De mudança: 9 dicas para mudar de casa sem dor de cabeça

Eu sou perita no assunto e ai de quem discordar. Em pouco mais de dois anos estou morando na quarta casa diferente, e isso, meus amigos, me dá uma certa confiança para dizer que mudança é uma das coisas que mais cansam no mundo. Parece que nunca acaba, e quanto mais você enrola, mais cansativo fica. Já foram muitas colunas doloridas, joelhos machucados e nervos ciáticos desafiados nesses 2 anos.

Acabei de fazer a minha quarta mudança e essa foi um pouco (um pouquinho só mesmo) menos cansativa, porque me atentei a pequenos detalhes que me ajudaram e muito no momento de organizar a casa nova. E hoje a minha missão é descomplicar a vida de vocês, meros mortais que estão cansados de ter dor de cabeça na hora de fazer aquela mudança marota. Se liga nas dicas:

  • Se programe

Jovem, se essa é a sua primeira mudança, senta e me ouve: se programe. Principalmente aqui na Bahia, onde eu percebi uma mudança imensa nos padrões de moradia, nem tudo acontece de uma vez.

Programe-se para limpar a casa nova de cima a baixo, para pedir a ligação da energia, para fazer uma vistoria no imóvel, para comprar itens necessários (por exemplo, as casas na Bahia não são repassadas com pia), para o dia de levar os móveis, para tudo. Depois não vá me dizer que não avisei.

  • Destralhe

O momento de encaixotar as coisas da casa antiga é um dos melhores para fazer aquela limpa em diversos setores da sua casa. Já separando e jogando fora ou doando as coisas que já não te servem mais, será menor o quantidade do que terá de ser organizado na casa nova.

  • Separe os itens por cômodos

Na minha segunda mudança eu não fiz isso, e quis morrer quando percebi que não ia conseguir arrumar tudo em menos de uma semana. Separe as caixas e vá escrevendo nelas o cômodo de destino. É muito triste levar uma caixa para organizar o quarto e ver que na verdade nela haviam copos e panelas.

  • Mala de sobrevivência

Pode ser que você chegue muito cansado na casa nova e não tenha a mínima coragem para organizar uma folha de papel no lugar. E convenhamos que abrir as malas e as caixas de roupas não será menos dolorido nesse momento. Uma dica: separe uma pequena mala com itens de higiene e duas trocas de roupa (incluindo pijama) para passar a noite e, quem sabe, já ir trabalhar no outro dia. Sua coluna cansada agradece.

  • Fotos e mais fotos

Tire aquela famigerada foto dos móveis e eletrodomésticos que você vai precisar remontar ou religar na casa nova. Montar um guarda roupas sem ter ideia de onde vai cada peça não é fácil, vai por mim. Da última vez que eu me mudei e esqueci de fotografar como meu guarda roupa era, passei 5 horas sofrendo pra remonta-lo.

  • Os últimos serão os primeiros

Lembre-se de que as primeiras caixas que você colocar no caminhão serão as últimas a serem retiradas. Então cuidado com a ordem de transporte daquilo que você geralmente precisa usar muito.

  • Utilize tapetes, edredons, lençóis, cordas, tudo o que ajude a segurar essa barra que é gostar de mudar

Na hora de levar móveis, não deixe que eles viajem se esfregando um no outro. Isso pode fazer com certos móveis ou eletros percam a tinta, o revestimento, etc. Para isso, eu costumo usar aqueles tapetes de E.V.A, que as crianças brincam. Não deixa marca e protege de riscos. Mas é claro, dá para usar tapetes e lençóis para isso também.

  • Tenha sempre em mãos uma caixa de ferramentas

Não se sabe em qual momento da sua mudança você vai precisar de uma chave de fenda para apertar ou desapertar algum parafuso. E acredito, essas oportunidades surgem nos momentos mais inusitados que você possa imaginar.

  • Tenha coragem

Acredite, dá pra economizar um bom dinheiro organizando tudo sozinho. O segredo é se preparar e fazer tudo com calma. Afinal, meus amigos, dinheiro não dá em árvore, não é mesmo?

