Entrevista com a Banda 100 Nome: rock e forró podem andar juntos sim!

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Quem conhece a Immagine sabe que nós somos adoradoras da boa música e das boas bandas e que sempre buscamos trazer para os nossos holofotes quem faz parte desse universo. Hoje chegou a vez da Banda 100 Nome. Sim, 100 nome. Os integrantes da banda se conheceram em LEM e começaram a tocar na cidade, mais especificamente no Pub Chá das Cinco (outro lugar que amamos demais) e desde então, seguem fazendo shows e cantando aquilo que nós também amamos: rock, baião de dois e forró pé de serra.

Integrantes:

Alam Romero – bateria / Santa Maria da Boa Vista-PE
Luiz Junior – guitarra / Catolândia-BA
Will Porto – baixo / Barreiras-BA
Rodrigo Motta – vocal / Barreiras-BA

Os quatro se conheceram através da música. Todos tocavam em suas respectivas bandas e sempre se encontravam ou até mesmo faziam projetos juntos. A ideia inicial surgiu da vontade de fazerem um tributo à Charlie Brown Jr e, a princípio, eles se uniram para fazer apenas um show. Foi assim que também surgiu o nome da banda: 100 Nome. Para eles, não havia necessidade de um nome para uma banda que só faria um show, e então lá foram os 4 e mais alguns parceiros para a fatídica noite que começou com a ideia de ser apenas um tributo a Charlie Brown Jr e que terminou com um próximo show marcado. A banda homenageada da vez seria Engenheiros do Hawaií. E assim nasceu a 100 Nome.

Para eles, tocar em LEM é muito bom, tanto que eles já consideram a cidade como o quintal de casa. “Nos sentimos muito acolhidos e já é tão natural…”, conta Will. Uma das inspirações da banda é a própria Charlie Brown Jr, que mesmo sem querer moveu o início da carreira da 100 Nome. “Outra banda que também gostamos muito é a Legião Urbana”, diz Luiz. Legião, inclusive, é a dona de uma das canções preferidas da banda, que ama tocar “Dezesseis”. “Nós sempre tocamos essa da Legião e gostamos muito, tem uma letra muito fod#”, conta Luiz.

Viver de música

Hoje é praticamente um sonho para a maioria das bandas viverem só de música. Isto se deve a diversos motivos, como necessidades financeiras, tempo, valorização cultural, entra tantos outros. Escolher a música é algo corajoso  nos dias de hoje. Enquanto tudo é muito comercial, a 100 Nome segue a linha de fazer o que se ama. “O significado da música para nós é terapia, diversão, loucura e também o ganha pão. É prazeroso fazer música, uma sensação incrível!”, é o que conta o Alam.

E talvez seja por isso que eles gostam tanto de tocar em LEM, porque, segundo eles mesmo, o público da cidade é muito receptivo quando o assunto é reconhecimento e valorização, tanto financeira quanto cultural. “Apesar de sermos um banda barreirense, a maior parte dos nossos show foram realizados em outros locais”, contam.

O gosto pelas músicas autorais existe, mas as composições ainda não se concretizaram. Eles contam que a banda começou mesmo com a ideia de fazerem versões de músicas já conhecidas e que os integrantes gostam de tocar. “Nós buscamos tocar aquilo que nós gostamos de ouvir, e temos a sorte de encontrar muitas pessoas que também gostam do que tocamos. É isso que nos faz gostar muito do público de LEM que, por uma feliz coincidência, gosta da nossa música e do nosso gosto musical”, contam.

Para os integrantes da banda, não há nada melhor que receber uma bela salva de palmas do público e serem valorizados, como sentem que são aqui em LEM. “Isso já é um sonho. Nossa ambição é de sempre explorar lugares novos e apresentar nosso trabalho, sermos reconhecidos por aí e ganhar dinheiro… é sempre bom!”, conta o Alam.

E o futuro?

Com a urgência do mundo atual, as pessoas pensam no hoje e no amanhã ao mesmo tempo. Os meninos da 100 Nome pensam, claro, em evoluir, mas também valorizam muito o momento que vivem. Preocupados em doar o melhor de si para a música, sabem que podem ter um futuro brilhante, pois são merecedores e batalhadores, mas gostam mesmo do que vivem hoje.

Temos uma formação muito forte e, apesar das dificuldades e dos projetos paralelos de cada um, ainda vamos crescer. Temos apenas 1 ano de caminhada e acreditamos que futuramente podemos dar certo além de tudo o que vem acontecendo”

Uma frase que definiria a Banda 100 Nome?

““Um projeto displicente que deu certo”. Na nossa história tudo aconteceu de maneira muito natural, bem fácil. Nós nunca brigamos, as ideias de músicas para compor repertório sempre foram muito bem aceitas por todos. Isso faz com que tudo deixe de ser trabalho e se torne a nossa diversão”.

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