Março: o mês das mulheres – vamos recordar?

Chegamos ao final do mês de março de 2017, o “mês das mulheres”, pois nele está contido o Dia Internacional das Mulheres, celebrado no dia 8 de cada março desde 1975. Isso já passou, podem pensar vocês ao ler o título, mas optei por escrever no final do mês para lembrar que a luta pela vida e direitos para as mulheres deve ser uma pauta cotidiana.

Assim, o que conhecemos como versão oficial é a data em homenagem às trabalhadoras da indústria têxtil mortas em um incêndio e da instituição, pela ONU em 1975, do 8 de março como Dia Internacional das Mulheres. Infelizmente, o machismo espalha uma falsa história e busca apagar a luta de muitas mulheres ao longo do tempo.

A ideia de um dia específico para marcar como um dia de luta e reflexão sobre a condição da mulher foi proposto pela socialista alemã Clara Zetkin no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas em 1910. E essa história não pode ser confundida com a de mulheres estadunidenses mortas em um incêndio numa fábrica lutando por direitos em Nova York em 1911. Essa associação começou a ser feita nos anos 1970, período da Guerra Fria e dos discursos contra os comunistas que de toda a forma terminou por invisibilizar a história daquelas mulheres. O resgate dessa história é importante para relembrar sua origem marcada por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, passeatas e muita perseguição policial. É uma data que simboliza a busca de igualdade social entre homens e mulheres, em que as diferenças biológicas sejam respeitadas mas não sirvam de pretexto para subordinar e inferiorizar a mulher.” (Eva Alterman Blay)

A história das mulheres é uma história de luta em todos os tempos. O 8 de Março é um dia que representa a luta por iguais condições de vida entre mulheres e homens. Este não deve ser um dia para o mercado vender flores e presentinhos para as mulheres. Esse é um dia que devemos refletir e estar prontas para agir por nossos direitos a uma vida digna.

Compreendo o 8 de março como uma data de reconhecimento das conquistas das mulheres, mas mais ainda de reivindicação por dignidade para todas as mulheres. Assim, em 2017, mais do que nos anos anteriores, a data foi resgatada através de uma articulação internacionalista de uma GREVE INTERNACIONAL DE MULHERES. No capitalismo, o trabalho das mulheres no mercado formal é apenas uma parte do trabalho que realizamos. As mulheres são também as principais realizadoras do trabalho reprodutivo – trabalho não remunerado que é igualmente importante para a reprodução da sociedade e das relações sociais capitalistas (trabalho doméstico e cuidado das crianças). A greve das mulheres destina-se a tornar este trabalho não remunerado visível e enfatizar que a reprodução social é também um local de luta.

Sem dúvidas, vivemos em um momento em que há um levante das mulheres em todo o mundo contra a perda de direitos, em defesa da vida das mulheres e pelo fim da desigualdade entre homens e mulheres. No Brasil, nós mulheres lutamos contra o machismo, a exploração e a retirada de direitos, como está previsto na reforma da previdência ao aumentar o tempo de contribuição das mulheres e na reforma trabalhista ao precarizar ainda mais as condições de trabalho das mulheres. É de “presente” no mês das mulheres, a reforma da previdência deve entrar na pauta de votação ainda esse mês.

Essa desigualdade é o principal problema na sociedade capitalista, que explora o trabalho feminino pagando salários menores do que aos homens numa mesma função, e nos remete aos tempos da revolução industrial, em que mulheres trabalhavam muito mais e ganhavam muito menos. Essa desigualdade se soma a desigualdade de direitos entre homens e mulheres, estabelecido pelo patriarcado, uma estrutura social de dominação masculina, ou seja, onde o que é masculino é considerado superior ao feminino.

Nessa sociedade, nós mulheres sofremos com o machismo, a manifestação em ações dessas desigualdades. Assim, recebemos menos que os homens, trabalhamos fora de casa e trabalhamos dentro de casa, acumulando a responsabilidade de cuidar da casa e das crianças, um trabalho que não é remunerado nem valorizado; sofremos violências físicas, sexuais, morais; somos mortas dentro de casa e na rua, somente por sermos mulheres (feminicídio); nos é negado o direito de escolher com quem é quando fazer sexo e se e quando ter filhos/as (direitos sexuais e reprodutivos).