Eu espero que estas dicas sejam úteis e que você não precise ficar como eu estou agora: deitada com as costas cheias de emplasto de salompas. Porque o rostinho é de 19, mas a coluna é de 94. Mas uma coisa é certa: não tem nada mais gostoso que começar a vida em um lugar novo, mesmo que seja na mesma cidade.

Boa mudança para você! Espero parar de me mudar em breve!

Não era amor

Tal e qual a música do Molejo, uma bela de uma cilada. Eu não sei quem foi o ser humano em sã consciência que disse que crescer era 100% legal. Hoje, aos 25 anos e depois de um braço quebrado, algumas crises de rinite e uma gastrite adquirida com o tempo, só posso dizer que: não vale o estresse, amigo.

Sempre tive memória muito boa, o que para alguns era uma qualidade sem igual e para outros, um peso desnecessário. Me lembro que, no auge dos meus 5 anos, eu queria ser adulta por exatos 4 motivos. 1- Eu queria sair sozinha na rua. 2- Eu queria usar maquiagem (meus pais não deixavam nem um mero batonzinho infantil, diziam que estragava a pele). 3- Eu realmente achava que ser adulto era legal. 4- Eu queria usar um sapato da minha mãe em específico que (obviamente) não cabia perfeitamente no meu pé.

Moral da história: 1- Eu cresci e saí na rua sozinha e, então, fui assaltada. 2- Eu cresci, usei maquiagem e hoje não gosto mais de usar porque sim, realmente estraga minha pele. 3- Ser adulto nem é legal assim, a gente gasta dinheiro com produto de limpeza. 4- O sapato da minha mãe não durou nem dois anos e foi para o lixo. Nessa toada meu pé não havia crescido nem 4 numerações. Enfim, não valeu o esforço, né mores?

Crescendo, eu aprendi que não queria crescer. Na verdade eu só queria ser aquilo que não era e isso, meus amigos, não é legal. Vale também para momentos da vida em que a gente quer dar uma determinada resolução para uma situação mesmo sabendo que tudo não se encaixa da maneira que realmente tem de ser.

Uma grande perda de tempo achar que aquilo que não vivemos é melhor que tudo o que passamos no presente. Nem tudo, jovem. É claro que existem responsabilidades e mudanças que vem junto com o tempo que realmente valem a pena, como conquistar uma profissão, ser mãe (ou pai), conquistar sua independência financeira e até mesmo construir relações amorosas ou de amizades que fazem valer a nossa existência. É óbvio, existem tantas outras coisas no mundo que valem mais que o dinheiro, e isso é indiscutível.

Eu não sei se você acredita em Deus, em Buda, em Javé, ou qualquer outra denominação que sua crença use, mas as coisas realmente acontecem quando elas tem que acontecer e por alguma razão. Não é saudável querermos apressar as coisas, mesmo que você não acredite que tudo nesse mundo é obra de Deus. Um bolo não fica pronto antes do tempo, uma fruta não cai do pé sem estar madura, o ponteiro do relógio não marca uma nova hora sem se dar ao trabalho de passar por diversas fases. Não vai ser você que vai mudar o curso do tempo e da vida. E nem eu, inclusive.

Aproveite o tempo e faça com ele aquilo que ele permite. Pode não ser o momento, pode não ser a hora e pode não ser do jeito que você quer, mas é. E só por ser, já merece sua consideração. Nós, meros mortais, não somos, apenas estamos. Não misture as coisas.

Livro do mês: Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios – Marçal Aquino

Talvez esse seja o primeiro romance adulto que eu li e, por não ser tão escancarado, tenha me ganhado. É bastante descritivo (o que me incomoda um pouco), mas construído brasileiramente, onde os personagens podem ser facilmente criados na nossa imaginação.

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios
Autor: Marçal Aquino
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2005
Páginas: 232

O livro conta a história de um triângulo amoroso formado por Cauby, Lavínia e Ernani. O primeiro, um fotógrafo que chega numa cidade nova e conhece Lavínia, a mulher mais linda que talvez ele já tenha visto. Lavínia era “casada” com Ernani, pastor da igreja evangélica que sabia da vida quente e atribulada da garota, mas que fazia vista grossa para todos os seus efeitos.

