Tom Cruise em 1999

A virada do século foi bem produtiva para Tom Cruise. Com dois papéis marcantes no ano de 1999 (recebendo até uma indicação ao Oscar), para mim, foi a prova definitiva de que ele era mais do que apenas um rostinho bonito em Hollywood.

Em “Magnólia”, meu filme favorito de Paul Thomas Anderson, Cruise interpreta Frank T. J. Mackey, uma espécie de guru do sexo e que dá palestras para homens sobre como conquistar uma mulher e fazê-la sair com eles. Com uma postura um tanto quanto machista (sem ideologia, apenas veja o filme), o personagem de Tom Cruise esconde por trás da máscara de “homem bem resolvido” um cara emocionalmente frágil, ainda mais quando é confrontado com fantasmas de seu passado. Veja como Cruise encarna de forma brilhante seu personagem na plateia e depois em seu momento mais vulnerável. É magnífica e emocionante sua interpretação.

Outra película em que o ator desempenha seu papel com maestria é em “De Olhos Bem Fechados”, a última dirigida por Stanley Kubrick, que morreu dias após a finalização do filme.

Ambientado numa Nova York em plena época de natal, Cruise é o médico Bill Harford, que fica atordoado ao ouvir da esposa que ela fantasiou um caso com outro homem. Perdido em seus pensamentos, Harford sai pela cidade encontrando os mais variados tipos de pessoas, até se meter em uma seita secreta com orgias e pessoas misteriosas. O personagem de Cruise é de um cinismo notável e possui um “quê” de superioridade sobre as outras personagens. Por ser bem sucedido, usa seu dinheiro para conseguir o que quer, mesmo em situações constrangedoras. Confira abaixo algumas cenas, mas cuidado, pois podem ter spoilers.

Aqui nesse texto, eu não quis prolongar muito sobre os filmes em si, apenas nas atuações do ator. Porém, afirmo que são longas que tocam nas feridas mais sensíveis do ser humano, como suas relações afetivas, suas interações com outras pessoas e como cada um, em seu particular, age em prol de si mesmo nas mais diversas situações. São filmes que escancaram de forma brilhante nossos maiores medos e fraquezas.

Se você vê Tom Cruise atualmente focando sua carreira em filmes de ação “mais do mesmo”, não se engane. Apesar do rosto ainda bonito mesmo depois de anos, ele só anda escolhendo seus papéis na sua zona de conforto, pois talento ele tem de sobra.

Boneco de Neve

Nem Michael Fassbender conseguiu salvar a bomba que é o filme “Boneco de Neve”, baseado no ótimo livro do norueguês Jon Nesbo.

A obra impressa, que é narrada em terceira pessoa e alterna capítulos passados no presente e alguns flashbacks, conta a história de Harry Hole, um dos melhores (se não o melhor) detetives da polícia norueguesa e único do país a capturar um serial killer (isso na Austrália, se a memória não estiver falha) e Katrine Bratt, sua nova parceira de investigação, na busca ao chamado “Boneco de Neve”, suspeito de ser o primeiro serial killer a atuar na Noruega.

O livro surpreende com uma exuberante riqueza em detalhes, personagens muito bem desenvolvidos e momentos de pura tensão, enquanto o filme peca ao conduzir a história de forma rasa e simplória, deixando de lado o suspense (praticamente inexistente) e adotando uma forma mais direta em desenrolar os acontecimentos.

“Boneco de Neve” foi a terceira aventura que fiz no campo da literatura policial e, por coincidência, todas foram adaptadas ao cinema. Porém, ao contrário de “Boneco de Neve”, as outras duas histórias foram muito bem contadas na sétima arte.

Uma delas é “O Colecionador de Ossos”, onde acompanhamos Lincoln Rhyme, um brilhante investigador cuja carreira é interrompida após um acidente que o deixa tetraplégico. Porém, com a mente ainda funcionando, ele utiliza todo o seu conhecimento e percepção na busca pelo assassino que está assustando a população com métodos não-convencionais para levar suas vítimas à morte, tendo como base a Nova York do início do século 20. O filme baseado no livro tem a presença de Denzel Washington e Angelina Jolie nos papéis principais e é muito bom.

A outra é nada menos que “O Silêncio dos Inocentes”, um clássico absoluto do cinema. Aqui temos Clarice Starling, uma ainda novata do FBI que, a partir de conversas com o psiquiatra/psicopata Dr. Hannibal Lecter, investiga pistas para encontrar Buffalo Bill, um serial killer que esfola mulheres e as despeja em rios por vários estados diferentes. A atuação magistral de Anthony Hopkins como Lecter tornou o vilão um ícone da cultura pop.

