Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem

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As pessoas não param de falar sobre a situação política do país, indiscutivelmente vergonhosa! Não estou acompanhando tão de perto por causa de outras prioridades, mas é desnecessário para saber da situação caótica. Diante disso, uma pergunta não cala: QUAL A SAÍDA? Longe de mim ter respostas prontas, mas do meu lugar de fala e de luta, digo: a saída é através da organização e mobilização social!

Essa organização e mobilização social, popular, será fruto do desenvolvimento de consciência crítica, mas como desenvolver a criticidade com cargas horários de estudo, de trabalho, tão elevadas? Como fazer isso sem tempo para pensar, dormindo pouco para dar conta de todas as demandas urgentes? Como sentir as correntes que nos prendem?

Essa organização e mobilização não surgirá repentinamente, mas de longo e dedicado processo de transformação social, que acredito eu, perpassa inevitavelmente pelos MOVIMENTOS SOCIAIS. Os Movimentos Sociais são organizações sociais e políticas, que buscam transformar a sociedade a partir de determinado elemento central.

Assim, o Movimento Estudantil busca a transformação através da educação (pública, gratuita e de qualidade); o Movimento dos/as Trabalhadores/as Sem Terra busca a transformação através da Reforma Agrária; O Movimento dos Trabalhadores/as Sem Teto busca a transformação através da reforma urbana com direito à moradia; o Movimento Feminista busca a transformação através da igualdade de gênero; o Movimento Sindical busca a transformação através das relações de trabalho, entre muitos outros.

Os Movimentos Sociais têm uma vertente de atuação progressista, por seu caráter de transformação da sociedade, de ruptura com as estruturas sociais vigentes, o que os coloca em situação de conflito permanente com a ordem social estabelecida e nada justa. Os Movimentos Sociais são espaços de efetiva democracia, participação popular, conscientização e demonstrações coletivas.

Quando algum Movimento Social está na rua, merece o nosso apoio, pois a pauta certamente busca a melhoria de vida para todas as pessoas, inclusive aquelas que, no auge da ignorância, dizem que são “baderneiros, vândalos, vagabundos”. Como diz o título deste texto, frase de Rosa Luxemburgo: “quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”.

Por que escrevo sobre isso? Porque o momento político no país dá uma sensação de desespero, mas penso que devemos respirar e ousar nos organizar com o objetivo de alterar realmente a situação. Até onde você é cúmplice da ordem vigente?

A saída, a solução, não está em uma candidatura para presidente que substitua apenas o lugar, mas mantenha o projeto político em curso, a saída está na movimentação da sociedade, então mexa-se!

Baixinha retada que mora em Barreiras, velho oeste da Bahia, pedagoga, servidora pública federal, educadora por formação e opção, geminiana típica, comunista por escolha ideológica, feminista por necessidade e hiper militante em prol de causas sociais coletivas.