Querido ex

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Pensei em você ontem. Não em nós, em você mesmo. Naquele sorriso discreto, na sua altura e de como você tinha um jeito simpático quando desejava ter. Sim, talvez você esteja mais tolerante, e este é meu mais profundo desejo. Que a vida lhe seja doce, que você acredite no futuro e não desperdice a beleza e a oportunidade das coisas mais simples e cotidianas.

Que você saiba que mesmo dizendo “não” fui sua grande amiga. Hoje não mais, por uma ordem lógica da vida. Não sou sua amiga, nem desejo ser. Apenas desejo o melhor, e que você siga sempre em frente. Se possível, não cruze meu caminho. Não tenho rancor ou outro sentimento negativo. Só não tenho sentimentos, nem disposição, nem saco. Apenas isso.

Não desejo topar com você num restaurante, discoteca ou livraria pelo simples fato de não querer gastar energia dizendo absolutamente nada. Porque sei que apenas um “oi” será incompreensível para você e eu sou o tipo de pessoa que economiza certas palavras – por preguiça ou precaução.

Sinceramente, por um tempo foi bom ter sua companhia. E passou, passou do ponto, durou mais do que deveria. Mas os bons momentos, vistos com a maturidade e a compreensão de hoje, foram mesmo muito bons (ou no mínimo significativos, em algum aspecto). E agora, enquanto uma ou outra mina de butuca criou mil teorias e alimenta a certeza de que essa carta é pro boy dela, vou me despedir dizendo: saia do seu casulo vá ver o sol, mergulhe fundo, me esquece.

Jornalista, observadora, intensa, amante da vida. Gosto de inovação, planejamento, comunicação, cultura, cidadania, informação, organizações, empreendedorismo, mídia e sociedade. Pessoas, cidades, conhecimento, curiosidades, desafios, filmes, livros, histórias e liberdade também integram essa lista. Acesse www.kalynemenezes.com.br e conheça mais sobre mim.