É certo assumir certa injustiça ao exigir que um filme de duas horas consiga extrair por completo um tijolo de 418 páginas, mas o diretor Tomas Alfredson poderia, sim, ter contado a história de forma mais fiel e intensa quanto o livro, assim como os diretores de “O Colecionador de Ossos” e “O Silêncio dos Inocentes” fizeram. Decorrer uma investigação de modo tão raso e monótono foi como derreter o próprio boneco antes mesmo que ele tivesse alguma forma.

Os três livros eu encontrei na Americanas de LEM e todos com um ótimo preço, numa época em que a loja não estava infestada de livros de auto-ajuda e “biografias” de youtubers. Já os filmes, digamos que utilizei formas “alternativas” para assisti-los.

Pai e Filho

Filmes de super-heróis estão cada vez mais presentes nas salas de cinema. Desde histórias que contam suas origens, a inserção deles em meio à sociedade, até as super-alianças com outros heróis combatendo forças megalomaníacas que ameaçam acabar com o planeta. Tem espaço para tudo. Só o Homem-Aranha, meu preferido da Marvel, está em três “universos” diferentes. O Batman, meu favorito de todos, idem. Mas eu gostaria mesmo é de falar sobre David Dunn, o herói “humano” de “Corpo Fechado”.

UNBREAKABLE, Bruce Willis, 2000

Digo “humano” porque é assim que ele nos é apresentado. Em “Corpo Fechado”, David é o único sobrevivente de um trágico acidente de trem. Além disso, ele passa ileso pelo acontecimento, sem um arranhão sequer. A partir daí, com a “ajuda” de seu futuro arquiinimigo, Mr. Glass, ele começa a descobrir e entender seus poderes sobrenaturais e o tamanho da responsabilidade que isso o traz. Só que antes de todo esse desdobramento, o protagonista da história nos é apresentado como um ser humano comum. Um homem cujo casamento está por um fio e está triste a todo tempo. Seu semblante é de derrota na maior parte das cenas. Sua postura, cabisbaixa, como se um peso habitasse seus ombros.

Diante desse fator humano/social, o que muito me chamou atenção foi o seu relacionamento com Joseph, seu filho, o que parece ser seu único conforto. E que não deixa de ser um conforto também para o menino, já que ele vive em meio à tensão do relacionamento dos pais. No primeiro encontro entre David (acompanhado pelo garoto) e Mr. Glass, por exemplo, onde a teoria de que ele seria um super-herói é apresentada, Joseph fica maravilhado com a possiblidade. Tanto que o menino leva a sério as explicações de Mr. Glass, enquanto David se mantém totalmente desacreditado (por enquanto).

Uma cena mais adiante reforça esse encantamento do garoto pelo pai: a cena dos exercícios.

David acaba de chegar do trabalho e é recebido pelo filho, que abandona os amigos para acompanhar o pai nos seus exercícios de rotina. O garoto é o responsável por colocar os pesos na barra para que ele possa levantar. Diante da possibilidade de ser realmente um super-herói, David pede a Joseph que ele coloque mais peso. Ele consegue levantar, e pede para que o menino coloque mais. A situação se repete mais algumas vezes, até o espanto de ambos: sem mais pesos para serem acrescentados à barra, eles improvisam algumas latas de tinta amarradas na mesma. Cerca de 250 quilos. E David as levanta, enquanto sua descrença começa a se desfazer.

A partir daí, não cabe a mim desenrolar todos os acontecimentos, mas considerando somente a relação entre pai e filho, preciso citar esse momento: a descoberta do garoto.

UNBREAKABLE, Robin Wright Penn, Bruce Willis, Spencer Treat Clark, 2000

Após David realizar a sua primeira investida como um super-herói de verdade, a notícia de seu feito corre pela cidade feito vento. Os jornais a estampam em suas páginas. Em pleno café da manhã, David mostra uma dessas páginas ao filho, que, muito emocionado, não contém as lágrimas. David pede para que ele não reaja e o garoto obedece. Porém, não havia mais volta: a partir de agora, David Dunn era realmente um super-herói e tinha uma responsabilidade.

Mas vejo por outro ponto: desde o início do filme, Joseph já o via como tal, desde quando ele era aquele homem cabisbaixo e entristecido. Assim como, creio eu, a maioria dos filhos consideram os seus pais. Como heróis.

“Corpo Fechado” foi lançado na virada do milênio, em 2000. Foi escrito, dirigido e produzido por M. Night Shyamalan, sucedendo “O Sexto Sentido”. Ele faz parte de uma trilogia composta por “Fragmentado”, lançado em 2016 e “Glass”, cujo lançamento está marcado para o próximo ano.

Festival de Cinema Francês terá sete dias de exibição em Barreiras

Os amantes da sétima arte de Barreiras e região, definitivamente, não tem do que reclamar. Se houver um mínimo apreço com o cinema produzido na França os próximos dias serão um banquete e tanto A partir desta quinta-feira, 07, a unidade do SESC de Barreiras exibirá um total de 15 filmes através do Festival Varilux de Cinema Francês (ver programação abaixo).

