Dia dos namorados: dicas para não errar no presente do seu amor

O dia dos namorados é uma data comemorativa dedicada aos casais. No Brasil a data é comemorada no dia 12 de junho e, apesar de todo dia ser especial para quem ama, nesse dia, as pessoas se dedicam de maneira mais especial para deixarem seus parceiros felizes. E quando se trata do “Amor, mozão, moh, mozito, metido, metida, vida, nega, nego ou bebê…” da nossa vida, a dúvida quanto a como presenteá-lo sempre surge. Seja sete dias ou vinte anos, se você o ama, haverá hesitação quanto a como presenteá-lo, afinal, muitas são as peculiaridades da paixão dos nossos dias, não é mesmo?

Solteiros que me desculpem, mas ter alguém para partilhar nossas lágrimas, sorrisos, derrotas e vitórias é imensurável, chega a ser cômico como vivemos sozinhos por longos anos e de repente parece não sabermos mais viver sem aquela pessoa, e não importa se ela é chata e, às vezes, briguenta, ciumenta e muitas vezes pirada, não importa nem mesmo se ela deixou a toalha molhada em cima da cama pela milésima vez seguida, você a amará assim mesmo e estará sempre disposto a fazer tudo para agradá-la. Não negue esse fato, pois o amor tem dessas coisas.

Por isso, a equipe Immagine preparou algumas dicas e sugestões de presente para quem você ama. Esperamos que curta, pois fizemos com muito carinho:

A dica de presente para aquelas pessoas que amam estar perto natureza e tem paixão por animais é um passeio no Parque Vida Cerrado. O lugar é um mimo… Lá podemos encontrar araras, lobos e outras espécies e também é possível, ainda, levar uma muda de planta nativa do cerrado para a pessoa que você ama cuidar e guardar-te nas melhores lembranças.

Mas se o amor dos seus dias é daqueles que não perde a oportunidade de viajar, temos duas opções maravilhosas. A primeira fica em Goiânia. A capital brasileira dos parques (cenário típico dos enamorados) dispõe de vários pontos turísticos, e vocês poderão se hospedar no Hotel Rio Vermelho. Já pensou em um dia especial ao lado do seu amor com um café da manhã super completo e um jantar na Casa da Ponte? Com certeza esse combo proporcionará um clima romântico à sua viagem.

Para quem quer aproveitar a Praia do Forte em Salvador, temos o ambiente incrível da 7 Express Gastronomia. A pizzaria dispõe de um espaço de arte cuja riqueza cultural e gastronômica é maravilhosa. O clima natural do local deixará seu encontro especial  e ainda mais romântico.

Temos também a Pizzaria Sabor do Sul em Camaçari, onde encontramos um clima peculiar e também onde o sabor  das pizzas é indescritível. Já adiantamos: perfeito como estar ao lado de quem amamos, uma das melhores coisas da vida.

Mas se a pessoa que você escolheu para chamar de “vida” é daquelas que ama o conforto de casa e que faz de tudo para tornar seu lar o lugar mais confortável do mundo, que tal presenteá-la com o tão sonhado jardim de inverno? A Casa Campos poderá lhe ajudar na construção dessa história. E você ainda pode contar com a K-lu Marmoraria na escolha dos mármores para dar, ainda, mais vida a esse projeto (e presente).

Para decorar e deixar o ambiente com a cara do seu amor, você pode contar com a Design Center. Sabe aquele up no escritório que seu esposo tem desejado? Pois é, lá você encontra poltronas, escrivaninhas, quadros e muito mais para agradar a quem ama.

Bom, mas se a crush da sua vida está há algum tempo pensando em dar aquela virada no visual, como por exemplo, querendo  tirar das pernas os vasinhos que tanto a incomodam, a dica é levá-la ao Dr. Thiago Maia para fazer uma avaliação e um orçamento. Garantimos que ela vai amar.

Para aquela pessoa que ama ganhar roupas, você pode passar na Encontro das Griffes e, se mesmo assim surgirem dúvidas, lá você contará com uma curadoria especializada que te ajudará a fazer boas escolhas. Garantimos que será impossível sair de lá sem um lindo presente.

Depois de ir à Encontro das Griffes e escolher o look para o rolê, você pode passar no Tuka’s Burger e escolher aquele hambúrguer artesanal que deixa seu mozão ainda mais xonado em você. O que acha?

E por falar em apaixonada, o Grupo Marabá tem ofertas que deixam todo casal feliz. Além de toda a parte de perfumaria, as lojas contam com uma rica seção de guloseimas deliciosas que todo mundo ama. Os clientes também encontram por lá uma adega de vinhos nacionais e importados perfeitos para compor um jantar romântico.

Mas se nenhuma das dicas acima foi suficiente, é porque você sentiu que chegou o momento de elevar o nível de sua relação. Para isso temos o Floral Paraiso Residence, que dispões de apartamentos maravilhosos para você dividir a vida com o amor dos seus dias. Que tal uma nova vida vista de cima?

Agradar a quem amamos é a segunda melhor coisa do mundo. A primeira é ser agradado, não é? Portanto, não se esqueça de copiar este link e enviar ao seu amor, afinal, ele poderá usar essas dicas e mostrar sinais do que gostaria de ganhar. Apesar de que são tantas as opções… Mas não se preocupe, pois quando se ama, todo esforço torna-se válido. A gente fica assim mesmo, meio bobo e querendo exibir nossos sorrisos pelo mundo afora, sabe?

A Equipe Immagine deseja um dia dos namorados encantado para todos os Immaginéticos!

Jalapão – Dicas para ir sem medo por conta própria

Há 8 anos moro em Luís Eduardo Magalhães (Bahia) e tem pelo menos 6 anos que sonho em conhecer o Jalapão. Finalmente fui e voltei ainda mais apaixonada por esse lugar! Bruto, selvagem, inacreditável, incrível! 

Antes de ir procurei muita coisa na internet, mas achei poucas. Por isso, hoje compartilho com vocês um post quentinho com as dicas que vivi na pele no Jalapão. A primeira delas é VAI! O Jalapão é mesmo inesquecível <3

A segunda dica, leve dinheiro. Quase nada passa cartão. Terceira: peça um mapa do Jalapão na sua pousada, ele é ilustrado e ajuda muito a se localizar. Foi meu guia.

 

Contratar guia ou ir por conta própria?

Antes de ir pro Jalapão, queria muito contratar um guia por lá. Primeiro porque praticamente todas as matérias e dicas que li, falavam para ir com guia. Mas, por ter pouca informação na internet, todos os guias e agências que encontrei saíam de Palmas – o que pra mim é totalmente contra mão.

Resumindo, dá sim – E MUITO – ir por conta própria. Se você tiver um carro 4×4, aí sim vá sem medo. Conhecidos já foram com carro pequeno, mas eu indico ir com um carro alto e ser bom motorista. Tem que ter um pouco de conhecimento em andar na areia para ir ao Jalapão por conta própria. As estradas tem muita areia, e alguns lugares, muita areia fofa – bem fácil de atolar.

Sem guia, talvez você não conheça muitas coisas, quando fui (fiquei 3 dias), conheci mais as atrações perto de Mateiros e que os locais diziam que dava pra ir de carro (carro alto mas sem tração). No entanto, lá conheci alguns guias muito bacanas e peguei o telefone para a próxima ida (que irei, com certeza). São guias que podem te encontrar em Mateiros e te levar de 4×4 para outros atrativos, como as Dunas. Segue aí: Rodrigo (ele é a cara do He-man rs) – 63 9208-7589 e Claudemir – 63 9956-1373. Outro guia, que gosto muito, é o Bruno (ele é da Chapada dos Veadeiros, mas também faz Jalapão): 61 9856-7804 @brunodiasguia

Chegando em Mateiros

Distância LEM / Mateiros

A distância de LEM até Mateiros é em torno de 350 km, de estrada de chão na sua maioria. Nos dias que eu fui, não choveu, então a estrada estava ótima.

A Pedra da Baliza fica no caminho pra Mateiros, pra quem vai pela Bahia

 

Cachoeira do Formiga

O lugar que eu mais queria conhecer no Jalapão era a famosa Cachoeira do Formiga e foi o primeiro que fui, claro. ELA É SIMPLESMENTE INCRÍVEL! Não tem uma queda d’água impressionante, mas todo o resto dela te encanta. A cor da água é inacreditável, sem contar que também é morninha (chega a ser quente comparada com a água dos rios na Bahia).

A piscina que se forma logo abaixo da cachoeira tem cerca de oito metros de diâmetro e quase dois de profundidade. É uma das cachoeiras mais lindas que já vi, quase como a Santa Bárbara na Chapada dos Veadeiros (é a minha preferida).

A água é azul, a vegetação ao redor verde e exuberante e a estrutura é muito boa. Tem restaurante pertinho, além de banheiros.

A estrada até a cachoeira foi a mais tranquila de todas e foi bem sinalizada, só seguir as placas e você encontra bem fácil. Vá sem medo de ser feliz.