Precisamos lembrar de nossa diversidade, somos MULHERES! Somos negras, índias, brancas, do interior e da capital, da cidade e do campo, jovens e idosas, heterossexuais, lesbicas, trans, bissexuais, baixas, altas, gordas, magras. Somos muitas, portanto plurais. Reconhecer e respeitar essa imensa diversidade é fundamental para o fim das desigualdades.

É preciso que fiquemos atentas em relação ao que o mercado faz com a data, buscando vender nossas lutas em produtos que nada tem a ver com nossas bandeiras em busca de condições de vida em segurança. Assim, o feminismo, movimento político, filosófico e social que estuda/analisa/busca eliminar a condição social de desigualdade entre homens e mulheres e mulheres e mulheres é o horizonte a ser mirado por nós como a melhor saída para todas essas relações de desigualdades expostas.

Sebrae realiza Encontro de Beleza e Estética no Oeste da Bahia

Com o objetivo de atender empresas como salões de beleza, clínicas de estética, esmalterias, centros de depilação e estúdios de tatuagem, o Sebrae realiza, em março, a série de capacitações “Encontro de Beleza e Estética”, no Oeste baiano. As atividades são gratuitas e acontecem em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, nos dias 27, 28 e 29 de março.

A programação conta com as palestras “Tendências do segmento de beleza e estética”, “Marco regulatório”, “Visagismo, harmonia e estética” e “Marketing olho no olho para salão de beleza”. O gerente regional do Sebrae em Barreiras, Emerson Cardoso, destaca a importância da capacitação empresarial e o grande potencial de crescimento e lucratividade do setor de Beleza e Estética. “A concorrência é muito acirrada entre as empresas do segmento, portanto é necessário utilizar ferramentas de gestão, diferenciais competitivos e estratégias mercadológicas para se destacar nesse cenário”, afirma.

Resultado de imagem para estética sebrae

No ano passado, o evento reuniu mais de 50 empresas do segmento de beleza apenas em Barreiras. A empresária Emilena Sena da Silva, que atua no mercado de beleza e estética há 13 anos, foi uma das empreendedoras a participar. Ela conta que os cursos trouxeram muito conhecimento para aplicar em seu negócio, o Centro de Beleza Novo Visual e Novo Visual Cosméticos, no município de Barreiras. “A capacitação me ajudou a ter mais segurança no que faço e passar mais credibilidade aos meus clientes, além de trazer muita inovação”, disse a empresária, garantindo que vai participar novamente este ano, para adquirir ainda mais conhecimento.

O evento conta com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial Industrial de Luís Eduardo Magalhães (Acelem). Os interessados em participar já podem se inscrever na loja virtual do Sebrae. Mais informações podem ser obtidas na sede do Sebrae, na Avenida Benedita Silveira,132, Centro – Barreiras, ou através do telefone da instituição, (77) 3611-3013.

Sebrae Conecta

O Encontro de Beleza e Estética faz parte da grade de programação do Sebrae Conecta. O programa é uma solução empresarial desenvolvida pelo Sebrae para atender demandas setoriais de micro e pequenas empresas. O objetivo é fortalecer e tornar os pequenos negócios do mesmo segmento mais competitivos através de ações customizadas e inovadoras.

O Sebrae Conecta é composto por seis etapas: encontro com especialista; aplicação do MEDE (Método de Acompanhamento do Desempenho Empresarial); missão empresarial; Sebraetec (Programa de tecnologia e inovação para micro e pequena empresa); Showroom de Negócios; e fórum de avaliação das ações e encerramento.

