Kuala Lumpur

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Bom dia queridos leitores da Immagine!

No começo de março, no finalzinho do meu projeto na Indonésia, dei um pulo em Kuala Lumpur, a capital do país vizinho, Malásia. Para quem nunca viajou para  Ásia não acha que Malásia é muito famosa. Mesmo quem já viajou às vezes não sabe muito da Malásia já que não é tanto um lugar turístico comparado com por exemplo Tailândia ou Indonésia.

O país na verdade é mais conhecido no mundo de negócios por Kuala Lumpur ser um hub internacional:  é uma base perfeita para quem quer fazer negócios no Sudeste Asiático. Fiquei sabendo também que é uma base boa para quem quer viajar para Austrália: às vezes fica mais barato comprar uma passagem para Kuala Lumpur e depois de Kuala Lumpur para Austrália (que tem voos de companhias aéreas de baixo custo) do que tentar ir direto. E quem está tentando lembrar da onde já ouviu o nome Kuala Lumpur antes: a cidade apareceu na mídia internacional quando o meio-irmão do líder da Coreia do Norte foi assassinado no aeroporto de Kuala Lumpur (4 dias antes de eu ir para lá).

Mesmo não sendo tão turístico como alguns outros países na Ásia, a Malásia é um país bem interessante. O país existe de duas partes: uma parte, chamada ‘Malásia Peninsular’, está grudada na Tailândia e é onde fica localizado a capital. No sul desta parte fica Cingupura. A outra parte, chamada ‘Malásia Oriental’ fica na norte da ilha de Bornéu (onde também fica o país bem pequeno chamado Brunei, e que pelo resto é território da Indonésia). O país não é muito grande, com somente 30 milhões de habitantes. É um país até bem desenvolvido, um pouco mais caro do que a Indonésia, com uma infraestrutura e transporte público bom. A língua oficial é a ‘Bahasa Malaysia’, que é bem parecida com a língua da Indonésia.

Eu fiquei quase 4 dias lá, em quais principalmente passeei em Kuala Lumpur e também fui um dia para Putrajaya. Estes dois lugares dariam para comparar com a São Paulo e a Brasília, a Kuala Lumpur é o coração econômico, e a Putrajaya é o centro das atividades governamentais. Mas ao contrário do  Brasil, estas duas cidades só ficam 35km de distância entre um e outro.

KUALA LUMPUR

Não tem como descrever a Kuala Lumpur em algumas palavras. A cidade é uma mistura gigante de prédios antigos e novos, de arquitetura européia e árabe, de mesquitas, templos budistas e hindus, de bairros malaios, índios e chineses, e de comida de todo canto do mundo. Veja você mesmo:

  1. Torres gémeas de Petronas

Petronas é o Petrobras da Malásia (com menos escândalos). A empresa construiu estas torres, que na hora da inauguração em 1998 foram as mais altas do mundo.  Os dois prédios servem como escritório para Petronas e como um dos lugares turísticos mais visitados da cidade. As torres são localizadas no bairro chamado KLCC (Kuala Lumpur City Center), um bairro bem moderno com bastante shopping, lojas e escritórios e com um parque bem gostoso que fica nos pés das torres.

 

 

  1. Kampung Baru

Pertinho do KLCC tem um bairro que é exatamente o contrário do bairro moderno e cheio de KLCC. Kampung Baru (literalmente traduzido “aldeia nova”) é como se fosse uma cidadezinha de qual em volta a cidade foi crescendo. Nestes dias é famoso por ainda conseguir achar casinhas no estilo antigo (com na parte de trás os prédios modernos da KLCC) e também por ter uma concentração de restaurantes, o que virou o bairro num lugar muito popular à noite.

 

  1. A praça da Merdeka

Esta praça também é chamada ‘a praça da independência’, por ter sido o lugar onde em 1957 a independência da Malásia foi declarada. A praça mesmo na verdade não é espetacular –  é um lugar aberto com grama, pronto – mas em volta há alguns prédios bonitos, como por exemplo o prédio do Sultan Abdul Samad e o Royal Selangor Club.

 

A praça da Merdeka com do lado esquerdo a edificação do Sultan Abdul Samad

 

Pelo outro lado da praça, o Royal Selangor Club

 

  1. Mesquita Nacional da Malaysia – Masjid Negara

Não tão longe da estação de trem central ( KL Sentral), tem um bairro bonito com um parque muito grande e em volta alguns museus e o orgulho da cidade: a mesquita nacional. A mesquita tem uma arquitetura totalmente diferente das mesquitas tradicionais e é bem bonita para visitar. Cuidado, nos horários de reza não está aberto a turistas (isso conta para todas as mesquitas).

 

  1. As cavernas de Batu

Fora do centro de Kuala Lumpur tem as cavernas de Batu. Uma parte das cavernas dá para entrar gratuitamente. Precisa subir uma escada de 272 degraus e chega na entrada da caverna de 400m fundo e 100m alto. O lugar inteiro é um lugar de culto para os hindus: tanto nos pés da caverna quanto dentro da caverna há templos hindus, e -a parte mais chamativa deste lugar- na frente da entrada há uma estátua dourada de 42m de altura do Murugan, o deus hindu da guerra e da victoria.  

 

Uma outra parte que eu gostei bastante desta visita eram os macaquinhos que moram lá. Bem, eu gostei, já que nos meus olhos eles eram fofinhos, mas um dos outros turistas que estava subindo a escada na minha frente deve ter gostado menos: um macaco rasgou a sacola que ele estava carregando e comeu na hora o lanche do cara. Ou seja, para visitar este lugar: tente ir de manhã quando ainda não tem muito sol na escada para a subida ficar mais tranquila, e não leve comida (ou guarda bem dentro da mochila)!

