Tá com fome? Pode pegar – Ação do bem vira exemplo em Luís Eduardo Magalhães

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Em 2016, um casal, dono de um mercado no município de Petrolina/PE colocou uma prateleira do lado de fora do seu empreendimento com pão, feijão, arroz, verduras e frutas. Com dois pinceis atômicos, um preto e outro vermelho escreveram em uma folha de papel cartolina: “Você está com fome? Pode pegar. Mas, pegue apenas o necessário para você, pois tem mais pessoas com fome”. A iniciativa se tornou viral nas redes sociais e, até hoje, fotos do mercado pernambucano circulam pelo Facebook e grupos de Whatsapp, como exemplos de cidadania e acolhimento com o próximo.

Quase dois anos depois, um casal de empresários de  Luís Eduardo Magalhães decidiu seguir o exemplo, inclusive, valendo-se da mesma frase usada no mercado de Petrolina. Até a cores do pincel atômico são as mesmas. Na prateleira de um dos mercados do casal, na Avenida São Francisco, a preferência é por alimentos como biscoitos, macarrão instantâneo, farinha de milho, arroz, feijão e verduras.

A atitude – uma ação social feita de coração – gerou comoção por parte da nossa equipe e, por isso, resolvemos contar essa história para vocês. Uma bela ação que deve e merece ser lida, vista, parabenizada e compartilhada!

Casados há 12 anos e à espera do terceiro filho, Alysson Murilo Almeida, 37, e Érica Barreto, 34, não esperavam tamanha receptividade. “Começamos a receber telefonemas do pessoal da igreja nos felicitando”, conta Érica. Os parabéns se devem à repercussão a uma foto tirada em frente a um dos dois mercados administrados pelo casal onde é possível ver a prateleira e o cartaz. Em pouco mais de 24h da postagem no Facebook recebeu centenas de curtidas e compartilhamentos, com mensagens de apoio à iniciativa.

Há quatro anos morando em Luís Eduardo Magalhães, Alysson e Érica já trabalharam com representação de uma famosa marca de produtos de emagrecimento e como distribuidores de alimentos para outros mercados da cidade. “Nós conhecíamos todos donos de mercado, vendíamos para toda Luís Eduardo. As coisas aparentemente estavam bem, lembro que saímos para uma viagem de férias e quando retornamos as coisas mudaram e começaram a ficar mais difíceis. Foi aí que vimos a oportunidade de investimento, como conhecia o antigo dono acabei comprando o ponto”, lembra Alysson, fazendo menção ao mercado localizado no bairro Jardim das Acácias.

Sobre a decisão de oferecer alimentos gratuitos na porta do estabelecimento, o empresário diz que o importante é começar. “A gente nunca visou nosso próprio benefício. Somos pequenos. Gostaríamos mesmo é que mais pessoas seguissem o exemplo. Luís Eduardo Magalhães abriu muitas portas para a gente. Nosso objetivo sempre será o melhor para a cidade”, explica. “Muita gente que vem para cá, chega com esperança de uma vida melhor, mas não tem família e amigos aqui. Ás vezes, acaba que todo mundo precisa de um abraço, um aconchego” ratifica Érica.

Segundo Alysson, no início algumas pessoas viam o cartaz e a prateleira cheia e ficavam com vergonha. “Tem gente que leva uma sacolinha no bolso para levar algumas coisas para casa”, conta. “A gente vê a alegria no rosto de quem pega alguma coisa para comer”, completa a esposa.

Os dois contam que muitos dos seus clientes chegavam ao mercado com o dinheiro contado, muitas vezes sem ter nem para o necessário. “Isso dói na gente”, diz Alysson. Hoje, há prateleiras com alimentos gratuitos nos dois mercados do casal. Até uma rede de proteção ao mercado se formou após eles começarem com a iniciativa. “Muita gente chega para a gente e fala que estão de olho para que ninguém faça mal ao mercado”, diz Alysson, que finaliza: “Só se combate o mal com o bem”. Érica, concorda.

Texto: Anton Roos

Pauta: Dávila Kess

Fotografia: Mônica Zanotto

Uma agência incomum de comunicação integrada.