Programação

 

Luís Eduardo Magalhães (Local – Sindicato Rural de LEM (Endereço – Rua Sergipe, 985 APM R4 – Lot. Mimoso Doeste I))

 

Segunda-feira, 27/03

 

19h – Tendência do segmento de beleza e estética

Palestrante: José Luís de Paula Jr

 

Marco regulatório

Palestrante: Valmir Gazolli

 

Terça-feira, 28/03

 

14h – Visagismo – Harmonia e estética

Palestrante: Iuri Veríssimo

 

19h – Marketing olho a olho para o setor de beleza

Palestrante: Iuri Veríssimo

 

Barreiras (Local – Auditório Kerigma (Endereço – Rua Marechal Hermes, 238 – Centro, Barreiras))

 

Terça-feira, 28/03

 

19h – Tendência do segmento de beleza e estética;

Palestrante: José Luís de Paula Jr

 

Marco regulatório

Palestrante: Valmir Gazolli

 

Quarta-feira, 29/03

 

14h – Visagismo – Harmonia e estética

Palestrante: Iuri Veríssimo

 

19h – Marketing olho a olho para o setor de beleza

Palestrante: Iuri Veríssimo

 

Agência Sebrae de Notícias Bahia

“A poderosa sou eu” é o tema do 5º Encontro de Mulheres com Nelma Penteado

Acontecerá em Luís Eduardo Magalhães no dia 06 de abril mais um Encontro de Mulheres no espaço de eventos Quatros Estações Hall. A poderosa sou eu é o tema desta 5ª edição, que terá como palestrante a escritora, palestrante e empresária Nelma Penteado. O objetivo do evento é promover interação, motivação, paz, equilíbrio, autoestima, dicas de sedução e todas as demais ferramentas que as mulheres precisam para alcançar muito mais felicidade.

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo

O Encontro idealizado por Zezília Martins foi um sucesso retumbante em sua última edição, em 2016, com a palestrante Taciana Chuvas (Consultora de Artes Sensuais, Striptóloga e Sex Coach), que alegrou e levou conhecimento a todas as mulheres presentes. Segundo Zezília, as perspectivas para esse ano não são diferentes. “ A cada edição eu percebo que esse é um evento que faz bem para as mulheres. E isso não tem preço: proporcionar uma noite incrível onde é possível dar risada, se distrair, encontrar com as amigas e falar de assuntos que só mulheres entendem”. Zezília realiza esse evento pra levar motivação, paz de espírito, autoestima,  equilíbrio em situações da vida profissional, pessoal e principalmente  afetiva a mulheres de todas as idades. Ao ser questionada sobre o tema A Poderosa Sou Eu, ela explica: “A palavra poderosa tem tudo a ver com a mulher. Somos poderosas por natureza, todas as mulheres que fazem o impossível, que têm tantas atribuições todos os dias como cuidar dos negócios, da casa e do relacionamento e cuidar de si mesma. A proposta do evento é mostrar que mulher poderosa não é apenas uma mulher linda e escultural, mas  aquela mulher guerreira que vai à luta todos os dias. Essa sim é, de fato, uma mulher poderosa”.

Última edição do Encontro de Mulheres

O Encontro de Mulheres é um evento exclusivamente feminino, idealizado para mulheres que buscam todos os dias sentirem-se poderosas. É uma noite divertida, glamourosa e cheia de energia.

Resultado de imagem para nelma penteado
Nelma Penteado

Sobre a palestrante:

Conhecida como Diva da Autoestima e Diva da Felicidade, Nelma Penteado é escritora, palestrante e empresária. Durante seus 16 anos de trabalho, Nelma contabiliza a marca de de mais de um milhão e quinhentos mil participantes em suas palestras, cursos e workshops e cinco livros. Tem por formação Educadora Corporal e é especialista em comportamento humano.
Informações e ingressos: (77) 9 9979 8817

Suco de caju

Estava cansado.

Passara horas em claro, divagando comigo mesmo dentro de um ônibus. Limitado ao meu próprio silêncio. Os demais passageiros daquela viagem precisavam descansar. Tinha uma missão àquela sexta-feira em Brasília. Outros dependiam do meu sucesso. Um fracasso seria imperdoável.

Sem dormir, atravessei a manhã munido de uma generosa xícara de café com leite.

Antecipei meu almoço em vista do tempo escasso, e assim mesmo, entorpecido de um estafe mental e corporal, parti para meus compromissos.

Um mundo se passava a minha volta.

