Abertas inscrições para 1ª edição da Cotton Bike em Barreiras

Ranqueado pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e com total de premiações em R$ 10 mil, as inscrições estão abertas para as disputas na modalidade do Mountain Bike XCO. A competição, organizada pela Abapa, será realizada no dia 2 de setembro.

Estão abertas as inscrições para a Cotton Bike, que será realizada no dia 2 de setembro, no Haras Recreio, em Barreiras, pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Os interessados devem se inscrever diretamente no site www.abapa.com.br/cottonbike para disputar uma das onze categorias oficiais (veja lista abaixo) ranqueadas pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) na categoria Mountain Bike/Cross Country Olímpico (MTB/XCO). A competição vai distribuir R$ 10 mil em premiações. Destaque para as categorias Elite Masculino e Feminino, cujos atletas poderão concorrer até R$ 1.000,00 em dinheiro.

Esta é a primeira competição oficial de Mountain Bike XCO do oeste da Bahia a contar pontos no ranking nacional. Para o coordenador técnico do evento, o ciclista Fausto Oliveira, outro principal atrativo será a dificuldade da pista, com extensão de 4,2 km, já bastante utilizada para treinos e torneios de XCO. “Com o apoio da Abapa, a ideia é fazer um evento tecnicamente forte atraindo atletas profissionais e amadores da Bahia e dos estados vizinhos com uma estrutura que vai atrair também quem tem interesse em conhecer melhor a modalidade, independente da idade ou do tempo que pratica o esporte”, afirma. Para este público, foram disponibilizadas as categorias não oficiais, como iniciantes, veteranos e um circuito próprio para crianças na categoria kids Race.

Uma das modalidades competitivas do Mountain Bike, o Cross Country Olímpico (XCO), se caracteriza pelo trajeto fechado, que pode chegar até 9 km, alternando trechos com terrenos acidentados e topografias com muitas subidas e descidas. Por conta da dificuldade técnica, Fausto Oliveira explica que as corridas são subdivididas em várias categorias, e que depende principalmente da idade e do nível técnico de cada ciclista, que também precisam estar atentos para a bicicleta e os equipamentos para competirem neste tipo de pista. “Na Cotton Bike, teremos as categorias para atletas profissionais, mas também para amadores e para quem está se arriscando agora na modalidade. Para quem não conhece, o evento será uma ótima oportunidade para prestigiar o XCO e quem sabe começar a praticar o esporte”, afirma.

Com entrada gratuita, a Cotton Bike promete oferecer aos visitantes ao longo do evento entretenimento, gastronomia e atividades esportivas para o público em geral, levando também a campanha Sou de Algodão, de valorização do uso da fibra na moda e do vestuário do dia-a-dia. O evento vai oferecer uma infraestrutura com praça de alimentação, lava-bike, playground, posto médico, área de entretenimento, estandes comerciais e estacionamento. Além disso, vai disponibilizar equipe de segurança e apoio médico com profissionais no circuito com ambulância.

Realizada pela Abapa, a 1ª edição da Cotton Bike conta com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e Fundeagro. As inscrições continuam até o dia 27 de agosto e o valor do investimento é de R$ 90,00. Para inscrições e acessar o regulamento em www.abapa.com.br/cottonbike. Outras informações nas redes sociais em: www.facebook.com/cottonbike.abapawww.instagram.com/cottonbike.abapa.

Evento: 1ª Cotton Bike
Data: 02 de setembro de 2018
Local: Haras Recreio/Haras do Dely, Saída para São Desidério, à direita depois do Condomínio Vento Leste.
Inscrições e informações em: www.abapa.com.br/cottonbike.abapa

Assessoria de Imprensa Abapa – 31/07/2018

Otimismo na safra gera busca por mais tecnologia em Dia de Campo do Algodão na Bahia

A conjuntura positiva da safra de algodão na Bahia que, pelo segundo ano consecutivo, vai atingir produtividade média acima de 300 arrobas/hectare, vem incentivando os agricultores a manter o uso de tecnologia e manejo adequados no campo. Em meio à colheita da segunda melhor safra de algodão no estado, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia e Embrapa, realizaram no último sábado (7), em Luís Eduardo Magalhães (BA), o tradicional Dia de Campo do Algodão. Cotonicultores, consultores, profissionais e estudantes da área se aprofundaram em temas que visam incrementar a produtividade no campo e buscar maior qualidade da fibra para o mercado consumidor. A Bahia é o segundo maior produtor de algodão do Brasil e prevê uma colheita de 1,2 mil toneladas na safra 2017/2018, sendo 481 mil toneladas em pluma.