A vinda do festival para Barreiras só foi possível pela parceria firmada entre a curadoria do festival e o SESC Nacional. Em 2017, o mesmo festival percorreu 56 cidades brasileiras e contou com um público espectador de 180 mil pessoas. Em 2018, o número de cidades beneficiadas saltou para 90, o que permitirá um alcance de pelo menos 30 cidades menores — incluso, Barreiras — onde o cinema francês quase não chega.

Vicent Cassel é uma das estrelas do Festival de Cinema Francês

De acordo com Lys Vieira, Técnica Cultural do SESC Barreiras não há como estimar um público para as sessões do festival. Ela conta que foram enviados convites para Escolas e Faculdades de Barreiras. “Acreditamos que o festival tem potencial para 100 a 150 pessoas por sessão, mas não há como ter certeza”, diz, enfatizando que as sessões são gratuitas e toda comunidade de Barreiras e Região Oeste está convidada a participar.

O objetivo é claro e merecedor de aplausos: conquistar um público novo através de sessões de cinema gratuitas e que, segundo as palavras dos diretores do festival, Emamanuelle e Christian Boudier, “intensificarão mais que nunca o trabalho de democratização do festival”.

A maratona de cinema francês contará com 15 filmes, exibidos ao longo de sete dias, entre 07 e 22 de junho, sempre em dois horários, 16 e 19h, num total de aproximadamente 23 horas e meia de projeção, ou, quase um dia inteiro dedicados a sétima arte oriunda da terra de Zinedine Zidane, Astérix e do croissant.

O Festival Varilux de Cinema Francês é uma parceria entre o Governo Francês e a Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Lei de Incentivo à Cultura.

As sessões, vale lembrar, são gratuitas.

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

QUINTA-FEIRA, 07 DE JUNHO

16h: Carnivoras (2018) 1h38

Mona sempre sonhou em ser atriz. Ao sair do Conservatório, ambiciona um futuro brilhante pela frente, mas é Sam, sua irmã mais nova, que logo se torna uma atriz famosa. Sem recursos, Mona é obrigada a morar com Sam, que, fragilizada por uma filmagem difícil, propõe que Mona se torne sua assistente. Aos poucos, Sam vai negligenciando seus papéis de atriz, de esposa e de mãe e acaba se perdendo. Mona acredita que deve se apossar dos papéis que Sam abandona.

 19h: O amante duplo (2017) 1h47

Chloé, uma jovem frágil, se apaixona por seu psicoterapeuta. Alguns meses depois, eles vão morar juntos, mas ela descobre que seu amante lhe escondeu um outro lado de sua identidade.

Confira o trailer:

 

SEXTA-FEIRA, 08 DE JUNHO

16h: Custódia (2017) 1h33

Miriam e Antoine Besson se divorciaram, e Miriam está procurando a custódia exclusiva de seu filho Julien, para protegê-lo de um pai que ela afirma ser violento. Antoine defende seu caso como um pai desprezado e a juíza decide a favor da custódia compartilhada. Refém do crescente conflito entre seus pais, Julien é levado ao limite para evitar que o pior aconteça.

 19h: De carona para o amor (2018) 1h47

Jocelyn, bem-sucedido homem de negócios, é um sedutor e mentiroso inveterado. Apesar de cansado de si mesmo, acaba seduzindo uma jovem bonita, fingindo ser deficiente, até o dia em que ela lhe apresenta sua irmã, que é realmente deficiente.

 

SÁBADO, 09 DE JUNHO

16h: A excêntrica família de Gaspard (2018) 1h43

Depois de ficar afastado durante anos, Gaspard, com 25 anos, se reencontra com a família após o anúncio do casamento do pai. Acompanhado de Laura, uma moça extravagante, que aceita fingir ser sua namorada durante o casamento, ele se sente pronto para pisar, novamente, no zoológico familiar e rever os animais que o viram crescer… Mas entre um pai mulherengo, um irmão sensato demais e uma bela irmã, ele não tem consciência de que está prestes a viver os últimos dias de sua infância.

 19h: Gauguin – Viagem ao Taiti (2018) 1h41

No ano de 1891, Gauguin se exila no Taiti. Ele quer reencontrar sua pintura livre, selvagem, longe dos códigos morais, políticos e estéticos da Europa civilizada. Ele se infiltra na selva, encarando a solidão, a pobreza, a doença. Lá, Gauguin conhece Tehura, que se tornará sua esposa e tema das suas telas mais importantes.

 

QUINTA, 14 DE JUNHO

16h: O poder de Diane (2017) 1h27

Sem hesitação, Diane aceitou carregar o filho de Thomas e Jacques, seus melhores amigos. É nessas circunstâncias, não muito ideais, que ela se apaixona por Fabrizio.