Acompanhava com comedido interesse a correria das pessoas e o tráfego intenso dos veículos. Como a vida é interessante, pensei, em certa altura de minha jornada vespertina. Esbocei um sorriso antes de sentar e aguardar minha vez para encaminhamento do passaporte. Enfim, sossego, paz, e alguns minutos de tranquilidade. Preferi me concentrar no outro compromisso: a entrevista. Remoer-me pelas incertezas da minha vida particular era um ultraje. Aguardei minha vez, e de lá, sai incrédulo com tamanha facilidade.

Na caderneta mental de compromissos para aquele 18 de abril, acabara de riscar um deles:

Passaporte, ok.

Passei os olhos no relógio e percebi que tinha tempo a favor. Optei por uma caminhada. A sensação de quentura era imensa. Comprei água. E continuei a caminhar, pensando na pauta, na entrevista e nos seus resultados.

Encontrei meu destino antes do esperado, tive tempo para me refrescar a sombra de uma velha e imensa árvore.

Do momento que resolvi bater a porta da minha entrevistada até a despedida, foram duas horas e meia.

Tempo suficiente para inúmeras lições.

A mulher que me recebeu na sua sala de estar tinha 90 anos. Um largo sorriso foi seu cartão de visitas. A voz grave e implacável contrastava com a baixa estatura. Fragilidade? Nem pensar.

Aracy foi voluntária da Força Expedicionária Brasileira durante a 2ª Guerra Mundial. Passou oito meses na Itália, enfrentou o mundo por uma causa. Um ideal, fomentado no berço da família e enquanto cursou Ciências Econômicas na década de 1930. A mulher de cabeços grisalhos a minha frente, descendia do patrono da infantaria brasileira durante a Guerra do Paraguai, Antônio de Sampaio.

Um exemplo.

Enquanto ouvia seu relato percebi que havia brilho naqueles olhos. Orgulhoso por ter feito parte de uma história fascinante da humanidade, ter contribuído para o bem estar de muitos. A vontade de enfrentar o mundo sem se abster de ter lutado pelo que acreditava e principalmente pelo país que amava.

Senti-me brasileiro.

E enquanto sentia os pelos de meu braço ouriçarem-se tive um sobressalto de consciência. Um lapso de vergonha de um país mal governado e miserável politicamente. Que não tem educação e não preserva sua história, sua cultura, sua essência.

Acompanhei aquela senhora numa viagem no tempo. Entre fotografias e prêmios. Lembranças. Não mais que isso.

Pensei se possuía lembranças dignas de contar para meus netos (se um dia os tiver).

Pensei no que sou e no que tenho feito.

“Eu faria tudo de novo”, disse ela, enquanto me servia um copo de suco de caju e um pedaço de torta de nozes.

E eu (ou você), será que faria tudo de novo?

Voltei à correria do mundo moderno, das grandes cidades.

Será que existe felicidade hoje em dia?

Ah, como eu queria outro copo de suco de caju.

 

* Feliz Dia Internacional da Mulher a todas que a exemplo da enfermeira que foi à guerra, “fariam tudo de novo”. Aracy Arnauld Sampaio, natural de Barreiras, faleceu em 2010, pouco mais de dois anos depois do nosso encontro.

Como é ser mulher negra no Brasil?

A violência em nosso cotidiano tem aumentado e acaba por ser naturalizada em muitas situações, sendo uma delas contras as mulheres, o nosso tema da vez. Celebramos datas importantes no mês de novembro: Dia da Consciência Negra (20/11) e Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher (25/11). Passadas estas datas, entramos no período da campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, no período de 25 de novembro a 10 de dezembro, datas em que são celebrados o Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres e o Dia Internacional dos Direitos Humanos, respectivamente, e que no Brasil, inicia em 20 de novembro para demarcar o extermínio das mulheres negras brasileiras vítimas da violência de gênero.

Absurdamente ainda precisamos de datas para demarcar a importância da luta organizada e consciente contra as diversas violências, dentre elas a de gênero, cometida contra as mulheres por causa da condição de ser mulher. No entanto, a diversidade de mulheres é imensa e em virtude dessas datas no mês de novembro, escolhi rabiscar brevemente sobre a situação da mulher negra no Brasil, haja vista que em se tratando de violência de gênero, são as maiores vítimas.