Considerado o principal evento técnico de algodão na Bahia, o Dia de Campo apresentou cerca de 20 diferentes variedades de algodão disponíveis no mercado, a exemplo de cultivares transgênicas para as áreas de refúgio; resistentes à pragas e doenças como nematoides, ou aquelas que focam na qualidade da fibra e em características ideais para a indústria têxtil. Ao percorrer as estações montadas no Campo Experimental da Fundação Bahia, o cotonicultor Douglas Di Domenico, aproveitou para saber mais sobre as novidades para a cultura do algodão para investir na próxima safra agrícola. “O Dia de Campo é a oportunidade de atualização das principais cultivares e de técnicas que visam melhores resultados”, afirma, ao prometer voltar no próximo ano.

Da área de comercialização e qualidade da fibra, os participantes conferir as palestras “Como agregar valor na fibra de algodão”, com o coordenador de algodoeiras da SLC Agrícola, Edmilson Santos; e “Comportamento das Cultivares de Algodão do Mercado”, com o pesquisador Dr. Eleusio Curvelo Freire, da Cotton Consultoria Empresas Públicas. Presente ao Dia de Campo com um grupo de nove acadêmicos, a professora do curso de Agronomia da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Mirian Nogueira, pretende renovar o conhecimento técnico sobre a cultura do algodão. “Há um avanço constante em cultivares, manejos e pesquisas que, para quem atua ou atuará no setor agrícola, é preciso acompanhar”, afirma ela, ao elogiar a organização do evento.

Da área de defesa fitossanitária, o Dia de Campo do Algodão também trouxe novidades sobre “O Impacto Econômico da Spodoptera no Algodão com o Dr. Geraldo Papa, da Unesp/SP. Quem passou pelo Dia de Campo, também presenciou a demonstração e informações sobre os usos e benefícios dos drones na agricultura. Para Zirlene Zuttion, presidente da Fundação Bahia, o Dia de Campo do Algodão é o momento em que são reunidas todas as tecnologias ligadas à produção da pluma. “É um dia de intercâmbio e troca de experiências entre os próprios cotonicultores e com as empresas que investem em novas tecnologias e avaliam os resultados destas variedades e formas de manejo para incrementar a produtividade na lavoura”.

 Conjuntura – Na abertura do evento, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Celestino Zanella, citou as ações que vem sendo desenvolvidas pelas entidades agrícolas para garantir a competitividade e rentabilidade do produtor, a exemplo dos programas fitossanitário da soja e do algodão, Operação Safra, e da busca de soluções de logística junto ao Estado. Para o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, “é necessário unir forças para avançar nas questões que estão fora da fazenda, como logística, segurança física e jurídica das fazendas, além das questões fundiária, fitossanitária e ambiental. Todo este cenário deve ser favorável para que os agricultores possam continuar produzindo com técnica e qualidade para obter rentabilidade no campo, o que vem sendo prejudicado por cobranças e burocracia ineficientes”, afirma.

Busato reforçou, durante a abertura do Dia de Campo do Algodão, sobre a boa conjuntura vivenciada pelos cotonicultores baianos, que depois de quatro safras com poucas chuvas e baixa produtividade, voltaram a contar com produção e o preço favoráveis. Aos poucos, será retomada a capacidade instalada de 400 mil hectares de produção no oeste da Bahia, e vamos resgatar a riqueza perdida e os empregos que foram suspensos com a estiagem evidenciando a importância do algodão para a região”, reforçou Busato.  Com a previsão da regularidade do ciclo de chuvas e da cotação do mercado, a próxima safra de algodão já prevê um crescimento de área, saindo dos 263 para 300 mil hectares. A atual safra de algodão da Bahia deve abastecer principalmente a indústria têxtil brasileira, sendo o restante dela, cerca de 40%, destinada para o mercado externo para os países asiáticos.