 

  1. Caminhando nas ruas…

 

Uma partezinha da rua Jalan Bukit Bintang: uma rua cheia de shopping e lojas luxuosas.

 

 

Só para demonstrar as oposições da cidade: do mesmo tanto que tem prédios super chiques, você acha lugares muito mal cuidados e dilapidados.

 

Um templo hindu

 

 

O começo da rua mais popular da Chinatown, cheio de lojinhas

 

  1. Comida

Quem gosta de viajar e experimentar novas comidas, com certeza recomendo Malásia! Acho que experimentei mais comida do que vi lugares turísticos lá, e tem tanta coisa gostosa! Aqui alguns exemplos:

 

Roti tisu (literalmente traduzido ‘pão guarda-napo’), bem fininho, crocante, um pouco oleoso mas que gostoso! E com a bebida Teh tarik, bem típica da Malásia, feito com chá preto e leite condensado.

 

Cheese Naan: o pão de queijo da Malásia. Tem um queijo derretido lá dentro e vem junto com um molho.

 

 

Igual à Indonésia, gostam de fritar a comida, e a banana frita é um dos favoritos também. Mas eu gostei mais ainda da banana com leite condensado e chocolate, que delícia!

 

 

Exemplo de um buffet no restaurante

 

PUTRAJAYA

Conforme eu disse, a Putrajaya dá para comparar com a Brasília. Até que dá para fazer esta comparação não somente por ser construída por fins governamentais, mas por também ter uma arquitetura impressionante e por ser um lugar onde tudo fica tão longe de um e outro que precisa de um carro. É uma cidade novíssima, concluída somente em 1999.

Os três prédios mais impressionantes são:

  1. Perdana Putra

Este prédio é o escritório do primeiro ministro da Malásia, e o prédio que mais chama atenção na cidade, já que fica num morrozinho no final da avenida principal.

 

  1. Tribunal da Justiça

 

  1. A mesquita rosa – Masjid Putra

Esta mesquita é a mesquita principal da cidade e foi feita de granito rosa. Veja por você mesmo o tanto que é bonita:

 

 

 

ALGUMAS DICAS

  1. Ônibus gratuito em Kuala Lumpur

Chamado “Go KL”, existem 4 linhas de ônibus dentro de Kuala Lumpur que são completamente gratuitos. Você consegue uma mapa das linhas nos escritórios oficiais de turismo da cidade ou pelo site (clique aqui) . Não confunda o ônibus Go KL com os ônibus Hop-on Hop-off. Este último é especificamente para turistas e é meio caro, enquanto com o Go KL você também consegue passar por todos os pontos turísticos. Para ir nos lugares que estas linhas de ônibus não passam, ou para ir de um jeito mais rápido, posso recomendar muito o metrô. Não fica caro e é bem moderno.

  1. Do aeroporto ao centro

O aeroporto de Kuala Lumpur achei um pouco confuso, porque, igual a tantos outros aeroportos, ele tem dois terminais, chamados de KLIA1 e KLIA2, porém, para trocar enter os terminais não existe um trenzinho do aeroporto, mas precisa pegar um transporte público pago, como se você estivesse indo para um outro lugar. Acabou sendo bem baratinho, nem R$ 3,00, e rápido, mas achei meio confuso. Principalmente porque não todos os jeitos de transporte para o centro saem dos dois terminais.

O jeito principal, o trem chamado KLIA Express, dá para pegar tanto no terminal KLIA1 quanto no KLIA2. O trem vai até a KL Sentral, a estação de trem central em Kuala Lumpur. A viagem custa RM35 (~ R$ 25,00) e leva meia hora. Um jeito mais barato de ir ao centro é um ônibus. Tem o SkyBus, que também vai até a KL Sentral, ele leva uma hora e pouco e custa RM9 (R$ 6,5). Este ônibus somente sai do KLIA2, que é o terminal onde chegam principalmente os voos da companhia aérea AirAsia. Se chegar em KLIA1, dá para pegar o trem para KLIA2 e de lá pegar este ônibus, ou pegar um ônibus direto da KLIA1, por exemplo da companhia Airport Coach, que custa RM18 (R$ 13).

   

  1. Walkway KLCC – BB

Kuala Lumpur tem algo que eu achei genial e adorei: uma passarela no ar de um meio quilômetro, ar-condicionado, que interconecta o centro de shoppings da Jalan Bukit Bintang com o bairro do KLCC onde ficam as torres de Petronas. O que pelas ruas seria uma caminhada de quase 2km, ficou uma caminhada bem agradável no ar condicionado de nem 10 minutos.

Para concluir, posso dizer que a Kuala Lumpur me deixou com a mesma sensação de Singapore: parece uma cidade bem legal para morar, com de tudo um pouco. Tem uma atmosfera bacana à noite quando os habitantes locais saem para jantar (o que eles fazem até meio tarde, por volta das 21hs – 22hs você vê bastante pessoas ainda jantando) e ficam lá nas mesas conversando com os amigos. Para fins turísticos, acho que vale a pena de ter visto a cidade e ter ficado lá alguns dias, mas também acho uns 3 dias o suficiente.

Com este post terminei a série de posts sobre a minha aventura de alguns meses no Sudeste Asiático. Neste momento já estou morando de novo na Bélgica, então os próximos posts serão sobre a Europa!

Até!

Sou a Veerle, belga de nacionalidade, mas um pouquinho brasileira de coração, tanto por interesse profissional (sou graduada em Negócios Internacionais) como por lazer. Tento viajar o máximo possível e sempre conhecer novas culturas e novos lugares. Além de viajar, gosto de música, ler e yoga.