Uma importante pesquisa intitulada “Retrato das desigualdades de gênero e raça” divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em 2011 nos possibilita tratar do tema pelas vivências do cotidiano e por meio de dados oficiais. Não se trata de mimimi, mas de realidade.

Quando falamos violência, logo vem à mente a agressão física ou o homicídio/feminicídio. No entanto existem diversos tipos de violência, tais como os tipificados na famosa “Lei Maria da Penha” (Lei nº 11.340/2006, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil), sendo: I – a violência física; II – a violência psicológica; III – a violência sexual; IV – a violência patrimonial e V – a violência moral. No entanto, a falta de condições para viver dignamente também é uma violência e merece atenção, ainda mais quando atinge um determinado tipo de mulher: as negras.

A maioria da população brasileira é constituída por mulheres (51,3%) e destas, metade são negras. Apesar de ser maioria da população, as piores condições de renda são das famílias chefiadas por mulheres negras: 69% possuem renda familiar de até um salário mínimo (em 2009) e são a maioria das beneficiadas por programas sociais como o Bolsa Família (70%). Ou seja, a pobreza no Brasil tem cor e gênero!

Em se tratando de educação formal, identificamos aumento de escolaridade no país, contudo, enquanto uma mulher branca tem em média 9,7 anos de estudo, uma mulher negra tem 7,8 anos. Tal situação pode ser verificada nas escolas e na evasão escolar por diversos motivos, entre eles ter que dedicar-se ao trabalho para sustento próprio e de sua família. Trabalho esse em condições de baixa remuneração, pois mulheres negras recebem 45% menos do que mulheres brancas e estão em maioria atuando no trabalho informal, sem carteira assinada, sem direitos trabalhistas e previdenciários. Em 2009, de cada 100 negras chefes de família, 11 estavam desempregadas. Entre as brancas, este valor era de 07.

Você já pensou por que a maioria das empregadas domésticas (quase 70%) são mulheres negras? Já pensou por que apenas em 2013 foi regulamentada a profissão de empregada/o doméstica/o e sob polêmica, por causa da garantia de direitos trabalhistas mínimos? Você sabia que mesmo as mulheres negras sendo maioria das empregadas domésticas, apenas 24% tem carteira assinada? Já pensou que tal profissão assemelha-se ao trabalho realizado pelas mulheres negras escravizadas em nosso país?

Em se tratando de saúde, a maioria dos usuários do SUS – Sistema Único de Saúde – faz parte da população negra. No caso de saúde da mulher, a oferta e acesso entre mulheres brancas e negras, das áreas urbanas e rurais também é bastante desigual. Em se tratando do exame clínico de mamas, apenas 21,3% das mulheres negras acima de 40 anos ou mais residentes na cidade o realizam, enquanto 50,9% das mulheres negras que vivem no campo nunca fizeram o exame clínico de mamas. Se pensarmos em mamografia, a distância é ainda maior!

Para parir, 58,9% das mulheres negras utilizam o SUS, mas são as maiores vítimas de violência obstétrica, dentre as quais não receber anestesia no parto normal (11,1%), em virtude de uma suposta cultura que considera a mulher negra mais resistente a dor. Em se tratando de relacionamentos, são preteridas para casamento, sendo os corpos das mulheres negras objetificados e hipersexualizados. Não é à toa a herança ainda presente da casa grande.

A pobreza no Brasil tem cor e gênero e isso significa que urge políticas públicas dedicadas para as especificidades das mulheres negras brasileiras nas mais diversas frentes. Não é fácil ser mulher negra no Brasil, um país nada seguro para uma mulher viver (5º país no mundo que mais mata mulheres) e menos ainda se for negra. No entanto, essas mulheres resistem bravamente e seguem lutando para que tenham uma vida melhor, bem como seus filhos e filhas. Um salve às mulheres negras, que lutam e resistem!

Me pega (+18)

Me pega. De jeito. Sem jeito. Me pega.

