldades e de amores interrompidos e eu simplesmente não tenho paciência para mais do mesmo. Mas com This Is Us, é diferente.

Lançado no ano passado, me deparei com a proposta de incluir mais uma série na minha extensa grade meio que do nada. Uma amiga que entende muito do assunto postou em seu Facebook que estava assistindo e eu, curiosa que sou, falei: “ah, vou dar uma chance”. Caminho sem volta. Fui pega. Foi um momento bem Pabllo Vittar com “seu amor me pegou, bateu tão forte com o teu amor”.

This Is Us é transmitida pela NBC e conta a história de três irmãos que nasceram no mesmo dia: Kevin, Kate e Randall. Jack e Rebecca são pais de primeira viagem que se esforçam diariamente para criar as crianças que possuem personalidades distintas. Kevin é um ator acostumado a lidar com o sucesso, mas que está cansado de interpretar papeis superficiais; Kate sofre com a obesidade e enfrenta a eterna luta dos padrões impostos pela sociedade, lutando arduamente para perder peso e medidas; Randall é um empresário bem sucedido que precisa lidar com o maior dilema de sua vida: encontrar seu pai biológico e se reaproximar.

A série trata de dramas reais, como adoção, doenças terminais, padrões de beleza, ego, depressão, dificuldades financeiras, autoestima, amor, família, racismo, entre tantos outros. Tudo é abordado de maneira tão delicada que é impossível não por o dedo na consciência e pensar a respeito, nem que seja por míseros 5 minutos. É uma série delicada e ao mesmo tempo muito forte, assim como seu elenco, encabeçado por Milo Ventimiglia (o eterno Jess de Gilmore Girls, o namorado que queríamos para Rory – ainda vou falar sobre isso em um outro post) e Mandy Moore (minha – e de muita gente também, tenho certeza – musa de Um Amor Para Recordar). Gosto muito de como os dois combinam nos papeis de Jack e Rebecca, muito mesmo.

Nos episódios da série, que não passam de 45 minutos cada, é possível perceber dramas reais, que muitas pessoas próximas a nós enfrentam. E não me espanta o choro descabido e “sem explicação” que começa DO NADA no meio de um episódio. Nem vou te julgar se isso acontecer com você, porque sempre assisto a essa série sem qualquer tipo de maquiagem, para não correr o risco de ficar parecendo um panda. Choro mesmo.

This Is Us vai te fazer lembrar da sua infância, do seu pai ou da sua mãe que já se foram ou moram longe, de um ex namorado embuste que te tirou o rumo da vida, ou simplesmente de você. This Is Us pode te lembrar de pensar em como você leva sua vida ou até mesmo como você lida com seus problemas diários. Afinal, todos nós temos muitos.

A série não está disponível na Netflix, mas a gente é brasileiro e sempre dá um jeitinho, né? Se quiser dicas de sites para assistir ou para baixar, me chama! A trilha sonora é igualmente maravilhosa e está disponível no Spotify!

Senti saudades de algo que não vivi

É possível sentir saudades de algo que não se viveu?

Ouvi essa pergunta, mais de uma vez, alguns meses atrás.

Num momento em que se teve dúvida acerca da resposta e eu, de algum modo, poderia/deveria contribuir com ela.

Apresentar solução.

O amor às vezes bate na trave.

Às vezes a vida lhe é oportuniza uma nova chance, fazendo com que da trave o amor volte para que se possa empurrar para o gol vazio

Às vezes, no entanto, o amor, da trave, vai para longe. Para fora. Para escanteio.

O amor não é a perfeição que te fizeram acreditar que é.

Histórias que poderiam ter um final feliz podem, sim, ficar pelo caminho.

Ainda não sei, talvez não queira aceitar, se essa história terminou antes de ambos sabermos se poderia ter ou não um final feliz.

Mas, confesso:

Eu senti saudades de algo que não vivi.

Maluco, não?

Sei que a pessoa que me fez a pergunta também sentiu. Não sei dizer se ainda sente, acho improvável. O amor é como uma plantinha, precisa ser regada diariamente. À distância, até que se consegue regar essa plantinha por um tempo, mas, logo, a plantinha exige atenção presencial, in loco.

Pelas circunstâncias, infelizmente — no meu caso — não foi possível cumprir com essa mínima exigência.

À distância a fagulha de paixão que pode vir a se tornar amor sucumbe. Cai por terra. Murcha. Experiência própria. Mais de uma vez.

Cansa.

Claro, existem exceções. Quem nunca ouviu isso na escola:

“Toda regra existe uma exceção”

E outra, que talvez não se aprenda na escola, mas em algum dia se ouve ou se lê:

“Tudo e nada pode acontecer”.

Então, eu senti saudades de algo que não vivi e sei que ela também sentiu.

 

Meu medo

Tenho pensado até demais sobre a finitude (Prefiro usar essa palavra, visto que o termo “morte” soa tão rude). Aquela sensação de que os dias chegarão ao fim e que minhas contas ficarão sem ser pagas; meus inimigos terão alguém a menos para se ocupar e, sobretudo, penso nas pessoas que amo, pois terão de se referir a mim no passado.