Assessoria de Imprensa Abapa – 09/07/2018

Abapa divulga 2ª edição da Corrida do Algodão em Luís Eduardo Magalhães

Evento será realizado no dia 29 de setembro

Além de apoiar a realização da 1ª Meia Maratona 21km Runners, realizada neste domingo (17) pela manhã, em Luís Eduardo Magalhães, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) também esteve presente para divulgar entre as atletas a 2ª edição da Corrida do Algodão, que será realizada no dia 29 de setembro.  Ao representar a diretoria executiva da Abapa na Meia Maratona, a cotonicultora Alessandra Zanotto, acredita na importância do incentivo à atividade esportiva como forma de promover a interação entre as pessoas. “Assim como a Maratona Runners, com a Corrida do Algodão, temos mais do que esporte, mas um espaço de lazer e interação”, afirma.

Com sucesso de público e inscritos, a Corrida do Algodão  distribuiu R$ 5 mil em prêmios e troféus para os vencedores e um total de 750 atletas competiram nas categorias de 5km, 10km, Kids e cadeirante. Os participantes e moradores da cidade se surpreenderam com uma grande estrutura montada na Praça Jardim Paraíso, em Luís Eduardo Magalhães, ao reunir atividade física, esporte, música, e produção agrícola em só local. “No caso da Corrida do Algodão também conseguimos destacar para quem mora na cidade a força de quem produz no campo e incentivar o uso de roupas e produtos de algodão”, explicou, ao citar o movimento “Sou de Algodão”.

Assessoria de Imprensa Abapa

Nós da Immagine estivemos presentes na 1ª Meia Maratona Runners LEM, onde gravamos o vídeo que conta todos os detalhes do evento e também mostra a experiência de algumas pessoas muito queridas em nosso dia a dia. Confira a seguir a emoção e a felicidade de estar presente em evento deste porte: 

Produtores do Oeste baiano vão recuperar nascentes de rios

Produtores do Oeste baiano se uniram para recuperar as nascentes dos rios existentes na região. O primeiro município beneficiado é São Desidério, que vai receber recursos da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) para recuperação de nascentes em 11 comunidades.

“O Oeste Baiano é uma prova de que é possível produzir em grande escala, atendendo a legislação ambiental e investindo na recuperação e preservação das nossas riquezas naturais”, ressaltou o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, ao assinar, juntamente com o presidente da Aiba, Celestino Zanella, o acordo de cooperação técnica com o prefeito José Carlos de Carvalho.

Pela parceria firmada, os produtores rurais garantem o aporte financeiro. Em contrapartida, a Prefeitura se responsabiliza pelo projeto e a mão de obra. Ainda este ano, além de São Desidério, os produtores do Oeste vão investir na recuperação das nascentes de rios em Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Correntina. Mas, segundo o presidente da Aiba, não está descartada a inclusão de outros municípios:

“Já trabalhamos em parceria com prefeituras da nossa região recuperando e pavimentando estradas, num trabalho que tem beneficiado, sobretudo, as comunidades rurais. Vamos utilizar essa mesma estrutura para recuperar as nascentes dos nossos rios”.

Em São Desidério, a parceria dos produtores com a prefeitura prevê a recuperação de nascentes em áreas de preservação permanente (APP’s), que somam mais de 80 hectares, localizadas nas comunidades de Alegre da Pontezinha, Cabeceira do Salto, Alegre, Conceição de Baixo, Marias, Boqueirão do Palmeiral, Estiva, Canabravão, João Rodrigues, Baixa Bonita e Pindaíba.

 

(Ascom Aiba/Abapa/Sindicato Produtores Rurais de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães)

Abapa mantém incentivo ao esporte com entrega de materiais esportivos para instituições sociais de Luís Eduardo Magalhães

Instituição organizadora da Corrida do Algodão, realizada no final de setembro, em Luís Eduardo Magalhães, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) entregou nesta quinta-feira (21) materiais esportivos para três instituições sociais de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. A Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Amigos da Bola Laranja (ABL) e o Centro de Tratamento e Recuperação de Dependentes Químicos (Cativar) receberam kits como bolas de futebol, vôlei e basquete, redes de futebol, jogos de camisa de futebol, dentre outros.

