Os riscos do consumo em saúde

Mais do que conquistar uma vida mais saudável, a busca incessante pela “saúde perfeita” se tornou uma obsessão na sociedade e um perigo para o nosso corpo

Não é difícil encontrarmos sites, programas de televisão e revistas especializadas divulgação de produtos e métodos como alternativa para uma vida com mais qualidade. Basta um olhar rápido nas bancas de revistas para perceber que muitos dos conteúdos expostos se referem à beleza – dietas, cabelos, novos tratamentos, plano de exercícios e outros assuntos semelhantes.

De cápsulas fortificantes a produtos alimentares, o que se vê cada vez mais é a divulgação de um estilo de vida associado a um físico perfeito, a uma alimentação restritiva e ao resultado como um esforço que é apenas individual. Mas, na prática, esse estilo mal adequado pode nos trazer muitos danos à nossa saúde. Podemos até conseguir o corpo ideal, porém, ao contrário de uma vida melhor, vai faltar o essencial: a qualidade.

O “ser saudável” virou sinônimo de uma saúde perfeita, constante, sem “erros” na alimentação ou nos exercícios. Aliada ao consumo de novos produtos, a saúde passou a ser vendida em cápsulas da longevidade, pílulas de emagrecimento, shakes poderosos e até métodos cirúrgicos não tão seguros.

Falta o essencial: a nossa relação com o nosso organismo. Essa relação foi mudando ao longo da história da própria medicina e da relação do homem com seu próprio corpo. O que preocupa nesse novo modelo padrão de vida saudável é o mau uso ou o uso inadequado dos produtos e alimentos, seja pelo excesso ou pela falta.

Tem faltado a nós o cheiro, o gosto, o sabor dos alimentos. O prazer de uma atividade física como hobby e, consequentemente, como benefício ao corpo. Um exagero na contagem de calorias sem nutrientes, nas sobrecargas de exercícios, na fome provocada e refletida no mau-humor e privação de alguns prazeres. Ter uma vida saudável é, antes de tudo, o equilíbrio. Corpo, espírito e mente. Sem uma boa cabeça não há como conquistar uma boa vida.