Te vejo passar e penso: “me pega”.

Eu quero dar.

Mas eu quero dar porque eu sei que eu sou só minha. Você vai me ter porque eu quero. Porque eu quero te dar.

Por favor, não espere mais nenhum minuto.

Venha. Eu quero te dar. Faço o que você quiser – e tudo o que eu quiser.

Me pega por trás. Me pega de lado. Me pega por baixo. Me pega.

Mete por trás porque sinto falta dessa pegada mais safada.

Eu quero te dar.

Se não me pegar eu faço chantagem.

Eu gozo sem deixar você encostar em mim. Eu ando nua na sua frente e rebolo só para te deixar louco, mas na hora que você acha que vai meter….eu visto o jeans e vou embora. Eu te chupo até você quase gozar e, assim, quase de repente, levanto e vou embora. Se não me pegar, é isso que vai acontecer.

Vizinho, me pega.

Vizinho, me come.

Hoje eu quero te dar. Não quero fazer amor. Quero aquela surra de sexo em que a gente sai dolorida, vermelha, fadigada, com a perna bamba. E que me poupem as feministas, me bate. Uns tapas gostosos, safados, ardidos. Pode até ser no meu rosto – mas me come.

Peça-me o que quiser ou eu te deixo.

Na mão, no chão, na rua. Amarrado na cama. Me pega. Me come. Ou vou embora. Hoje.

Um beijo,

Sua vizinha

MMAD 2016 | Mesa redonda sobre Empoderamento Feminino com Flávia Rizkalla

Bom dia, leitores! Vamos começar a semana com um convite especial para as MULHERES! Elas vão ser as estrelas da mesa redonda sobre Empoderamento Feminino no MMAD – Mostra de Moda, Arte e Design, sob o comando da psicóloga Flávia Rizkalla e participação de Lorena Stresser, Katty Trentin, Márcia Ribeiro, Mona Lisa Nunes e Vanessa Cammarota.

A mesa redonda vai acontecer no sábado, às 10h, no auditório do Senar/Sindicato Rural. A participação é gratuita e aberta a todos. Para inscrever-se, é só entrar no link www.immagine.blog.br/mmad ou mandar uma mensagem para o WhatsApp 77 9 9933.3055. A seguir, o convite especial da Flávia para vocês!

EMPODERAMENTO FEMININO

Por Flávia Rizkalla

O empoderamento feminino é a ação em prol do fortalecimento das mulheres. Não tem a ver com lutas individuais, mas sim com a busca pela igualdade de gênero. Quando promovemos o empoderamento das mulheres, estamos promovendo uma série de mudanças. A luta é constante e diária, e começa com um NÃO. Não calar, não abaixar a cabeça, não aceitar e nem permitir violência física e psicológica, não se diminuir. Não podemos esquecer de onde tudo começa: dentro de cada uma de nós, mulheres.

Nós conquistamos muitas coisas no decorrer dos últimos anos. As conquistas das mulheres no século XXI são incríveis. Nos livramos de séculos de dominação por parte dos homens e, aos poucos, conquistamos muitos espaços que antes não eram destinados a nós. Profissões decisivas, cargos de liderança, direito ao voto, etc. Todas essas conquistas vieram através de mulheres que nunca se contentaram com o lugar que foi lhe destinado no mundo. Porém, esses séculos de dominação tiraram algo importante de boa parte das mulheres. Sua autoestima.
Após anos sem espaço em diversos setores da sociedade, essa autoestima foi arrancada de nós, refletindo ainda hoje uma sociedade totalmente controlada pelos homens. E isso traz péssimos resultados. O medo de não serem aceitas pela sociedade e a pressão por precisarem provar ser melhores que os homens é constante.

Aumentar a autoestima dessas mulheres e motivá-las para que consigam conquistar cada vez mais resultados, tanto na vida pessoal quanto na profissional, é um caminho para continuarmos quebrando essas amarras que ainda impedem muitas mulheres de conquistarem o seu lugar no mundo.

Convido vocês para participarem do nosso bate-papo e também a acreditarem mais no nosso poder feminino!

