{Diabetes} Os cuidados para quem ficou doce demais

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Diabetes Mellitus ou diabetes é uma disfunção do metabolismo de carboidratos, caracterizada pelo alto índice de glicose no sangue (hiperglicemia) e presença de açúcar na urina (glicosúria). “O diabetes é causado pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e que tem como função quebrar as moléculas de glicose para transformá-la em energia, que será aproveitada por todas as células. Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: aumento da concentração de glicose no sangue” elucida o educador físico Carlos Eduardo Oliveira.

Os tipos de diabetes mais frequentes são o tipo 1, 10% do total de casos, e o tipo 2, que soma cerca de 90% dos casos.  O TIPO 1 é uma doença autoimune e ocorre quando o pâncreas para de produzir ou produz quantidade insuficiente de insulina. É mais comum em jovens antes dos 35 anos e a administração de insulina é necessária para prevenir cetoacidose, coma e morte. O TIPO 2 ocorre quando o organismo produz insulina, mas as células musculares e adiposas se tornam resistentes a esse hormônio. Está relacionado à obesidade e ao sedentarismo e sua incidência é maior após 40 anos. É o tipo mais comum e 80% a 90% dos diabéticos desse tipo são obesos. Esse tipo pode ser tratado com dieta e exercícios, mas também podem ser necessários remédios por via oral ou doses de insulina. Já o TIPO GESTACIONAL aparece na gravidez, podendo melhorar ou desaparecer após o nascimento do bebê. É associado ao aumento de peso excessivo da mãe. Embora temporário, o diabetes gestacional pode trazer danos à saúde do feto e/ou da mãe e cerca de 20% a 50% das mulheres com diabetes gestacional desenvolvem diabetes tipo 2 mais tarde.

O diabetes ainda é uma doença sem cura e que pode levar à morte se não tratada. Estima-se que a cada 10 segundos uma pessoa morra de causas relacionadas ao diabetes. Embora atualmente os tratamentos médicos evitem as mortes por coma diabético, a doença afeta diversas funções do organismo que colocam a vida em risco. Ou seja, ela mata, mas de forma indireta.

Dieta alimentar equilibrada e atividade física são fundamentais para o controle do diabetes e para reduzir o nível da glicose nos dois tipos principais. “Praticar exercícios é muito importante para qualquer pessoa. Para diabéticos os benefícios da prática de atividade física, inclusive musculação, são muitos e podem ser divididos em duas categorias: imediatos e tardios. Imediatos ocorrem logo nos primeiros dias, como aumento da ação da insulina, aumento da captação da glicose pelo músculo e diminuição da glicose sanguínea. Já nos benefícios tardios há melhoria das funções cardiorrespiratórias, da força e da resistência e aumento da ação da insulina. Durante os exercícios o corpo usa a glicose como fonte de energia, ou seja, a atividade física tem um papel semelhante ao da insulina. Outra vantagem é que exercícios regulares levam à perda de peso, o que também ajuda no controle do diabetes”, explica Eduardo.

“Há também muitos mitos relacionados ao diabetes. Diabéticos não podem comer produtos diet à vontade, como ninguém pode comer nada à vontade, mas sim em pequenas quantidades. Cirurgias de estômago/intestino também não curam diabetes, embora a maioria das pessoas que passa por essas cirurgias registre melhora nos níveis de glicemia. Além de evitar o açúcar, os diabéticos também precisam tomar cuidado com o consumo de carboidratos. A doença, na fase inicial, não provoca sintomas e seu único indicativo é o exame de sangue. E, para finalizar, o estresse piora o diabetes, pois o nível de açúcar no sangue sobe quando as pessoas ficam nervosas”, finaliza o educador físico.

Fatores de risco

* Obesidade (inclusive a obesidade infantil)

* Hereditariedade

* Falta de atividade física regular

* Hipertensão

* Níveis altos de colesterol e triglicerídeos

* Medicamentos, como os à base de cortisona

* Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II)

* Estresse emocional

 

COLABORAÇÃO CARLOS EDUARDO OLIVEIRA / CREF 005448-G/BA (Foto: Neiva Sehn)


Matéria publicada na Revista Carpe Diem 17 / Março 2015 Veja a revista na íntegra

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