Ela, que possui um passado mergulhado nos problemas familiares, nas drogas e na prostituição, encontra abrigo nos braços de Ernani, mas busca paixão nos braços de Cauby. Embora isso pareça apenas um livro de traição, o enredo vai muito mais a fundo, pois nele podemos encontrar poesia, mesmo que não feita em estrofes. Lavínia é a própria, com duas pernas, um corpo esguio e duas personalidades: contamos também com Shirley, a personalidade esvoaçante de uma mulher segura de si e determinada a ponto de cegar quem estiver pela frente. Lavínia é Lavínia, mas gosta de ser Shirley nas horas vagas.

No filme, Lavínia é interpretada por Camila Pitanga

Para deixar o livro mais poético, Aquino fez questão de incorporar à trama um elemento chave interessantíssimo: um livro de um terapeuta que fala sobre amores, suas dores, consequências e teorias. Não demora muito para que sejamos capazes de encaixar alguma frase em nossas vidas, já que somos humanos e sentimos tal e qual Cauby. Enquanto o livro se dá, percebemos que existe um passeio pelo passado, o que explica muitas das ações dos 3 personagens centrais.

Página que inicia o livro

O enredo é fluído, leve, e o livro não é muito grande. A história é escrita com uma linguagem moderna, que não coloca obstáculo algum ao seu entendimento.

Se você quiser ler, é mais fácil encontra-lo para download na internet, pois as versões físicas estão sempre esgotadas ou em falta nos sites. Já sabe, né? Se precisar, só me chamar! 😉

Sobre não me obrigar a ser tão produtiva assim

Não é raro vermos na internet muitos posts sobre produtividade e eu até já fiz alguns aqui. Mas às vezes nos esquecemos que ser produtivo nem sempre é estar produzindo algo.  Explico.

A produtividade, na verdade, é uma combinação do quanto seu cérebro consegue funcionar quando você está criando ou trabalhando em algo e de como você aproveita os momentos livres de sua vida. Porque falamos sempre a respeito de aplicativos que ajudam a lidar com a vida de maneira mais produtiva e organizada, mas não falamos que nem sempre o cérebro deve estar produzindo algo. É preciso reconhecer os momentos em que seu corpo e sua mente precisam de uma brecha tranquila para respirar.

Nossa mente e nosso corpo (e principalmente ele) nos dão sinais claros de que precisamos fazer pausas. Geralmente esses sinais se manifestam em problemas capilares, de pele, estomacais e até mesmo alérgicos, e prova viva disso sou euzinha, que me encontro embaixo de um edredom dopada de antialérgico e bebendo Neosoro pelo nariz como se não houvesse amanhã.

Para ser produtivo é necessário reconhecer que precisamos parar de ser obcecados pela produtividade. Parece complicado, mas não é. É preciso saber reconhecer que em alguns momentos dos nossos dias precisamos parar e simplesmente desligar de todas as obrigações e compromissos. Um momento assistindo a séries despretensiosas, leituras que não tem ligação com o seu trabalho ou apenas deitar e descansar as pernas no silêncio de casa: apenas isso pode ser suficiente para te ajudar.

É claro, acontece que sempre nos cobramos e principalmente nestes momentos em que paramos para descansar. Sempre surge aquele questionamento: eu não deveria estar produzindo? E a resposta é: não. Porque nem sempre a exaustão é o caminho para a produtividade.

Faça seu cérebro entender que ele precisa de pausas, dê um descanso ao seu corpo e só então compreenda que a produtividade está extremamente longe da escravidão. Acredite, nenhuma gastrite ou crise alérgica vale o desafio da produtividade exagerada.

#DeixaElaTrabalhar: Lugar de mulher é realmente onde ela quiser

Lugar de mulher é no gramado (de preferência batendo o escanteio e correndo pra cabecear)

Nos tempos áureos da minha vida, onde eu podia escolher o que queria fazer da mesma, eu seria a repórter esportiva do curso. Haviam outros que queriam seguir o mesmo caminho, mas não outras. Já começava por aí: com quem discutir sobre a maior paixão do brasileiro, no caso, o futebol? Com homens. Como fazer com que eles me respeitassem? Não sei.