Gratidão,

Flávia Rizkalla

Começou o Bazar Chic Carmen Steffens com descontos de até 50%

Se tem uma coisa que a gente gosta de verdade é promoção! Nessa época de crise, elas se transformam mais ainda em uma oportunidade de comprar algo que você quer ou precisa por um preço muito menor.

E é por isso que viemos avisar que o imperdível Bazar Chic Carmen Steffens começou! Até o final do mês de maio a loja estará com descontos variados que pode chegar em até 50%. Sim, METADE DO PREÇO! Quem ama se vestir bem não vai perder essa promoção que combina qualidade + bons preços e resulta em look’s perfeitos para várias ocasiões.

C_Convite_Whats_Bazar

A ideia do Bazar Chic é oferecer ao público diversas peças por um preço bem diferenciado. São muitas opções, desde calçados, bolsas, roupas e até óculos! Enfim, variedade é o que não falta. Fizemos algumas escolhas para compartilhar com vocês. Vem ver!

01012008-CIMG8534
Esse vestido lindo, escolhido pela Renata Batistella, está na promoção do Bazar Chic.
Detalhe super lindo das costas!
O short de renda que a Beatriz escolheu para montar esse look também está na promoção!
espadrile
Essa espadrille lindaaaaa tá saindo por R$ 74,95
rasteira cs
Rasteirinhas super fofas com 50%
vest branco cs
Vestido branco de crochet e franjas lindo com 50%!
cinto cs
E tem vários cintos também na promoção! Um mais lindo que o outro.
58b91e800e383e29628f28161202f281
Tem óculos estilosos e elegantes com descontos de 50%!

Veja mais algumas fotos que tiramos lá na loja para vocês e corre para a CS aproveitar a promo!

24551403d47af8ad11c7a5e3d2b03169 4fb65a6600ffde1b85c1768c5d045b4a 01c34ac06daa77f2df484c4f3a514bf1 fc89550f4b29bc53839e8130ecd3c251 4ababa5d055e8b3ba075749ca944b423 39874d00415da8748e0176c102b9b851

Carmen Steffens LEM: 77 3628.3958

Rua Pernambuco, 371, no prédio do Subway, centro, LEM

#6 Canal da Immagine | Como é ser uma mãe moderna? (Especial Dia das Mães)

Bom dia! O vídeo de hoje é uma homenagem do Canal da Immagine para todas as mães!
Ser mãe é uma alegria imensa e um grande desafio. E ser uma mãe moderna é ter esse desafio multiplicado por mil! Mães modernas, além de cuidar, educar, amar, brincar e se preocupar com seus filhos, também trabalham (às vezes muito mais do que as 8h diárias), namoram (seja namorado, seja marido…), cuidam dos outros, da casa, do cachorro, estudam, fazem academia/esportes, cuidam de si mesmas, tentam sair com as amigas, ir ao cinema… É, ser mãe moderna é dar conta de tudo! Convidamos 05 mães modernas e divertidas para conversar com a gente. Afinal, como é ser uma mãe moderna?

Clica no play e compartilha com aquela mãe moderna que vai se identificar 😉

EDIÇÃO DE VÍDEO: CLEIDIO F. CRUZ

CONVIDADAS:

ALESSANDRA MIGLIORINI
Mãe, Administradora e Contadora

BIANCA TAVARES
Mãe, Empresária e Pedagoga | @caneladeema

LELI MARQUES
Mãe, Cantora e Locutora | @lelimarques_

MÔNICA ZANOTTO
Mãe e Empreendedora Criativa | @mozanotto

VIVIANE MARQUES DIAS
Mãe e Cantora

 

Não esqueça de se inscrever no CANAL DA IMMAGINE (clique aqui)!

Toda quarta-feira tem vídeo novo. O tema da próxima semana será VIDA SAUDÁVEL!

Aguardem!