 

Ao receber os materiais, o atual diretor presidente da Apae Lem, Ronei Jesus Pereira, acredita que a doação contribui diretamente com as práticas esportivas proporcionando mais qualidade de vida para os portadores de necessidades especiais da instituição. “Temos atualmente cerca de 180 participantes, dentre crianças e adultos, e uma lista de espera para atender ainda mais pessoas. As atividades físicas são essenciais para o desenvolvimento dos integrantes do projeto, e agradecemos mais este apoio da sociedade local e dos agricultores, por meio da Abapa”, afirma.

Para o presidente da ABL, Marcelo Grade, e o vice-presidente, Osvaldo Sesteiro, a doação das bolas de basquete vão possibilitar que mais crianças se integrem ao projeto. “Iniciamos em 2015, com a parceria do Lions Clube no projeto Cidadania Feliz, com o foco no incentivo à prática do basquete em nossa cidade, e hoje já contamos com 60 crianças e jovens com a faixa etária de 6 a 17 anos”, explica. Mais conhecido como Carlinhos, o professor de educação física, Manoel Carlos de Sousa, ficou agradecido com as doações para o projeto Cativar, que apóia os dependentes químicos em tratamento. “A partir de agora, teremos bola, rede para o gol, e um jogo de camisas para mantê-los focados na recuperação”, afirma ele, que a partir do próximo ano, vai desenvolver também em um projeto de boxe para cerca de 200 crianças e adolescentes em vulnerabilidade social.

A organizadora da Corrida do Algodão e diretora da Abapa, Alessandra Zanotto, explica que os materiais foram comprados com recurso excedente captado durante a organização da Corrida do Algodão. “Diante do sucesso da competição, decidimos continuar investindo no estímulo ao esporte por meio da doação destes materiais esportivos que vão fazer a diferença no dia-a-dia de quem participa das práticas esportivas nestas instituições”, afirma ela, que acredita na promoção de mais uma edição da Corrida do Algodão. “Queremos inserir o evento dentro do calendário da cidade, sendo uma forma de reforçar a importância do agronegócio para o desenvolvimento econômico e social de toda a região, incentivando também o uso do algodão dentre os praticantes das atividades físicas”, destaca.

Corrida do Algodão – Com sucesso de público e inscritos, a Corrida do Algodão  distribuiu R$ 5 mil em prêmios e troféus para os vencedores. Quem passou pelo local, se surpreendeu com uma grande estrutura que reuniu atividade física, esporte, música, e produção agrícola em só local.  A população acompanhou com entusiasmo a competição que levou cerca de 750 atletas profissionais e amadores a tomarem as ruas da cidade e se desafiarem nos trajetos de 5km e 10km. De maneira democrática e inclusiva, a Corrida do Algodão também abriu espaço para os cadeirantes e crianças. A Corrida do Algodão foi uma realização da Abapa e contou com a parceria e patrocínios da Agrosul/John Deere, Bayer, CCAB, Sudotex, Sindicato Rural dos Produtores Rurais de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, UBahia, Unicot, FMC, Sesi/Fieb Fundeagro, Grupo Horita, Morinaga Sementes, ZanottoCotton, Bradesco, Espaço Amanda Amorim, Espaço Core e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

Realizado carregamento teste de algodão produzido do Oeste baiano via Porto de Salvador

A proposta de exportar o algodão produzido do oeste da Bahia pelos portos do Norte e Nordeste do Brasil começou a sair do papel com uma carga piloto do produto, enviada para exportação, via Porto de Salvador (BA). O carregamento teste teve por objetivo mensurar os custos e benefícios desta prática, a fim de diminuir a pressão sobre o Porto de Santos, destino final de praticamente toda a produção brasileira que, em períodos de pico de safra fica sobrecarregado. Como consequência, os atrasos no embarque oriundos da falta de contêineres e caminhões para transportes da carga, são frequentes.