 

Fervedouro Encontro das Águas

Um garçom de Mateiros sugeriu o Fervedouro Encontro das Águas. Segui a dica e foi o primeiro que conheci. Só posso dizer que vale a pena ir nele primeiro! Pra chegar até lá, a estrada também estava boa, com areia ok. No mesmo caminho tem outros fervedouros, que fui depois. Quando cheguei pela manhã, tinha fila para entrar. Capacidade de 4 pessoas por vez, 20 minutos, pois é um fervedouro pequeno. Coloquei o nome na lista e fui conhecer o Encontro das Águas que, como o nome diz, é o encontro de dois rios. Bem agradável, dá pra nadar e espantar o calor.

Depois, a hora de conhecer o fervedouro. À primeira vista, parecia um poço de água parada. Mas, ao entrar, a sensação é indescritível. No centro, você não pisa em nada, simplesmente flutua! Não tem um chão pra pisar, mas você não afunda.

É incrível mesmo. Esse fervedouro é um dos menores, e mais forte. A força dessas nascentes varia de fervedouro para fervedouro, e esse foi o mais forte que conheci.

“Fervedouros são piscinas naturais que não deixam as pessoas afundarem. O motivo de ser praticamente impossível afundar, é uma rocha impermeável que não oferece vazão para o lençol freático logo abaixo. Quando a água nasce, a pressão é tão grande que empurra a areia para cima. A água fica com alta densidade e as pessoas quando entram nos poços flutuam em partículas de areia”. Fonte: https://goo.gl/kQMsFu

Fervedouro do Ceiça

É realmente um dos mais bonitos. É a mesma estrada do Fervedouro Encontro das Águas.

Parece uma paisagem de cinema, coisa mais linda, com muita vegetação. O fervedouro é bem maior que o outro, capacidade de 10 pessoas por vez. As nascentes que não te deixam afundar ficam em alguns pontos específicos. Água muito gostosa, uma paz que só tem nos fervedouros do Jalapão (pois não pode pular nem fazer zoeira).

Uma dica: sempre que for no fervedouro, obedeça às orientações pra preservar esse paraíso.

Fervedouro do Rio Sono

Foi o último do dia, quando cheguei já estava mais fresco e tinha sombra em todo o fervedouro. Acabei tirando poucas fotos. É um fervedouro bem gostoso de ir também, mas menos impressionante que os outros. Nesse, também, a água é um pouco mais fria que os outros. Capacidade de 6 pessoas por vez, valor R$ 15. Nele também tem um restaurante muito organizado, com muitas redes pra descansar.

Ah, sim, abasteça sempre: é tudo longe e a gasolina acaba mesmo. Na volta desse passeio aos fervedouros, encontrei um carro no meio da estrada – sem gasolina.

 

Fervedouro dos Buritis

Esse fervedouro me impressionou muito. Foi o meu preferido da viagem. Quando cheguei, tinha uma turma já no fervedouro, então esperei no rio ao lado até a minha vez. No fervedouro, um lado é com menos pressão e no outro, pressão forte também. Ele é grande, com capacidade de 10 pessoas.

Bem perto do fervedouro, tem um restaurante, onde almocei e tirei um cochilo na rede. Tem também um pé enorme de caju. Detalhe: nunca gostei de caju, mas provei esse e gostei muito. Maduro, delicioso, você colhe do pé. Uma delícia.

Depois do almoço, o fervedouro estava vazio – não tinha ninguém lá embaixo. Não deu outra, voltei pro fervedouro, dessa vez sem ninguém pra dividir. Que experiência! Foi a despedida perfeita do Jalapão.

PS: A estrada para esse fervedouro foi a que mais tinha areia. Não deu outra, na volta, uma distraída e atolamos. Sorte que passou uma caminhonete que puxou o carro. Por isso, pra ir no Jalapão por conta própria significa levar corda e também algumas ferramentas que possam ajudar a desatolar. Ah, e não dar bobeira também, nem sempre a ajuda chega rápido.

 

Onde comer

De boa no Restaurante da Dona Rosa

Levei muita comida de casa, mas na maioria dos atrativos que fui tinha restaurante, então não precisa se preocupar. Almocei no primeiro dia em Mateiros (o mais difícil de conseguir comida, foi lá), no Restaurante da Dona Rosa. Também almocei na comunidade Mucumba (perto do Fervedouro Encontro das Águas) e no Fervedouro do Buriti. À noite tem poucas opções, acabei indo no Espetinho do Tavares, pertinho da praça. Não tem (ou eu não achei) restaurantes ou barzinhos legais pra comer em Mateiros, o foco é curtir o dia e dormir à noite.

 

Onde dormir

Procurei pousada pelo Instagram mesmo – sigo várias. Dei sorte e consegui ficar na Pousada Santa Helena @pousadasantahelena, que tem uma super estrutura, com piscina iluminada e tudo. Muito confortável, espaçosa, quarto grandão, chuveiro muito bom e o café da manhã ainda melhor – tem muita comida. Na pousada tem uma arara de estimação. Acredito ser uma das melhores pousadas de Mateiros, pois tem uma estrutura única mesmo.

Passei em um fervedouro no segundo dia que não entrei, mas junto dele tem uma pousada sustentável muito legal. São casinhas com cama e ventilador de teto, tudo de madeira, e tem também um espaço tipo cozinha comunitária. É como se fosse um acampamento, mas com um pouco mais de estrutura, junto com o fervedouro. Muito, muito legal mesmo. Pena que esqueci o nome.

E dá sim pra ir com crianças, elas vão amar tudo lá. Na próxima ida espero levar a Gabi (minha filha, 7 anos). O difícil é só ter vontade de ir embora!

 

Curtiu as dicas? Tem mais fotos no insta @mozanotto, segue lá!

 

Minha primeira vez no Palacete das Artes

Depois de um tempo submersa em livros e tentativas de ingressar no mestrado, em abril de 2018 consegui uma vaga na Escola de Belas Artes da UFBA em Salvador. Ingressei na linha de pesquisa Arte e Design, devido a minha formação e carreira profissional, mas as artes vão passar a fazer parte da minha vida de uma maneira não só como curiosa, mas também como pesquisadora. Por isso convido vocês a adentrarem comigo nesta difícil missão (#sqn) de desbravar esse universo inspirador na capital baiana.

Depois de um mês e 25 dias morando em Salvador, já conheci alguns cantinhos espetaculares – e até alguns cantinhos que não estão contemplados nos roteiros turísticos mais badalados. Vou compartilhar com vocês aqui esses achados, a começar pelo PALACETE DAS ARTES.

Foto: Dávila Kess

Adentrar essa construção deslumbrante é uma viagem no tempo, a começar pela história da família Catharino em 1912. Após tantas transições desse lugar, hoje a “Villa Catharino ou Palacetes das Artes” é um conjunto arquitetônico tombado como patrimônio artístico e cultural da Bahia. O “Palacete Catharino”, como também é conhecido, tem em sua decoração toques das modernidades francesa e inglesa e fica no bairro da Graça, em Salvador.

 

 

Na parte externa, um toque de modernidade de Rodin em quatro belas peças nos jardins do palácio e um café charmoso, o Solar Graça.  Além de ter uma programação incrível, o local é ocupado por várias formas artísticas, com tango aos sábados, aulas de criação de documentário e até yoga nos domingo pela manhã, sempre no último domingo do mês [AMEI].

Ainda sobre a programação, até o dia 1 de julho os visitantes poderão conhecer um pouco mais da vida de Frida Kahlo e seu amado [e odiado] Diego Riviera, numa exposição inédita. Exposição essa que, apesar de mostrar pouco da história real que acontecia por trás dos bastidores daquelas fotos posadas, nos permite ver a evolução do casal mais polêmico da história das artes. E a grande surpresa neste tour cultural foi conhecer um pouco mais sobre o artista argentino radicado na Bahia e falecido ano passado – Reinaldo Eckenberger. Mas sobre ele falaremos no próximo texto. Recomendo a todos que estiverem de passagem pela capital baiana uma passadinha neste cantinho inspirador da cidade.

Até a próxima.

Bjinhus

Kess

Vivendo em Londres: A aventura começou antes da chegada

Saudações tupiniquins!!!!!!

Este é o primeiro texto contando a minha experiência de morar em Londres e estou ansioso para compartilhar tudo que ando vivendo na terra da rainha. Morar em outro país, outra cultura, outro mundo, está me surpreendendo todos os dias e além de contar quero tentar ajudar quem tem este sonho ou curiosidade.

A aventura já começou antes de chegar em Londres. Como não falo, entendo muito pouco e aprender a língua inglesa é um dos motivos de morar em Londres, tudo é mais complicado e quase custou a perca do voo.

1ª Dica: Conseguir entender e falar pelo menos o básico de inglês.

O meu trajeto foi o seguinte, parti de Goiânia – Goiás(minha terra querida) para o aeroporto de Guarulhos, seguindo de lá fui para Paris apenas para fazer uma conexão e pegar outro voo para Amsterdam onde fiquei três dias e depois segui viagem de ônibus  até Londres.

