O homem que teve a ambição de Alexandre, o Grande, a habilidade de discursar de Júlio Cesar e a sede de poder de Napoleão Bonaparte

By  |  0 Comments

Se colecionamos livros que amamos, há também a lista dos renegados. Aqueles que não nos fisgaram e até tentamos a muito custo concluir a leitura, mas, algo mais forte impediu. Não foi desta vez.

Hoje vou falar para vocês sobre um livro que eu tentei, mas juro que tentei ler. Adianto que teremos outros posts nesta perspectiva. Afinal, nem todos os livros encaixam como uma luva para nós, não é mesmo?

O colecionador de lágrimas

Autor: Augusto Cury
Editora: Planeta do Brasil
Páginas: 376
Preço: R$25 – 36,00

 Aclamado por muitos e escrito por, se arrisco escrever, uma personalidade muito conhecida (até em nossa humilde city já pisou); O Colecionador de Lágrimas carrega multidões de fãs. Não digo especificamente pela história em si, mas pelo autor que possuí tantos outros títulos com números de vendas surpreendentes.

Este livro me chamou a atenção primeiro por se tratar do assunto “nazismo”. Não, eu não sou nenhuma simpatizante (e que o universo perdoe aqueles que são), entretanto eu tenho uma séria curiosidade sobre este assunto. Sempre estou à procura de títulos que aborde o tema, explicando a fundo os acontecimentos, os bastidores que o conhecimento comum desconhece.

“Em minha humilde opinião, deveríamos frequentar grupos, mas não pertencer a nenhum deles. Entre pertencer e frequentar há uma diferença gritante. Judeus, islâmico, cristãos, budistas, hinduístas, inclusive membros de partidos políticos, deveriam pertencer em primeiro lugar a humanidade, depois ao seu grupo, caso contrário, produziremos o fundamentalismo religioso e o radicalismo ideológico, e, consequentemente, nunca beberemos o cálice da tolerância nem sentiremos o paladar da solidariedade. ”

Segundo, as críticas eram muito interessantes – de quando eu ainda não havia entendido a malicia das críticas expostas no próprio livro. E terceiro, a sinopse do livro era bem instigante. Bingo! Uma ótima compra, logo pensei. E assim, feliz da vida iniciei a leitura.

Eu não me recordo quantas páginas ele é ao todo – e nem me dei o trabalho de pesquisar agora – mas larguei de mão depois de insistentemente ter lido mais da metade do livro. Fui guerreira! Não quis dar o braço a torcer de que eu não estava gostando.

“Adolf Hitler queria escrever seu nome no concerto das nações e gravar com chamas seu nome na história. O homem que teve a ambição de Alexandre, o Grande, a habilidade de discursar de Júlio Cesar e a sede de poder de Napoleão Bonaparte desconhecia que a vida humana, por mais longa que seja, é como a brisa que sorrateiramente aparece e logo se dissipa aos primeiros raios solares do tempo.”

Mas Carol, o que você não gostou? Eu li ou melhor, eu tentei, em 2012. Já se passaram cinco anos, então indo bem direto ao ponto o que me recordo era de ter passagens extremamente longas de conversas para encher linguiça e de informações tão desnecessárias que me dava sono. Lembro-me de chegar na parte das “reuniões” do professor (personagem principal) e era completamente sem dinâmica, chatas e demasiadamente repetitivas. Parecia que nunca a história desenvolvia-se, ficando sempre no mesmo ponto, batendo na mesma tecla incansavelmente.

Por mais interessante que fosse o tema, é como se Cury não tivesse o feeling de solta-la e dar a continuidade natural e necessária para os fatos. E foi assim que acabou a minha história de amor com O Colecionador de Lágrimas.

Sigam minhas redes sociais:

Instagram: @cbredlich
Snap: cbredlich
Pinterest: cbredlich

Teimosa de doer e de personalidade forte, eu sou a Caroline e evito pronunciar meu sobrenome completo porque nunca acertam. Amo demais o meu trabalho e a rotina louca que todos os meus compromissos me proporcionam. Livros, gato, whisky, vinho e o churrasco do papai são minhas paixões.