Via terrestre, a carga saiu de uma fazenda da região com uma carga de 200 toneladas de algodão, até o desembarque em armazém, seguindo para o terminal marítimo e, finalmente embarcada, rumo à Turquia, no Oriente Médio. Este piloto foi realizado no último mês, no dia 21 de novembro, porém, a logística e organização da operação teve início ainda no ano passado, com uma série de encontros entre representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da XinguAgri, da Louis Dreyfus Company, uma líder na comercialização e no processamento de produtos agrícolas; do armador (MSC) e do Grupo Wilson Sons, operador do Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon).

“Este teste não só valida como garante que há infraestrutura necessária para que Salvador seja a porta de saída do algodão de imediato. Com retroarea adequada e a capacidade de atendimento do porto, conseguimos, de forma integrada, dar competitividade as exportações para Europa e Oriente Médio. Para a próxima safra, associar a esta infraestrutura um serviço direto a Ásia, tornaria o porto de Salvador a melhor opção para exportação de algodão do MATOPIBA”, diz o gestor comercial do Tecon, Guilherme Dutra, que acompanhou toda a operação.

Para Brenno Queiroz, da Louis Dreyfus Company, que também acompanhou o embarque, essa possibilidade de exportação pode se tornar uma realidade para exportar o algodão do oeste da Bahia de forma mais eficiente. “O teste piloto foi bem-sucedido e a comunicação fluiu bem entre todos os envolvidos. Para os próximos testes, a ideia é aumentar a capacidade de embarque para entender o que deve ser melhorado, como, por exemplo, quantidade de contêineres e de carretas, mas, também, o que pode ser melhorado em relação aos custos do frete marítimo, comparado ao que já é operado atualmente em Santos”, afirma.

Armador responsável pela operação de logística de transporte carga, Michel Generozo, da MSC Mediterranean Shipping do Brasil, diz não ter dúvidas que em breve grande parte da safra agrícola do oeste da Bahia será exportada via Porto de Salvador. “Estamos estudando a logística do algodão baiano há algum tempo visando entender como poderíamos contribuir com nossos serviços. Levantamos todas as necessidades e dificuldades e montamos um projeto que engloba o transporte terrestre, a estufagem, além do transporte marítimo”, explica Generozo, ao garantir a viabilidade do projeto.

 A ideia de criar novas rotas, com frequência regular, nos portos das regiões Norte e Nordeste do país, e relocar para estes a produção do Matopiba, acrônimo referente às áreas agrícolas de cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, e Bahia, sendo esta última o segundo maior produtor do Brasil, vem sendo estudada já há um bom tempo pelos produtores de algodão, por meio da Abapa.

“Hoje, de 1,6 milhão de tonelada de pluma que o Brasil produz, cerca de 800 mil toneladas abastecem o mercado interno e o restante é exportado, principalmente, para a região sudeste da Ásia. Não há expectativa de um aumento considerável do consumo no mercado interno. Então, para o setor algodoeiro nacional crescer, é imperativo exportar. Mas o comprador quer ter segurança de que terá o algodão na hora e no lugar certos”, explica o presidente da Abapa, o agricultor Júlio Busato. Atualmente, 90% do algodão brasileiro saem pelo Porto de Santos. De acordo com o levantamento de intenção de plantio da Associação Brasileira de Algodão (Abrapa) para 2017/2018, o Matopiba deve produzir em torno de 575 mil toneladas de pluma. Deste total, cerca de 60% deverá ser destinado para o mercado externo.

Abapa e Aiba debatem com Embrapa e Climatempo formatação de base de dados meteorológicos unificada para o oeste da Bahia

Diante da importância do regime de chuvas para a agricultura, os técnicos da Embrapa Monitoramento de Satélite e do Climatempo estiveram nesta quarta-feira (13) reunidos com as equipes de entidades ligadas aos agricultores para trocar experiências sobre a base de dados meteorológicos para na previsão do tempo no oeste da Bahia. Os profissionais da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) relataram o gargalo na sistematização e armazenamento das estações meteorológicas na região.

Durante o encontro, os técnicos demonstraram a importância de ter acesso a uma base sólida e confiável do regime de chuvas que pode nortear a rotina dos agricultores e as ações das instituições ligadas ao setor, por exemplo, no uso de recursos materiais e humanos nas fases de plantio, aplicação de defensivos e na colheita, além de subsidiar estudos e zoneamentos regionais.