Chegando na Europa por Paris já tive minha primeira aventura, minha conexão tinha um intervalo de duas horas entre descer no aeroporto de Paris e pegar o voo para Amsterdam. Essas duas horas pareciam ser mais que o suficiente já que era só descer de um avião e pegar outro. Mas, caro viajante sem noções de inglês. Não se engane! O aeroporto de Paris é gigante e quando desci  tinha uma fila enorme na imigração.

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REPRODUÇÃO

Como já tinha recebido uma dica de passar na frente para não perder a conexão, assim eu fiz e ninguém tentou me impedir, mas caso alguém se aborreça porque você tá cortando a fila é só informar que vai fazer conexão e seu voo está saindo que é algo normal.

 

2ª Dica: Corte a fila da imigração ou até mesmo do detector de metais caso seu voo estiver próximo de decolar.

Mesmo cortando fila perdi preciosos quinze minutos até passar pelo oficial da imigração francesa que me perguntou algumas coisas que não entendi(rsrsrs), repeti algumas vezes  em inglês que estava atrasado para minha conexão e como ele percebeu que eu  não estava entendendo o que me perguntava, fez uma careta, carimbou meu passaporte e me deixou passar.

Como não tinha entendido nada nesse primeiro contato, comecei a ficar preocupado principalmente  quando vi o mapa do aeroporto que é gigante. Então fui tentar obter minha primeira informação de onde pegaria meu voo. A falta de entendimento continuou junto com uma falta de vontade do querido atendente que não fez muita questão de me ajudar com uma explicação de poucos segundos. Isso mesmo! Já comecei a não gostar de todos os franceses por esse motivo(agora é rsrsrsr) e como percebi que esse nobre senhor não me ajudaria muito, aproveitei que o mesmo apontou uma direção e fui apressando os passos. Cheguei no balcão de informações e fui atendido por uma nobre senhora que seu principal interesse pareceu ser me livrar de mim. Putz! Também aproveitei só a direção que me apontou e por isso comecei a andar mais rápido e até a correr com uma mochila de aproximadamente cinco quilos.

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REPRODUÇÃO

Após este primeiro contato com franceses que não deram muita atenção a esse pobre viajante, minha sorte começou a mudar. Solicitei informações para um trabalhador do aeroporto que foi muito atencioso e gentil ao perceber a minha dificuldade, levou-me até um ponto de trem que eu deveria pegar para ir a outro terminal que seria o local de partida do meu voo. Era isso que eu não estava entendendo! Como o aeroporto é  muito grande, tinha que pegar um trem para outro terminal e andar mais um bocado, mas quando junta o desespero com a pressa fica cada vez pior a sua compreensão.

Cheguei no terminal certo faltando uns quinze minutos para o meu voo partir. Fui no balcão de informações e com muita atenção e paciência a atendente me ajudou bastante, mas antes fez uma feição de desespero devido ao meu tempo que estava no final. Neste momento corri, corri e corri enquanto olhava as milhares de pessoas bonitas e bem-vestidas tomando um café ou uma taça de vinho bem tranquilas aguardando seus voos no lindo aeroporto de Paris e esse era os meus planos também (rsrsrsrsr).  Ms meu despreparo não permitiu apreciar esse momento. Felizmente consegui chegar no portão de embarque em cima da hora. A fila já estava no final com meia dúzia de pessoas faltando entrar. Eu todo suado, cansado, mas feliz de ter conseguido cumprir a minha missão. Pois é! Virou uma missão algo que era pra ser simples.

O embarque para Amsterdam foi garantido. Descobri que como em qualquer lugar do mundo existem pessoas que vamos simpatizar e outras não. Encontrei franceses super legais e mesmo aos trancos e barrancos tudo deu certo no início da minha aventura.

Então caros viajantes das galáxias, estude bastante a língua inglesa que é muito importante em qualquer lugar do mundo, cuidado com as conexões, tenha muita calma, diminua ao máximo o peso da sua bagagem de mão(assim você pode correr com ela srsrsrsrsrsr) e boa viagem!

No próximo post, ainda antes de chegar em Londres, vamos falar sobre os três dias que fiquei em Amsterdam. Dicas e  curiosidades. E  porque você já não manda suas dúvidas? Assim posso colocar no próximo texto. Até a próxima!

Romênia

Dia 15 de agosto foi um feriado na Bélgica, Assunção de Maria, então aproveitei de pegar um fim de semana prolongado. Eu tinha procurado quais eram os destinos mais baratos para ir naquelas datas específicas – sempre um bom jeito de escolher novos lugares para viajar – e assim acabei pegando no sábado um voo para a cidade de Timişoara na Romênia.


Tenho que admitir que tive que dar uma olhada rápida no mapa na hora de comprar a passagem, porque sei que a Romênia fica na Europa do leste, mas onde exatamente… Assim aprendi que fica entre a Hungria, Sérvia, Bulgária, Moldávia e Ucrânia. A cidade da Timişoara fica bem no sudoeste, do outro lado então do capital Bucareste.

Eu também não sabia o que esperar de lá. Sei que tem uma imagem de ser mais pobre, então até fui avisada de me cuidar de não ser roubado, porém, eu achei que as pessoas eram bem respeitosas. Talvez um pouquinho frios sim, sem dar muito oi, mas mesmo assim educados. Inclusive enquanto,  por exemplo na cidade de Praga os vendedores gostam de te dar um troco errado de volta, em Romênia eles costumam de te mostrar claramente cada moeda e nota que estão te devolvendo, para você ver que está certo.

A imagem de ser um país pobre porém pareceu ser correta. As ruas têm bastante buraco, ainda tem cavalo puxando carroça e poços de água na frente das casas e tem muitas, mas muitas mesmo, casas destruídas ou incompletas. Como se tivesse começado a construir e o dinheiro acabou no meio do processo. E também as casas e prédios que são terminados e onde moram gente, são de estado bem quebrado.

Mas ok, talvez que é mais pobre, mas o que há em excedente é natureza bonita. Decidi  ir visitar um Parque Nacional uns 120 kms da cidade de Timişoara e indo de carro para lá (e assim descobrindo que, ainda bem, também há estradas sem buracos), passei por várias paisagens bonitas e vilazinhas com igrejinhas charmosas. E, por algum motivo, também dá para ver muito, mas muito mesmo, cachorro na rua. Não foram sempre os cachorros mais bonitos, mas foi algo diferente de ver, que eu só tinha visto antes na cidade de Pucón no Chile.

Um campo de girassóis (já mortos, mas ainda muito bonito)

 

Uma vilazinha no caminho para Cheile Nerei

 

Poço de água na frente de uma casa

 

 

Uma das muitas casas destruídas

 

Bastante cachorro de rua

 

O Parque Nacional,  chamado Cheile Nerei, também era lindíssima. Me lembrou de Chapada dos Veadeiros e o Parque Conguillío no Chile. É um parque de uns 36ha largo, com várias entradas onde você estaciona o carro e de lá dá para fazer caminhadas. Pelo tamanho, tem que escolher o que quer visitar e escolher a entrada certa. Eu acabei visitando a cachoeira de Beuşniţa e o lago azul de Ochiul Beului, e o dia seguinte a cachoeira de Bigar, que na verdade já dá para ver do lado da estrada que passa no meio do parque.

Uma fazenda na entrada do parque

 

O laguinho bem azul de Ochiul Beului

 

“Cascada Beuşniţa”, a cachoeira de Beuşniţa

 

 

Passando uma cachoeirinha caminhando no parque

 

“Cascada Bigar”, a cachoeira de Bigar

 

A cidade de Timişoara, onde tem o aeroporto, não é exatamente uma cidade famosa, mas realmente é uma cidade bacana para visitar. Por ter ido ao Parque Nacional eu só fiquei uma noite em Timisoara, mas acho que dá facilmente para passar uns 2 à 3 dias lá. O centro é cercado por um rio, com parques em ambos as margens do rio. No centro mesmo tem várias praças com prédios lindíssimos (me lembrando um pouco de Madrid), músicos de rua, barzinhos, restaurantes… No centro tem várias ruas sem carros e assim é bem agradável de passear.

A famosa Igreja Ortodoxa no centro da Timişoara

 

A praça de Uniri

 

 

A Romênia em geral me surpreendeu positivamente. Nem todo mundo fala inglês, mas a língua tem origem no Latim, então na verdade a língua parece uma mistura entre o Italiano e Russo. A parte russa é complicado, mas a parte parecendo Italiano pelo menos dá para entender um pouco.

Além disso, o país tem a vantagem de ter uma moeda barata, e assim tudo fica baratinho. Sempre legal para ir em um restaurante e experimentar várias comidas típicas de lá. O que é bem comum de comer lá é polenta e carne (de porco e de frango), no geral são pratos bem pesados. Uma sobremesa típica por exemplo chama “Papanasi” que é uma massa frita com creme de leite e geleia. Gostoso, mas talvez melhor pedir um prato para dois…

Uma sobremesa típica chamada de “Papanasi”

 

E já se prepare mentalmente a comer pratos esfriados: não descobri se é pelo fato do serviço ser tão devagar ou se eles realmente acreditam que um prato esfriado é melhor do que quente, mas um fato foi que todo prato que pedi chegou praticamente frio na mesa. Mas isso é um desconforto bem pequeno comparado com tudo o que tem de bom lá!

