Abapa e Aiba presentes na Fenagro 2018, em Salvador

O agronegócio do Oeste da Bahia está presente na 31ª  edição da Fenagro, em Salvador, evento que acontece de 24 de novembro a 02 de dezembro, no Parque de Exposições da capital baiana. No domingo (25) a abertura oficial reuniu autoridades e representantes da cadeia produtiva do Estado. Os presidentes da Abapa, Júlio Busato e da Aiba, Celestino Zanella participaram da solenidade, comanda pelo vice-governador da Bahia, João Leão, compondo a tribuna de honra.

No seu pronunciamento, Zanella destacou a importância da Fenagro para divulgação do trabalho realizado em prol do agronegócio do oeste baiano e aproveitou para convidar os presentes para o lançamento da Bahia Farm Show 2019, agendada para o período de 28 de maio a 01 de junho, em Luís Eduardo Magalhães. “A Fenagro tem sido para nós um momento para trocar experiências e mostrar o resultado da atividade agrícola da região oeste. Como já se tornou uma tradição, inserimos na programação da Fenagro, na terça-feira (27), o lançamento da Bahia Farm Show 2019, a maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte/Nordeste do Brasil”, disse.

Durante o período da Fenagro 2018 as associações estarão, com um estande demonstrando detalhes e informações sobre a agricultura praticada no oeste do Estado. A equipe técnica presente oferece, a estudantes, pesquisadores e demais visitantes dados e números do agronegócio regional e socializa projetos e pesquisas desenvolvidas para a melhoria e lançamentos de novas variedades de cultivares. O espaço disponibiliza ainda material gráfico e a descontração das mascotes ‘Dão” e “Emílio”, representando as comodities algodão e milho, respectivamente.

“Durante a Fenagro estaremos com uma vasta agenda de reuniões, encontros e audiências junto aos órgãos públicos e empresas. É uma oportunidade de fortalecer parcerias e traçar novas”, disse o presidente da Abapa Júlio Busato que, durante toda a manhã desta segunda-feira (26), participou de uma reunião sobre os resultados do estudo do potencial hídrico no Oeste, realizado pelas duas associações e as universidades Federal de Viçosa (MG) e de Nebraska, nos Estados Unidos.

Bahia Farm Show – O lançamento da 15ª edição da Bahia Farm Show aconteceu na terça-feira (27), às 19h no auditório da Seagri, no Parque de Exposições de Salvador. Na ocasião, também foi lançada a 3ª edição da Cartilha sobre Regularização Ambiental de Propriedades Rurais no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). A publicação é aguardada com entusiasmo por profissionais, pesquisadores e estudantes de cursos agrotécnicos, pois traz esclarecimentos sobre o cumprimento das legislações ambientais vigentes. Os exemplares serão distribuídos gratuitamente no evento.

Araticum Comunicação –26/11/2018

Otimismo na safra gera busca por mais tecnologia em Dia de Campo do Algodão na Bahia

A conjuntura positiva da safra de algodão na Bahia que, pelo segundo ano consecutivo, vai atingir produtividade média acima de 300 arrobas/hectare, vem incentivando os agricultores a manter o uso de tecnologia e manejo adequados no campo. Em meio à colheita da segunda melhor safra de algodão no estado, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia e Embrapa, realizaram no último sábado (7), em Luís Eduardo Magalhães (BA), o tradicional Dia de Campo do Algodão. Cotonicultores, consultores, profissionais e estudantes da área se aprofundaram em temas que visam incrementar a produtividade no campo e buscar maior qualidade da fibra para o mercado consumidor. A Bahia é o segundo maior produtor de algodão do Brasil e prevê uma colheita de 1,2 mil toneladas na safra 2017/2018, sendo 481 mil toneladas em pluma.