Na avaliação dos técnicos da Embrapa Monitoramento por Satélite, Paulo Barroso e Janice Leivas, esta foi a primeira reunião de diagnóstico para entender qual a estrutura e base de dados de meteorologia na região. “Já existe um trabalho na obtenção de dados, o que talvez seja necessário é a unificação e tratamento em uma base de dados compartilhada gerando informações que sejam relevantes para os agricultores”, afirmam.

 Já os técnicos do Climatempo, João Rodrigo de Castro e Patrícia Madeira, acreditam em uma futura parceria que possa levar maior confiabilidade dos dados disponibilizados. “O regime de chuvas interfere diretamente na rotina produtiva e ter uma base sólida e consolidada na obtenção, arquivamento e tratamento das informações podem ser bastante interessantes aos agricultores, de maneira individual, e para as entidades, de forma macro, podem estabelecer e influenciar políticas específicas para o setor agrícola”, afirma.

O analista ambiental da Aiba, Enéas Porto, acredita que um trabalho articulado para a obtenção de uma rede de informações nas estações meteorológicas públicas e privadas poderia apoiar o desenvolvimento de trabalhos técnicos para o entendimento do comportamento hidroclimático e apoiar os produtores na tomada de decisões no campo. “No oeste da Bahia, existem 39 estações pluviométricas e 32 fluviométricas públicas em funcionamento. Mesmo com registros desde 1911, ainda existem lacunas nestes dados. Existe uma quantidade expressiva de estações meteorológicas nas fazendas, mas não há compartilhamento e integração destes dados”, afirma.

Além das estações, os técnicos do programa fitossanitário do algodão, realizado pela Abapa, disponibilizam em relatórios os dados do regime de chuvas dos núcleos regionais espalhados pelo oeste e sudoeste baiano e o comparativo com a última safra. “É uma base de registro do regime de chuva, que poderia contribuir para a formatação de um banco de dados com o cruzamento de informações com as estações existentes.  Ter uma base eficiente e constantemente atualizada seria muito útil para o gerenciamento nas fazendas”, explica o coordenador do programa fitossanitário do algodão, Antônio Carlos Araújo.

Também participaram da reunião, o diretor-executivo da Abapa, Lidervan Mota, Luiz Stahlke, assessor de agronegócios da Aiba, Ronei de Jesus Pereira, do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, Sunny Aaron, do Sindicato Rural de Barreiras, e Júlio Cézar Bogiani, da Embrapa.

Produtores de algodão agradecem senadores baianos pela aprovação do Funrural

Diante do imbróglio jurídico criado sobre a cobrança do Funrural, os produtores de algodão baiano ficaram aliviados com a aprovação do Projeto de Lei Constitucional 165/2017, no Senado Federal, na última quinta-feira (14), e que deverá ser sancionado pelo presidente Michel Temer. A proposta, que passou por um amplo debate na Câmara dos Deputados, reduz a alíquota de 2,3% para 1,2%, e muda o prazo de adesão ao Funrural, também chamado de Programa de Regularização Tributária Fiscal, para 28 de fevereiro de 2018.

 

O presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Cézar Busato, agradece aos senadores baianos Otto Alencar, Roberto Muniz e Lídice da Matta, que votaram favoravelmente ao projeto. “Em uma demonstração de grandeza e de responsabilidade com os agricultores baianos, foram deixados de lado os interesses partidários e se uniram em prol do desenvolvimento econômico e dos agricultores que transformam o trabalho no campo em emprego e renda nas cidades”, agradece Busato, que também ocupa a vice-presidência da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Débitos da agricultura familiar também foram incluídos no PL, além das negociações referentes aos microempreendedores individuais (MEIs) e Simples Nacional do meio rural. Os benefícios garantidos anteriormente pela Medida Provisória 793/2017, que vencida no final de novembro, foram mantidos, como a redução para 2,5% da alíquota de entrada, à vista, a ser paga sobre o valor total das dívidas e 100% de desconto das multas e encargos sobre as dívidas acumuladas com o Funrural até agosto de 2017. Permanece também a opção de recolhimento sobre a folha (INSS) ou sobre a produção, a partir de 2019, para pessoas jurídicas, e a partir de 2018, para pessoas físicas.