Com certeza a Romênia ganhou um lugar na minha lista de lugares a visitar novamente e a conhecer melhor! Acho que alugar um carro e fazer um passeio de uns 10 dias pelo país inteiro, deve valer muito a pena!

Bruxelas

“C’était au temps où Bruxelles chantait

C’était au temps où Bruxelles bruxellait”

 

Nos anos 60 o cantor belga Jacques Brel escreveu uma música sobre a Bruxelas  de antes da guerra, descrevendo uma cidade viva e divertida. Para mim, a música não precisava dos verbos no tempo passado: a Bruxelas É uma cidade divertida, bonita, cultural, e com algo de bom para todo mundo.
Os turistas, que geralmente ficam somente um ou dois dias e só visitam uma pequena parte da cidade, encontram um centro cheio de ruazinhas com lojinhas de chocolate e lembrancinhas, vendedores de wafels quente e batata frita e uma arquitetura lindíssima. Em várias  ruas no centro os carros são proibidos, e assim é uma caminhada agradável da praça central (‘Grand Place’) -o orgulho da cidade e impossível de tirar uma foto sem ter grupos de turistas aparecendo atrás de você- passeando pelos prédios magníficos de ‘la Bourse’ (‘a Bolsa’) e de ‘la Monnaie’ (‘a Moeda’)’ e indo visitar nosso ‘Manneke Pis’, a estátua mais famosa da Bélgica de um menininho fazendo xixi.

 

Lojinhas no centro

 

 

 

A prefeitura na Grand Place de Bruxelas


Quem está no centro, não esqueça de visitar o ‘Mont des Arts‘ (‘Morro das Artes’), um parquinho do lado da estação central com uma vista bem bonita.


O ‘Mont des Arts’, um lugar de tranquilidade e vista bonita no centro

Continuando nesta subida do Monts des Arts chega na Praça Royal (‘Place Royal’), de onde o caminho tradicional vai para a esquerda para o palácio do rei. Porém, ao direito dá para ver no final da avenida um outro prédio antigo, o palácio da justiça. O prédio mesmo não está tão bonito por já estar anos em andaimes, porém, lá é um outro ponto na cidade onde tem uma vista para a cidade inteiro (Place Poelaert). A diferença de altitude lá é tão grande que tem um elevador para descer para o bairro abaixo, chamado ‘Sablon‘ e conhecido pelas ruazinhas com lojas de antiguidades, perto do centro também.

Num dia de céu aberto até dá para ver o Atomium de lá, uma ampliação de 165 bilhões vezes do elemento químico de Ferro e mais um dos orgulhos da cidade.

Por de sol do Place Poelaert

 

O Atomium


Estes lugares são os pontos mais visitados pelas turistas, porém, a Bruxelas é muito mais do que só este centro e o Atomium. Inclusive, o distrito Bruxelas na verdade é um conjunto de 19 municipios. Cada município tem as próprias características ( leis e burocracia), e junto com a multiculturalidade tão típica de Bruxelas, por isso que muitas  pessoas não sabem realmente definir Bruxelas.

Tem o bairro ‘europeu’, onde todos os prédios da União Europeia estão localizadas. Aqui é bem calmo durante o fim de semana, quando todos os funcionários voltam para casa. Já que eles voltam para casa na sexta feira, a noite mais agitada neste bairro é na quinta feira: toda semana a praça de Luxemburgo, pelos locais chamado de ‘Place de Lux’, fica bem agitada, com os bares e restaurantes cheios de funcionários já contando as horas da semana de trabalho acabar.

(Inclusive é algo bem típico na Bélgica, de sair na quinta feira. Isso remonta ao tempo da faculdade, quando os estudantes saíam na quinta feira, aproveitando que só tinham mais um dia de aula e que na sexta-feira à noite  voltariam para a casa dos pais para o fim de semana).

O bairro europeu fica perto do ‘Parc du cinquantenaire‘ (“Parque do quinquagésimo”), que fica entre duas estações de metrô, Schuman e Merode. O parque foi construído em 1880 para comemorar o 50° aniversário da independência da Bélgica e chama atenção pelo Arco de Triunfo no meio do verde.

 

Arco de Triunfo no Parc du Cinquantenaire


Se daqui for mais para o Norte de Bruxelas, chega no bairro de Schaerbeek. Esta  região está em volta da uma das três estações de trem principais, com o nome bem criativo de ‘Bruxelas Norte’. Este é um bairro mais pobre, com muitos imigrantes e também um pouco mais perigoso à noite. Este bairro, junto com o bairro Sint-Jans-Molenbeek ficou famoso internacionalmente quando descobriram que os terroristas dos ataques em Paris e Bruxelas moravam nestes bairros.

Mas mesmo  não sendo os bairros mais seguros, tem os lugares bacanas com vários restaurantes e padarias multiculturais e tem alguns parques bem bonitos, o parque Josaphat e o Parque Elisabeth, com uma vista imponente para a basílica de Koekelberg.

 

A basílica de Koekelberg no anoitecer


Falando em parques -um assunto fácil de aparecer neste post porque a Bruxelas tem muitas áreas verdes- temos que dar um pulo para o sudeste de Bruxelas, onde bem na fronteira do distrito tem o ‘Forêt de Soignes’, uma floresta gigante que fica tanto no território de Bruxelas, quanto da Flandres e da Valônia. A parte mais conhecida desta área gigante é o ‘Bois de la Cambre’, que é um parque bem agradável com um lago (com até um restaurante numa ilhazinha no meio do lago) no sudeste da Bruxelas.

 

Só um de muitos lugares bonitos dentro do Forêt de Soignes


Normalmente eu pararia meu post por aqui, mas na verdade conheci um novo lado da cidade onde estou morando agora. Os bairros -ou na verdade tenho que dizer os municípios- de Saint-Gilles, Chatelain e uma parte de Forest são lugares com vários restaurantes e bares onde encontrará mais locais do que turistas. Tem também dois parques bem legais, o ‘Parc de Forest’ e o ‘Parc Duden’, e dá para se perder nas ruas cheias de casas bonitas.

Vista da Parc Duden para Parc de Forest e Bruxelas

 

A prefeitura de Saint-Gilles

 

Um pouco da arquitetura típica de Bruxelas

É difícil parar de escrever sobre a Bruxelas porque é uma cidade com tantos lados diferentes e todo mundo interpreta a cidade diferentemente. Eu pessoalmente resumiria a Bruxelas como uma cidade maravilhosa e um lugar bem fácil e divertido para morar. Tem uma atmosfera  única, bem diferente das outras cidades na Bélgica. A multiculturalidade é representada pela diversão, grande de restaurantes, barzinhos,  eventos e festivais de todos os tipos de música. Tem um transporte público bom, tem ruas de lojas agradáveis (Rue Neuve para lojas de roupas ‘normais’ e Avenue Louise para as lojas mais chiques) e tem muito verde. Tem ruas lotadas de gente no centro ao mesmo tempo que tem ruazinhas tranquilas com casas lindíssimas em outros bairros. Para quem está fazendo um roteiro na Europa de Paris, Londres e Amsterdam: inclua a Bruxelas! Não vai se arrepender!

A Bélgica, uma introdução

Bom dia queridos leitores da Immagine!

A partir deste post estarei escrevendo sobre a Europa. Neste momento estou morando na Bélgica, mas de vez em quando tento aproveitar o fim de semana para ir num outro país e quando for assim, levarei vocês junto comigo!

Mas primeiro, a Bélgica. Dá para dizer que conheço bem este país. Nasci aqui e morei na cidade de Poperinge, uma cidade bem pequena perto da fronteira da França, até o final do meu ensino médio. Depois ainda morei em Leuven, Bruxelas, Ghent, trabalhei em Bruges e agora estou morando novamente em Bruxelas. Dedicarei uns postes para todas estas cidades, mas começarei a contar um pouco sobre a Bélgica mesmo.

No passado percebi que várias vezes que a Bélgica não entra no roteiro de turismo dos brasileiros. Ouvi bastante histórias de brasileiros que foram para Paris, Amsterdam e Londres, todos as capitais dos países aqui perto, mas que pulavam a Bélgica. Tudo bem que é muito fácil de pular, de tão pequeno que somos, mas isso não quer dizer que não temos coisas bonitas para ver!

Mas agora já percebi que mais e mais pessoas começaram a dar uma passada em Bruxelas ou em Bruges. Creio que a nossa fama da cerveja boa e chocolate gostoso está ajudando bastante. E ainda teve o Tomorrow Land que ajudou a colocar a Bélgica no mapa. Depois de lançar o festival no Brasil, que originalmente é daqui, ouvi mais e mais brasileiros falar, ‘ah sim, a Bélgica, de onde vem o Tomorrow Land’. Não é o meu tipo de música mas ainda temos muitos (muitos mesmo!) outros festivais no verão.