 19h: Primavera em Casablanca (2018) 1h59

Em Casablanca, entre o passado e o presente, cinco destinos estão inconscientemente interligados. Diferentes rostos, diferentes trajetórias, diferentes lutas, mas a mesma busca pela liberdade. E o som de uma revolta que cresce.

 

SEXTA, 15 DE JUNHO

16h: Nos vemos no paraíso (2017) 1h57

Em novembro de 1918, alguns dias antes do Armistício, Édouard Péricourt salva a vida de Albert Maillard. Ambos não têm nada em comum, a não ser a guerra, e são obrigados a se unir para sobreviver. Anos depois, Albert e Édouard decidem montar uma fraude nos monumentos aos mortos. Também planejam uma farsa para desmascarar o Tenente Pradelle, que tenta fazer fortuna com corpos das vítimas da guerra. Adaptação do romance de Pierre Lemaître, premiado pelo Prix Goncourt em 2013.

 19h: O orgulho (2017) 1h35

Neila Salah cresceu na periferia e sonha em se tornar advogada. Inscrita na grande universidade parisiense de Assas, ela confronta, desde o primeiro dia, Pierre Mazard, professor conhecido por suas provocações e deslizes. Para se desculpar por sua conduta desrespeitosa, Pierre aceita preparar Neila para o prestigioso concurso de eloquência. Cínico e exigente, Pierre pode se tornar o mentor que Neila precisa… Mas é necessário que ambos superem seus preconceitos.

 

SÁBADO, 16 DE JUNHO

16h: A raposa má (2017) 1h20

Aqueles que pensam que o campo é um lugar calmo e tranquilo estão muito enganados. Lá, vivem animais especialmente agitados: uma raposa que pensa que é galinha, um coelho que se faz de cegonha e um pato que quer tomar o lugar de Papai Noel. Se você quiser passar férias em um lugar sossegado, não pegue esse caminho!

 19h: Promessa ao amanhecer (2017) 2h10

De sua infância difícil na Polônia, passando por sua adolescência sob o sol de Nice, até suas proezas como aviador durante a Segunda Guerra Mundial, Romain Gary viveu uma vida extraordinária. Mas essa ânsia por viver mil vidas e se tornar um grande homem, ele deve a Nina, sua mãe. É o amor louco dessa mãe cativante e excêntrica que fará dele um dos maiores romancistas do século XX. Mas esse amor materno, sem limites, também será seu fardo por toda vida.

 

QUINTA-FEIRA, 21 DE JUNHO

16h: O retorno do herói (2018) 1h30

Elisabeth é alinhada, séria e honesta. O capitão Neuville é covarde, desleal e sem escrúpulos. Ela o detesta. Ele a despreza. Mas fazendo dele um herói de opereta, ela se torna, sem querer, responsável por uma farsa que logo a arrebatará…

 19h: O último suspiro (2018) 1h29

No dia em que um nevoeiro misterioso e mortal envolve Paris, sobreviventes se refugiam nos últimos andares e nos telhados dos prédios da capital. Sem eletricidade, comida ou água, uma pequena família tenta sobreviver a essa catástrofe…, mas as horas passam e fica evidente que eles não receberão nenhum tipo de ajuda e para sobreviver será necessário deixar o local e enfrentar a terrível névoa.

 

SEXTA-FEIRA, 22 DE JUNHO

19h: Marvin (2017) 1h53

Marvin Bijou está em fuga: Primeiro de seu vilarejo em Vosges, depois da família, da tirania do pai, da renúncia da mãe e por último da intolerância, rejeição, humilhações as quais era exposto por tudo que faziam dele um rapaz ”diferente”. Fora de lá, ele descobre o teatro e aliados que, finalmente, vão permitir que sua história seja contada por ele mesmo.

5 filmes para quem gosta de produções brasileiras

Que atire a primeira pedra quem nunca disse pelo menos uma vez na vida que não gosta de filmes brasileiros. Eu já disse, confesso. Mas graças a Deus o tempo passa e a gente tem a chance de passar a reconhecer coisas que não achávamos tão boas.

A gente tem uma mania de odiar aquilo que nos obrigam a fazer, né? Isso geralmente acontece com aqueles livros clássicos que somos obrigados a ler na escola, com as obras do vestibular que classificamos como chatas, etc. Eu prefiro acreditar que boas obras pedem maturidade de quem as contempla. Esse é o meu caso com o cinema brasileiro.

Eu precisei abrir a mente para reconhecer bons filmes da nossa terra, e hoje vim aqui listar algumas indicações para te ajudar a ganhar um tempo assistindo ao cinema brasileiro. Porque ver filmes bons nunca pode ser perda de tempo.

