Pés na França… Hora de se adaptar a Roanne!

Pés na França… É hora de se adaptar a Roanne!

Depois de aterrissar na França, no dia 1º de setembro de 2013, ainda passamos alguns dias na cidade de Lyon para resolvermos os trâmites burocráticos da universidade Claude Bernard Lyon 1, onde eu cursaria Sistemas Industriais e Robótica (Systèmes Industriels et Robotique). E claro, visitar um pouco a cidade que ainda se tornaria uma das minhas favoritas na França e descobrir o tal do Bouchon Lyonnais… Meu Deus! Comer no Bouchon merece um post especial sobre comidas francesas, mas garanto a vocês que vou lembrar desse tipo de restaurante eternamente!

Depois de tudo organizado em Lyon, a Nathalie Champson (responsável pelas relações internacionais da universidade) nos colocou dentro do trem que nos levou até Roanne. Nossa, e como foi bom poder contar com a ajuda dela, ainda mais pelo fato de ela falar um pouco de português…

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Ir pra Roanne foi uma surpresa total! Isso porque não consegui encontrar nenhuma foto da cidade na internet e, bom, as poucas informações disponibilizadas não diziam muito sobre a mesma.

Roanne é uma cidadezinha que fica a uma hora e meia de Lyon, na região do Rhône-Alpes, não é nada turística mas é super conhecida pela sua gastronomia. Possui também um grande polo industrial incluindo empresas de grande, médio e pequeno porte, tendo algumas com filiais no Brasil – como Michelin e BioRad.

O curso que escolhemos, Sistemas Industriais, é o único curso da Universidade de Lyon 1 com campus nessa cidade, criado especialmente para aproximar os estudantes e as empresas na hora de procurar um estágio supervisionado. Ah, mas Roanne também possui outras duas universidades, sendo quase uma cidade universitária mas sem muitos badalos!

Foto 2

Por ser pequena, a cidade não tem metrô (somente linhas de ônibus que interligam a cidade), sendo assim a gente fazia tudo a pé. Principalmente pelo fato de morarmos ao lado do prédio da faculdade e muito, muito perto do centro da cidade – fato importantíssimo durante o inverno!

Apesar disso, Roanne tem toda a infraestrutura de cidades grandes, sendo uma típica cidade francesa, talvez até um pouco colonial. Mas pra ser sincera, senti falta de mais opções de lazer.

Morar em Roanne foi uma experiência muito boa! E falo isso porque, sem a correria de uma cidade grande, acho que consegui ficar mais próxima da cultura e costumes franceses e fazer grandes amizades.

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Mas antes de toda essa parte boa veio a adaptação! Em tudo, da alimentação, jeito de viver e de se vestir à burocracias, metodologia de aula, e, sobretudo, adaptação aos franceses. Não que os estes sejam mal-educados, mas “calorosidade” é coisa de brasileiro. Ah gente, e isso faz muita falta! É claro que eles se importam e se preocupam com você, mas em um nível inferior. Talvez eu não tenha sentido “tanta” falta disso pela presença de outros brasileiros comigo.

Junto com esse fator ainda tive que me acostumar com a culinária! Hoje em dia sou uma apaixonada pela gastronomia francesa, pois aprendi a me alimentar de uma maneira diferente, mais saudável. Mas no começo, o tempero do arroz com feijão não me saia da mente. Não que a comida seja sem graça, mas digamos que com menos sal, mais pimenta, sem mistura de carboidratos, carnes mal passadas e molhos variados. E as cervejas? Digamos que comprar do mercado e beber ‘in natura’ demorou um pouco para acontecer…

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O mais engraçado de tudo é mesclar esse começo com a aprendizagem da língua francesa. Mímicas e muita enrolação fizeram parte da minha vida durante uns bons meses!

Mas, confessando a vocês, a melhor parte de tudo isso é fazer uma ligação telefônica e resolver seu problema sem precisar repetir uma frase devido a outra pessoa não ter compreendido seu francês! Essa é a parte em que você pode pensar: “é, acho que minha adaptação acabou!”. A parte em que demonstra sua capacidade te impulsiona ainda mais a seguir em frente com segurança e foi o que mais me marcou…

Foto 5