Mas antes de falar das coisas boas e lugares bonitos aqui da Bélgica, deixe eu explicar um pouquinho sobre este país que tanto tempo ficou um pouco invisível no mapa turístico. Tenho  certeza que o tamanho do país ajudou a escondê-lo: a Bélgica tem somente 30.500 km², ou seja, é 280 vezes menor do que o Brasil. Cruzando o país em vista aérea do oeste para leste, ou seja, da fronteira francesa para a fronteira holandesa, são somente 200 km. Cruzando do ponto mais norte para o sul, onde fica o país Luxemburgo, dá 300 km.

Não é surpresa então que temos uma população bem pequena, de somente 11 milhões de pessoas. O que é pouco, mas na verdade muito para um superfície tão pequeno, temos uma das densidades de população mais alta da Europa. Algo que resultou num problema bem grande de trânsito: tantas pessoas que vão de carro para o trabalho que nos horários de pico parece que a Bélgica inteira vira um engarrafamento.

Isso que o nosso transporte público não é ruim, bastante pessoas usam o trem para ir ao trabalho (é bem comum  trabalhar numa outra cidade de onde mora), mas na Bélgica ainda é comum de ganhar um carro do trabalho e assim aumenta o problema de trânsito. Mas para turistas que querem ir visitar outra cidade, recomendo  os trens que são bem confortáveis e para quais as passagens ida e volta durante os fins de semana ficam metade do preço.

Falando em ir visitar outras cidades, belgas têm uma noção de distância completamente diferente dos brasileiros. Por exemplo, como estudante é normal de ir estudar em outra cidade (já que somente as maiores cidades tem faculdade), ficar numa república perto da faculdade e nos fins de semana voltar para a casa dos seus pais (geralmente para levar as roupas sujas). Eu fui estudar em Leuven, duas horas e meia de trem da cidade dos meus pais. Eu tinha acabado de voltar do Brasil e achei esta distância bem tranquila, porém, os meus amigos me declararam de louca. Agora já morando um tempo de novo na Bélgica tenho que me acostumar de novo quando um goiano me fala: “Vou para Brasília, é rapidinho”. Sim claro, somente 3hs, o tempo que precisa aqui para cruzar o país inteiro…

Relacionado a este tamanho ridiculamente pequeno, a Bélgica tem duas características um pouco diferente:

As regiões e comunidades

A primeira é que a gente, mesmo já tão pequeno, ainda decidiu a se dividir em duas partes. Isso não foi totalmente sem motivo: originou da diferença de língua entre a norte, que fala holandês, e o sul do país, que fala francês. Ou seja, no meio do mapa da Bélgica tem uma fronteira, que por um lado eles falam holandês, e cruzando a fronteira, tudo está em francês. O norte chama-se Flandres, e a região sul chama-se Valônia.

 

E claro, as duas partes não se gostam. No passado a Valônia foi a região mais rica, por ter minas, mas nas últimas décadas a Flandres está mais rica. A Flandres agora tem mais habitantes (6 milhões), mais empresas, tem os portos (a Valônia não tem costa, a Flandres sim) e simplesmente tem uma economia maior. O que faz os habitantes da Flandres reclamar que os nossos impostos estão sendo usados para ajudar as habitantes de Valônia (que de vez em quando são sendo chamados de ‘preguiçosos’). Os últimos anos parece que este assunto sumiu um pouco da agenda political, mas não foi tanto tempo atrás que o povo gostava de discutir a possível divisão do país em dois países.

A capital, Bruxelas – para ficar neutro – ganhou as duas línguas, tanto o holandês quanto o francês como língua oficial. Ou seja, toda a comunicação, por exemplo no transporte público, ou os nomes das ruas, são nas duas línguas.

Mas claro, duas partes mais uma capital com duas línguas oficiais, não seria suficiente não. Ainda precisávamos de pegar um pedacinho da Alemanha depois da segunda guerra e assim não temos somente duas regiões com outra língua, mas três! Muitas vezes é ignorada por ser uma parte tão pequena, mas  o Alemão é também uma língua oficial da Bélgica.

Esta estrutura resultou numa composição political bem complicada, com não menos do que 6 parlamentos! Olhe só: as regiões que têm uma língua diferente foram chamadas de ‘comunidades’, ou seja, uma comunidade holandesa, uma comunidade francesa e uma comunidade alemã. Além disso a Bélgica foi dividida em partes conforme as atividades econômicas, que resultou em três regiões: a região Flandres, a região Valônia (que contém a comunidade francesa mais a comunidade alemã) e a região de Bruxelas capital. E acima de tudo isso, tem o estado federal. Tudo isso daria 7 governos, mas a região Flandres, que territorialmente é igual à comunidade holandesa, decidiu de combinar o governo da região com a da comunidade. E assim temos 6 parlamentos… e bastante belgas que são politicos.

As províncias

E não é somente esta divisão que temos. Além destas regiões e comunidades e o capital, também somos divididas em províncias. Temos 10 províncias no total, 5 em Flandres e 5 em Valônia, e ainda temos a Bruxelas, que é separado (comparado com a Brasília). E, mesmo que todas estas províncias sejam muito pequenas, cada uma é bem diferente da outra, começando com um próprio dialeto e sotaque. E não estou falando de algumas outras palavras -do jeito que no Brasil cada região tem por exemplo uma outra palavra para mandioca- mas de uma língua totalmente diferente. Eu sou da província mais oeste da Flandres, e quando falo o dialeto de lá, alguém da província mais leste simplesmente não consegue me entender. Até dentro das províncias praticamente todas as cidades tem um próprio dialeto, de qual o sotaque e algumas palavras são diferente da cidade do lado (10 km de distância).

 

Bem, isto foi só uma pequena introdução sobre a Bélgica, mas agora pelo menos, o dia que vierem para a Bélgica, entenderão quando em uma cidade ouvir o francês e em outra cidade escutar o holandês…

No próximo post mais sobre este país pequeninho!

Até já!

Kuala Lumpur

Bom dia queridos leitores da Immagine!

No começo de março, no finalzinho do meu projeto na Indonésia, dei um pulo em Kuala Lumpur, a capital do país vizinho, Malásia. Para quem nunca viajou para  Ásia não acha que Malásia é muito famosa. Mesmo quem já viajou às vezes não sabe muito da Malásia já que não é tanto um lugar turístico comparado com por exemplo Tailândia ou Indonésia.

O país na verdade é mais conhecido no mundo de negócios por Kuala Lumpur ser um hub internacional:  é uma base perfeita para quem quer fazer negócios no Sudeste Asiático. Fiquei sabendo também que é uma base boa para quem quer viajar para Austrália: às vezes fica mais barato comprar uma passagem para Kuala Lumpur e depois de Kuala Lumpur para Austrália (que tem voos de companhias aéreas de baixo custo) do que tentar ir direto. E quem está tentando lembrar da onde já ouviu o nome Kuala Lumpur antes: a cidade apareceu na mídia internacional quando o meio-irmão do líder da Coreia do Norte foi assassinado no aeroporto de Kuala Lumpur (4 dias antes de eu ir para lá).

Mesmo não sendo tão turístico como alguns outros países na Ásia, a Malásia é um país bem interessante. O país existe de duas partes: uma parte, chamada ‘Malásia Peninsular’, está grudada na Tailândia e é onde fica localizado a capital. No sul desta parte fica Cingupura. A outra parte, chamada ‘Malásia Oriental’ fica na norte da ilha de Bornéu (onde também fica o país bem pequeno chamado Brunei, e que pelo resto é território da Indonésia). O país não é muito grande, com somente 30 milhões de habitantes. É um país até bem desenvolvido, um pouco mais caro do que a Indonésia, com uma infraestrutura e transporte público bom. A língua oficial é a ‘Bahasa Malaysia’, que é bem parecida com a língua da Indonésia.

Eu fiquei quase 4 dias lá, em quais principalmente passeei em Kuala Lumpur e também fui um dia para Putrajaya. Estes dois lugares dariam para comparar com a São Paulo e a Brasília, a Kuala Lumpur é o coração econômico, e a Putrajaya é o centro das atividades governamentais. Mas ao contrário do  Brasil, estas duas cidades só ficam 35km de distância entre um e outro.

KUALA LUMPUR

Não tem como descrever a Kuala Lumpur em algumas palavras. A cidade é uma mistura gigante de prédios antigos e novos, de arquitetura européia e árabe, de mesquitas, templos budistas e hindus, de bairros malaios, índios e chineses, e de comida de todo canto do mundo. Veja você mesmo:

  1. Torres gémeas de Petronas

Petronas é o Petrobras da Malásia (com menos escândalos). A empresa construiu estas torres, que na hora da inauguração em 1998 foram as mais altas do mundo.  Os dois prédios servem como escritório para Petronas e como um dos lugares turísticos mais visitados da cidade. As torres são localizadas no bairro chamado KLCC (Kuala Lumpur City Center), um bairro bem moderno com bastante shopping, lojas e escritórios e com um parque bem gostoso que fica nos pés das torres.