Vamos às indicações:

  • O Alto da Compadecida

 

 

 

O filme conta as aventuras de Chicó e João Grilo, dois nordestinos pobres que vivem de golpes para sobreviver. Sempre enganando os moradores do pequeno sertão da Paraíba, onde moram, contam com a aparição de Nossa Senhora Aparecida para salvá-los e julgar a quem seja necessário.

Lançado em 2000 e dirigido por Guel Arraes, o filme tem o protagonismo de Selton Mello e Matheus Nachtergaele e o peso gigantesco no elenco de Marco Nanini, Fernanda Montenegro e Denise Fraga. É baseado na peça teatral homônima de Ariano Suassuna, publicada em 1955.

  • Carandiru

 

 

Lançado em 2003, o filme conta a história de um médio sanitarista que se oferece para realizar o trabalho da prevenção ao vírus HIV no Carandiru, o maior presídio da América Latina nos anos 90.

Retrata de maneira verdadeira e intensa o dia a dia dos presos e o processo de animalização que os mesmos vão sofrendo e são incapazes de frear. O filme acaba sendo uma leve crítica ao sistema carcerário brasileiro que desde a época apresenta algumas falhas.

O filme é baseado no livro Estação Carandiru, do doutor Dráuzio Varella e digo mais: vale a pena dedicar um tempo a ele também.

  • Que Horas Ela Volta?

 

 

Estamos falando de Regina Casé atuando e, devo confessar, muito bem. Com direção de Ana Muylaert, o filme conta a história de Val, uma pernambucana que se mudou para São Paulo com o intuito de proporcionar melhores condições de vida para sua filha, Jéssica. De passado simples, Val recebe sua filha na casa dos patrões e sofre com o comportamento confiante da garota.

Jéssica é o retrato da confiança e da valorização, enquanto Val representa a grande parcela do país rebaixada à condições de proletariado. Foi premiadíssimo desde quando lançado, em 2015, e aparentemente colocou fim na piada de que Regina Casé não saber ser atriz.

  • Somos Tão Jovens

 

 

Lançado em 2013, o filme se passa em 1973 e conta a trajetória de Renato Russo, ex-vocalista da Legião Urbana. Na trama, a historia conta o início da vida de Renato, tanto musical quanto pessoal.

É um filme lotado de lembranças e emoções, principalmente para quem é fã da banda. A sonoplastia, claro, fica por conta dos sucessos da Legião Urbana, contando inclusive com músicas da época em que a banda se chamava Aborto Elétrico.

Quero ver você não chorar se for fã da banda.

  • Pixote, a Lei do Mais Fraco

A história de um menor abandonado de 11 anos que vive na rua após ter fugido do reformatório, lugar onde aprendeu muito sobre o crime. Pixote conviveu com todos os tipos de delinquentes que se possa imaginar e, após fugir, sobrevive no Rio de Janeiro como traficante, assassino e até mesmo cafetão. Foi lançado em 1981 e dirigido por Hector Babenco.

Também existe um livro que conta a história do menino e sua história é bastante emocionante e próxima da nossa realidade. Vemos muitos iguais ao menino pelas ruas e, na maioria das vezes, os ignoramos.

É claro, existem outros mil exemplos de filmes brasileiros que eu poderia citar nesta lista, mas por enquanto vou ficar com estes cinco, que fazem parte dos que mais gosto. Sou do tipo de gente que dá muito valor em produções brasileiras e, principalmente, mais antigas. Acredito que muitos dos nossos tesouros culturais vem de nossos antepassados. Por que perder isso tudo então, né?

Boa maratona para você, caso queira ver com seus olhos o quanto esses filmes são bons! 😉

Na Natureza Selvagem

Terminei de ler, recentemente, o livro “Na Natureza Selvagem”, lançado em 1996 por Jon Krakauer e que conta a história de Christopher McCandless, rapaz de classe média alta, recém-formado na faculdade, com diversos conflitos pessoais que abandonou a vida que tinha em sociedade e partiu rumo ao Alasca, com o sonho de sobreviver no meio da natureza. Na obra, Krakauer tenta entender e recriar os passos de McCandless, através de entrevistas com familiares e pessoas que o ajudaram em sua jornada, informações sobre os lugares em que ele supostamente passou e muitas histórias semelhantes às de Chris. Em 2007, o livro recebeu uma ótima adaptação para os cinemas, com a direção comandada por Sean Penn e com Emile Hirsch no papel de McCandless.

O filme ajudou a impulsionar a história de McCandless para o mundo, mostrando seus ideais, seus pensamentos a respeito da sociedade em que vivemos e os motivos que o levaram a tomar suas decisões, com frases e diálogos bastante inspiradores, que nos fazem refletir muito sobre nossas vidas. Para acompanhar as cenas e contribuir ainda mais com a beleza da película, um grande artista foi convidado a criar e gravar a trilha sonora do filme… O responsável é ninguém menos que Eddie Vedder, e é esse trabalho o tema do texto de hoje.