A sanção presidencial, aguardada pelos agricultores, deve encerrar a luta dos agricultores, que por meio de “Tratoraços” em todo o País, se mobilizaram para influenciar os parlamentares sobre a questão. Os produtores foram surpreendidos, em março deste ano, com declaração de constitucionalidade do Funrural pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De uma hora para outra, eles deveriam pagar uma dívida acumulada retroativo a 2011, quando o próprio STF decretou que o tributo era inconstitucional, induzindo os produtores de todo o País, a mediante ações judiciais, a suspender o recolhimento do imposto.

O tributo foi criado para arrecadar dinheiro para a previdência rural, e desde 1992, a lei regulamentou a contribuição do produtor rural com empregados, determinando a cobrança sobre a receita. Antes disto, pagava-se 20% em cima da folha de pagamento, como acontece com um empresário no meio urbano. Os produtores baianos, por meio da Abapa, também reconhecem os esforços da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), por meio dos autores do texto aprovado, o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), Zé Silva (SD-MG) e da relatora Tereza Cristina (Sem partido –MS).

Município de Luís Eduardo Magalhães concede título de utilidade pública para a Abapa

O município de Luís Eduardo Magalhães, por meio de votação unânime na Câmara de Vereadores, na noite desta terça-feira (12), concedeu o título de entidade pública para a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Ao destacar a importância da associação como instituição sem fins lucrativos, o título também possibilita que sejam renovados e firmados novos convênios e parcerias. Autor do projeto de lei Nº 094/2017, o vereador Carlos Koch, afirma que o título reconhece a entidade como fomentadora de ações de suporte aos agricultores e ao desenvolvimento econômico de Luís Eduardo Magalhães e de todo o Oeste da Bahia.

“A Abapa é uma instituição que vem promovendo ações e estratégias para garantir o crescimento sustentável da produção de algodão, gerando mais emprego e renda para a nossa cidade e para a toda a região”, afirma Koch. Para o vereador Dr. Márcio Rogério de Souza, o título é essencial para que a Abapa possa continuar trazendo mais projetos para a cidade e região. “Os agricultores, por meio das associações que os representam, vêm sendo fundamentais neste processo de desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida”, afirma.

Criada em 31 de maio de 2000, a Abapa tem a missão de representar os interesses da cotonicultura do Estado da Bahia e promover o algodão baiano nos mercados nacional e internacional de forma sustentável e integrada. Durante a sessão, a vereadora Cleide Bosa enfatizou a importância dos agricultores e de instituições como a Abapa no desenvolvimento do município. “Somos uma cidade formada pelos agricultores e o crescimento de nossa cidade está ligado ao trabalho destes desbravadores pioneiros que aqui chegaram sem nenhuma estrutura. A Abapa é uma entidade reconhecida que gera emprego e renda para a nossa cidade”, afirma.

Ao representar a diretoria da Abapa na sessão do Legislativo, a produtora rural Isabel da Cunha, que ocupa a função de 1ª secretária na associação, ressaltou a união dos agricultores para implantar e desenvolver uma entidade como a Abapa, que vem garantindo recursos para projetos que continuem fomentando o desenvolvimento sustentável da cotonicultura baiana. “Estamos com uma instituição fortalecida com projetos sólidos como o Programa de Conservação dos Recursos Naturais da Lavoura de Algodão e Escoamento da Produção, também conhecido como Patrulha Mecanizada, e o Centro de Treinamentos, que somente este ano capacitou cerca de seis mil funcionários ligados à cadeia produtiva. Também vem sendo investidos recursos em um programa de referência na área de sanidade vegetal para o combate e prevenção de pragas e doenças como o bicudo”.

Para Isabel da Cunha, “estes são projetos que garantem suporte às necessidades dos nossos associados em todo o processo da cadeia produtiva, do desenvolvimento das pessoas até a preocupação com as questões legais, com iniciativas como o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que fortalecem e orientam quanto a regularização ambiental e o cumprimento da legislação trabalhista”, reforça.

