9º Cotton Tour Círculo Verde reúne consultores e produtores de algodão em um dia voltado ao conhecimento e a troca de experiências

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Aconteceu nesta sexta-feira, 29 de junho, a 9ª edição do Cotton Tour realizado pela Círculo Verde Assessoria Agronômica e Pesquisa, um dia de campo totalmente dedicado à cultura do algodão. O evento aconteceu no Campo de Validação da Círculo Verde, na Fazenda Harmonia, em Luís Eduardo Magalhães, e reuniu produtores, consultores, pesquisadores, engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e representantes de empresas do agronegócio.

Esta safra de algodão no oeste baiano, segundo os dados levantados até o momento, também atingirá números recordes de produtividade e qualidade. O algodão baiano já é destaque mundial pela sua qualidade indiscutível, hoje considerado um dos melhores do mundo. A Bahia é o segundo maior estado produtor de algodão no País e o primeiro em termos de qualidade. Os níveis de excelência alcançados em características como finura, resistência, comprimento, uniformidade e maturidade do fio, entre outros, dão ao algodão baiano o título de melhor algodão do Brasil, estando muito acima do padrão exigido pelo mercado nacional e mundial.

Essa excelência só foi conquistada graças ao aperfeiçoamento e conhecimento dos produtores e suas equipes, além do trabalho sério e comprometido das instituições ligadas à cultura do algodão, como afirmou o produtor, consultor e sócio proprietário da Círculo Verde, Celito Breda: “A Círculo Verde participou de todo o processo de pioneirismo no algodão moderno e mecanizado desde 1995. A primeira colheita foi em 1996, então estamos com 22 anos de muita experiência, mas com muito a aprender. Hoje estamos extremamente satisfeitos com o resultado da safra baiana e com esse dia de campo”.

A programação do Cotton Tour abordou os resultados de pesquisas realizadas pela Círculo Verde, iniciando com os ensaios de ramulária do Algodoeiro, apresentado pela Gerente de Pesquisa, Dra. Mônica Martins e pela engenheira agrônoma Hannan Nunes, que abordaram a queda de eficiência dos fungicidas no controle desta doença e a importância da rotação de ativos de fungicidas e o uso de multissítios para retardar a resistência do fungo a esses produtos.

Na sequência, o consultor e engenheiro agrônomo Pedro Brugnera apresentou ao público o tema Adubação de Cobertura. “Segundo nossos estudos, vale a pena fazer o parcelamento de nitrogênio, pois os resultados dos testes foram positivos. Quanto ao perfil do solo, corrigir é o mais importante. Só assim a planta terá oportunidade de conseguir os nutrientes de que precisa”, afirmou Brugnera.

Logo após, o engenheiro agrônomo Genivaldo Batista falou sobre as perdas como atraso da colheita. Segundo ele, atrasos na colheita podem gerar perdas de 20 até 43 arrobas por hectare. Outro ponto importante levantado por Batista foi em relação às perdas de resistência da pluma e contaminação, observados nos atrasos da colheita do algodão.

Para finalizar a rodada de palestras, o professor Dr. Marco Tamai abordou o tema Ácaro Rajado no Algodoeiro, trazendo orientações precisas para os participantes identificarem e tomarem as medidas assertivas para controlar a praga na plantação. “O ácaro rajado é uma praga do sistema, estando presente tanto na cultura do algodão, quanto do milho, da soja e do feijão, o que gera preocupação quanto ao seu controle. Apesar de diferentes grupos químicos, alguns acaricidas já não têm controle tão efetivo desta praga em campo, o que pode indicar resistência e, portanto, a importância da rotação de ativos”.

O evento finalizou com a visita às variedades de algodão dos parceiros da Círculo Verde: Bayer, Damaceno Braga (DBB), Fundação Bahia/IBA, IMA, J&H Sementes e TMG. Para o consultor e classificador de algodão, Geraldo Pereira, a qualidade do algodão baiano é indiscutível e a área plantada da cultura deveria crescer no estado. “Se tem um lugar no Brasil feito para plantar algodão é a Bahia. O clima, o relevo e o comprometimento dos produtores são indiscutíveis. Além de quantidade e qualidade, o nosso algodão tem bastante brilho, resistência, comprimento. O que realmente precisamos é que as pessoas percebam e valorizem a alta qualidade do algodão baiano. Precisamos valorizar essa qualidade para que consigamos sempre ter um bom retorno para o produtor baiano, que pensa em produtividade, mas também em qualidade”.

 

ASCOM Círculo Verde

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