 

 

  1. Kampung Baru

Pertinho do KLCC tem um bairro que é exatamente o contrário do bairro moderno e cheio de KLCC. Kampung Baru (literalmente traduzido “aldeia nova”) é como se fosse uma cidadezinha de qual em volta a cidade foi crescendo. Nestes dias é famoso por ainda conseguir achar casinhas no estilo antigo (com na parte de trás os prédios modernos da KLCC) e também por ter uma concentração de restaurantes, o que virou o bairro num lugar muito popular à noite.

 

  1. A praça da Merdeka

Esta praça também é chamada ‘a praça da independência’, por ter sido o lugar onde em 1957 a independência da Malásia foi declarada. A praça mesmo na verdade não é espetacular –  é um lugar aberto com grama, pronto – mas em volta há alguns prédios bonitos, como por exemplo o prédio do Sultan Abdul Samad e o Royal Selangor Club.

 

A praça da Merdeka com do lado esquerdo a edificação do Sultan Abdul Samad

 

Pelo outro lado da praça, o Royal Selangor Club

 

  1. Mesquita Nacional da Malaysia – Masjid Negara

Não tão longe da estação de trem central ( KL Sentral), tem um bairro bonito com um parque muito grande e em volta alguns museus e o orgulho da cidade: a mesquita nacional. A mesquita tem uma arquitetura totalmente diferente das mesquitas tradicionais e é bem bonita para visitar. Cuidado, nos horários de reza não está aberto a turistas (isso conta para todas as mesquitas).

 

  1. As cavernas de Batu

Fora do centro de Kuala Lumpur tem as cavernas de Batu. Uma parte das cavernas dá para entrar gratuitamente. Precisa subir uma escada de 272 degraus e chega na entrada da caverna de 400m fundo e 100m alto. O lugar inteiro é um lugar de culto para os hindus: tanto nos pés da caverna quanto dentro da caverna há templos hindus, e -a parte mais chamativa deste lugar- na frente da entrada há uma estátua dourada de 42m de altura do Murugan, o deus hindu da guerra e da victoria.  

 

Uma outra parte que eu gostei bastante desta visita eram os macaquinhos que moram lá. Bem, eu gostei, já que nos meus olhos eles eram fofinhos, mas um dos outros turistas que estava subindo a escada na minha frente deve ter gostado menos: um macaco rasgou a sacola que ele estava carregando e comeu na hora o lanche do cara. Ou seja, para visitar este lugar: tente ir de manhã quando ainda não tem muito sol na escada para a subida ficar mais tranquila, e não leve comida (ou guarda bem dentro da mochila)!

 

  1. Caminhando nas ruas…

 

Uma partezinha da rua Jalan Bukit Bintang: uma rua cheia de shopping e lojas luxuosas.

 

 

Só para demonstrar as oposições da cidade: do mesmo tanto que tem prédios super chiques, você acha lugares muito mal cuidados e dilapidados.

 

Um templo hindu

 

 

O começo da rua mais popular da Chinatown, cheio de lojinhas

 

  1. Comida

Quem gosta de viajar e experimentar novas comidas, com certeza recomendo Malásia! Acho que experimentei mais comida do que vi lugares turísticos lá, e tem tanta coisa gostosa! Aqui alguns exemplos:

 

Roti tisu (literalmente traduzido ‘pão guarda-napo’), bem fininho, crocante, um pouco oleoso mas que gostoso! E com a bebida Teh tarik, bem típica da Malásia, feito com chá preto e leite condensado.

 

Cheese Naan: o pão de queijo da Malásia. Tem um queijo derretido lá dentro e vem junto com um molho.

 

 

Igual à Indonésia, gostam de fritar a comida, e a banana frita é um dos favoritos também. Mas eu gostei mais ainda da banana com leite condensado e chocolate, que delícia!

 

 

Exemplo de um buffet no restaurante

 

PUTRAJAYA

Conforme eu disse, a Putrajaya dá para comparar com a Brasília. Até que dá para fazer esta comparação não somente por ser construída por fins governamentais, mas por também ter uma arquitetura impressionante e por ser um lugar onde tudo fica tão longe de um e outro que precisa de um carro. É uma cidade novíssima, concluída somente em 1999.

Os três prédios mais impressionantes são:

  1. Perdana Putra

Este prédio é o escritório do primeiro ministro da Malásia, e o prédio que mais chama atenção na cidade, já que fica num morrozinho no final da avenida principal.

 

  1. Tribunal da Justiça

 

  1. A mesquita rosa – Masjid Putra

Esta mesquita é a mesquita principal da cidade e foi feita de granito rosa. Veja por você mesmo o tanto que é bonita:

 

 

 

ALGUMAS DICAS

  1. Ônibus gratuito em Kuala Lumpur

Chamado “Go KL”, existem 4 linhas de ônibus dentro de Kuala Lumpur que são completamente gratuitos. Você consegue uma mapa das linhas nos escritórios oficiais de turismo da cidade ou pelo site (clique aqui) . Não confunda o ônibus Go KL com os ônibus Hop-on Hop-off. Este último é especificamente para turistas e é meio caro, enquanto com o Go KL você também consegue passar por todos os pontos turísticos. Para ir nos lugares que estas linhas de ônibus não passam, ou para ir de um jeito mais rápido, posso recomendar muito o metrô. Não fica caro e é bem moderno.

  1. Do aeroporto ao centro

O aeroporto de Kuala Lumpur achei um pouco confuso, porque, igual a tantos outros aeroportos, ele tem dois terminais, chamados de KLIA1 e KLIA2, porém, para trocar enter os terminais não existe um trenzinho do aeroporto, mas precisa pegar um transporte público pago, como se você estivesse indo para um outro lugar. Acabou sendo bem baratinho, nem R$ 3,00, e rápido, mas achei meio confuso. Principalmente porque não todos os jeitos de transporte para o centro saem dos dois terminais.

O jeito principal, o trem chamado KLIA Express, dá para pegar tanto no terminal KLIA1 quanto no KLIA2. O trem vai até a KL Sentral, a estação de trem central em Kuala Lumpur. A viagem custa RM35 (~ R$ 25,00) e leva meia hora. Um jeito mais barato de ir ao centro é um ônibus. Tem o SkyBus, que também vai até a KL Sentral, ele leva uma hora e pouco e custa RM9 (R$ 6,5). Este ônibus somente sai do KLIA2, que é o terminal onde chegam principalmente os voos da companhia aérea AirAsia. Se chegar em KLIA1, dá para pegar o trem para KLIA2 e de lá pegar este ônibus, ou pegar um ônibus direto da KLIA1, por exemplo da companhia Airport Coach, que custa RM18 (R$ 13).

   

  1. Walkway KLCC – BB

Kuala Lumpur tem algo que eu achei genial e adorei: uma passarela no ar de um meio quilômetro, ar-condicionado, que interconecta o centro de shoppings da Jalan Bukit Bintang com o bairro do KLCC onde ficam as torres de Petronas. O que pelas ruas seria uma caminhada de quase 2km, ficou uma caminhada bem agradável no ar condicionado de nem 10 minutos.

Para concluir, posso dizer que a Kuala Lumpur me deixou com a mesma sensação de Singapore: parece uma cidade bem legal para morar, com de tudo um pouco. Tem uma atmosfera bacana à noite quando os habitantes locais saem para jantar (o que eles fazem até meio tarde, por volta das 21hs – 22hs você vê bastante pessoas ainda jantando) e ficam lá nas mesas conversando com os amigos. Para fins turísticos, acho que vale a pena de ter visto a cidade e ter ficado lá alguns dias, mas também acho uns 3 dias o suficiente.

Com este post terminei a série de posts sobre a minha aventura de alguns meses no Sudeste Asiático. Neste momento já estou morando de novo na Bélgica, então os próximos posts serão sobre a Europa!

Até!

Cingapura

Neste post  falarei sobre a Cingapura! Quando eu viajei para a Indonésia, não estava nos meus planos  visitar a Cingapura. Eu somente tinha agendado de visitar a Malásia, pelo simples motivo que o visto de turista na Indonésia é de ao máximo 60 dias, e eu ia ficar mais do que dois meses. Então depois destes 60 dias eu ia dar um pulo na Malásia para na volta conseguir um novo visto de turista na Indonésia.

Porém, quando eu troquei de projeto depois de um mês e me mudei de cidade, eu tive um contato não tão agradável com o departamento de imigração da nova região onde fui morar. Descobri que corrupção também existe na Indonésia, e que a burocracia talvez ainda é mais chata de que no Brasil. Este meu encontro com a imigração de Pemalang tinha a consequência que fui deportada, e assim fui obrigada a viajar –mais cedo do que planejado- para um outro país, para depois poder voltar na Indonésia e pegar um novo visto. Naquele momento a passagem para a Cingapura foi a mais barata, e assim acabei indo um fim de semana para lá.

A República de Cingapura é o menor país da Ásia sudoeste e o 20° menor país do mundo, com um tamanho de 716km² (a metade da área de São Paulo Capital). Na verdade, a classificação correta de Cingapura não é país mas “cidade-estado”, ou seja, uma cidade com todos os poderes de um país. Tem quase 6 milhões de habitantes, que principalmente são de três origens: 77% são chineses, 14% são da Malásia e 8% são da India. Assim, nos lugares públicos tudo está escrito em 4 línguas: Chinês (Mandarin), Bahasa Malaysia, Tamil e Inglês.