Considerado o principal evento técnico de algodão na Bahia, o Dia de Campo apresentou cerca de 20 diferentes variedades de algodão disponíveis no mercado, a exemplo de cultivares transgênicas para as áreas de refúgio; resistentes à pragas e doenças como nematoides, ou aquelas que focam na qualidade da fibra e em características ideais para a indústria têxtil. Ao percorrer as estações montadas no Campo Experimental da Fundação Bahia, o cotonicultor Douglas Di Domenico, aproveitou para saber mais sobre as novidades para a cultura do algodão para investir na próxima safra agrícola. “O Dia de Campo é a oportunidade de atualização das principais cultivares e de técnicas que visam melhores resultados”, afirma, ao prometer voltar no próximo ano.

Da área de comercialização e qualidade da fibra, os participantes conferir as palestras “Como agregar valor na fibra de algodão”, com o coordenador de algodoeiras da SLC Agrícola, Edmilson Santos; e “Comportamento das Cultivares de Algodão do Mercado”, com o pesquisador Dr. Eleusio Curvelo Freire, da Cotton Consultoria Empresas Públicas. Presente ao Dia de Campo com um grupo de nove acadêmicos, a professora do curso de Agronomia da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Mirian Nogueira, pretende renovar o conhecimento técnico sobre a cultura do algodão. “Há um avanço constante em cultivares, manejos e pesquisas que, para quem atua ou atuará no setor agrícola, é preciso acompanhar”, afirma ela, ao elogiar a organização do evento.

Da área de defesa fitossanitária, o Dia de Campo do Algodão também trouxe novidades sobre “O Impacto Econômico da Spodoptera no Algodão com o Dr. Geraldo Papa, da Unesp/SP. Quem passou pelo Dia de Campo, também presenciou a demonstração e informações sobre os usos e benefícios dos drones na agricultura. Para Zirlene Zuttion, presidente da Fundação Bahia, o Dia de Campo do Algodão é o momento em que são reunidas todas as tecnologias ligadas à produção da pluma. “É um dia de intercâmbio e troca de experiências entre os próprios cotonicultores e com as empresas que investem em novas tecnologias e avaliam os resultados destas variedades e formas de manejo para incrementar a produtividade na lavoura”.

 Conjuntura – Na abertura do evento, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Celestino Zanella, citou as ações que vem sendo desenvolvidas pelas entidades agrícolas para garantir a competitividade e rentabilidade do produtor, a exemplo dos programas fitossanitário da soja e do algodão, Operação Safra, e da busca de soluções de logística junto ao Estado. Para o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, “é necessário unir forças para avançar nas questões que estão fora da fazenda, como logística, segurança física e jurídica das fazendas, além das questões fundiária, fitossanitária e ambiental. Todo este cenário deve ser favorável para que os agricultores possam continuar produzindo com técnica e qualidade para obter rentabilidade no campo, o que vem sendo prejudicado por cobranças e burocracia ineficientes”, afirma.

Busato reforçou, durante a abertura do Dia de Campo do Algodão, sobre a boa conjuntura vivenciada pelos cotonicultores baianos, que depois de quatro safras com poucas chuvas e baixa produtividade, voltaram a contar com produção e o preço favoráveis. Aos poucos, será retomada a capacidade instalada de 400 mil hectares de produção no oeste da Bahia, e vamos resgatar a riqueza perdida e os empregos que foram suspensos com a estiagem evidenciando a importância do algodão para a região”, reforçou Busato.  Com a previsão da regularidade do ciclo de chuvas e da cotação do mercado, a próxima safra de algodão já prevê um crescimento de área, saindo dos 263 para 300 mil hectares. A atual safra de algodão da Bahia deve abastecer principalmente a indústria têxtil brasileira, sendo o restante dela, cerca de 40%, destinada para o mercado externo para os países asiáticos.

Assessoria de Imprensa Abapa – 09/07/2018

Primeira ocorrência de Ferrugem Asiática na Bahia na safra 17/18 é encontrada em São Desidério. Saiba o que fazer.