Não demorou muito tempo, os campeonatos chegavam às suas retas finais e eu, claro, não perdia um. “Quando me formar, quero ser repórter de campo, ou quem sabe fotógrafa esportiva, ligada ao futebol”, eu dizia. Mas você sabe quantas repórteres adentravam o gramado para falar com jogadores? Nenhuma. A apresentadora que figurava entre a referência feminina na atmosfera do futebol era mais um sexy simbol do que uma comentarista. E isso, obviamente, não servia para mim.

Eu sempre quis ser o Tino Marcos, o Mauro Naves, o Abel Neto, o PVC, o Fernando Fernandes, o Nivaldo de Cillo ou até mesmo o Bruno Laurence. Nunca quis ser a “algum nome feminino”, porque não tive essas referencias femininas no esporte. E como eu disse, Renata Fan nunca foi referência para mim.

Escrevi sobre futebol. Assuntos táticos, do coração, lógicos, poéticos, comemorativos, inúmeros artigos. Sentei em mesas de bar para discutir com homens que jamais souberam o quanto eu me dedicava a isso e, depois de uns dois anos, desisti da carreira. Por que? Falta de apoio e de espaço.

A mesma falta de apoio que eu senti quando expus a minha vontade de ser aquilo que nenhuma ou poucas conseguiram ser, até então, me fez desistir de seguir em frente. Foi por ouvir que “mulher só servia na hora do futebol para buscar a cerveja na geladeira”, ou que “mas você realmente sabe o que é um impedimento?”, ou até um “você só assiste futebol por causa do Neymar” que eu desisti. Por outras questões financeiras e logísticas também, mas que pesaram muito menos que todo esse desserviço prestado por aqueles que ainda acreditam que a mulher é totalmente incapaz de entender sobre o que nos fizeram acreditar ter sido feito exclusivamente por homens e para homens.

Hoje, formada e trabalhando em outra área, (mas ainda levando o futebol muito a sério), percebo o quanto ainda falta espaço para mulheres trabalharem dignamente e com respeito nesse meio. Não é incomum vermos matérias e vídeos documentando que repórteres femininas foram beijadas ao vivo, que receberam investidas de jogadores, etc. Isso acontece sempre e, sinceramente, não é legal. Como aconteceu no caso esta moça aqui, que após ser beijada por um torcedor quando estava exercendo sua profissão, resolveu se manifestar. (Leia sobre aqui).

As pessoas que desrespeitam uma mulher por estarem num ambiente taxado erroneamente de masculino, não sabem o quanto essas mesmas mulheres estudaram e batalharam para crescerem e se destacarem num mercado que é muito concorrido. Não sabem como é difícil se sobressair em uma profissão que prefere, desde sempre, homens. Não tem segredo: tratar as pessoas como profissionais é o caminho para resolver todos os problemas ou pelo menos evitar que eles comecem a aparecer. Mas você pode começar pensando e entendendo que mulheres sabem do que estão falando quando se propõe a fazerem algo, seja na cozinha, na sala de aula ou num gramado sintético cercado por linhas brancas e bandeiras de escanteio.

É engraçado dizer isso, mas eu, jornalista formada há não pouco tempo (mas já com belos 7 anos de profissão exercida), já fui impedida de trabalhar em locais simplesmente porque sou: mulher. Não faz sentido na sua cabeça? Pois é, na minha também não.

Entendam que o futebol (assim como a política e tantas outras áreas da nossa vida) foi feito para profissionais que sabem o que estão fazendo, sejam eles ou elas. Enquanto houver uma bola rolando no gramado, eu estarei assistindo, e cornetando, e torcendo, e escrevendo, e suplicando para que vocês, homens sem noção, entendam que: lugar de mulher é onde ela quiser. E eu, meus amigos, quero sim estar no futebol. Respeitem, pois nós sabemos muito bem o que estamos fazendo.