Abapa: Produtores avançam na sustentabilidade ambiental e no combate às pragas no plantio do algodão no oeste da Bahia

Ao obterem uma produtividade recorde de 310 arrobas/hectares na última safra, os produtores de algodão da Bahia comprovaram no campo os resultados e investimentos em tecnologia, prevenção e combate a pragas. A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e os agricultores baianos continuam avançando em ações e estratégias que, juntamente com a regularidade das chuvas, vem garantir o crescimento sustentável da cadeia agrícola do algodão baiano.

Com previsão de plantar uma área de 272 mil hectares, o que representa um aumento de 35% em relação à safra passada, os produtores esperam superar a partir de junho as 440 mil toneladas de algodão em pluma. Além da regularidade de chuvas, os bons resultados estão ligados às ações estratégicas do Programa Fitossanitário, realizado pelos produtores baianos articulado pela equipe técnica da Abapa para o controle e prevenção do bicudo do algodoeiro. Os investimentos para o programa foram renovados pelo Conselho Gestor do IBA e ampliado junto ao Fundeagro.

“Estamos, todos, fazendo o dever de casa e seguindo firmes no combate às pragas, estimulando o envolvimento de produtores, gerentes de fazendas, consultores, pesquisadores e agência de defesa agropecuária por meio dos núcleos regionais de controle de pragas de algodão”, explica o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, ao mencionar que houve redução da quantidade de inseticidas no campo e dano zero com o bicudo do algodoeiro na maioria das lavouras de algodão na safra 2016/2017. Na década de 80, a praga destruiu no Brasil cerca de 4 milhões de hectares e, desde então, é uma preocupação constante na cadeia produtiva do algodão.

Além do respeito às legislações ambiental e trabalhista, a Abapa também vem estimulando a sustentabilidade junto aos produtores de algodão baiano. Com a adesão do Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), a entidade vem contribuindo para que o Brasil se torne o maior fornecedor de algodão sustentável do mundo, ao garantir os 30% de algodão chancelado pela Better Cotton Iniciative (BCI) em todo o mundo. Para incentivar a produção de algodão no sudoeste da Bahia, foram entregues em novembro deste ano, 50 kits de irrigação no Vale do Iuiu. Desde o início do projeto, na safra 2014/2015, já foram entregues 84 kits com apoio técnico e transferência de tecnologia que os produtores do oeste da Bahia possuem, estimulando a economia de cidades como Guanambi, Malhada e Lagoa Real.

Qualidade da fibra – Para tornar o algodão cada vez mais competitivo no mercado nacional e internacional, a Abapa possui, em Luís Eduardo Magalhães, um dos mais modernos laboratórios de classificação da América Latina. A classificação é essencial para especificar a qualidade amparando a decisão do produtor para onde e para quem a fibra será comercializada. Na última safra, foram analisadas mais de 1 milhão de amostras que vem atestando a qualidade do algodão baiano.

Na lista de projetos da Abapa, vem ganhando força nos últimos o incentivo a recuperação das estradas vicinais por onde é escoada a produção de grãos do oeste da Bahia.  Já passaram por manutenção importantes estradas em áreas produtivas agrícolas como a Estrada de Placas (Barreiras), Estrada Garganta/Panambi/Pedra da Baliza (Formosa do Rio Preto), Rodovia da Soja (São Desidério), Estrada Alto Horizonte (Luís Eduardo Magalhães), Mambai a Jaborandi, dentre outras.

Capacitação – A entidade também se preocupa com o desenvolvimento dos profissionais envolvidos na cadeia produtiva do algodão. Até o início de novembro, foram capacitados cerca de seis mil profissionais que participaram de 200 cursos, ligados diretamente ao campo. “A cadeia agrícola do algodão emprega direta e indiretamente cerca de 70 mil pessoas. Valorizamos e acreditamos no potencial dos profissionais que vem contribuindo para que o oeste baiano se mantenha como um dos principais pólos agrícolas do Brasil”, afirma o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato. Os projetos e ações da Abapa contam com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e do Fundeagro.

Para continuar acompanhando as ações da Abapa, acesse: www.abapa.com.br ou www.facebook.com/abapaalgodao.