Startup, negócios sociais e empatia no Happy AJE com Carlos Wanderlan e Sebrae

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A tão aguardada chuva e muita informação marcaram a noite de quinta-feira, 22 de setembro, quando a Associação dos Jovens Empreendedores de Luís Eduardo Magalhães (AJE LEM) realizou com sucesso o seu primeiro Happy AJE na Choperia Saint Louis.

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O formato do evento, um happy hour de negócios, busca trazer conhecimento, inovação e promover a geração de negócios e networking entre os participantes. Esta primeira edição realizada pela AJE LEM contou com a parceria do Sebrae, que através do Startup Day trouxe para LEM o premiado alagoano Carlos Wanderlan, co-fundador da startup Hand Talk.

O palestrante explicou o conceito de startup, negócios sociais e o poder da empatia na inovação. Para ele, a criatividade é fruto da busca pela solução de problemas através da empatia. “Criatividade é solucionar problemas. E você consegue fazer isso através da empatia, que é, literalmente, sentir a dor do outro. Não só se colocar no lugar dele, mas sentir a dificuldade que ele tem. A inovação pode parecer muito inatingível, mas ela surge quando alguém soluciona um problema”.

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Segundo Wanderlan, empreendedorismo social é aplicar o conceito de empreendedorismo nas soluções dos problemas da sociedade. Ele explicou, ainda, que negócios sociais são uma grande oportunidade, mas pouco conhecida. “Quem trabalha com negócios sociais não faz caridade, pois quanto mais dinheiro ganhar, mais irá reinvestir e isso resultará em um impacto social ainda maior”.

No tópico sobre a Hand Talk, Carlos mostrou a linha do tempo da empresa e explicou: “nós fazemos isso pelas pessoas. Para melhorar a vida de alguém, deixar um legado”. Eleito o melhor aplicativo social do mundo, pela ONU, o Hand Talk representa um grande salto na comunicação com deficientes auditivos. O aplicativo, disponível para iOS e android, realiza tradução digital e automática para Língua de Sinais, utilizada pela comunidade surda. A solução oferece ferramentas complementares ao trabalho do intérprete para auxiliar a comunicação entre surdos e ouvintes.

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Segundo dados do IBGE (Censo 2010), são 9,7 milhões de deficientes auditivos no Brasil e mais de 300 no mundo. E cerca de 70% deles tem dificuldade em ler e escrever a língua escrita de seu país, pois a experiência de comunicação dessas pessoas é extremamente visual. Assim, como explicou Wanderlan no Happy AJE, a Hand Talk conseguiu solucionar um problema (a comunicação com os deficientes auditivos), gerando um grande impacto na sociedade.

Sem dúvidas, quem participou saiu inspirado. “Senti como se o palestrante estivesse falando exatamente o que eu precisava ouvir. O evento estava com uma energia tão boa, tão empolgante, eu simplesmente amei, renasci”, confessou Poliana Guerra. “Espero que todos vocês saiam daqui como missionários, espalhando novos ideais e compartilhando essa ideia de startup pela sociedade”, finalizou Emerson Cardoso, gerente regional do Sebrae Barreiras.

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Fotos: Neiva Sehn

Uma agência incomum de comunicação integrada.