5 canais do Youtube para aprender a cozinhar sem muito esforço

Quem me conhece sabe que esse post é meu antes mesmo de ler quem escreveu. Conhecida por “estômago sem fundo”, não é raro ouvir de alguém que tudo o que eu faço envolve comida, porque realmente envolve. Vamos assistir a um filme? Faço uma pipoca. Vamos sair para conversar? Vamos, mas pode ser no espetinho? Hoje é dia de jogo, vamos assistir? Vamos, mas você come porção de batata frita, né? Minha vida é mais ou menos assim.

Depois que saí da casa dos meus pais, comecei a me aventurar na cozinha e até hoje venho obtendo sucesso. Cozinhar requer prática, mas não é algo impossível. Porém eu também acredito que tudo esteja ligado à um dom que certamente recai sobre algumas pessoas sorteadas aleatoriamente na fila da existência, pois existem pessoas que realmente tem uma facilidade muito grande de lidar com a cozinha e com os alimentos.

Já pararam para reparar que lidar com alimentos e transformar tudo em momentos e experiências é algo muito especial? Você pode presentear as pessoas que ama com um jantar, um bolo especial, algo relacionado aos alimentos e, com certeza, ficará feliz com o olhar de agradecimento recebido. Isso é saber lidar com a arte que é cozinhar. Porque sempre é possível ter uma experiência gastronômica quando seus ingredientes são reduzidos. Basta ter imaginação e faze-la funcionar.

Pensando nisso, separei cinco canais que me ajudam a aflorar as ideias quando quero variar na cozinha. Vamos dividir receitinhas? Se liga!

  • Panelinha – Rita Lobo

Rita Lobo é minha musa. Sou extremamente fã da maneira como ela faz os vídeos para falar dos alimentos e mostrar receitas que podem ser feitas em pouquíssimos minutos. Ultimamente ela tem feito séries no canal, onde escolhe um tema e sempre posta a respeito. Neste vídeo ela mostra um monte de receitas simples e rápidas feitas com abóbora.

  • Ana Maria Brogui – Caio Novaes

Esse aqui é show de bola, porque o Caio ensina desde umas receitas básicas até umas coisas mirabolantes que a gente paga o olho da cara para comer no restaurante. Foi onde eu aprendi a fazer Hot roll (amigos, deem valor nessa informação, é daqui que saiu os ensinamentos daquele hot roll sensacional que eu faço pra vocês!). Nesse canal eu também aprendi a fazer croissant de nutella.

  • Receitas de Minuto – Gisele

Com vídeos curtinhos, a Gisele, além de postar várias receitas bem rapidinhas de fazer, também compartilha dicas do universo da cozinha. Vale super a pena para quem já tem um certo conhecimento básico na cozinha.

  • Danielle Noce

A Dani é cheff confeiteira e faz uns bolos e tortas que olha, sinceramente, só de ver eu já apaixono. E o canal dela é legal porque agora ela está numa vibe bem vlogger, onde compartilha as viagens que faz junto ao marido e também as receitas, que foram o carro chefe do casal por muito tempo na internet. Dá uma olhada nisso:

  • O Chef e a Chata

Porque eu simplesmente amo a Lu Ferreira, vulgo Chata de Galocha, e acho que tudo que ela põe a mão fica sensacional. O canal é feito em parceria com o Gui Poulain, e é sensacional!

Depois dessa galera ensinando a fazer essas comidas daoríssimas, eu duvido que você vá passar fome em casa por não saber o que cozinhar. Se tiver algum outro canal que você goste mas que eu não citei, corre nos comentários. Vamos trocar experiências!

Dica de série: The Bold Type

Vocês também tem uma amiga personal de séries? Eu tenho. É aquela pessoa que sempre tem uma série na ponta da língua pra te indicar e que, na maioria das vezes, sabe de qual você vai gostar e porquê. Foi quando eu soltei no Twitter que queria assistir uma série de menina, daquelas no estilo Gossip Girl, com intriga, moda, etc.

As três protagonistas são Kat, Jane e Sutton, que trabalham na Scarlet Magazine, uma revista de moda que está completando seus 60 anos com louvor. Na busca por reconhecimento profissional e respectivamente por seus sonhos, as três passam pro problemas e resolvem furadas em Nova York. É a típica série menininha, mas atual e muito boa, devo confessar.