Com pouco mais de meia hora de duração, o disco tem 11 belas canções que mesclam a simplicidade do acompanhamento voz-violão com alguns momentos de maior emoção e euforia, passando até por algumas passagens instrumentas, todas emanando uma sensação de liberdade e apreço pela natureza.

 

 

Um dos destaques é a “trinca” bem eufórica que abre o trabalho, composta por “Setting Forth”, “No Ceiling” (minha preferida do disco) e “Far Behind”. Curioso é que a duração das três juntas soma apenas um pouco mais que 5 minutos.  Em minha opinião, esse é o momento do disco que mais transmite o desejo de sair viajando pelo mundo, conhecendo lugares novos, pessoas novas e, principalmente, se conhecendo melhor.

https://www.youtube.com/watch?v=zF6Xs0IrDyE

A partir daí, o disco toma um caminho mais tranquilo e intimista, com aquelas canções voz-violão que falei um pouco acima, caso de “Rise” e “Long Nights”, até retomar novamente a uma direção mais “explosiva” em “Hard Sun”, canção de maior sucesso do álbum. Cito essas três músicas pois são, ao meu ver, as que mais evidenciam os conflitos retratados por McCandless no filme, e como essa escolha de abandonar tudo e cair na estrada transformou o seu interior.

 

A chave de ouro que encerra o disco é a ótima “Guaranteed”, canção que rendeu à Eddie Vedder um Globo de Ouro em 2008. A mais longa de todas as faixas, com pouco mais de 7 minutos, é composta inteiramente por um belo dedilhado que acompanha a voz de Vedder e tem uma das melhores letras do álbum, onde o personagem questiona as regras/modos de vida que levamos, com prisões que construímos em nossas cabeças, na rotina que levamos no dia-a-dia e que, sem percebermos, o tempo passa e não aproveitamos devidamente os simples detalhes da vida.

 

Recomendo arduamente a quem estiver lendo esse texto a ler o livro, assistir o filme e, óbvio, ouvir o álbum. Muitos julgam McCandless por não ter experiência suficiente para tomar uma jornada desse porte (inexperiência essa que causou a sua morte) e tanto Jon Krakauer como Sean Penn por romantizarem demais uma trágica história, mas as lições que podemos tirar podem fazer muita diferença em nossas vidas. Quando estiver estressado em um escritório, no trânsito, cansado da mesmice cotidiana, dê uma chance a essas canções, elas podem ter um forte impacto em você.

O verdadeiro Chris

**BÔNUS**

 

Em certo momento do filme, McCandless faz uma breve apresentação musical em um festival com Tracy, garota que se apaixonou por ele quando o mesmo chegou em Slab City. A canção que eles tocam se chama “Angel From Montgomery”, originalmente criada por John Prine, mas que se tornou um verdadeiro clássico da música norte-americana na versão de Bonnie Raitt. Fica aí mais uma dica, pois música boa nunca é demais.

 

 

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Cinesolar itinerante estará em LEM nesta terça com apresentação de curtas e longa metragem, gratuitos!

Amanhã, terça-feira, 11 de julho, Luís Eduardo Magalhães recebe o projeto Cinesolar Caminhos do Brasil, realizado pelo Cinesolar e Ministério da Cultura.

O Cinesolar é o primeiro cinema itinerante do Brasil que usa energia solar para exibir filmes. É uma experiência única, um misto de cinema, estação de arte com tecnologia sustentável, cabine de DJ e diversão. A apresentação em LEM acontece às 19h na Praça da Bíblia, no bairro Santa Cruz, e terá:

🎬 Sessão de CURTAS METRAGENS (infantis e ambientais)
🎬 Sessão do longa metragem HERMÓGENES – PROFESSOR E POETA DO YOGA

A realização é da Brazucah Produções, com produção local do CEPAC e apoio cultural do Cineclube Mimoso, da Fundação Cultural Alzira da Silva Corrêa e da Rádio Moderna FM 92.1

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Cinesolar

O Cinesolar é o primeiro cinema itinerante do Brasil movido a energia limpa e renovável, a energia solar. O projeto exibe filmes a partir da energia solar e promove arte e sustentabilidade através de oficinas artísticas e lúdicas.
São dois carros equipados com placas solares que possibilitam, através de um sistema conversor de energia solar para elétrica, a exibição de filmes e apresentações artísticas. No interior dos veículos há cadeiras para o público, sistema de som, projeção e telão. A primeira unidade do Cinesolar é equipado com cabine de DJ com sistema de som para acompanhar as atividades. A segunda estação móvel de cinema, denominado Cinesolar Tupã, conta com um estúdio de TV.
Junto com a exibição de filmes, o Cinesolar realiza diversas atividades relacionadas à sustentabilidade e meio ambiente.

http://www.cinesolar.com.br

03 filmes sensacionais recém adicionados na Netflix

Tem coisa melhor do que ver um filme embaixo do edredom no inverno?

