Entre não leitores e leitores chatos, ainda fico na missão de converter novos leitores

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Um dia rolando a timeline do Facebook me deparei com esta imagem que me fez perceber a necessidade de em algum momento escrever isto na coluna. Então eu fui a procura do lado negro da força.

Nada me torna melhor só pelo fato de torrar mais grana em livros e, diga-se de passagem, este ano assumi um compromisso pessoal de não gastar nenhum “temers” sequer até ler todos, T-O-D-O-S os livros que tenho pendente. Virou caso sério de metas financeiras e compromisso pessoal. Ter 5, 70, 120 ou 200 livros não quer dizer nada, assim como se leu todos ou não.

Já abordei em um post que cada um lê o que gosta, o que lhe atrai. Até porque é difícil – e levante a mão quem conhecem alguém – que começou a gostar de ler devorando literatura brasileira. Talvez hoje, adultos que somos, saberemos apreciar nossa literatura mas, em nossa adolescência? Não vamos ser hipócritas. Eu assumo! Odiava e li pouquíssimos e foi na marra.
Olhando para trás percebo que o erro não estava na escola em pedir para uma adolescente que tinha coisas muito mais importantes para fazer do que ler A Moreninha, como por exemplo, beber tereré com os amigos. Sarcasm detected. Era o hábito da leitura que não estava enraizado nem em mim, nem nos meus colegas e muito menos na cultura da escola e em 90% das famílias. E o tal hábito muito menos era incentivado.

Coitado de Joaquim Manuel de Macedo e da A Moreninha que nada tinham culpa e saíram de ruim da história como autor e livro, ambos chatos na cabeça daquela adolescente de quinze anos, a treze anos atrás.

Entre leitores e não leitores existe uma parcela de consumidores de livros, pequena mas existe, que estufa o peito falando das obras clássicas que já leu e o quanto é absurdo você nunca ter lido ou sequer ter ouvido falar do “insira o título aqui”, nem do autor motherfucker “insira o nome dele aqui”. Acontece. É a vida. Um dia você encontrará uma pessoa assim e – SIM – se sentirá o coco do cavalo do figurante do filme em relação aos livros que com muito orgulho você leu. Entretanto antecipo, não sinta.

Minto. Sinta, sinta orgulho de ler nem que seja um livro por ano. É pouco mas, quem começa lendo vinte livros, não é mesmo? O que estou querendo reportar hoje para vocês, o que obviamente está mais para uma divagação aberta é que:

  1. Se você não curte lê. Tudo bem. Mesmo. Nada de crucificações aqui.
  2. Se você gosta. Tá tudo bem também;
  3. Adora um livro mais picante. Joínha pra tí;
  4. É o entendedor dos clássicos? Olha que legal;
  5. Curte os livros do momento. Maravilha!
  6. Autoajuda é o teu forte. Alguém do grupo tem que entender as pessoas, né?

O que não rola em pleno dois mil e dezessete é se sentir mais especial na vida com relação ao próximo por conta de número de páginas lidas ou, bater o pé igual uma criança teimosa e não se abrir para um hábito que só te traz benefícios. Temos que ter equilíbrio nesta vida.

Para os não leitores, vai aqui a minha tentativa. A leitura amplia seu vocabulário, estimula a sua criatividade e imaginação. Expande o seu conhecimento, melhora a sua memória e o poder de concentração. É uma ótima maneira de relaxar e amenizar o estresse. Dentre os hábitos que adquirimos na vida, ler é um dos melhores. Ler pode até te colocar em novos círculos de amizades, é um entretenimento acessível ainda mais com a internet aí e milhões de e-book a nossa disposição a preços de banana.

O ponta pé inicial de quem ama ler, de quem trabalha e vive disto é trazer novos adeptos a este mundo. “Se as pessoas não lerem não faz sentido escrever” acrescentou um amigo escritor enquanto conversávamos sobre – o quer? – livros e leitores. Ao mesmo tempo que este mundo é democrático para com todos, ele é um tanto quanto cruel. Quantos de nós incentivamos nossos pequeninos a ler? Ou nossos amigos presenteando-os com livros, por exemplo – haha.

Vou contar um caso para vocês e encerrar este post que até o momento ainda nem decidi o título. Meu companheiro até o ano passado não era muito chegado na leitura e toda vez que eu queria ler algumas páginas deitada na cama antes de dormir rolava aquele momento: “Ah, vamos assistir um filme/série” ou “eu queria desligar a luz…”. Eu tinha que barganhar alguns números de páginas antes de ir assistir o filme/série ou desligar a luz.

A tática utilizada para despertar nele o prazer da leitura é o mesmo que indico para todos que desejam começar a ler: ir nos assuntos de interesse e, bingo! Hoje me pego eu assistindo Girls enquanto ele devora páginas e páginas, me cutucando entre uma e outra para compartilhar informações de grande valia.

A leitura deve ser algo prazeroso e um bom assunto para o papo descontraído com os amigos. Nunca ser uma ferramenta de humilhação ou forma de inferiorizar o próximo e acima de tudo devemos respeitar os gostos literários alheios. Aos iniciantes, não que eu me considere uma veterana, leia o que você goste e não se prenda a rótulos. Aos não leitores, permita-se a esta experiência.

Até a próxima.

 

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Teimosa de doer e de personalidade forte, eu sou a Caroline e evito pronunciar meu sobrenome completo porque nunca acertam. Amo demais o meu trabalho e a rotina louca que todos os meus compromissos me proporcionam. Livros, gato, whisky, vinho e o churrasco do papai são minhas paixões.