Há quem diga que The Bold Type seja uma Sex And The City repaginada, há quem prefira compará-la com Gossip Girl e há, ainda, quem insinue que as meninas lembram as três de Girls. Eu prefiro dizer que a série é a melhor saída millennial que você poderia assistir atualmente. (Até porque eu não gostei de Girls e nem do livro da Lena Dunham).

Sutton, Kat e Jane foram a trinca da representatividade que muitas vezes falta na maioria das séries atuais. Uma loira e querendo um amor verdadeiro, uma negra que não passa por problemas financeiros, como na maioria das histórias que vemos por aí, e uma morena que busca se encontrar: o que precisamos para criar um enredo onde seja possível acontecer boas histórias. As três trabalham juntas na revista há quatro anos e foram promovidas: Kat é diretora de mídia, Jane é jornalista e Sutton é a melhor assistente que já se viu. Todas começaram como secretárias e, juntas, vão trilhando seus caminhos rumo à ascensão.

Um dos pontos altos da série é a editora-chefe/diretora da revista, que aparentemente poderia encarnar Miranda Priestly, de O Diabo Veste Prada, mas ao contrário do que todos esperam, ela é ótima. Consegue manter o pulso firme dividido entre ser uma chefe que impõe respeito e uma amiga que dá os melhores conselhos às meninas.

Em The Bold Type é explícita a ideia de que nós necessitamos da maturidade profissional para lidar com os problemas e percalços da vida, o incentivo aos momentos onde temos que arriscar e saber a hora de parar, entra o apoio que cada mulher tem em suas amigas, etc. É uma série que, mesmo sob uma ideia fútil que às vezes a abordagem do mundo da moda possa trazer, nos faz pensar. Vale a pena assistir se você está buscando por algo leve e sem muitas cenas pesadas. The Bold Type é a pedida!

BBB: produtinhos bons, bonitos e baratos que valem a pena

A crise chegou para todos em 2017, não é mesmo? Quem era acostumado a gastar rios de dinheiro em diversos setores da vida deu uma segurada e passou a procurar alternativas tão boas quanto, porém mais baratas.

Costumo dizer que tenho olho clínico, que sempre encontro produtinhos baratinhos no meio dos caríssimos. Não sei se tenho sorte demais ou se realmente o que é baratinho corre até meus braços, hahaha. Mas um fato é certo: para descobrir novas marcas que cabem no bolso é preciso ter a mente e o coração aberto. Dar uma chance a marcas desconhecidas (quando possível) é ótimo e, realmente, o único caminho para saber se existem alternativas BBB.

Separei algumas alternativas baratinhas para dividir com vocês e espero que tenham a mesma sorte que eu tive. Lembrando que: eu estou indicando estes produtos com base nas minhas experiências, de acordo com o meu tipo de cabelo, pele, etc.

  • Creme multifuncional – Yamasterol (amarelo)

Costumo usar como creme de tratamento, aqueles que a gente usa antes do condicionador. Como não conhecia e já ouvia muitas coisas boas a respeito há tempos, comprei um pote pequenininho, com menos de 300gr. Paguei menos de R$ 5 e adorei. O cheiro é bem leve, não incomoda, e o poder de hidratação é gigantesco. Vale a pena experimentar! Tem para comprar nas principais lojas de cosméticos de LEM.

  • Demaquilante Felicittá

Eu tenho horror a produtos oleosos. Apesar de minha pele ser normal, hidratantes em geral e produtos bifásicos geralmente me deixam com um ranço imenso, porque a textura pegajosa me incomoda. Eu já havia testado milhões de demaquilantes, inclusive de marcas famosas como Nívea, Neutrogena e L’oreal, mas sem sucesso. O bom do vidrinho da Felicittá é que ele não é NADA oleoso, tira toda a maquiagem e vem com spray na embalagem, o que facilita muito a aplicação. Paguei R$9, e na internet é bem fácil de encontrar, já que aqui em LEM eu ainda não encontrei os produtos da Felicittá.