A Netflix adicionou recentemente novos filmes no seu catálogo e, depois de ver alguns trailers, escolhi alguns filmes para a minha lista. Três deles são, simplesmente, sensacionais e valem cada segundo que você passar em frente à TV ou ao computador.

Dá uma olhadinha nas minhas sugestões e corre pra Netflix.

1 – Até o último homem (Hacksaw Ridge)

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Eu não costumo assistir filmes de guerra e são poucos que ganharam minha admiração. Por isso, coloquei esse por primeiro. A história é incrível, me deixou grudada na frente da tela até as 02h da manhã. Baseado em uma história real, o filme nos apresenta Desmond Doss (interpretado por Andrew Garfield), um soldado que se alista no exército e vai pra guerra se recusando a pegar em armas e matar. Obviamente que o Exército faz de tudo para que ele desista e não pise num campo de batalha. O filme mostra como ele foi tratado antes por todos os colegas e superiores e, mesmo assim, salvou 75 pessoas, sozinho, durante uma batalha na Segunda Guerra Mundial. Quando sua companhia bate em retirada, ele continuou no campo de batalha salvando os feridos que conseguia encontrar. Recebeu 6 indicações ao Oscar e levou 2.

A história é envolvente, bem contada, com bons atores e efeitos especiais e, mais do que tudo, nos mostra a diferença de acreditarmos em nós mesmos e nos nossos princípios. Uma verdadeira lição de coragem.

Detalhes: o filme é dirigido por Mel Gibson; o ator principal, Andrew Garfield, é uma gracinha, e o Vince Vaughn, que a gente lembra sempre por todas as comédias que ele faz, me surpreendeu desta vez.

https://www.youtube.com/watch?v=R4cmOy0V8UA

Link Netflix: https://www.netflix.com/title/80108975

2 – Lion – Uma jornada para casa

Lion

Indicação da Dávila, esse filme também me conquistou. Outra história real, apesar de parecer incrível demais para ter acontecido. Lion conta a trajetória do indiano Saroo Brierley, que se perdeu da família em 1986 com 5 anos de idade. Ao se separar do seu irmão Guddu numa estação de trem, ele embarca em um trem parado e adormece, acordando a 1.600 quilômetros distante, na caótica Calcutá, sem ter nenhuma ideia de como reencontrar o caminho para casa e sem saber pronunciar direito o nome de onde morava. Saroo passou por perigos e provações morando na rua, até ser adotado por um casal australiano. Uma família amorosa que o criou muito bem. Quando cresce, lá pelos 20 e poucos anos, com a ajuda do Google Earth e algumas das suas lembranças, parte em busca da sua antiga casa e da sua mãe.

Além da história incrível, tocante e sincera, destaque para a fotografia do filme, que é simplesmente linda, e para os atores Dev Patel (lembra do menino indiano do Quem quer ser um milionário? Ele cresceu, está lindo e talentoso como o Saroo adulto) e Nicole Kidman, que expressou emoções como a tempo não via!

https://www.youtube.com/watch?v=oNvcE7YsxWE

Link Netflix: https://www.netflix.com/title/80108447

3 – A Onda (The Wave)

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Depois de dois filmes de tirar o fôlego, A Onda chegou como aquele filme que te prende na frente da tela, mas te faz relaxar no final. Os cenários do filme, antes da destruição, são lindos e me deixaram com vontade de conhecer aquele lugar.

Na história (que não foi baseada exatamente em fatos reais, mas se inspirou em um desastre que realmente aconteceu), o fiorde de Geiranger, na Noruega, é um dos pontos turísticos mais espetaculares da região, mas também é um local propício para cataclismas. Após anos no centro de alerta do local, o geólogo Kristian (Kristoffer Joner) sente que alguma coisa não está normal. Os substratos estão mudando. Em plena alta temporada turística, uma onda gigante atinge o local, colocando a montanha abaixo e dando apenas dez minutos para que as pessoas consigam se salvar.

É um filme de catástrofe como Hollywood adora, mas foi gravado na Noruega e, talvez por isso, considero um dos melhores que já vi neste sentido. Os atores são excelentes e o suspense é na medida, vale a pena preparar a pipoca e se divertir.

Link Netflix: https://www.netflix.com/title/80080201

 

Orange is the new Black e as questões sociais que passam despercebidas aos nossos olhos

Este é meu primeiro post como colunista neste blog, mas o espaço, já conheço de longa data. E por isso ainda pretendo contribuir por muito tempo aqui e, pensando nisso, estarei trazendo uma dica e/ou reflexão sobre séries, filmes, músicas e atualidades todas as sextas-feiras, para te ajudar a descansar no fim de semana ou apenas passar um tempinho aproveitando para se distrair.