A doença mais perigosa da soja, a Ferrugem Asiática, é causada por um fungo que prejudica e reduz a produtividade desta cultura, gerando perdas consideráveis para o produtor. A doença teve sua origem na Ásia e no Brasil foi encontrada no final da safra de 2000/2001, no estado do Paraná. Hoje, no entanto, a doença se espalhou e atualmente tem incidência em todos os estados produtores do País, causando preocupações generalizadas nos produtores.

Na safra 17/18, no estado da Bahia, a primeira incidência a Ferrugem Asiática foi encontrada no município de São Desidério, oeste baiano, no dia 03 de janeiro, em lavoura comercial. Segundo informações da Dra Monica C. Martins, da Círculo Verde, empresa luiseduardense que identificou e confirmou a presença do fungo, a semeadura ocorreu em novembro, ou seja, dentro do intervalo estabelecido pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), que determina o plantio entre os dias 08 de outubro e 15 de janeiro. As plantas estavam no estádio R3. “Neste momento é importante que os produtores intensifiquem o monitoramento em suas lavouras, porque já foi encontrado o primeiro foco da doença. Isso significa que os esporos já estão no ar, ou seja, há a possibilidade de surgimento de novos focos. É imprenscindível que os produtores, ao fazer o controle químico, utilizem bons fungicidas, aplicados no momento correto, e que utilizem protetores nessas aplicações. Até porque o clima está bem favorável para a doença, com chuvas frequentes e mormaço. Não é momento de desespero, mas de atenção para as lavouras, afim de evitar a propagação da doença”, explica a Dra. Monica.

Segundo ela, a previsão climática que alegra os produtores, também é motivo para redobrar a atenção no monitoramento das lavouras. “Para esta safra, há a perspectiva de as doenças serem mais intensas, em função da previsão de chuvas para a região, pois a intensidade e regularidade das chuvas previstas, caso se confirmem, formam um ambiente propício para o desenvolvimento da soja, mas também da Ferrugem Asiática”, confirma.

Em nota divulgada pela Aiba, o coordenador do Programa Fitossanitário de Combate à Ferrugem Asiática da Soja na Bahia, Armando Sá, sinaliza que a ocorrência de chuva regular na região, com temperaturas mais frias à noite e com formação frequente de orvalho, beneficiaram o desenvolvimento da soja, mas também formaram condições favoráveis para o aparecimento da doença. “Mesmo o foco tendo sido encontrado tardiamente, comparado com outros estados, a previsão é que a chuva continue no Oeste da Bahia de forma continua até o fim de janeiro, por isto, os demais agricultores devem estar alerta e intensificar o monitoramento nas áreas plantadas. Nossa equipe de técnicos já se encontra na região de São Desidério para auxiliar e informar os produtores”, ressaltou.

As lesões causadas nas folhas da planta pela doença podem variar de acordo com o cultivar. Caso seja um cultivar suscetível, as lesões predominantes são castanhas claras; já em cultivares resistentes, as lesões predominantes são castanho avermelhadas. No início dos sintomas, a Ferrugem pode ser facilmente confundida com outras doenças em um monitoramento mais superficial, o que prejudica a sua identificação nos primeiros dias.

Segundo o mapa do Consórcio Antiferrugem da Embrapa, já foram identificadas 77 ocorrências na safra 17/18 em todo o Brasil. O estado com mais focos é o Paraná, onde foram observadas 46 ocorrências. Nosso vizinho Tocantins ainda não relatou nenhum foco da doença. A união dos produtores e monitoramento constante e intenso das plantações é que fazem a diferença no combate desta doença, que pode resultar em uma perda de produtividade de até 90% em casos mais graves.