  • Rímel Eudora Soul

Sou uma pessoa cheia de alergias e, entre umas e outras, não posso usar maquiagens que sejam a prova d’água. Eu vivia num desespero eterno porque os produtos que não eram a prova d’água geralmente não faziam muita diferença nos meus cílios e os que faziam, só saíam com demaquilante. Até que eu encontrei o rímel da Eudora e, meus amigos, minha vida mudou. Ele não é a prova d’água mas não é aquele rímel que borra ou sai com o suor do dia a dia. Tiro com água e pronto. Paguei R$32 no meu, mas se não me engano, neste mês ele está por R$ 29 no catálogo da marca.

  • Base Tracta

Quando os produtos da Tracta foram lançados eu não era muito apegada a maquiagem ainda, e não dei moral. Hoje, se eu pudesse, compraria tudo. A base da marca tem acabamento matte (de verdade), uma cobertura boa tanto para o dia a dia quanto para a noite e o melhor de tudo: você encontra por pouco mais de R$ 30.

  • Hidratante de mãos – água de coco / L’Occitane Au Brésil

Um nome chique desses pra um hidratante que custou menos de R$ 30. A marca é uma das minhas preferidas, mas sabemos que o precinho não foi feito exatamente pro bolso do brasileiro batalhador e assalariado, não é mesmo? Como eu disse, tenho um pouco de irritação com texturas pegajosas, e este da marca me surpreendeu. Parece que você está passando água de coco nas mãos, literalmente. O cheiro é maravilhoso, sem mais. Vale muito a pena!

Tem alguma dica para compartilhar com a gente? Corre nos comentários e divide, mulher! Vamos trocar figurinhas…

Mulheres na literatura: 5 livros para ler em 2018

O dia internacional da mulher está chegando. Algumas livrarias virtuais já anunciaram que vão fazer promoção para a data e eu acho muito digno que nós pensemos em dar uma chance para mulheres escritoras.

Graças ao bom Deus nós, mulheres, não precisamos mais sofrer quando queremos ser pessoas normais. Você já ouviu sobre as histórias antigas de mulheres que queriam apenas estudar e não podiam, tenho certeza. Hoje, eu jornalista, posso escrever, estudar e ser tão bem sucedida quanto ou até mais que um homem. E isso, meus amigos, é sensacional. Espero que cada vez mais possamos ver mulheres fazendo sucesso e ocupando postos que até ontem eram ocupados majoritariamente por homens.

E como eu falei ali em cima, vamos aproveitar que alguns sites irão fazer promoções com descontos interessantes e aumentar a listinha de leitura de 2018? Desta vez separei livros escritos por mulheres.

  • Holocausto Brasileiro – Daniela Arbex

Não sei se você já ouviu falar no famoso caso do “manicômio” de Barbacena, cidade localizada em Minas Gerais. Esse livro fala sobre isso. É um livro-reportagem (meus preferidos) que retrata a história do Hospital Colônia de Barbacena, onde cerca de 60 mil pessoas morreram no século 20. Conta histórias, investiga o passado e relembra os horrores vividos pelos pacientes que, em sua maioria, sequer apresentavam problemas mentais. É um livro forte.

  • O Sol é para Todos – Harper Lee

É considerado um clássico da literatura mundial e aborda questões como injustiça e racismo, narrando a história de um advogado que precisa defender um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca. O livro é narrado por Scout, filha do advogado, que retrata as represálias sofridas pelo pai na sociedade racista de 1930.

  • Outros Jeitos de Usar a Boca – Rupi Kaur

É um livro de poesia moderno, mas totalmente atemporal. A autora é indiana e tem como temática a sobrevivência, onde seus poemas retratam experiências de abuso, amor (inclusive o próprio) e a perda feminilidade. Ficou por mais de 40 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times. Apesar de não ser um dos meus preferidos – quem me conhece sabe que não suporto poesia -, reconheço que é um livro necessário principalmente para aquelas pessoas que precisam se lembrar de como é o amor próprio.

  • A Guerra Não Tem Rosto de Mulher – Svetlana Alexijevich

Svetlana foi a primeira bielorussa a receber o Prêmio Nobel e destaca que mesmo que as mulheres estejam na linha de frente, elas são inviabilizadas nas histórias de guerra. No livro a autora reconstrói conflitos da Segunda Guerra Mundial a partir da perspectiva das combatentes soviéticas – que eram mais de 1 milhão no Exército Vermelho.