A Cingapura não estava na minha lista de destinos a visitar porque na minha cabeça era um lugar muito caro: do que eu lembrava era uma das cidades mais caras do mundo. Então, quando fiquei sabendo que eu ia viajar para lá, uma das primeiras coisas que joguei no Google foi: “budget traveling in Singapore” (“viajar com pouco dinheiro em Cingapura”). E fiquei surpresa em ver que tem muita opção para fazer a viagem de um jeito mais barato.

Inclusive enquanto eu estava escrevendo este post, saiu um artigo no BBC que tratou exatamente sobre isto: porque a Cingapura aparece já há 4 anos no index “Custo de viver” como a cidade mais cara, se na verdade dá para viver barato lá? No artigo explica que este index faz o cálculo levando em conta os custos de expats (os estrangeiros morando lá por causa do trabalho) que já tem um custo de vida mais alto, já que frequentem hotéis e restaurantes bons. E as coisas que geralmente são mais caras, ficam muito caras em Cingapura. Porém, é perfeitamente possível de visitar o país sem ter que ficar num hotel caro (existem hostels bons), ir em restaurante (tem alternativos para comer mais barato) e precisar de pegar um táxi (o transporte público é ótimo).

Já que só fiquei sabendo na quarta-feira que eu ia ter que ir naquela sexta-feira para Cingapura, a minha viagem não foi muito bem preparada. Também acabei só passando um dia lá, cheguei numa sexta à noite e no domingo meio dia já tinha que pegar o meu voo de volta. Mas deu para visitar uns dos pontos mais famosos naquele sábado:

 Merlion Park com vista para Marina Bay Sands, ArtScience Museum e Singapore Flyer

Comecei o meu dia bem cedo para pegar a vista do sol nascendo a partir do parque mais famoso do centro da Cingapura: o Merlion Park (na verdade não é um parque no sentido de ter grama e árvores, é mais uma praça). O “Merlion” é um dos ícones do país, uma estátua de uma figura mitológica com a cabeça de um leão e o corpo de um peixe. Quando cheguei no parque, a única estátua que vi foi esta:

Ok, é uma estátua da mistura de um leão com peixe, mas eu tinha muita certeza que nas fotos da Cingapura eu vi uma estátua maior do lado de um lago bem grande, não uma piscininha deste tamanho. Tirei a foto me sentindo um pouco ridícula, mas pensando bem, se eu não estou vendo nada maior, quem sabe que é esta aqui mesmo.

Aí foi só um pouco depois quando li por acaso uma placa que estava do meu lado que eu entendi. A placa dizia: “Desculpe-me enquanto estou tomando um banho”, e estava anexada à embalagem em volta do Merlion original.

 

A partir do Merlion Park, você consegue ver os outros ícones do país:

 

Ao lado direito tem o hotel cinco estrelas chamado Marina Bay Sands. Na frente fica um museu de arte e ciência com uma arquitetura bem diferente. Para o lado esquerdo tem a roda gigante chamada Singapore Flyer, que, com uma altura de 165m, foi a maior roda gigante até 2014.

Toda noite, às 20hs e às 21.30hs, a Marina Bay Sands tem um show de luzes (gratuito), que dá para ver perfeitamente do Merlion Park.

Gardens by the Bay

Este lugar com certeza foi o meu lugar favorito. Dava vontade de ir morar na Cingapura só para ir passeando neste parque todo dia. Fica ao outro lado de hotel Marina Bay Sands, com esta vista bonita:

 

O ponto mais chamativo do Gardens by the Bay são os Supertrees (“Superárvores”): construções de metal que representam árvores. Eles têm alturas entre os 25m e 50m, tem painéis solares para ser autossuficiente na questão de iluminação e também tem um sistema para guardar a água de chuva e poder reutilizar num sistema de irrigação. Veja o tanto que este lugar é impressionante:

 

 

À noite tem um show de luzes nestes árvores, chamado Gardens Rhapsody Light Show. Tem o show todas as noites às 19.45hs e às 20.45hs, e o acesso é gratuito. Com certeza recomendo! Eu fui na apresentação das 20.45hs para depois ir direto para o Merlion Park para assistir o show de luzes da Marina Bay Sands.

 

East Coast Park

Não vou dizer que o parque East Coast Park é um dos lugares mais turísticos, mas é um lugar muito gostoso para passear um pouco. O parque tem um comprimento de 15km seguindo a costa e tem uma pista de ciclismo, lugares para fazer churrasco, algumas praias pequeninhas,… É um lugar onde principalmente encontrará as pessoas locais no tempo lazer deles.

 

Estes 3 lugares foram os lugares onde passei o mais tempo, mas tem muito mais coisa ainda. Quando está no Merlion Park, já está do lado do centro onde fica o parlamento, a justiça, museus, shoppings etc. É um bairro bem legal para dar uma caminhada, já que tem muito prédio bonito. De lá dá para pegar o transporte público para Harbour Front, de onde sai um trem para a ilha Sentosa Island, um lugar bem turístico, principalmente conhecido pelo parque Universal Studios e as praias tropicais (que não são naturais, foram construídas com areia importada da Indonésia). Quase fui lá mas começou a nublar bem na hora que eu ia pegar o trem, então não fazia muito sentido ir numa praia sem sol. Tem também os jardins botânicos e vários outros parques, e até o aeroporto mesmo da Cingapura é legal para visitar!

Algumas dicas para quando estiver preparando a sua viagem:

Singapore Tourist Pass

O Singapore Tourist Pass é um cartão para pegar o transporte público tantas vezes que quiser. Existem cartões para somente um dia (~ R$ 22,0), para dois dias (~ R$ 36,0) ou para três dias (~ R$ 44,0). Na hora de comprar o cartão você tem que pagar o valor de 10 Dolares de Cingapura (~R$ 22,0) a mais, que você recebe de volta na hora de entregar o cartão no final da sua viagem. Tem como comprar o cartão no aeroporto ou em algumas estações de metrô. O cartão não é válido para 24hs mas somente até o final daquele dia que você o começou a usar. Então se chegar à noite em Cingapura, é melhor comprar um bilhete único, para o dia depois iniciar este cartão. Já que com certeza precisará do transporte público, vale muito a pena comprar este cartão!

Se prepare para caminhar muito

Eu cheguei lá com uma noção totalmente errada de distâncias: no mapa dá para ver claramente que tem a estrutura de uma cidade só, em vez de ser um país com várias cidades. Lembrando que era um país muito pequeno, eu olhava aquele mapa e jurava que tudo era pertinho de um e outro. Mas sim, é um país pequeno, mas quando aquele país pequeno é uma cidade só, quer dizer que a cidade é grande. Foi algo que meus pés acabaram descobrindo… Mesmo que peguei muitas vezes o metrô, eu andei muito! Até dentro da estação de metrô parece que já tem que andar duas quadras para sair de lá.

Hawker Centers

No começo do post mencionei que a sua estadia na Cingapura não precisa ser muito caro. Um aspecto muito importante para conseguir deixar sua visita mais barata são os Hawker Centers. Um Hawker dá para comparar com a praça de alimentação num shopping: é um lugar cheio de mesas e em volta várias lojinhas vendendo a comida delas. A comida é estilo “street food”, a comida típica que daria para comprar de vendedores ambulantes na rua. Geralmente na Ásia é meio arriscado de comer comida da rua, porém, estes Hawkers tem fiscalizações higiênicas e é bem tranquilo de comer lá. E os preços são ótimos, por volta dos 10 reais para um prato.

Leve em mente as regras

Cingapura foi declarado o segundo país mais seguro do mundo (depois da Suíça). Eu não sabia desta informação quando eu estava lá, mas dava para ver que era um país com muitas regras e muita vigilância, o que dava uma sensação de segurança. A vigilância não foi nem no sentido de ver muito policial na rua, mas foi na forma de placas deste jeito:

 

Como turista também tem que tomar cuidado com as regras que são diferentes, já que o governo da Cingapura aparentemente adora multa. Por exemplo, é proibido  tomar ou comer algo dentro do transporte público. Inclusive é proibido  entrar no transporte público com uma certa fruta de lá, chamada ‘durian’ (parece uma jaca pequena), já que a fruta tem um cheiro forte. Também pode levar multa se der comida aos pombos na rua. A Cingapura até tem uma lei que proíbe a venda e importação de chiclete. Só não tem lei que proíbe o consumo dele, vai entender. Mas se você estiver viajando com alguns pacotinhos de chiclete na bagagem de mão, é possível  ter que responder algumas perguntas no aeroporto. Se cruzar a rua sem ser na faixa de pedestre enquanto tem uma faixa perto (ao máximo 50m de distância), também pode levar multa.

Na minha opinião a Cingapura é uma cidade muito agradável, muito limpa. Tem um transporte público muito bom e tudo é bem explicado e fácil para achar. Com certeza me pareceu um lugar muito agradável para morar. Quando é para fins turísticos, creio que nuns 2 à 3 dias já são suficientes para ver todos os pontos mais bacanas e que depois já dá para seguir o caminho a outros lugares na Ásia.