 

* Como estratégia de transferência de tecnologia para a ferrugem asiática da soja, foi criado em 2004 o Consórcio Antiferrugem. Paralelamente à criação do Consórcio foi formada uma rede de ensaios cooperativos para testes de fungicidas entre pesquisadores de todo o Brasil, responsável por gerar conhecimento para subsidiar as ações de pesquisa, de técnicos e de produtores no campo. Atualmente a rede de ensaios cooperativos também compõe o Consórcio Antiferrugem. Acesse o site e saiba mais. 

https://www.embrapa.br/soja/ferrugem/consorcioantiferrugem

 

Agricultores da Coaceral promovem `Tratoraço´ contra cobrança abusiva do Funrural

Os agricultores da região produtiva da Coaceral, em Formosa do Rio Preto (BA), se mobilizaram na manhã desta terça-feira (15) contra os abusivos impostos cobrados pelo Governo Federal. Eles realizaram um ‘Tratoraço’ e interromperam parcialmente o tráfego da BA-225, um dos importantes pontos de escoamento para a Coaceral, um dos principais polos agrícolas da Bahia. No pleito da reivindicação, está principalmente a aprovação do PRS 13/2017, tramitando na CCJ do Senado, que encerraria uma batalha judicial contra a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), cuja alíquota é de 2,1% da receita bruta do empreendimento agrícola.

Agricultor há 16 anos na Coaceral, Carlo Reginatto, acredita que a aprovação de mais este imposto pode inviabilizar a produção agrícola brasileira. “Trabalhamos em um negócio de risco, que depende de fatores climáticos. Trazer mais este imposto pode impactar ainda mais o setor, principalmente depois do aumento do diesel que já sobrecarrega a contratação de frete para trazer insumos ou escoar a produção”. Gerente da Fazenda Concórdia, Emerson Felippin, vê no dia-a-dia o quanto este imposto pode prejudicar os agricultores. “Eles terão que reverter o imposto para o governo ao invés de investir na produção agrícola por meio da contratação de pessoas ou compra de máquinas e implementos agrícolas, movimentando a economia”, afirma.

Instituição que representa os agricultores da Coaceral, a Associação dos Produtores da Chapada das Mangabeiras (Aprochama), também se posiciona contrária à cobrança do Funrural. Ao apoiar na organização da mobilização, um dos diretores da associação, Adilson Sujuki, diz que os agricultores precisam se manter mobilizados para sensibilizar os parlamentares. “Em meio à crise, fomos um dos setores que mais impulsionaram a economia com emprego e renda, sendo injusto o Governo Federal recompensar nossos esforços com mais imposto para pagar”, revolta-se.

Além da mobilização na região da Coaceral, a Aprochama integrou o Tratoraço realizado na BR-020,  em frente ao Complexo Bahia Farm Show em Luís Eduardo Magalhães (BA), organizado em conjunto pelos agricultores ligados à Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e o Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo. “Continuamos unidos e mobilizados ao que está acontecendo em Brasília. Queremos pressionar os parlamentares a corrigir a injusta cobrança do Funrural sobre o faturamento bruto, seja pela aprovação de emendas na Medida Provisória 793, seja pela PRS 13/2017, do Senado Federal. Tirar recursos dos produtores em forma de imposto não irá ajudar o país a sair da crise”, explica o presidente da Aprochama, Edson Fernando Zago.

Araticum Comunicação

Abertura da Bahia Farm Show 2017 garante espaço para o social com novas adesões ao Fundesis

Cada vez mais sustentável e social, o agronegócio do oeste da Bahia tem mostrado a sua atuação fora do campo, melhorando a vida de pessoas carentes da região, por meio do Fundo para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Bahia – Fundesis. A 13ª edição da Bahia Farm Show foi palco, logo na sua abertura, nesta terça-feira (30), de novas adesões de agricultores ao Fundo, que financia projetos sociais.

Resultado de uma parceria, iniciada em 2006, entre a Associação de Agricultores e Irrigantes – Aiba e o BNB. Os recursos são obtidos por meio de negociações de custeio dos produtores associados à Aiba junto ao BNB de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Correntina.

“Em 11 anos da atuação já foram lançados seis editais, com investimentos de mais de R$ 3,5 milhões em 81 projetos sociais, de 51 instituições de 13 municípios”, disse o superintendente estadual do banco, Antônio Jorge Guimarães. Ele acrescentou que as execuções dos projetos geram empregos temporários e fixos, além do desenvolvimento da economia como um todo.