  • A Vida que Ninguém Vê – Eliane Brum

Sou suspeita para falar de Elianinha. No livro, a autora é uma repórter em busca dos acontecimentos que não viram notícia e das pessoas que não são celebridades. As crônicas reunidas na obra eram publicadas no final dos anos 90 no jornal Zero Hora, e agora emocionam os leitores pela sensibilidade de Brum.

Estes foram alguns títulos que podem te ajudar a sair da zona de conforto ou até mesmo a conhecer um pouco mais da literatura criada pelas mãos de mulheres. Existem outros nomes que merecem atenção, como:

– Elena Ferrante, Fernanda Torres, Cora Coralina, Lygia Fagundes Telles, Lena Dunham, Margaret Atwood, Alice Munro, Hilda Hist.

Já sabe, né? Se ler algum desses ou se tem alguma dica nova para compartilhar, chama nos comentários! Vamos prestigiar as mulheres desse mundo!

Uma jovem senhora de 25 anos

Agorinha mesmo eu me peguei pensando nesse lance do tempo. Eu não sei explicar exatamente qual é a minha inquietação, mas sei dizer que estar “perto” dos 30 me deixa com uma pulga atrás da orelha. “Nossa, mas você ainda vai fazer 26!”: é aí que está o “problema”. Não que ter 26 seja um problema de verdade, mas você já reparou em como nós temos medo de envelhecer e não conseguirmos fazer tudo aquilo que queríamos?

Quando me disseram que existia uma tal crise dos 20 e poucos anos, eu disse: isso é bobeira de quem tem vontade de reclamar da vida. Mas meus amigos, ela chega, e quando vem, vem de uma vez.

Ser bem sucedido na vida é relativo, todo mundo sabe, mas ninguém sabe usar isso na sua própria existência. É sempre preciso se formar rápido, arranjar um emprego bom de primeira, estar em um relacionamento, ter dinheiro, comprar um carro, comprar uma casa, ter filhos antes dos 30, ser magro, entre tantas outras coisas que nos propomos durante a vida. Mas isso é uma grande mentira, caso você não saiba.

Por muito tempo eu pensei que seria alguém fracassado. Eu me sabotei, pensei que era sorte. “Imagina só que sorte ser rico de sentimentos bons e ter tudo aquilo que eu quis. E ser bom naquilo que eu faço? Muita sorte, não é?” Na verdade, não. É trabalho, é batalha, é merecimento. Estar no topo exigiu uma escalada que você só superou porque deu o melhor de si.

Em algum momento da minha vida profissional eu encontrei pessoas que me interpretaram errado e tentaram atravancar meu caminho. Certo pelo certo, como dez e dez são vinte, não funcionou. Mas esses degraus extensos me assombraram por muito tempo, sem eu mesma saber o porquê. Eu não deveria me sentir mal assim pelo que os outros deduzem, eu sou boa naquilo que faço. Olha só, até sei usar os ‘4 porques’ na língua portuguesa.

Aquela sensação de que estou chegando aos 30 sem ter grandes feitos na vida me assusta e simultaneamente me faz pensar: o que realmente são esses tais grandes feitos? Eu acho que ser realizado é alcançar metas e, convenhamos, ainda bem que elas são particulares. A minha meta é aprender: coisas que preciso, sentimentos, coisas que não preciso, hábitos, vivências.

É importante lembrar que as pessoas são diferentes e que cada um tem o seu tempo. Tem pessoas de 75 que acabaram de começar, e tem jovens de 23 que acabaram de acabar. E isso não quer dizer que seja tarde ou cedo demais. Isso quer dizer que cada um tem um tempo diferente.

Existem mundos inteiros para serem descobertos por pessoas diferentes, com 5, 30, 50 ou 97 anos. E existem pessoas quebradas esperando que um mundo descoberto junte seus pedacinhos e faça com que crises como essa dos 20 e poucos não existam mais. Boa sorte na sua jornada!

Você acabou ou acabou de começar?