Evento reúne 500 mulheres em noite animada com a sex coach Tarciana Chuvas

Ontem a noite foi DELAS! O IV Encontro de Mulheres, idealizado e produzido por Zezília Martins, reuniu 500 mulheres no espaço de eventos Quatro Estações na noite nesta terça-feira, 26 de abril, para uma animada, divertida e transformadora palestra show com Tarciana Chuvas. Antes da palestra, a professora de dança Noelma Soares fez uma belíssima apresentação de dança do ventre e, junto com suas alunas, da dança chamada stilleto. Zezilia deu início ao cerimonial e abriu espaço para as representantes dos patrocinadores falarem ao público.

28042016-IMG_8139

A piauiense Tarciana, conhecida como rainha da autoestima feminina, é consultora em artes sensuais, striptóloga, sex coach e personal sex trainer com 16 anos de experiência nacional e internacional na arte da sedução. A sobrinha de Renato Aragão provou que o humor está no seu DNA, abordando assuntos como autoestima, sensualidade, massagens sensuais e orgasmo feminino com muita leveza e humor. Como confirmou Vanessa Ficanha, que assistiu à palestra, “foi uma noite hilária, rimos muito pois a palestrante é divertida, lúdica e despojada. Assuntos que são tabus e outros nem tanto foram postos diante de nós de forma natural e espontânea, o que tornou o momento cativante! Foi uma palestra motivacional tanto na área profissional, sexual e humana. Como mulher sabemos das dificuldades do dia-a-dia em conciliar carreira, família e amigos e como mãe não é diferente – penso que essa cobrança triplica. Ontem a Tarciana Chuvas nos mostrou que tanto na relação profissional como numa relação amorosa é preciso se divertir e ser você mesma, fazer o que gosta e dar o melhor de si. Quando você faz algo que não é do seu agrado, não é do seu jeito de ser, vai parecer artificial e você não estará aproveitando, não estará se divertindo. E na palestra foi isso que aprendemos. Como diz a Tarciana: o “não” a gente já tem. Então o que custa colocar uma maquiagem, um salto alto e se valorizar? Nada! E faz bem pro ego, pro orgulho e pra autoestima. Adorei.” 

28042016-IMG_8145

Segundo Tarciana, durante muito tempo a arte da conquista era atribuída especialmente aos homens e, mesmo nos dias atuais, muitas mulheres ainda pensam assim. Com o passar dos anos a situação mudou e ainda vem mudando, fazendo com que as mulheres tentem se livrar de alguns tabus para seduzir os parceiros na hora do sexo. Tarciana viaja pelo Brasil ensinando as mulheres a se valorizarem e terem uma boa vida sexual ao mesmo tempo sem deixar a relação cair na rotina. Durante seu show, Tarciana apresentou brinquedos eróticos, produtos e acessórios que inspiram as mulheres a aproveitarem a relação sexual sem precisar esperar somente pela iniciativa do parceiro. “Elas estão cada vez mais se preocupando com o parceiro, como dar e principalmente sentir prazer. A mulher precisa saber como chegar mais fácil ao orgasmo, como ficar mais a vontade com o próprio corpo. Muitas desejam fazer um striptease, mas têm vergonha, esta é uma arte que requer autoestima e amor próprio, e não corpo perfeito ou idade. Com alguns truques simples e muita injeção de confiança as mulheres estão se libertando de um grande terror que é a timidez”, afirma a sex coach.

28042016-IMG_8186

Entre as atrações da noite, ela ensinou técnicas para resgatar a sensualidade, a autoestima e até o relacionamento, retomando a arte da sedução em vários níveis. Tarciana afirma que para uma mulher ser realmente feliz, é preciso pensar em sexo sem pudor, de forma divertida e criativa e buscar o seu próprio prazer sempre, até mesmo na terceira idade. “O evento de ontem foi de extrema importância para que eu pudesse perceber que se nós, mulheres, acreditarmos em nós mesmas podemos fazer e realizar coisas impressionantes. E que um corpo bonito nem sempre transmite sensualidade: o importante é querer e ter atitude sem medo de errar. A palestrante transmite muito carisma e domina muito bem todas as armas de sedução, mesmo não se encaixando nos padrões de beleza que a sociedade exige das mulheres”, finalizou Denise Ferreira, outra espectadora de ontem.

28042016-IMG_8190

 

Fotos: Neiva Sehn