Para o presidente da Aiba, Celestino Zanella, o sucesso do Fundesis é uma ‘canalização de esforços’. “Esta é a nossa contribuição com o social, cada projeto realizado é uma demonstração do comprometimento do produtor que doa uma parcela dos financiamentos de custeio de suas lavouras para o programa, e por outro lado, está o banco, oferecendo condições mais vantajosas aos produtores”, disse.

Os recursos são destinados a creches, abrigos, orfanatos, pré-escolas centros culturais e esportivos, podendo ser empregados na construção de sedes próprias, reformas, aquisições de mobiliários, equipamentos e outros avanços. Cada instituição pode receber até 50 mil por projetos, com contrapartida de até 25% em serviços e bens. O edital lançado em março de 2017, contemplando R$ 600 mil, recebeu 45 projetos oriundos de instituições de vários municípios da região, e os mesmos serão analisados para aprovação até 15 de junho.

Presente na cerimônia de assinatura, o vice-governador João Leão conclamou os demais agentes financeiros para também apoiarem o projeto, a exemplo do BNB. “Faço aqui uma convocação para bancos como a Caixa Econômica, Banco do Brasil e outros para aderir a este projeto que garante a melhoria da qualidade de vida de a tantas pessoas do nosso oeste baiano”, finalizou. Assinaram termo de adesão os agricultores Valter Gatto e Marcelo Koppes.

SERVIÇO:

Bahia Farm Show 2017

Data: 30 de maio a 03 de junho de 2016

Local: Complexo Bahia Farm Show: BA 020/242, km 535 – Luís Eduardo Magalhães – Bahia

www.bahiafarmshow.com.br

ASCOM/ARATICUM

Lançamento oficial Bahia Farm Show 2017: depois da chuva, a Feira do Bilhão está mais forte do que nunca

Faltando pouco mais de um mês para início da 13ª edição da Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte e Nordeste, aconteceu ontem (27) o lançamento oficial da feira com a presença de autoridades, representantes do agronegócio, produtores e imprensa no Buffet Olavo Nascimento. Integraram a mesa diretiva do evento Celestino Zanella, presidente da Aiba; Júlio Cézar Busato, presidente da Abapa; Fabio Martins, presidente da Assomiba; Oziel Oliveira, prefeito de Luís Eduardo Magalhães; Luiz Pradella, vice-presidente da Aiba; Zirlete Zuttion, vice-presidente da Fundação Bahia; Rose Cerrato, coordenadora geral da feira; Guilherme Bonfim, representando a Seagri; e o deputador Angelo Coronel, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia.

A “Feira do Bilhão”, que orgulhosamente consegue movimentar mais de um bilhão em seus cinco dias de duração, inclusive em um ano de crise econômica, política e hídrica (no oeste baiano), como foi em 2016, quando a feira foi perfeitamente conduzida pelo então presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato e sua equipe. “Ano passado percebi que não adianta olhar para trás. Temos que lutar e reinventar. E assim a feira aconteceu. Contamos com a participação de todos, mas quem deu show foram os agricultores, que mostraram que acreditam na região, na tecnologia e no seu trabalho”, falou o atual presidente da Abapa.

Novamente esse ano a feira vai reunir mais de 200 expositores de maquinários, software, veículos, sementes, defensivos e insumos agrícolas; milhares de produtores rurais, profissionais e estudantes do setor, além de famílias e visitantes em uma área total de 144.000m². Entre as principais novidades deste ano está a participação estrangeira dos EUA, Alemanha, Índia e Gana, tanto expositores como comitivas. A feira também terá mais de 20 palestras e workshops com temas variados e um fórum sobre o potencial hídrico do oeste da Bahia. “Todo ano temos uma praga nova, uma dificuldade diferente. E com isso aprendemos, evoluímos. As dificuldades nos ensinam a ter mais parcimônia nos gastos, a melhorar nossas tecnologias e buscar mais conhecimento. Por isso, estamos a cada ano melhores”, afirmou Zanella.