Já expressei brincando inúmeras vezes, que acho que vou morrer cedo. De alguma forma, a música do Legião Urbana que canta algo do tipo “é tão estranho, os bons morrem jovens”, demonstra até certa soberba pelo fato de considerar-me bom para morrer logo. Mas o que me preocupa não é a morte. Como para ela não existe manual ou curso preparatório (será uma experiência única e derradeira), o que me inquieta é outro processo. Não me preocupo com a partida. Preocupo-me com o processo do “fazer as malas” – embora nunca ninguém esteja definitivamente de “malas prontas” para partir.

O meu medo é envelhecer. Aos que já estão nesse processo, por favor, olhem-me com carinho. Não se oprime alguém que expressa seu temor, por mais tolo que possa parecer. Aos que compartilham do mesmo medo, não nos custa pensar para tentar compreender.

Penso que a consciência do envelhecer dispara um sistema de reconhecer que toda virilidade, toda vaidade e toda independência se transformam com o somar dos anos. E a priori, isso não é ruim. É processo biológico para quem goza do status “vivo”. Mas mesmo assim dá medo! Dá medo pensar que vou “brochar” (embora isso possa acontecer naturalmente com a juventude). Dá medo pensar que vou perder vigor físico e mental. Dá medo pensar que posso tornar-me dependente de outrem para cumprir afazeres dos mais simples como escovar os dentes. Envelhecer me dá medo.

Na impossibilidade de refrear o ato do envelhecimento, mesmo que se apele a plásticas e cirurgias estéticas, pois a casca da fruta pode ficar viçosa com as intervenções, mas o interior continuará bastante maduro. Acolho um processo sutil e difícil de aceitação. Aceitar que o envelhecimento faz parte do processo vital e abraçar as possibilidades dessa fase. A metáfora do vinho que envelhece e se torna mais saboroso é indiscutível para entender isso. Talvez amar o processo de envelhecimento seja o mais coerente a ser feito.

Por falar em amor, o que me toca profundamente diante do medo do envelhecimento é pensar nas pessoas que amo. Sei que muitas delas partirão antes de mim. Mas sei também que desejo profundamente envelhecer ao lado de alguém que amo. Alguém que me ame sem virilidade, sem vaidades e com todas as dependências que o tempo pode trazer. Parafraseando a Sagrada Escritura da Cristandade: o amor põe fora o medo.

 

Amar sem esquecer

Ainda faltam dois goles frios e insossos de café na xícara. Dizem que o amor, assim como o café, esfria e às vezes, também se transforma num gole esquecido no fundo de uma xícara.

Tanto um quanto outro, esfriam por esquecimento.

Seja motivado por uma distração em vista de tanta pressa e dúvida, prazos e contas, tédio e marasmo, às vezes esquecemos de amar.

Compartilhar o que sentimos.

Extravasar e repetir.

Amar pra fora e não pra dentro. Guardado. Amor guardado. Nos pelos fedorentos da axila enganada com um desodorante comprado em farmácia. Sem banho. Escondido. Esquecido.

Uma vez, há muitos anos, entretido com um trabalho fora de hora, que se prolongou da mais tenra manhã até a despedida da noite, fui pego de surpresa com uma mensagem do meu irmão, lembrando que eu havia esquecido do aniversário de um antigo affair — que muito provável me odeia hoje em dia.

Sentando numa poltrona nos bastidores, com as pernas em frangalhos e os ouvidos castigados pelos hits da Calcinha Preta, lembro de ter fechado os olhos e dito baixinho, para que apenas eu pudesse ouvir: Puta que pariu. Esqueci. Por completo. Ciente que não haveria perdão.

Eu era o chumaço de pelos fedorentos da axila, mas, sem nenhum desodorante comprado em farmácia para enganar a inhaca, a falha. O esquecimento.

Porque existem amores que não podem ser esquecidos de compartilhar, de extravasar, de repetir e de avisar.

E foi só isso: esquecimento.

E talvez àquela altura o gole que restava na xícara já estivesse mais pra frio e insosso que pra qualquer outra coisa.

O amor nos faz bobos e inquietos e necessitados de retribuição. Aprendemos que o amor só é amor se vier escrachado no rastro de uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça. E, ao passo, que formamos as mais absurdas expectativas, cometemos os mesmos erros que não queremos que cometam conosco.

E de novo: esquecemos.

Porque ao contrário do que cantava Cazuza — e que pena, por isso — amar não é só invenção e distração. Não existe isso de quando acabar, pensar que nunca existiu.

Aliás, bom seria.

Mais fácil.

Mas o óbvio é machucar e entre um esquecimento e outro, ter de beber de novo um ou outro gole frio e insosso de café e/ou enganar os pelos fedorentos da axila com desodorante comprado em farmácia.

Ontem mesmo alguém me disse outra vez: não existe amor à primeira vista.

Que, ao menos, possamos amar sem esquecer.