O meu próximo post tratará sobre uma outra capital na Ásia, que fica até “pertinho” da Cingapura (leia: 9 horas de trem): Kuala Lumpur, capital da Malásia. Até!

A cultura indonésia (2)

Exatamente duas semanas atrás foi o meu último dia na Indonésia. Depois de uma passada curta na Bélgica estou agora curtindo bastante pão de queijo, coxinhas e brigadeiro nesta terra linda do Brasil. Mas conforme prometi, dedicarei mais um post a Indonésia, já que é uma cultura tão diferente que ainda tem bastante coisas a contar.

Vamos começar pela comida, sempre um assunto gostoso. No meu primeiro post, passei as palavras “pedas” (piquante) e “goreng” (frito) que já são um bom indicador de o que você pode esperar na Indonésia. Passarei mais umas palavras aqui relacionadas à comida, que – claro – foi o vocabulário que eu aprendi o mais rápido.

– Makan: Tem que começar a listinha pela palavra mais óbvia, “makan”, o que quer dizer “comer”. Se ficar hospedada na casa de alguém, pode ter certeza que será a palavra que mais escutará.
– Nasi: Na bahasa Indonesia existem várias palavras para arroz, já que eles fazem uma diferença entre o arroz que ainda está no campo, o arroz que já foi colhido e o arroz pronto para comer. Nasi é o arroz que está no seu prato mesmo e é o que eles comem como café da manhã, almoço e janta. Os Indonésios falam que, se para uma destas refeições não comer arroz, é igual a não comer nada, independente de quantas outras coisas tinha no prato. Um café da manhã com chá, pão, frutas e iogurte então é um absurdo para eles (um comentário que eu tive que ouvir bastante cada vez que eu optei para um café da manhã não-asiático).
Eles também preparam o arroz diferente do jeito brasileiro, já que eles usam uma máquina. Realmente todo mundo tem uma máquina assim em casa e também em restaurantes é como fazem o arroz. Isso quer dizer que eles simplesmente jogam água, sem adicionar nada de tempero. A primeira vez que mandei uma foto do meu prato com arroz para uma amiga brasileira, a reação dela foi: “este arroz está grudento demais!” E quando eu fiz um arroz para mim na Indonésia do jeito brasileiro, a avó da casa lá estava discordando muito com meu jeito de preparo. Precisei de uma tradutora para explicar para ela que era assim que eu queria comer e que não, não estava faltando água e tempo de cozinhar…


– Lontong: Como se não for suficiente de comer arroz três vezes por dia, existe algo chamado Lontong, que é um arroz pressionado junto e embalado em folha de banana. Às vezes é cortado para misturar num prato, mas muito vezes eles comem assim, na mão mesmo, como lanche!
– Ikan: Ikan quer dizer peixe, e algo que achei muito engraçado (e esperto) é que bastante casas no interior tinham um lagozinho no jardim com peixes. Na hora de querer comer peixe, era só pegar um, limpar um pouquinho e fritar!
– Warung: Um “warung” é o nome que dá para um pequeno restaurante, que geralmente é aberto na rua. Quando vai num outro país os turistas às vezes ficam com medo de comer num lugar assim que fica na rua e geralmente não é muito organizado. Mas nos meu tempo todo na Indonésia só almocei ou jantei em warung, e posso dizer que é a melhor escolha. Muitas vezes a comida é preparado na hora, é baratinho e é muito gostoso!


Também o jeito de comer é diferente. Os dois jeitos mais usados é de comer somente com colher, ou com a mão. Digo “a mão” no singular porque realmente é para usar somente a mão direita. Isso não é somente para por exemplo pegar a coxa do frango, mas é realmente para comer o prato todo, com arroz e tudo (descobri que se não quiser ter que ficar procurando arroz debaixo da sua unha, este método de comer não é recomendado a pessoas com unhas compridas). A ‘sorte’ é que na Indonésia é muito normal comer a sua comida morno ou até frio, então pelo menos não queima a mão. Para comer miojo eles também usam palitinhos, com como alternativa um garfo, mas para os outros pratos é somente colher mesmo. O hábito de usar uma faca não existe (eu sou especialista em cortar minha comida em pedaços extremamente pequenas então precisei de me acostumar bastante com isso), e praticamente nem tem faca em casa, só uma ou duas maiores para cozinhar.

Além disso, é muito normal de sentar no chão para comer. No dia a dia come na mesa, mas quando tem uma festa na casa de alguém o mais comum é de colocar um tapete e sentar no chão. Isso também existe em alguns “warung”: eles botam um tapete na calçada e você senta lá para almoçar ou jantar.

No meu primeiro post comentei sobre a atenção que estrangeiro (“bule” na língua indonésia) chama, mais ainda quando é branca, alta e com cabelo loiro como eu. Quando me mudei da cidade para a vilazinha, descobri que lá realmente tem pessoas que nunca viam uma pessoa branca na vida real. Assim uma pergunta típica das crianças era como foi que eu consegui ter olhos azuis, ou também se eu estava usando uma lente colorida. Até tinha criança perguntando para a professora porque eu sim fui liberado de pintar o cabelo e eles não (é moda de menino pintar o cabelo moreno, mas a escola não liberava). E já que eu tenho cabelo loiro, a única possibilidade para eles é que eu pintei.

O que sempre achei bem legal é que todo mundo te chama de “Miss” (= “senhorita”). Eles aprendem um pouquinho de inglês na escola e assim conhecem as palavra “Miss” ou “Mister”. Já que é uma cultura de respeito e bem educada, todo mundo, seja vendedor ou alguém querendo tirar foto com você ou aluno de escola, te chama de “Miss”. Até quando homem quer mexer com você na rua, o que nem tem muito (eles olham bastante, mas não mais do que as mulheres e as crianças), o máximo que acontece é que falam “Miss, how are you?”. Quase é bonitinho, principalmente se comparar com o que tem que ouvir andando nas ruas no Brasil.

Umas outras coisas típicas de Indonésia:
– Lagartixa: Se não gostar de lagartixa, você tem um problema. Ou seja, eu tinha um problema. Acho que no final parei de morrer de susto cada vez que passava uma na parede do meu lado e até quando tinha uma no meu quarto, eu ia dormir em vez de ficar morto de sono olhando ela para ver se com certeza ia sair alguma hora. Mas nunca vi tanta lagartixa na minha vida e com certeza não dentro da casa.
– Censura: O primeiro filme que por acaso vi passando na televisão era Os Três Mosqueteiros. A personagem feminina principal no filme usa um vestido de espartilho bem apertado e então, um decote bem chamativa. Isso no filme original, já que na Indonésia, o decote ficou censurado! Depois descobri que eles censuram tanto decote, quanto cigarro (mesmo que passa propaganda de marca de cigarro toda hora (mas somente depois das 22hs)), álcool e armas nas programas de televisão.
– Sapato: Sempre tem que tirar o sapato para entrar numa casa. Isso também é quando vai sentar por exemplo num “warung” que botou o tapete na calçada: você tire o sapato antes de pisar no tapete.
– Natação de roupa: Este foi bem diferente para mim: quando vai em piscina, mulher usa uma calça comprida, uma camiseta e continua com véu na cabeça. Não é muito confortável e com certeza não é prático para tomar sol (para mim então, já que as Indonésias não querem tomar sol mesmo).


– Gatos: Existe muito gato de rua na Indonésia e coitado dos bixinhos mas, eles são muito muito feios. Estão magro demais, não quero nem imaginar de quantas doenças tem e o pior de tudo, eles tem um rabo cortado! Na verdade eu pensava que o rabo foi cortado, e um Indonésio também me confirmou isso, mas parece que uma possível explicação é que eles nascerem assim, que é uma raça de gato. Eu só sei que eu perdi a vontade de ficar passando mão em gato de rua. Interessante também é que quase não vemos  cachorro, e muitas pessoas que conheci lá falaram que tem medo de cachorro. Na ilha de Java quase não tem porque muçulmanos acham que cachorro é sujo.
– Batik: Quem vai para Indonésia, com certeza vai encontrar este tecido. É um tecido estampado tradicional da Indonésia, que sempre é usado para roupas de festas e também para roupa formal por exemplo de funcionário público ou professor. Na verdade o tecido mesmo não achei muito agradável para usar como roupa, mas é bonito.

Para terminar meus posts sobre a Indonésia, gostaria ainda de contar sobre um lugar turístico, que na verdade é o único lugar bem famoso que visitei já que por causa do projeto de voluntária eu viajei pouco. Este é um lugar sobre qual achará informações em qualquer guia de turismo porque é um dos pontos mais famosos na ilha de Java. O lugar chama “Candi Borobudur”, traduzido como “Templo do Borobudur”, que é o maior monumento budista do mundo. Está localizada entre Semarang (onde eu fiz um mês de projeto) e Yogyakarta, uma cidade bem turística na Java. Deixo as fotos falarem por si mesmo:

No meu próximo post falarei sobre minha viagem de um dia para Cingapura, um país bem interessante e muito agradável!

Até!