Você já ouviu falar em Orange Is The New Black, né? Tenho certeza que sim.

A série, que se encontra atualmente em sua 5ª temporada, é uma produção da Netflix e aborda assuntos muito relevantes e necessários. Sim, necessários. Embora, no início, pareça que a série inteira vá se tratar da vida da Piper, a protagonista, a trama se desenrola de uma maneira espetacular a cada episódio e consegue trazer a tona muito mais do que relações entre mulheres em um ambiente fechado. E você não vai se surpreender se achar que Piper é uma menina um tanto quanto mimada e chata. Eu vou te compreender se pensar isso em algum momento.

Baseada nos relatos reais de Piper Kerman, uma moça dos Estados Unidos que é acusada de crimes de lavagem de dinheiro, a narrativa busca colocar mulheres como protagonistas, e isso é muito claro, já que a trama se passa em uma prisão feminina, em Litchfield. Também existem personagens masculinos, e muito bons, por sinal, mas nunca predominantes em cena. Como viemos abordando anteriormente por aí, o mercado televisivo e cinematográfico é recheado da visão masculina sobre os problemas e particularidades femininos, e de maneira alguma isso tem vez em OITNB (abreviação carinhosa adotada pelos fãs da série).

O seriado faz questão de mostrar as origens e os motivos pelos quais cada uma das detentas está reclusa. Na maioria das vezes, as mesmas histórias são abordadas na forma de memórias, onde a própria personagem acaba contando o que a levou a ser condenada, seja a pena justa ou não. Outro assunto que tem bastante espaço na produção: as injustiças vividas (obrigatoriamente) pelas centenas de mulheres presas em Litchfield. Na verdade, isso nos abre os olhos para problemas que acontecem em todas as prisões, em variados lugares e até mesmo no Brasil. Gravidez na prisão, trabalho, vida em condições mínimas de higiene e segurança, superlotações, entre outros.

Cada detenta é construída por uma série de particularidades, que acabam as colocando num senso comum em meio a um local que busca tratar todos (e todas, no caso) com “igualdade”, já que ambas cometeram crimes. Um erro, não é? Mas isso é assunto para um outro post muito mais complexo e reflexivo.

Embora você pense que assistir a uma série como essa possa ser uma chatice sem fim, lhe peço que dê uma chance. A Piper é um pouco chata? Sim, eu sei que você vai concordar comigo. Mas o envolvimento da trama com as personagens (to-das) é genial, e você vai se ver pensando em assuntos que normalmente não são discutidos por nós. Embora devessem ser, não é mesmo?

A 5ª temporada acabou de ser liberada na Netflix, e todas as outras também estão disponíveis por lá. Os episódios geralmente tem pouco menos de 40 minutos e, sinceramente, é difícil assistir a apenas um por dia. Depois não diga que não avisei. Então, fica minha dica para o fim de semana, já que atualmente foram divulgados novos episódios.

Este post é apenas um aperitivo do que vem por aí, neste mesmo blog, neste mesmo dia da semana, pelos próximos meses. E se você quiser saber mais sobre o que ando assistindo, me acompanhe no Instagram. Sempre posto algumas coisas em relação ao que estou lendo e/ou assistindo!

Instagram: @evenvendramini 

Documentário produzido em LEM ganha dois prêmios em Festival de Cinema na Paraíba

O filme Latossolo, totalmente produzido e rodado em Luís Eduardo Magalhães no ano de 2016, ganhou os prêmios de melhor documentário e melhor roteiro de documentário no II Cine Paraíso, Festival de Cinema de Juripiranga na Paraíba, realizado entre os dias 09 e 12 de fevereiro. Esta foi apenas a segunda exibição oficial do filme e primeira participando de uma mostra competitiva.

Na mostra competitiva, Latossolo concorreu com filmes produzidos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Espirito Santo e Paraná. “Foi ótimo participar do festival, que tem uma característica de ser no interior e poder dialogar de perto com a população da cidade”, observa Michel Santos, diretor do filme e estudante de cinema na UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano).

Michel diz ainda que o resultado surpreendeu. “Na primeira exibição, na Mostra Audiovisual da 10ª Bienal da UNE, em Fortaleza/CE em janeiro, o filme obteve ótima recepção sendo muito aplaudido pelo público presente e agora, logo em sua primeira mostra competitiva, dois prêmios. Estou muito feliz, muito feliz mesmo”, comenta, destacando que que o filme já está inscrito em outros festivais de cinema país afora e no momento aguarda o resultado das seletivas.

Latossolo retrata as transformações de uma cidade em franco crescimento, e a relação homem e meio ambiente com o despontar do agronegócio.