Em sua fala, o prefeito Oziel Oliveira relembrou o início da feira, quando ainda era um projeto que começou pequeno e hoje se tornou a 3ª maior feira agrícola do país. “Nós queríamos construir um sonho, de ver Luís Eduardo Magalhães e a região oeste escritas na história do agronegócio brasileiro e internacional. E hoje isso é a nossa realidade, depois de muito acreditar e trabalhar”.  É preciso lembrar que, mesmo que hoje seja a Feira do Bilhão, a Bahia Farm Show começou, existe e cresce por causa dos produtores. Seja o presidente da associação, seja aquele que compra uma nova plantadeira ou seja o agricultor que comercializa produtos orgânicos na feira livre: são todos produtores. Essa é uma feira feita por e para os produtores rurais. E, como bem disse o prefeito, “produtor rural não tem tamanho, tem escala. O pequeno, médio e grande, são todos produtores, que produzem em diferentes escalas”.

A Bahia Farm Show é um sonho que nasce de madrugada, de sol a sol, e ganha ainda mais força por ser construída por tantas mãos. Essa união, aliada aos bons números da safra 16/17, tornam a expectativa para este ano ainda melhores. Segundo Celestino Zanella, a previsão é “atingir mais de 56 sacas de produtividade na soja e, embora seja uma área menor que em outras safras, a previsão da safra de algodão é de ter a melhor produtividade dos últimos anos”. Essa animação pode ser percebida com o retorno de 10% de expositores anteriores para esta edição e a vinda de 15% de expositores que vão participar da feira pela primeira vez. Com isso, a organização divulgou que 100% do pavilhão coberto e 96% dos espaços abertos já foram comercializados.

A Bahia Farm Show acontece entre os dias 30 de maio e 03 de junho em Luís Eduardo Magalhães e é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda. (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

Serviço
Bahia Farm Show 2017
Data: 30 de maio a 03 de junho de 2017
Horário de funcionamento: 9h às 19h
Local: Complexo Bahia Farm Show
Endereço: BA 020/242, km 535 – Luís Eduardo Magalhães – Bahia
www.bahiafarmshow.com.br

 

Fotos: ASCOM Bahia Farm Show

Começou a 12ª Bahia Farm Show, maior feira de agropecuária do Norte/Nordeste

Começou hoje, terça-feira (24), a 12ª edição da Bahia Farm Show, maior feira de agropecuária do Norte/Nordeste e uma das maiores do País.

O evento vai até sábado, 28 de maio, com horário de funcionamento das 9h às 19h. A programação é voltada para segmentos da agropecuária empresarial e familiar, com ênfase na produção de grãos, fibras, frutas e pecuária, em regimes de irrigação e de sequeiro.

Este ano estão presentes cerca de 200 expositores de todo país e representantes de mais de 600 marcas de diversos segmentos, como aviação, maquinário, irrigação e armazenagem. A expectativa dos organizadores é atingir o mesmo volume de negócios do ano passando, quando a feira movimentou R$ 1,033 bilhão. Segundo o presidente da feira, Julio Busato, os resultados irão depender da disponibilidade de crédito. São esperados cerca de 70 mil visitantes nos 05 dias de evento.

A programação deste ano terá 21 palestras, debates e workshops ao longo da feira, incluindo o Fórum do Canal Rural com o tema MATOPIBA: Potencialidades e Desafios, que acontece hoje, entre 14h e 16h. Toda a programação pode ser conferida no site oficial do evento.

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Assim como nas duas últimas edições, parte do valor arrecadado com a venda dos ingressos, que custam R$ 10 e podem ser adquiridos na bilheteria do evento, das 9h às 18h50, será doado ao Hospital do Oeste (HO). O intuito é ajudar na estruturação da unidade hospitalar.

Fanpage Bahia Farm Show: https://www.facebook.com/BahiaFarmShow